sábado, 7 de janeiro de 2012

Ainda Sou do Tempo


"Ainda sou do tempo em que ser crente era motivo de críticas e perseguições. Nós não éramos muitos, e geralmente éramos considerados ignorantes, analfabetos, massa de manobra ou gente de segunda categoria. Os colegas da escola nos marginalizavam. Os patrões zombavam de nós. A sociedade criticava um povo que cria num Deus moral, ético, decente, que fazia de seus seguidores pessoas diferentes, amorosas, verdadeiras e puras. Não era fácil. Mas nós sobrevivemos e vencemos. Sinto falta daquela perseguição, pois ela denunciava que a nossa luz era de qualidade, e ofuscava a visão conturbada de quem não era liberto. E, por causa dessa luz, muitos incrédulos foram conduzidos ao arrependimento e à salvação. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que os crentes não tinham imagens em suas casas, em seus carros ou como adereços de seus corpos. Nós não tatuávamos os nossos corpos e nem colocávamos "piercings" em nossa pele. Críamos que os nossos corpos eram sacrifícios ao Senhor, e que não nos era lícito maculá-los com os sinais de um mundo decadente, um deus mundano e uma cultura corrompida. Dizíamos que tatuar o corpo era pecado. Não tínhamos objetos de culto em nossas igrejas. Aliás, esse era um de nossos diferenciais: nós éramos aqueles que não admitiam imagens em lugar algum. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que pornografia era pecado. Nós não considerávamos fotos eróticas ou filmes pornô um "trabalho profissional", mas uma prostituição do próprio corpo e uma corrupção moral. Ao nos convertermos, convertíamos também os nossos olhos, e abandonávamos as revistas pornográficas, os cinemas de prostituição e os teatros corrompidos. Os que eram adúlteros se arrependiam e pagavam o preço do que fizeram, e começavam vida nova. Os promíscuos mudavam seu comportamento e tornavam-se santos em todo o seu procedimento. Nós, os adolescentes, deixávamos os namoros e os relacionamentos orientados pelos filmes mundanos, e primávamos por ser como José do Egito, que foi puro, ou o apóstolo Paulo, que foi decente. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nos vestíamos adequadamente para o culto. Aliás, além do nosso testemunho moral, nós nos identificávamos pelas roupas. Se pentecostais, usávamos roupas sociais bastante formais, e éramos conhecidos aonde quer que íamos, pois ninguém mais se vestia tão formalmente assim em pleno domingo à tarde. Se de outras denominações, como eu, não chegávamos a esse extremo, mas nos trajávamos socialmente, com o melhor que tínhamos, dentro de nossas possibilidades, porque críamos que, se íamos prestar um culto a Deus, a ocasião nos exigia o melhor, e buscávamos dar o melhor para Deus. Era a famosa "roupa de missa", "roupa de igreja". Mesmo pobres, tínhamos o melhor para Deus. E sempre algo decente: camisas sociais, calças bem passadas, um sapato melhor conservado, um blaizer ou uma blusa bem alinhada. As mulheres usavam seus melhores vestidos, suas melhores saias e seus conjuntos mais femininos. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que nossos hinos falavam de Cristo e da salvação. Cantávamos muito, e nossas músicas não eram tão complexas como as de hoje. Mas todos acabávamos por decorá-las. Suas mensagens eram simples e evangelísticas: "foi na cruz, foi na cruz", "andam procurando a razão de viver"; "Porque Ele vive, posso crer no amanhã", "Feliz serás, jamais verás tua vida em pranto se findar", "O Senhor da ceifa está chamando"; "Jesus, Senhor, me achego a ti", "Santo Espírito, enche a minha vida", "Foi Cristo quem me salvou, quebrou as cadeias e me libertou", etc. Não copiávamos os "hits" estrangeiros, ou as danças mundanas, mas buscávamos algo clássico, alegre, porém, solene. E dançar o louvor? Jamais! Não ousávamos, nem queríamos; nunca soubéramos que o louvor era "dançante"; as danças deixamos em nossas velhas vidas mundanas. Porém, mesmo não as tendo, éramos alegres e motivados. Mas hoje é diferente.

Ainda sou do tempo em que as denominações e igrejas tinham personalidade. As denominações eram poucas e bastante homogêneas. Sabíamos que a Assembléia de Deus era pentecostal e usava indumentária formal; os presbiterianos eram os melhores coristas que existiam; os adventistas tinham uma fé estranha, numa profetisa semi-contemporânea, mas tinham os melhores quartetos masculinos; os melhores solistas eram batistas, etc. Nossas liturgias eram bastante diferentes: os conservadores eram formais, seus cultos silenciosos, enquanto um orava, os outros diziam amém. Já os pentecostais oravam todos ao mesmo tempo e cantavam a Harpa Cristã. Nós nos considerávamos irmãos, não há dúvida. Mas tínhamos personalidade. Hoje tudo é diferente.

E eu não sou velho! Isso tudo não tem 26 anos ainda! Na década de 80 ser crente era ser assim! Meu Deus, como o mundo mudou! Como a chamada Igreja Evangélica se deteriorou! Hoje eu sinto vergonha de ser considerado evangélico!

Hoje é moda ser crente, ou melhor, "gospel". Você é artista pornô, mas é crente. Você é do forró pé-de-serra, mas é crente. Você é ladrão, mas é crente. Você é homossexual assumido, mas é crente. Não importa a profissão, o comportamento, a moral, a índole, ser crente é apenas um detalhe. Aliás, dá cartaz ser crente: hoje muitos cantores "viram crentes" pra vender seus CD's encalhados, pois o "povo de Deus" compra qualquer coisa. Não há diferença entre o santo e o profano, o consagrado e o amaldiçoado, o lícito e o proibido, o justo e o injusto. Qualquer coisa serve. O púlpito pode ser uma prancha de surf, uma cama de motel ou um palanque eleitoral; a forma não importa. Ser crente é apenas um detalhe, uma simples nomencalatura religiosa.

Hoje os crentes tatuam as suas peles, mesmo sabendo que a Bíblia condena o uso de símbolos e marcas no corpo de quem se consagra a Deus. Criamos nossos próprios símbolos, nossos próprios estigmas e nossas próprias tribos. Hoje há denominações que dão opções de símbolos para que seus jovens se tatuem. O "piercing" deixou de ser pecado, e passou a ser "fashion", e está pendurado na pele flácida de roqueiros evangélicos e "levitas" das igrejas, maculando a pureza de um corpo dedicado ao Deus libertador. Mulheres há que enchem seus umbigos e outras partes de pequenas ferragens, repletas de vaidade e erotismo mundano, destruindo, assim, qualquer padrão cristão de consagração corporal. Meninos tingem seus cabelos de laranja, e mocinhas destróem seus rostos com produtos, pois agora todo mundo faz, e "Deus não olha a aparência". (Ainda bem, pois se olhasse, teria ânsia de vômito...)

Hoje ir à igreja é como ir ao mercado ou às barracas de feira e de artesanato: um evento efêmero, informal, meramente turístico. Não há mais cuidado algum no trajo cultuante. Rapazes vão de bermudas, calções (e, pasmem os senhores, de sungas!), até sem camisa, porque Deus não é "bitolado, babaca ou retrógrado". Garotas usam suas mini-saias dos "rebeldes" e exibem umbigos cheios de "piercings", estrelinhas e purpurinas pingando dos cabelos e roupas, numa passarela contínua do modismo eclesiástico. Se alguém ainda vai modestamente ao culto, seja jovem, seja velho, ou é "novo convertido", ou é "beato". É típico encontrarmos pastores dizendo aos "engravatados": "Pra que isso, irmão? Vai fazer exame laboratorial?" E, continuamente, vão demolindo qualquer alicerce de reverência e solenidade para o ato do culto.

Hoje as nossas músicas pouco falam de Cristo. Somos bitolados por um amontoado de "glórias", "aleluias", "no trono", "te exaltamos", "o teu poder", etc. Misturamos essas expressões, colocamos uma pitada de emoções, imitamos os ícones dos megaeventos de louvores, e gravamos o nosso próprio cd, que, de diferente, tem a capa e o timbre de algumas vozes, talvez alguns instrumentos, mas, no mais, não passam de cópias das cópias das cópias. E Jesus? Ah, quase nunca o mencionamos, e, quando o fazemos, não apresentamos qualquer noção do que Ele é ou representa para o nosso louvor. Não falamos mais que Ele é o caminho, a verdade e avida, não o apresentamos como Senhor e Salvador, não informamos ao ouvinte o que se deve fazer para tê-lo no coração, apenas citamos seu nome ou dizemos um aleluia para ele.

Hoje, entrar em uma igreja é como ter entrado em todas: é tudo igual. O mesmo sistema, as mesmas cantorias, a seqüência de eventos, os rituais emocionais, as pregações da prosperidade, de libertação de maldições ou de mega-sonhos "de Deus" (como se Deus precisasse sonhar, como se fosse impotente ou dependente da vontade humana). Transformamos nossas igrejas em filiais de uma matriz que não sabemos nem aonde fica, mas que se representa nas comunidades da moda. Não há mais corais, não há mais solistas, não há mais escolas dominicais fortes, não há mais denominações com características sólidas, não há mais nada. Tudo é a mesma coisa: uma hora e meia de "louvor", meia hora de "ofertas" e quinze minutos de "pregação", ou meia hora de "palavra profética e apostólica". Que desgraça!

Hoje trouxemos os ídolos de volta aos templos: são castiçais, bandeiras de Israel, candelabros, reproduções de peças do tabernáculo do velho testamento, bugigangas e quinquilharias que vendemos, similares aos escapulários católicos que tanto criticávamos. Hoje não nos atemos a uma cruz sem Cristo, simbólica apenas. Hoje temos anjinhos, Moisés abrindo o Mar Vermelho, Cristo no sermão da Montanha. O que nos falta ainda? Nossas bíblias, para serem boas, têm que ser do "Pastor fulano", com dicas de moda, culinária, negócios e guia turístico. Hoje temos bíblias para mulheres, para homens, para crianças, para jovens, para velhos, só falta inventarmos a bíblia gay, a bíblia erótica, a bíblia do ladrão, a bíblia do desviado. Bíblias puras não prestam mais. E, mesmo tendo essas bíblias direcionadas, QUASE NINGUÉM AS LÊ! Trazemos rosas para consagrar, rosas murchas para abençoar e virar incenso em casa, sal groso para purificar, arruda para encantar, folhas de oliveira de Israel e água do Rio Jordão (Tietê?) para abençoar, vara de Arão, de Moisés, e sabe lá de quem mais! Voltamos às origens idólatras! Parece o povo de Israel, que, ao morrer um rei justo, emporcalhavam o país com suas idolatrias e prostitutas cultuais. E se alguém ousa ser autêntico, é taxado de retrógrado. Com isso, surgem os terríveis fundamentalistas, que abominam tudo, ou os neopentecostais, que são capazes de transformar a igreja num circo, fazendo o povo rir sem parar ou grunir como animais.

Meu Deus, o que será daqui há alguns anos? Será que teremos que inventar um nome novo para ser evangélico à moda antiga? Parece que batista, assembleiano, presbiteriano, luterano ou metodista não define muita coisa mais! Será que ainda haverá púlpitos que prestem, pastores que pastoreiem, louvores que louvem a Deus? Será que seremos obrigados a usar "piercing" para nos filiarmos a alguma igreja? Será que nossos cultos serão naturistas? Será que ainda haverá Deus em nosso sistema religioso?

É CLARO QUE HÁ EXCEÇÕES! E eu bendigo a Deus porque tenho lutado para ser uma dessas exceções. É claro que o meu querido leitor, pastor, louvador, membro de igreja, missionário, também tem buscado ser exceção. Mas eu não podia deixar de denunciar essa bagunça toda, esse frenesi maligno, esse fogo estranho no altar de Deus! Quando vejo colegas cuspindo no povo, para abençoá-los, quando vejo pastores dizendo ao Espírito Santo "pega! pega! pega!", como se fosse um cachorrinho, quando vejo pastores arrancando miúdos de boi da barriga dos incautos doentes que a eles se submetem, quando vejo um evangelho podre arrastando milhões, quando vejo colegas cobrando dez mil reais mais o hotel, ou metade da oferta da noite, para pregar o evangelho, então eu me humilho diante de Deus, e digo: "Senhor, me proteja, não me deixa ser assim!"

Que Deus tenha piedade de nós.”

Wagner Antonio de AraújoIgreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
Av. Internacional, 592 - Jardim Santo Antonio


CUIDADO, MUITO ADUBO NÃO FAZ BEM


Cuidado com o excesso de estrume em sua vida!


Primeiro dia do ano de 2012, fui dar uma saída para espairecer – também conhecido por desanuviar, desestressar, etc. Andando pelo bairro novo (quer dizer: novo para mim, porque é quase mais velho do que eu… risos), fui visitar uma feira livre com minha esposa. Próximo a uma banca de frutas e verduras, vimos na cerca um planta de rama (estilo trepadeira) e ficamos admirando sua viçosidade sem conseguirmos identificar, todavia, o que era. Era chuchu? Era maracujá? Era bucha? Não sabíamos.

Quando compramos e pagamos as frutas e verduras na banca, perguntei à dona: “Que planta bonita aquela, mas é um pé de quê?“, ao que ela nos respondeu: “É chuchu, mas ele não está dando frutos porque colocaram adubo de galinha demais“. Como assim? pensei eu. A resposta: É que as sementes foram lançadas ao pé da cerca, onde havia muito adubo para pouca planta. O que aconteceu? O pé de chuchu aproveitou todo aquele húmus para crescer e ramificar, mas não produziu fruto algum. Era só folhas, bonitas, mas… apenas folhas.

Isso me lembra um fato conhecido, senão observe:
Vendo à distância uma figueira com folhas, foi ver se encontraria nela algum fruto. Aproximando-se dela, nada encontrou, a não ser folhas, porque não era tempo de figos. Então lhe disse: “Ninguém mais coma de seu fruto“. E os seus discípulos ouviram-no dizer isso. [...] De manhã, ao passarem, viram a figueira seca desde as raízes.
Que lições eu aprendo com isso? Várias, e convido você a verificar se aprendi corretamente ou estou inventando coisas. #follow_me

  • Facilidade demais atrapalha

    Aquela planta não teve dificuldades para encontrar tudo o que precisava para crescer, estava tudo ali à mão… quer dizer, às raízes (risos). Não precisou fazer qualquer esforço. Isso pode significar que suas raízes não cresceram além dos limites do adubo em volta dela. Não se expandiram, não se aprofundaram e não se robusteceram pela ausência de dificuldades. Isso pode ter sido a causa de sua improdutividade. Mas, que lição isso nos ensina?

    Primeira: as dificuldades não são tão ruins como pensamos, porque elas nos obrigam a procurar formas de contorná-la e de crescermos além de nossos limites que quiseram nos impor. Eu conheço muitos casos de pessoas cercadas de facilidades que frustraram as expectativas de que eles produzissem algo relevante. Você deve conhecer também, não é mesmo?

    Segunda: as facilidades acabam por nos privar de querer conhecer algo novo, fora das fronteiras que estamos acostumados a viver. Eu posso me lembrar sem muito esforço das grandes dificuldades que passei em um passado não muito distante, e das vezes em que empreendia uma verdadeira viagem para tentar achar solução para meus problemas. Às vezes, eu apenas queria sair daquele ambiente que me oprimia e deprimia. Não, essas saídas não foram a saída que eu esperava, mas conheci novos lugares, novas pessoas, fiz novas amizades e voltei mais animado, mais encorajado e mais aliviado.

    Terceira: as dificuldades nos obrigam a conhecer melhor e de forma mais profunda nossos limites, nossas fraquezas e também nosso potencial de virar o jogo a nosso favor. Ao me lembrar de minhas experiências passadas, quando as dificuldades eram uma constante e que pareciam verdadeiras barreiras intransponíveis, que ameaçavam a realização de meus sonhos e projetos, eu descobri que era necessário parar e refletir um pouco sobre o que poderia e deveria ser feito para mudar aquele quadro deprimente.

    A dificuldade nos obriga a sair do comodismo, do lugar de conforto ou, nas palavras de um grande amigo, “são espinhos colocados em nosso ninho, que nos fazem sair do comodismo e nos lançarmos aos ares, para ganharmos o céu e vivermos novas experiências além do horizonte de nossa imaginação“. Se você está passando por dificuldades, é interessante ver como esses problemas podem estar embutindo ou escondendo a saída para sua crise. Às vezes, basta apenas um pouco de boa vontade e reflexão crítica para descobrirmos a saída do labirinto em que nos metemos.
    • Aparência não é o mesmo que Essência

      Confesso: acho que aquele era o pé de chuchu mais bonito que já tinha visto ou que me lembre de ter visto. Mas, que eu saiba, chuchu não é planta ornamental. Por mais belo que seja um pé de chuchu, se ele não produz fruto, ele de pouco ou nada serve. Você conhece alguma exposição de plantas ornamentais, que exponha azaléias, amélias, margaridas, violetas ou orquídeas e tenha um espaço reservado para… chuchu?


       Nesta época de Big Broster e Penico da TV, onde a aparência é mais valorizada do que a essência, nunca é demais lembrar que certas coisas nunca mudam, e a aparência nunca substituirá a essência. Sabe aquele velho ditado “beleza não põe mesa“? Pois é, eu fiqueimatutando horrores de tempo para tentar entender o que isso queria dizer… #matuto

      Mas, hoje, casado (e bem casado, por sinal), isso se tornou trivial de entender. Se beleza pusesse mesa, modelos e atrizes não se separariam, capice? Aquele pé de chuchu tinha de sobra o que muitos não tinham: beleza. Todavia, naquilo que realmente interessava (frutos), ele tinha de falta.

      Estou me recordando agora de um fato de minha longínqua juventude, quase adolescência, lá pelos idos do século passado (risos). Quando eu entrei no segundo grau – hoje ensino médio -, logo na primeira semana de aula, fomos fazer os testes biométricos. Era somente para medir a altura, registrar peso, essas coisas. Naquela ocasião, uma moça muito (mas muito) bonita também estava tirando suas medidas por lá. Imagine a cena…

       
      já passou por isso? #vergonha


      Entretanto, o que me ficou marcado é que, depois, fui conhecê-la pessoalmente, já que estudaríamos na mesma sala. Nem me lembro o que fui lhe perguntar, mas só sei que ela respondeu de uma forma tão aparvalhada e tosca que murchou toda minha… admiração pelarapariga. Nas aulas, ela soltava cada pérola que sempre era motivo de risos além de, nas provas,ficar na cola dos outros para responder alguma coisa. Entendeu, !

      Quanta decepção… só aparência, mas essência que era bom… nádegas, nádegas demais. #mulher_fruta. Nunca se deixe iludir com a aparência, pois por baixo do capô pode estar um motor fundido (não pergunte)! #fato

      • O comodismo nos torna covardes

        Você prestou atenção quando eu disse que as raízes provavelmente não cresceram além dos limites da bo5t4 do adubo? Além disso, não se robusteceram, visto que nem havia necessidade disso. Era uma planta que qualquer pessoa poderia arrancar com facilidade, e não sobreviveria a uma doença ou agressão fortuita. Era uma planta morta em vida, com pouca capacidade de adaptação a mudanças ou intempéries previsíveis.

        Assim também são as pessoas: as facilidades funcionam como o excesso de adubo nas plantas, e elas nos deixam acomodados e acovardados, sem interesse ou capacidade para enfrentar novos desafios e demandas, sem vontade de sair do lugar de conforto. Para nos tirar do conforto, geralmente Deus nos confronta. Sim, não existe melhor remédio para nos tirar do conforto do que o confronto. Você quer vencer? Entre na batalha e lute. Enfrente esse confronto de frente. (Pleonasmo proposital)

        Ao sair do comodismo, você granjeará muitas coisas boas: aprofundará seus relacionamentos e conhecimentos, conhecerá novos lugares e pessoas, ampliará seus horizontes e aguçará seus sentidos. Você se tornará outra pessoa, e uma pessoa melhor, por meio das dificuldades. Sim, provavelmente você carregará cicatrizes, marcas e manchas. Mas, essas marcas podem se tornar testemunhas de sua vitória. Deixe suas cicatrizes contar sua história por você, deixe que as derrotas contem quem você foi e o que fez, e como chegou até aqui.

        Veja como uma aparente barreira se tornou razão para que os vinhos brasileiros se tornassem admirados em todo o mundo pela superação daquilo que era um incômodo. Com a palavra, William Douglas:
        Outro dado sobre vinho. Perguntei ao técnico, que em breve se formará em nível superior em viticultura e enologia, se era realmente verdade que nosso vinho é melhor para o coração do que os vinhos estrangeiros. Seria só marketing ou o que o Brasil tem é de fato melhor? A resposta foi espetacular.
        As substâncias que ajudam o coração e diminuem o risco de enfartes são os polifenóis; dentro dos polifenóis, há o grupo dos estilbenos (o mais famoso dos estilbenos é o resveratrol). Os estilbenos são absorvidos pela corrente sanguínea e transformam o LDL (colesterol ruim) em HDL (colesterol bom). Este tipo de polifenol é a principal defesa natural que a uva cria para proteger-se dos fungos.
        E, como o Brasil tem um sério problema de fungos, nossa uva tem mais estilbenos que as uvas e os vinhos produzidos na maioria das outras regiões vitivinícolas do mundo. Dessa forma, o fungo, que é um drama para o viticultor, torna nosso vinho mais especial. Se o produtor brasileiro conseguir fazer o fungo não destruir a produção de seu vinhedo, a uva bem cuidada que sair do vinhedo será a melhor para a saúde do que aquelas uvazinhas plantadas em lugares sem tantos transtornos e dificuldades.

        Se você estiver passando por dificuldades, quem sabe se elas não o estão preparando para ser além daquilo que você jamais planejou ou imaginou? Deus tem umas formas engraçadas de nos moldar, mas o que importa é o resultado final do processo.
        •  Nós fomos criados com um propósito

          Aquele pé de chuchu tinha tudo para dar certo: tinha sido plantado em um bom lugar, tinha adubo à vontade, era cuidado e regado, vigiado para não ser arrancado. Mas, a única coisa que se pedia dele era que produzisse chuchus. De preferência, que produzisse “pra chuchu” (risos). Mas, necas de pitibiriba de chuchu (nossa, essa veio do fundo do baú, hein!). O único propósito de vida daquele chuchu foi pras cucuias. Um desperdício de adubo, de tempo, de água e de expectativa. Expectativas e esperanças frustradas, pessoas decepcionadas e um potencial desperdiçado.

          Você não foi criado sem propósito, pelo contrário, você foi criado com um propósito bem definido, planejado e determinado. Mesmo que você pense que sua vida não tem sentido, e que as coisas que estão acontecendo hoje não tem qualquer lógica, permita-me dizer-lhe que sua vida tem sentido, sim senhor, mesmo que você ignore qual seja ele.

          Ao assumir que sua vida tem um propósito, mesmo que ainda ignorado, você começa a viver melhor e de forma mais abundante porque, afinal, existe uma razão para viver: descobrir qual é o sentido da vida (risos). Aprenda com o chuchu, aquele vegetal que (dizem) não tem gosto próprio, mas que se apropria do sabor alheio. Mas, hoje, você é quem vai saborear a lição do chuchu.

          Olhe para aquela planta enrolada, mas desenrole-se de suas decepções e amarguras passadas, e levante sua cabeça com desenvoltura e ânimo daqui para frente. Sua vida não tem apenas sentido, mas você também tem potencial para vencer e um futuro a trilhar. Existe algo a sua espera mais a frente, e você deve prosseguir, mesmo que as ondas desta vida queiram naufragá-lo. Você vai vencer essa luta, vai passar nessa prova e cantar o hino da vitória, basta crer, meu amado.

          Conclusão

          Talvez você não tenha percebido, mas durante esses minutos em que estivemos juntos, enquanto você estava desanimado, triste e cabisbaixo, eu estava regando sua vida com ânimo e vigor, para que você pudesse sair daqui diferente da forma que chegou. Faça uma breve retrospectiva e observe que você está diferente sim, mesmo sem querer admitir, está mais animado e disposto. Até está escondendo um sorriso no canto da boca, né! #arrá #te_peguei

          Sabe, eu pretendia escrever apenas algumas linhas bem singelas e curtas sobre essa experiência,mas como sempre diz uma grande amiga minha (Wilma, oi?), eu não fui projetado para escrever pouco. É, foi uma falha de projeto mesmo. Você não tem noção de como tenho dificuldade de escrever no twitter… risos.

          Mas, não ganho nada escrevendo, só tenho uma satisfação imensa de saber que fui usado por Deus para abençoar alguém. Se chegou até aqui, gostaria de lhe pedir um favor: se este texto lhe foi útil, você foi abençoado e gostou da leitura, você pode retribuir me presenteando com uma viagem para Aruba, com uma TV LED 3D 55′ ou um iPad de última geração (risos). Mas, se não quiser, então pode clicar no +1curtir ou dar um tweet mesmo que eu aceito de bom grado, né! rá!

          Aqui no blog Desafiando Limites você tem dieta completa: lê bobagens do começo ao fim, e ainda dá risadas pra chuchu

          sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

          O LADO BOM DO PERDÃO

          Se guardar mágoas e alimentar sentimentos de vingança permitem ilusões como a de que somos perfeitos, perdoar leva à libertação.

          Todos fomos machucados na vida. Todos fomos rejeitados por um amante, traídos por um amigo, passados para trás numa promoção. Apesar de aprendermos que "perdoar é esquecer" ("o que passou, passou"), a maioria de nós acredita que as pessoas que nos feriram devem pagar pela dor que nos causaram; afinal, elas merecem ser castigadas, mesmo que inconscientemente ("nada como um dia atrás do outro" ou "um dia a pessoa vai ver o que perdeu"). 

          Não se trata de esquecer a maldade alheia ou minimizar o próprio sofrimento. Para ser capaz de um perdão verdadeiro e sadio basta entender que ele traz muito mais benefícios do que o rancor. 

          Na verdade, temos muito o que aprender com essas experiências. Em primeiro lugar, perdoar não é retaliar, se vingar ou fazer o outro sofrer tanto quanto nos fez sofrer. Mas, por outro lado, perdoar não é esquecer, deixar para trás quilômetros de mágoa, toneladas de ressentimentos ou ainda fechar os olhos e deixar os "bandidos" se darem bem com as trapaças que cometeram. 

          Quando perdoamos as pessoas que nos machucaram, não estamos dizendo que o que foi feito contra nós não teve importância ("não foi nada") ou não deixou marcas profundas (aquelas a ferro e fogo). Essas perdas foram terríveis e fizeram grande diferença em nossa vida, mas nos ensinaram muitas coisas: tanto a não nos tornarmos vítimas novamente, como não fazermos o mesmo para terceiros. 

          De fato, algumas pessoas perdoam, outras não, outras estão tentando. Porém, fingir que perdoamos, ranger os dentes, engolir em seco, não é perdoar. Os terapeutas americanos Sidnei e Suzanne Simon, em seu livro Forgiveness, explicam o que significa perdoar e não perdoar. Começam dizendo que não perdoar tem certas vantagens porque nos dá algumas ilusões. 

          A primeira, e mais comum, é a ilusão de que, se aquele problema não tivesse acontecido, nossa vida seria perfeita. Só bastaria que as coisas tivessem sido diferentes e não tivéssemos sido machucados naquela época e pela pessoa que nos machucou; agora, estaríamos "numa boa". Mas, como aquilo aconteceu, temos a explicação ideal, a desculpa perfeita para estarmos e ficarmos na pior ( a responsabilidade da nossa infelicidade é sempre do "outro"). 

          Em segundo lugar, não perdoar nos dá ilusão de sermos perfeitos. Os maus, os bandidos, são os que nos machucaram, e se nós os perdoarmos nunca mais poderemos dividir o mundo ao meio, todos os mocinhos de um lado e todos os bandidos de outro. Vamos ter de aceitar que as pessoas são "híbridas", potencialmente boas e más. Tanto os outros quanto nós mesmos. 

          Não perdoar também nos dá a ilusão de força, de poder ("agora eu controlo"). Não perdoar ajuda a compensar a sensação de falta de poder que nós sentimos quando fomos machucados. De fato, se trancarmos na prisão de nossa mente essas pessoas que nos machucaram, vamos nos sentir onipotentes ("agora é minha vez") pela força do nosso ódio silencioso. 

          E, por último, não perdoar nos dá a ilusão de que não seremos machucados outra vez. Mantendo a dor viva, os olhos bem abertos para qualquer perigo em potencial, reduzimos o risco de voltamos a sofrer rejeição, traição ou qualquer outra forma de ferimento. 

          Mas será que os benefícios de não perdoar valem o preço que pagamos por armazenar essas mágoas, remoer esses sentimentos e nos agarrarmos com unhas e dentes à dor do passado? Será que vale a pena continuarmos alimentando a raiva, revidando com palavras ou com silêncio e assim nunca sentirmos o verdadeiro prazer de viver? 

          O perdão se torna uma possibilidade quando a dor do passado para de reger nossas vidas; quando não precisarmos mais do ódio e do ressentimento como desculpas para obter menos da vida do que queremos ou merecemos. Perdoar é chegar à conclusão de que já odiamos bastante e não queremos odiar mais; portanto, perdoar é usar a energia da vida, não para reprimir esses sentimentos, mas para quebrar o ciclo da dor se voltando para o futuro e não machucando outras pessoas como fomos machucados. 

          Há quem diga que perdoar é escolher entre se vingar e se aproximar, entre ser vítima ou sobrevivente. Na realidade, perdoar é um processo que vem de dentro. É uma libertação. Uma aceitação. Perdoar é aceitar que a coisas ruins podem e de fato acontecem na vida das pessoas, e que as pessoas mesmo quando amam, se machucam. Perdoar é um sentimento de bem-estar, é reconhecer que existe algo melhor que queremos fazer com a energia da vida e fazê-lo.



          Maria Helena Matarazzo 

          Em obras.Siga pelo desvio!!!!

          Já reparou quantas vezes deixamos de tomar certas decisões fundamentais para nossas vidas ou de fazer certas escolhas que poderiam modificar completamente o cenário atual baseando-nos em ‘desculpas’?

          Isto é, por medo de olhar para nós mesmos e nos questionar que caminho desejamos seguir, compreendendo que cada caminho tem seus prós e seus contras, preferimos viver acomodados na mediocridade.

          Cada hora temos um novo problema, um outro obstáculo. Agora não podemos conversar sobre a relação porque o outro anda muito cansado por conta do trabalho. Será mesmo? Ou será que temos medo do que vamos ouvir ou de não conseguirmos falar tudo o que gostaríamos?

          Agora não podemos iniciar uma atividade física porque não temos dinheiro. Estamos investindo na educação dos filhos. Será mesmo? Ou será que não queremos arcar com a disciplina que um novo compromisso exige de nós?

          Agora não podemos rever nossas escolhas profissionais e arriscar uma nova área porque falta apenas 10 anos para a aposentadoria. Será mesmo? Ou será que temos receio de optar pelo desconhecido e enfrentar novos desafios?

          E assim a vida vai passando... De repente, os filhos cresceram, o amor esfriou e perdeu o brilho, o trabalho já não realiza e a tão esperada aposentadoria serve para nos deixar ainda mais enfadonhos e vazios...

          E pra não perder o costume, estes então se tornam os nossos novos problemas. “Estou velho demais pra recomeçar”. “Já passou muito tempo; é melhor deixar as coisas como estão”. “Meus netos vão precisar de mim; preciso estar aqui para cuidar deles”.

          Mas e você? Cadê você? Quem é você? O que você realmente quer? O que faz o seu coração bater mais forte? Quais são seus mais íntimos desejos? Você justificou-se a vida toda com ‘desculpas’, mas quais são os verdadeiros fatos?

          Muitos de nós tem passado ano após ano ‘em obras’; sempre inventando uma nova reforma, sempre quebrando e consertando os mesmos lugares dentro da gente, numa tentativa insana de acreditar que algo vai mudar. Mas nada muda! Continua sempre igual, porque não tem você, não tem seu coração, não tem sua alma.

          E quando você descobre que os problemas não existiam, mas que você passou tanto tempo insistindo em inventá-los, já não sabe como voltar para o seu caminho. Perdeu-se.

          Sabe o que há de bom nisso? Enfim você descobriu e agora pode se reencontrar, se reinventar, desbravar um novo caminho. Começar uma nova viagem. Fazer novos planos. Entretanto, há uma condição: que você não fique dando voltas, pegando atalhos, desvios ou retornos só para evitar o desconhecido.

          Vá em frente, porque ainda que lhe restasse apenas um dia de vida, mas você percebesse que o que ainda não foi vivido está aí para ser experimentado e sentido, tudo seria novo.

          Portanto, saiba que, algumas vezes, o novo é realmente assustador, mas que ter medo é humano. Deixar-se paralisar por causa dele é subestimar a sua coragem e o seu potencial.

          Cuidado com as obras que tem feito desnecessariamente em seu caminho. Cuidado com as ‘desculpas’ que tem dado para fugir de si mesmo. Dedique a cada um o tempo que for de cada um, sem negligenciar sua vida em nome daquilo que nunca foi e nunca será um fato. Porque o fato é que você precisa descobrir a que veio... para que quando partir, tenha feito diferença!

          Rosana Braga

          Falsificações da Verdade


          Por Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)

          Temos vivido dias enganosos. Muitos têm sido enganados por falsificações, por fatos que aparentemente são reais, a tal ponto que, por eles, vão às ultimas conseqüências. Mas não são verdadeiros, são falsos, e esta é uma característica do diabo, de satanás, o pai da mentira, o pai da falsificação. E neste contexto as seitas são exatamente o que aparenta ser verdadeiro e por isso têm enganado a tantos. Como diagnosticar estas seitas?

          Primeiro, seria bom dizer que o surgimento de seitas no meio dos evangélicos é demonstração de que a igreja não está bem. Muitos estão com problemas graves e têm procurado a igreja, mas não têm visto solução para si mesmos; creio que aqui deva ser colocado o tradicionalismo evangélico, a ortodoxia (que, diga-se de passagem, é necessária) morta, a superficialidade cristã, a falta de conversão verdadeira, o comodismo, tudo isso tem feito as pessoas buscarem outro aconchego.

          No entanto é fato real que a grande maioria das pessoas está em busca de solução para os seus problemas, uma vida melhor, vida de paz, sem problemas, sem doença, mas são avessas às exortações, às recomendações de santificação; estão buscando pão como nos dias de Jesus. "Vós me procurais não porque vistes sinais, mas porque comeste dos pães e vos fartastes" (Jo.6:26). Aqui é que entra a seita, pois ela oferece ao povo exatamente aquilo que ele necessita (quer). E se você repreende alguém, recebe esta advertência: "Veja o bem que estou recebendo! Se me faz bem, deve ser de Deus!" Ou seja, se traz sucesso, solução, fez-me mudar de vida e traz felicidade, deve ser de Deus.

          É exatamente aí que satanás arma sua cilada e já tem dominado muitas vidas. Lembrem-se que muitas organizações que ridicularizam o cristianismo podem ajudar as pessoas e fazê-las felizes. Lembro aqui os psiquiatras e psicólogos ateus. Eles podem trazer resultados muito bons, sem nada de orientação cristã. O próprio espiritismo tem trazido solução para muitas vidas; a yoga, o pensamento positivo e outros. Se você acha que tudo o que traz o bem pessoal é de Deus, saiba que já está caído diante do diabo.

          Como saber então se é de Deus? Como diagnosticar o problema?

          Seria bom inicialmente afirmar que o que importa ao homem não é o que ele sente, mas o seu relacionamento com Deus. Qualquer orientação que me faça ficar satisfeito, quando a minha relação com Deus está ruim, isto é do diabo. Era esta a situação dos fariseus.

          Mas há outros testes práticos que gostaria de colocar.

          O modo como vem a "bênção". Eles ensinam que se você obedecer a uma fórmula, pré-estabelecida, a bênção virá, a felicidade, a paz, a cura. E sempre é uma fórmula alheia às Santas Escrituras. Geralmente a idéia de uma visão que alguém teve, e daí é elaborado o sistema. Elas podem até citar as Escrituras, mas ao acaso, texto fora do contexto, e isso é transformado em pretexto. Compare isso com as grandes confissões de fé e credos do cristianismo. São todos sinopses da Palavra de Deus. Ali é enfatizada a grandeza e extensão da Bíblia. Como é diferente das seitas que apresentam apenas uma fórmula, uma fórmula mágica. ( Na igreja: ir a igreja, ou ler a Bíblia, ou orar).

          Testemunho Pessoal. Outro aspecto que é característico de uma seita é o testemunho pessoal. O que os sectários destas seitas falam é sobre sua vida, o que era e o que são agora. Que eram assim até entrarem para esta "igreja", o seu problema está resolvido. Não ensinam as doutrinas fundamentais do cristianismo. Enfatizam apenas uma fórmula. Vejam que eles, ao enfatizarem seus testemunhos, começam com eles e terminam com eles, e não com Jesus como Senhor, apesar de citá-lo.

          Apenas o prático. Eles enfatizam apenas o que é prático. Negligenciam a doutrina. Dizem: "Vocês precisam é de algo prático". Na verdade, porém, o que estão querendo dizer é que não é importante a doutrina. Mas não era assim que Paulo fazia na epístola aos Efésios; ele escreve os três primeiros capítulos nos quais a doutrina não é prática, é pura doutrina. E só depois do capítulo quatro ;e que a torna prática. Ou seja, primeiro o fundamento doutrinário, depois a prática. A ordem inversa é de grande perigo. É o que acontece com essas seitas.Quero aqui realçar o perigo dentro das nossas igrejas. Hoje há uma tendência em se desvalorizar a doutrina. Teologia, doutrina, tudo soa muito intelectual, sofisticado (creio até que em algumas circunstâncias é verdade) e por isso é negligenciado. Há risco de seitas no nosso meio.

          Você é que pode fazer. Apesar de falar no Espírito Santo, não se acha que Ele é que vai realizar em nós o que Deus quer. Eles sempre afirmam que é você que pode fazer. Esquecem que é Deus que opera em nós tanto o querer como o efetuar. Daí surgir a jactância, o orgulho, a satisfação própria. Há muita arrogância, pois são eles que conseguem realizar. A mudança foi devido a uma atitude tomada, uma conseqüência do seu esforço próprio. "Eu era assim, mas agora consegui isto..." Não estão entregues à vontade de Deus, mas seus interesses é que prevalecem. Este perigo também está em nossas igrejas e os que agem assim estão esquecidos do que disse Paulo: "operai a vossa salvação com temor e tremor"(Fl.2:12) - Mas eles dizem "não há nada o que temer". Deus nos livre deste pecado da arrogância. É Deus que opera em nós a mudança. O mérito é dEle!

          Fórmula Simples. Uma outra característica é que "a fórmula é muito simples". Eles chegam a dizer que é um desperdício estudar tanto as epístolas, quando eles têm uma fórmula tão simples. As seitas têm todas as características dos remédios dos charlatães e toda a sua propaganda. "Eis aí o remédio que cura todos os males". O pior é que não afirmam apenas que podem resolver todos os problemas, mas que podem resolver com facilidade. Mas não é isto que ensina o apóstolo Paulo quando diz: "em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos..." Podemos ser vitoriosos, é verdade, mas não é fácil. Por isso ele disse também: "Nossa luta não é contra a carne e o sangue..." Temos de lutar contra poderes terríveis. Essa idéia de "fácil" é falsa à luz do Novo Testamento.

          Cura e Benção imediatamente. Nesta linha de pensamento, outra característica semelhante das seitas é que elas oferecem a CURA, a BÊNÇÃO, "imediatamente". Já notou isso? É o método do "atalho", e por isso conseguem tantos adeptos. Mas o que nos ensina o Novo Testamento é que estamos num mundo difícil, pecaminoso, dominado pelo diabo e seus anjos. Por isso precisamos de toda a armadura de Deus. Precisamos ser fortalecidos "com poder pelo Seu Espírito no homem interior" (Ef.3:16). O homem moderno afirma: "Eu pensava que o cristianismo resolveria todos os meus problemas e endireitaria tudo imediatamente, mas agora me dizem que devo lutar, vigiar, orar, jejuar, suar... Não quero nada disso! Quero algo que solucione rápido o meu problema". As seitas respondem: "Certo, naturalmente". Observem que as seitas não ensinam crescimento na graça e conhecimento de Cristo; não falam em "operai a vossa salvação com tremor e temor"(2Pe.3:18).Qualquer coisa que ofereça "atalhos" espirituais não é cristianismo da Bíblia. Mas as seitas perguntam: "O que você está precisando? Qual o seu problema?" E responde: "Venha. Nós podemos ajudá-lo". E oferecem o remédio barato, fácil e rápido. Saúde, cura física, a bênção que soluciona todos os seus problemas.Mas o método do Evangelho é muito diferente. A primeira coisa do Evangelho é o CONHECIMENTO DE DEUS. Está é a grande mensagem da Bíblia. Por que Cristo veio ao mundo? "Para conduzir-nos a Deus", responde o apóstolo Pedro (1Pe.3:18). O Evangelho não começa com as minhas dores e penas, minhas necessidades de orientação ou minha aflição. Começa por conhecer a Deus. Este é o objetivo do Cristianismo. "A vida eterna é esta" - Qual? Que eu não me aflija mais, ou que fique livre daquilo que me deprime? Não! - "que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste"(Jo.17:3). Se eu estiver correto com este pensamento, as outras coisas estarão resolvidas. O objetivo do Cristianismo é levar-nos ao conhecimento de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

          Sem ênfase na santidade. As seitas não mencionam isto e também não falam de santidade. Podem até proibir muitas coisas nocivas, e dessa forma fabricar fariseus satisfeitos consigo mesmos. Mas a santidade não é algo negativo, e sim positivo - "Sede santos, pois Eu Sou Santo" diz o Senhor. Não é apenas vitória sobre pecados particulares, mas é de fato ser santo. Eles não enfatizam isso.

          Ênfase no agora. Outra coisa que as seitas não falam é sobre a "esperança da glória". O Novo Testamento nos fala da glória vindoura. Mas as seitas se propõem a ajudar as pessoas enquanto elas estiverem neste mundo, sem enfocar o futuro. "VOCÊ", você é que está no centro, eles estão enfatizando a experiência e não falam da glória do céu, nem do "NOVO CÉU E NOVA TERRA, ONDE HABITA A JUSTIÇA".(2Pe.3:13).

          Enfim, as seitas ficam apenas num estreito círculo no qual o homem está girando, girando e repetindo constantemente a mesma coisa. A "bênção" oferecida pelas seitas é bem diferente do que o Evangelho oferece.

          Abomino as seitas. Elas não passam no teste que é a Pessoa de Cristo. Todo movimento ou ensino que não faça do Senhor Jesus Cristo e Sua morte na cruz e Sua gloriosa ressurreição, uma necessidade absolutamente central, não é cristã e sim manifestação das "astutas ciladas do diabo". Ou seja, qualquer ensino ou movimento que diga que você pode Ter esta ou aquela benção sem primeiro crer no Senhor Jesus Cristo como o Filho de Deus, como Salvador de sua alma e Senhor de sua vida, e que sem Ele você não é nada, é uma negação das Escrituras, do cristianismo. Se o ensino ou movimento inclui maometano, budista, judeu e lhe oferece a bênção sem que eles reconheçam e confessem que Cristo, e somente Cristo, é o Filho de Deus e que Ele, somente Ele, pode salvar o pecador, porque ele morreu pelos nossos pecados, NÃO É CRISTÃO! Essa bênção fora do evangelho é negação do cristianismo e devemos rejeitá-la. Não há acesso a Deus, não há conhecimento de Deus como Salvador e Libertador, exceto por meio de Cristo. As seitas são um insulto a Deus, a Jesus Cristo, não têm direito de existir. Se você acha que Jesus não é suficiente, e que deve ir após as seitas em busca de ajuda e "bênção"(cura, prosperidade...), você O está negando; você O está insultando. São as astutas ciladas do diabo.

          A fé que sustentou, fortaleceu e abençoou os santos no transcurso dos séculos, e que tem resistido a todos os testes que se podem conceber, é suficiente. Você não tem necessidade de seguir alguma idéia nova, moderna, que só passou a existir no século passado, ou neste. VOLTE PARA A VELHA HISTÓRIA, sempre nova e verdadeira. Volte para a fonte e origem de todas as bênçãos; volte para o Deus eterno e Seu Filho, nosso glorioso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. E o Espírito entrará em seu ser, e todas as suas necessidades serão supridas.

          Fonte: [ Josemar Bessa ]
          "Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos" 
          (Provérbio chinês)

          quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

          O QUE É SER ESPIRITUAL



          Por Gutierres Fernandes Siqueira

          1. Citar versículos nas redes sociais não faz de você uma pessoa espiritual. É bom e devemos proclamar as verdades cristãs em qualquer espaço, mas tal atitude não garante vida real com Deus. Falar somente de “assuntos espirituais” na “grande rede” não quer dizer muita coisa diante de um Deus que vê tudo com transparência.

          2. Fazer cara de “gente séria” não é sinal de espiritualidade. O estado de austeridade é muitas vezes necessário, mas não indica que você está levando uma vida com Deus. Os monges budistas são bem mais austeros que qualquer cristão. Vamos chamar o budista de cristão por causa de sua austeridade?

          3. Pregar todos os domingos sobre a Ira de Deus não faz de você uma pessoa mais bíblica. Quantos pregadores que conheço que são verdadeiros especialistas na Ira de Deus, mas não sabem interpretar minimamente um texto bíblico? O pregador bíblico prega como Paulo: “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.26-27). Paulo não era um pregador monotemático, mas sabia falar sobre “todo o conselho de Deus”.

          4. Escrever um blog apologético/teológico não faz de ninguém um cristão sério. Como sou feliz em ser editor deste blog, mas o website é neutro na minha espiritualidade. Distribuir conselhos, como faço neste texto, soa agradável, mas não torna a minha vida melhor diante de Deus. Antes de tudo devo ter um “blog teológico” para a minha própria vida. E fazer autoavaliação no silêncio do quarto é uma das tarefas mais difíceis de exercer diante do ego gritante.

          5. Seguir diariamente um devocional é edificante e agradável, mas não o torna espiritual. Não é um exercício (repetições derivadas do esforço humano) que faz uma vida boa com Deus.

          Afinal de contas, o que é ser espiritual? É ler a Bíblia e orar todos os dias? Evangelizar nas tardes de domingo? É frequentar os cultos dominicais? É cantar no coral da igreja? É lecionar na Escola Dominical? É não ter vícios? É cantar cânticos tradicionais? Não, nada disso. Tudo isso é fruto da espiritualidade, mas não a sua causa. É o efeito, mas não o que impulsiona. É possível no "esforço" fazer tudo isso sem ser espiritual. A verdadeira espiritualidade é como tudo na vida: é graça de Deus! Nós precisamos reconhecer nossas misérias para abraçarmos essa "graça santificadora".
          Parece que as prateleiras estão cada vez mais abarrotadas deste "empoeirado produto": 'compromisso'! Virou moda não querer... dispensar... E quem se arrisca a assumir algum, parece ficar um tanto deslocado, sem saber como agir, pra onde ir, com quem falar...

          Mas será mesmo que se comprometer é uma opção? Não lhe parece que o compromisso é condição inata? Não estar comprometido com alguém ou alguma coisa já não seria o próprio compromisso assumido?

          Ok, vou me explicar! Por mais que se tente afirmar que a liberdade é o oposto do compromisso, isto não passa de uma ilusão, uma tentativa insana de se apegar a uma condição impossível de existir. Estar vivo já é um compromisso. Não se pode ser livre sem - antes - estar comprometido.

          Tá... estou falando mesmo de relacionamentos afetivos, mas também da vida de modo geral. Só se vive, só se faz história, só se deixa marcas quando se assume compromissos. O compromisso de crescer é o primeiro. Andar, falar, escrever, ler, fazer amigos, enfim, amadurecer enquanto pessoa.

          Depois, os amores, as paixões, as relações. Dentre isso tudo, as decepções, as vitórias, as alegrias e as dores. Tudo isso é vivido como compromisso. Acontece que, de uns tempos para cá, virou moda aderir à comunidade onde a lei é não se comprometer.

          As pessoas - e não só os homens - dão-se o direito de fazerem o que quiser, como se isso fosse sinônimo de auto-estima, auto-respeito ou amor-próprio.

          Não é! Definitivamente, não é nada disso!

          Outro dia, ouvi o seguinte: uma mulher conversando com uma amiga. Uma estava contando para a outra que havia reencontrado um ex-namorado, que não via há algum tempo. Ao que a amiga perguntou "e aí, ficaram juntos?". Ela respondeu "não, não... ele está namorando". E sabe o que a amiga respondeu, com a boca cheia e até espantada?!? "E daí?!?"

          Gente, espantada fiquei eu. Olha, eu realmente não sou pudica nem muito menos santa, mas peraí! Cadê as referências? Cadê os parâmetros? Cadê os corações? Não estou falando de regras hipócritas, mas de escolhas, de ética, de valores, de compromisso!!!

          Parece que estamos enxergando o mundo como uma imensa vitrine de doces.

          Tem vários, um mais apetitoso que o outro. Diversas opções. Difícil escolher, é verdade! E se não bastasse o desejo de comer todos, ainda entramos no conflito de que não queremos engordar; precisamos manter a forma. Daí, acreditamos que dar uma mordida em cada um resolve todas as nossas angústias.

          Ou seja, trazendo a metáfora para os relacionamentos, existem muitas pessoas interessantes, que beijam bem, que sabem seduzir e dar prazer... Parece que passamos a acreditar que temos o direito de experimentar todas. Um dia cada uma.

          E, ao mesmo tempo, não queremos nenhuma. Não assumimos nenhuma.

          Sustentamos a falsa impressão de que isso satisfaz muito mais do que escolher apenas um doce, mas sabemos - e sentimos! - a real conseqüência desta imprudência: uma baita dor de estômago e uma "senhora dor de barriga". As sensações de solidão, vazio e incompetência só aumentam.

          Não estou sugerindo que todo mundo deva assumir um compromisso agora e nunca mais 'ficar' com ninguém. Não se trata de radicalismos ou extremismos.

          Sugiro apenas uma reflexão: será mesmo que você não quer comer doce ou será que quer todos?

          Sinto muito em dizer, mas ninguém pode ter 'tudo' e o 'nada' também não satisfaz! Chega o momento em que temos de fazer escolhas, porque são elas que nos permitem amadurecer, evoluir e ser felizes. Minha sugestão é para que você se comprometa e aponte o doce que realmente quer. Saboreie-o com calma, sentindo a deliciosa oportunidade de se comprometer com ele.

          Entregue-se a esta escolha e usufrua do sabor peculiar e imperdível que pode existir no amor...

          Rosana Braga

          Primavera

          Ah! quem nos dera que isto, como outrora, 
          Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera 
          Que inda juntos pudéssemos agora 
          Ver o desabrochar da primavera! 

          Saíamos com os pássaros e a aurora. 
          E, no chão, sobre os troncos cheios de hera, 
          Sentavas-te sorrindo, de hora em hora: 
          "Beijemo-nos! amemo-nos! espera!" 

          E esse corpo de rosa recendia, 
          E aos meus beijos de fogo palpitava, 
          Alquebrado de amor e de cansaço. 

          A alma da terra gorjeava e ria... 
          Nascia a primavera... E eu te levava, 
          Primavera de carne, pelo braço! 

          Olavo Bilac, in "Poesias"