terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A REBELDIA E PIOR QUE FEITIÇARIA


“Porque  a  rebelião  é como o pecado  de  feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria.” 1 Sm. 15:23a.

Feliz é o homem, quando o seu coração é permeado pelo sentimento da obediência a Deus, e à sua Palavra. OBEDIÊNCIA, é uma das “chaves” mais importantes para o crente, para que abra “portas espirituais”. É uma prerrogativa fundamental para que a bênção de Deus se concretize na vida da pessoa; é primordial no alcance de uma real comunhão com o SENHOR.

O texto citado, de 1 Samuel, faz parte de uma exortação do profeta Samuel ao rei Saul, por causa de sua desobediência a Deus. O que está exposto, é apenas a primeira parte do texto. A partir daquele momento, a unção de Deus sobre a vida de Saul, para que ele governasse o povo de Israel, havia sido retirada. Em outras palavras: aquele que  desenvolve  rebeldia em seu coração, sofre com a ausência de orientação e comunhão divinas.

A desobediência de Saul à ordenança do Senhor, fez com que o Senhor o rejeitasse como rei. Resultado: tudo o que o próprio Saul havia projatado para sua vida, e para o seu ministério específico, estavam agora cortados, rejeitados indefinidamente pelo Senhor. Eis a gravidade de atos e pensamentos rebeldes. Jamais Saul seria rei novamente... Jamais poderia estabelecer o que havia pensado para Israel, jamais Saul poderia governar, pois o Senhor o havia rejeitado.

A rebelião, no texto de 1 Samuel, é colocada em pé de igualdade com outro pecado extremamente prejudicial: FEITIÇARIA. Esta analogia serve para que possamos mensurar (medir) o quanto este sentimento pode ser prejudicial às nossas vidas. A rebeldia não é um pecado novo, recente. É algo muito, muito antigo. A rebelião aconteceu, segundo a Bíblia, primeiramente no céu dos anjos de Deus, onde o “rebelde dos rebeldes”, o primeiro rebelde, lançou as bases mortais desta prática, que viria prejudicar a futura raça humana de uma maneira descomunal e avassaladora.





Um número de feiticeiros convertidos está saindo pelo país atualmente, avisando que os satanistas e os praticantes da feitiçaria estão se infiltrando nas igrejas -- especialmente nas igrejas carismáticas. Alguns destes antigos bruxos lançaram livros em que contam a respeito de uma trama diabólica feita por estes grupos do mal, para entrar nas igrejas fazendo-se passar por cristãos super-espirituais. O seu propósito é enganar e fazer naufragar os pastores, e levar multidões de cristãos ingênuos para o culto ao ocultismo.
Muitos destes feiticeiros(as) do maligno, dizem, já estão firmemente estabelecidos em numerosas igrejas, controlando tanto o pastor quanto a congregação, e causando grandes confusões, corrupção, divórcios - e até morte. Temos recebido muitas cartas em nosso escritório, de pessoas que referem acreditar que os seus pastores devem estar sob algum tipo de influência demoníaca - e acredito que várias destas cartas sejam muito verdadeiras.
Santos, nós do Corpo de Cristo não tenhamos a ousadia de permitir que o poder do diabo seja exaltado na casa de Deus! O poder dele é limitado, e não atravessa a muralha de fogo do Espírito Santo. Quando os discípulos foram enviados com poder para curar os enfermos e levantar os mortos, voltaram em júbilo: "Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!" (Lucas 10: 17).
O único tipo de pastor que pode ficar sob o controle de uma bruxa é aquele que tem prazer no pecado oculto - que é impulsionado pela ganância ou pelo sucesso, ou que tenha traído o Senhor através da incredulidade ou da negligência! Um homem de Deus que tenha mortificado os feitos da carne e maneja a espada do Senhor, reconhecerá o inimigo. Vai discernir todas as armadilhas e resistirá contra o iníquo, como Paulo fez com a feiticeira em Filipos.
Eis o que aconteceu: uma escrava possuída pelo diabo - ou seja, uma feiticeira com espírito de adivinhação - tentou se infiltrar dentro do ministério de Paulo! Ela seguia Paulo e os seus companheiros gritando: "Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação" (Atos 16:17). Mas o espírito de Paulo se indignou. Ele discerniu que a moça não era convertida e que não tinha o direito de tocar nas coisas santas. Ele percebeu uma armadilha. Então se virou e disse ao espírito maligno nela: "Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu" (Atos 16:18).
Paulo não se abalou com os poderes demoníacos. Estava sendo guiado pelo Espírito Santo e estava pleno da Palavra de Deus. Mas a Bíblia fala de um grupo de supostos ministros que foi atacado - literalmente - e vencido por um demônio. Eram os sete filhos de Ceva. Quando tentaram expulsar o demônio de um homem, o espírito maligno pulou sobre eles, rasgou suas roupas e eles fugiram pelas ruas em pânico -- tudo porque não conheciam a Jesus. Eles não estavam plenos de Cristo! 

Os Que Andam Em Santidade Resistem ao Diabo

Os ministros do evangelho que caem em pecado profundo não têm exatamente um demônio que "pula" em cima deles; a sedução não provem de uma feiticeira. Eles se desviam pelas próprias cobiças e desejos! Se desligam do solo santo e começam a atravessar o território do diabo!
Nenhuma congregação que ande na santidade e no temor de Deus pode ser iludida ou controlada por bruxas ou maus espíritos. Só as igrejas obcecadas pelo prazer e que rejeitam a Bíblia e a santidade estão abertas às tentativas de Satanás para entrar.
Em qualquer lugar onde a Palavra de Deus for exaltada, em qualquer lugar em que as pessoas se separarem da corrupção e do mundo, onde for que haja arrependimento verdadeiro e obediência ao Espírito Santo - lá Jesus Cristo sempre manifestará a Sua presença!
Uma congregação que se banha na presença de Jesus não precisa berrar ordens aos poderes do mal. O próprio poder de Jesus leva embora tudo que for do mal! Satanás e as suas hostes malignas simplesmente não coexistem com a presença de Cristo. Resistimos ao diabo estando cheios de Jesus - por vivermos e adorarmos na Sua presença!
Será que na verdade há igrejas e pastores hoje em dia caindo sob o controle de bruxas e de demônios? Certamente que sim!
Conheço uma enorme igreja pentecostal inteiramente entregue a Satanás. O pastor tem uma vida cheia de lascívia e de maus espíritos. Ele cometeu um adultério após o outro, e logo a sua esposa acabou se envolvendo. Com o tempo, o pastor e a sua esposa introduziram na congregação algo chamado "conexões". Desenvolveram toda uma doutrina em torno disto. Primeiro trouxeram bailes para dentro do santuário. O pastor dizia às pessoas para que olhassem dentro dos olhos de seus parceiros até que o Espírito Santo produzisse uma "conexão". Pastores, líderes e diáconos se viram envolvidos. Começaram a fazer trocas de casais, cometendo adultério.
Em pouco, virou um caos. O divórcio começou a crescer. Os paroquianos começaram a ter crises de nervos. O filho do pastor cometeu suicídio. A sua filha se divorciou e fugiu com outro homem. Mais suicídios irromperam. Uma jovem mãe ficou tão perturbada por ter sido abandonada pelo marido, que afogou o seu bebê na banheira para que a alma da criança ficasse a salvo com Jesus!
A igreja foi totalmente arrasada - hoje está enrolada em inúmeros processos da lei - e tudo devido à lascívia sem freios de um pastor desviado! Este homem, cheio de Satanás, abriu todo o rebanho para os poderes demoníacos!
Amado, seja cuidadoso quanto à igreja que você vai! Cuide em ter discernimento, pois um pastor que tenha se aberto a Satanás, pode descerrar o seu coração para os poderes demoníacos.
Porém esta mensagem refere-se a um tipo de feitiçaria que ainda é mais perigoso do que isto . É muito mais sutil.
Ela é trazida à igreja não por pastores malévolos ou pelas feiticeiras - mas por multidões de cristãos que não sabem que estão sob o efeito de feitiçaria!
O tipo de feitiçaria que desejo expor está presente aqui na Igreja  e em todas as igrejas da América! Em verdade, está em todas as igrejas do mundo, em maior ou menor extensão. Pode ser só uma semente - mas mesmo assim está presente.
A gente pode perguntar: "Como o diabo pode enganar os eleitos de Deus? Será com seduções do ocultismo?" Não! Isto seria muito óbvio. Facilmente reconheceríamos os artifícios de Satanás nesta área. Não, ele chega de outra maneira. O ataque dele é tão sutil que só poucos cristãos conseguem o reconhecer. 

A Rebelião É Como O Pecado De Feitiçaria (I Samuel 15:23)

Quando o Senhor me mostrou o tipo de feitiçaria que está presente na igreja hoje, fiquei abalado. Está revelado em I Samuel 15: 22-23: "Eis que obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar". A Bíblia descreve aqui uma feitiçaria muito mais perigosa do que o ocultismo. Ela controla mais pastores e congregações que qualquer outro tipo de influência demoníaca. Trata-se da rebeldia contra a Palavra de Deus!
Não se apresse em respirar aliviado e pensar: "Graças a Deus, é impossível que estejam falando comigo. Não sou rebelde à palavra de Deus! Amo a palavra! Ando em obediência!"
É isto que eu pensei, também. Mas aí Deus me convenceu dos perigos de ficar sob o encantamento desta feitiçaria! Ele mostrou-me a semente do seu início - exatamente aquilo que se manifestou no Jardim do Éden! Todos possuímos o gérmen deste pecado. Na realidade, você pode inadvertidamente estar sob a influência deste encanto do mal.
Jesus nos dá uma parábola que expõe esta feitiçaria! Já li a parábola dos lavradores maus muitas vezes. Já orei a respeito dela. Mas só agora enxerguei nela a feitiçaria que Jesus estava expondo.
"...Havia um homem, dono de casa, que plantou uma vinha. Cercou-a de uma sebe, construiu nela um lagar, edificou-lhe uma torre e arrendou-a a uns lavradores. Depois, se ausentou do país. Ao tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam. E os lavradores, agarrando os servos, espancaram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram. Enviou ainda outros servos em maior número; e trataram-nos da mesma sorte. E, por último, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu filho respeitarão. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos" (Mateus 21: 33-41).
Esta parábola é mais do que se recontar como os judeus rejeitaram o apelo de Deus, vindo do céu -- de como seriam postos de lado e os gentios passariam a ser os lavradores. É também a respeito de uma grande batalha sobrenatural em relação à uma herança. É uma batalha entre o poder de Jesus Cristo e o poder de Satanás pelas almas e pela fidelidade da humanidade à uma causa. É a respeito de quem vai governar e reinar nos corações dos escolhidos de Deus! E amado, ou você está sob o poder de Jesus Cristo ou então sob a influência de Satanás!
Veja, esta parábola é sobre como um povo de Deus pode se tornar enfeitiçado pelo diabo e acabar totalmente possuído por um espírito anti-Cristo. Cristo aqui está falando a respeito da forma mais poderosa de feitiçaria - a rebeldia contra a verdade!
Eis a chave para a parábola: "Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança" (verso 38). Este é o diabo falando! "Vamos criar uma rebelião contra o Filho! Vamos crucificá-Lo! Nós assumiremos o controle!"
É verdade que quando os fariseus ouviram esta parábola, "entenderam que era a respeito deles que Jesus falava" (v. 45). Mas Jesus está falando também para a Sua igreja! Em Hebreus 6:5, encontramos pessoas que "provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro..." Eles se rebelaram contra a boa palavra que ouviram, e como resultado, "de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia" (verso 6).
Quem está crucificando Cristo mais uma vez, expondo-O ao vitupério diante do mundo inteiro? São as feiticeiras? Os satanistas? Os homossexuais? Os assassinos? Não!
São aqueles que ouviram, experimentaram e participaram da verdadeira Palavra de Deus -- e aí permitiram que um espírito de rebeldia fincasse raízes! Satanás se instalou, e eles acabaram possuídos -- crucificando Cristo!
Crente, digo-lhe na autoridade da palavra de Deus que enquanto você tiver este espírito de rebeldia em si, é impossível Deus lhe reviver ou renovar! "É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo...e caíram, ... é impossível outra vez renová-los para arrependimento" (versículos 4, 6).
Eu creio que isto significa que o arrependimento não tem nenhum efeito naqueles que estão em rebeldia contra a Palavra!
Olhemos mais de perto para esta forma de feitiçaria na igreja. 

A Feitiçaria da Rebeldia Começa
Com Uma Pequena Raiz de Amargura!

Quero lhe falar sobre o envenenamento com o "fel da amargura". Pedro utilizou esta expressão ao repreender Simão, um novo convertido que havia oferecido dinheiro em troca do poder do Espírito Santo, para impor as mãos sobre as pessoas para os batismos e milagres.
"Vendo, porém, Simão que, pelo fato de imporem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, propondo: Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Espírito Santo. Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus. Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniquidade" (Atos 8: 18-23).
"Fel" aqui significa inveja -- um veneno perigoso. E Simão estava infectado por ele! Creio que ele também possuía um coração que desejava ajudar as pessoas, o que ajudava a disfarçar a sua condição. O versículo 13 diz que ele creu, foi batizado e "acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados".
Algo mortal jazia encoberto! O tempo todo Simão dizia para si: "Eu também consigo fazer isto! Tenho recursos. Sinto as pessoas. Dêem-me uma chance!"
Simão possuía uma mistura perigosa no interior de seu coração. Tratava-se de um desejo de ser usado por Deus - mesclado com o desejo de ganhar proeminência! Verdadeiramente desejava que Deus o usasse, mas precisava também de reconhecimento. Desejava poder e destaque, sem pagar o preço certo! Queria um atalho.
Assim é hoje na obra de Deus. Muitos tentam pegar atalhos para chegar à uma posição de poder e de atividade. Oferecemos os nossos talentos e as nossas habilidades para o Senhor - mas se você possui o talento e não possui um coração de servo, Deus não pode usá-lo!
Em sua terceira epístola, João conta de um homem chamado Diótrefes "que gosta de exercer a primazia entre eles" (3 João 9). Quando não faziam o que ele queria, ficava "proferindo contra" os irmãos palavras maliciosas. Quem faz isto é aquele que fica fuxicando sobre ninharias. Diótrefes era ofendido pela mensagem de João, e começou a inventar boatos. A sua vaidade tinha sido alfinetada, o seu orgulho, ferido. Então ele saiu contando uma história de haver sido ofendido por outros servos de Deus. Ele rompeu a paz dos irmãos e levou muitos para o seu lado.
Não se tratava de pecado grosseiro; não se tratava de erro doutrinário. Tratava-se do pecado da impaciência! Ele não conseguia esperar que Deus realizasse a obra. Ele desejava proeminência -- e provavelmente soava muito bem ao falar! 

Um Espírito Ferido é Solo Fértil Para Raiz de Amargura !

"...o espírito abatido quem o pode suportar?" (Provérbios 18:14). Como que os israelitas do tempo de Isaías ficaram tão decadentes, tão desviados, tão rebaixados em tão pouco tempo? Isaías explica isto: "Desde a planta do pé até à cabeça não há nele cousa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo." (Isaías 1:6).
O profeta prossegue prevenindo o povo de Deus, o qual tinha feridas abertas, chagas e contusões. Ele diz que enquanto eles continuassem sangrando, com sangue nas mãos, Deus não poderia ouvi-los nesta situação: "...quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue" (verso 15).
De qual sangue Deus está falando? Do seu! Você está sangrando de uma ferida aberta em seu coração! Está esvaindo sangue! Você precisa de cura! Você precisa amolecer as suas feridas com o óleo do Espírito Santo!
Contudo, muitos de vocês não correm para o Mestre para serem curados. Vocês não percebem que Satanás está tentando lhes carregar para a feitiçaria da rebeldia. Entenda, Deus não vai ouvir a voz que implora mas não aceita o Seu livramento!
Quero lhe mostrar o quanto a rebeldia é perigosa, e porque Deus a chama de feitiçaria: os lavradores da parábola são os filhos de Deus. Estavam envolvidos no trabalho religioso. Como que um fariseu reto - que dava o dízimo de cada folha de menta do jardim, que amava os seus filhos, que viajava o mundo todo só para fazer um convertido, que passava os sábados estudando cuidadosamente a lei - poderia se transformar numa pessoa tão perversa? Como que estes lavradores podiam com o tempo acabar matando, roubando e crucificando?
Estavam enfurecidos! Tinham assassinato nos corações. Isto não vem da carne -- isso é demoníaco! Apedrejavam os mensageiros da lei! Sabiam o que se esperava deles - mas uma vez tendo se rebelado contra a palavra de Deus, a amargura criou raízes em seus corações.
Amado, a amargura cega! Você perde a visão espiritual na medida do crescimento da amargura. Quanto mais a amargura cresce, mais cresce a cegueira. Deixe que a raiz de amargura se infecte - permita que a ferida gangrene; permita que a chaga dissemine o veneno por toda a sua alma, e você vai acabar igual a estes fariseus violentos; tão cegos que finalmente crucificaram o Filho de Deus!
Se você continuar no fel da amargura, vai acabar junto à outras almas amargas, na conversa fiada; jogando pedras contra os santos servos de Deus, e representando o papel de um pobre mártir incompreendido. Vai acabar nas reuniões do fel, onde os outros compartilham das sua rebelião.
Se você continuar no fel da amargura, abrirá o seu próprio coração e a sua própria alma à possessão demoníaca! Se tornará o porta-voz do diabo. Sua língua se transformará na lança que fura o lado de Cristo. Você vai pendurá-Lo como vergonha devassada diante de todos os que lhe conhecem. E calará as vozes de todos os pregadores e profetas!
A obra de Deus continuará, com outros lavradores desejando obedecer. Deus lhe dirá o que Pedro disse a Simão: "Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus" (Atos 8:21).
Será que alguém na casa de Deus lhe ofendeu? Você tem raiz de amargura? Eu lhe suplico: corra para Aquele que cura todas as feridas e peça-Lhe que a arranque desde a base!
"Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia" (Efésios 4:31). Pare -- já! 

A Feitiçaria da Rebelião Acaba Em Uma Falta de Respeito Por Jesus!

"E por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho" (Mateus 21:37).
A aplicação imediata desta parábola era para os fariseus e os líderes religiosos a quem Jesus se dirigia. Eles haviam fechado os ouvidos para os profetas e para os vigias que Deus havia lhes enviado com tanta freqüência. "Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade" (Mateus 23:34).
Jesus estava trazendo esta parábola para expor o plano de Satanás. Tentava mostrar que uma conspiração estava por trás da falta de respeito que tinham por Ele - e do bloqueio que faziam à Sua verdade!
Cristo havia lhes dito que a rebeldia deles os havia transformado em filhos de Satanás: "Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra. Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos...Mas, porque eu digo a verdade, não me credes" (João 8: 43-45).
A mensagem era esta: "Vocês ficaram amargos, rebeldes! Abriram a alma para o diabo. Ele lhes encheu de feridas, contusões, chagas em putrefação -- e agora estão cheios de morte. Em seus corações há violência. Vocês não suportam ouvir nada do que digo".
"Agora, nenhum profeta vai conseguir lhes alcançar, nenhum vigia! Nem mesmo Eu posso lhes tocar. Vocês estão dando a minha herança para Satanás! Vocês deveriam ser o meu povo, mas não quiseram. Venderam-se para o inimigo. Vocês desprezaram a minha autoridade!" Os lavradores não O respeitaram. Eles se rebelaram e O mataram. Mas Satanás não ganhou a herança -- um Cristo resurrecto a deu a outros.
Vendo estes fariseus, é preciso fazer uma avaliação. Por que mostraram tanto desrespeito por Ele? Por que a falta de reverência? Por que não conseguiam nem ouvir e nem entender as Suas palavras? Por que tanta cegueira?
Hoje, muitos na casa de Deus sofrem de uma cegueira ainda maior. O Espírito Santo chega a nós, desejando mostrar o significado de tudo que Jesus nos disse. Ele nos convence do pecado. Fomos trasladados das trevas para a Sua luz. Por que, então, tantos dentro da igreja ainda andam sob encantamento de feitiçaria: continuam tagarelando, amargos e feridos -- continuam presos a esse espírito de rebeldia?
Uns já foram longe demais, como aqueles fariseus: "Fará perecer horrivelmente a estes malvados" (Mateus 21: 41). Outros estão afundando mais e mais no laço do diabo, e só um raio do céu pode despertá-los para o perigo!
Você simplesmente não vai poder continuar com raiz de amargura. Você não pode continuar roxo de inveja e de ciúmes. Você não pode continuar magoado e ferido, culpando os outros. Você não pode continuar menosprezando a nítida mão de Deus -- a menos que tenha perdido o seu respeito por Jesus!
Jesus está à porta do seu coração agora mesmo. Está dizendo: "O Pai Me enviou. Mostre-Me os seus frutos, a sua obediência! Você foi plantado em solo bom; você teve tempo para crescer. Que tipo de colheita você representa para Mim?"
Respeito por Jesus não é uma emoção; não se trata de palavras. Respeito e reverência significam fazer o que Ele mandou! Significa obedecer a Sua palavra, deixando de lado as mágoas e se colocando inteiramente nas Suas mãos.
Se você mantiver esta mensagem ainda preso às suas feridas, agarrado ao ressentimento, justificando a amargura, você não só desrespeita a Cristo como também O expõe como vergonha pública, e O crucifica novamente. 

Há Esperança Para Os Rebeldes

Amado, eu não poderia trazer esta mensagem, se Deus não me houvesse dado uma palavra de encorajamento para com aqueles que anseiam se libertar de sua rebeldia. Ela se encontra no Salmo 107: 9-14.
"Pois dessedentou a alma sequiosa e fartou de bens a alma faminta. Os que se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos de aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, de modo que lhes abateu com trabalhos o coração - caíram, e não houve quem os socorresse."
"Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e ele os livrou das suas tribulações. Tirou-os das trevas e das sombras da morte e lhes despedaçou as cadeias". Você foi "abatido" pela sua rebeldia, pela sua amargura? Clame ao Senhor dos Exércitos por uma libertação divina! Deixe que Ele despedace as cadeias demoníacas que envolvem o seu coração -- que lhe retire da sombra da morte e o transporte para a Sua maravilhosa luz!
PASTOR  MISSIONARIO MANOEL SANTOS

O AMOR


Reflitam!!

Em uma sala de aula, uma das crianças perguntou á professora:

- Professora, o que é o amor?

Já sabendo como explicar, a professora aproveitou o intervalo para o recreio e pediu que cada criança trouxesse, quando voltassem, alguma coisa que demonstrasse nele o sentimento de amor.

Quando voltaram, a professora pediu para que os alunos viessem a frente e mostrassem o que e porque trouxeram:

- Eu encontrei esta flor professora, não é linda? - disse a primeira criança.

- Eu encontrei essa borboleta. Vou deixá-la junto com as outras na minha coleção. - disse a segunda criança.

- Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele tinha caído do ninho junto com outro filhotinho. Não é uma gracinha? - disse a terceira.

E assim, cada uma ia mostrando o que encontrou para demonstrar amor, cada uma mais feliz que a outra. Mas a professora percebeu no fundo da sala, uma garotinha que não falava nada desde o termino do recreio, só estava vermelha de vergonha, pois chegou de mãos limpas.

A professora então foi até ela e perguntou:

- Querida, por que você não trouxe nada?

E a criança com os olhos cheios d’água respondeu:

- Desculpa professora. Encontrei a flor, senti seu doce perfume e fiquei com pena de arrancá-la e matá-la. Depois eu procurei e encontrei a borboleta, linda e toda colorida. Estava tão livre e feliz voando que não achei certo prende-la. Vi o passarinho também, mas quando olhei para o ninho me deparei com a mãe dele, tão tristinha que resolvi devolve-lo para ela. Por isso eu trouxe o que não é concreto: o perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão no olhar da mãe do passarinho. Por isso vim de mãos vazias, professora.

A professora ficou emocionada e deu a criança a nota máxima.

Moral da história:
O amor verdadeiro é aquele que trazemos no coração.

ONDE ESTÁ A ARCA DA ALIANÇA


Essa é uma pergunta que não quer calar! "Onde está a arca da aliança?" De acordo com a Bíblia, a arca da aliança possuía fortes poderes e continha os dez mandamentos e outros artefatos, como o cajado de Arão que floresceu e o maná que caia dos céus. A Arca representava o próprio Deus entre os homens.

Existe uma possibilidade de ela ter sido destruída:

"E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o SENHOR, nunca mais se dirá: A arca da aliança do SENHOR, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão; nem se fará outra." (Jr 3.16)

O texto também da margem a hipótese de que ela desapareceu.

Não há certezas acerca de sua existência ou destruição. É possível que, antes de atear fogo ao Templo, os soldados de Nabucodonosor tenham tomado todos os objetos de valor (incluindo a arca coberta de ouro) e a levado como prêmio pela conquista.

Outra possibilidade é que a arca poderia estar repousando na vila de Axum, na capela de Santa Maria de Sião. Nesse lugar há uma pequena capela santuário, de 40 pés quadrados, onde supostamente está a Arca. Um historiador visitou o lugar em 1991 e encontrou-se com um homem chamado Abade Welde Giorgis, descrito como "o guardião da Arca". A missão de Giorgis é uma grande honra, mas limita a sua vida social, porque não se lhe permite deixar o recinto do santuário enquanto dure a sua missão na vida.

Também pode estar já no céu. Pois no livro de apocalipse no capitulo 2 verso 17 diz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e é justamente dentro da arca que está o maná escondido”. Mas é no capítulo 11 verso 19, que encontra-se com mais veemência a afirmação de que a Arca da Aliança está no céu, no santuário de Deus. Acredita-se, ser o céu o lugar correto da presença da Arca, pois o próprio Deus a tomou para si.

Também existem teorias de que um anjo chamado Baruque a levou para o céu. O que se sabe é que ela reaparecerá no céu.
“E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva.” (Apocalipse 11.19)
E no mais... tudo na mais santa paz!


Adaptado de http://www.marciodesouza.com/2009/08/onde-esta-arca-da-alianca.html

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

[Blog do Ciro] ®: O Evangelho do sangue de Cristo e o evangelho do a...

[Blog do Ciro] ®: O Evangelho do sangue de Cristo e o evangelho do a...: Cheguei ontem da bela cidade de Fortaleza, Ceará, onde ministrei a Palavra de Deus na convenção da Assembleia de Deus Canaã. Tive o privilé...

O LAÇO E O ABRAÇO


Meu Deus! Como é engraçado!Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,no vestido, em qualquer coisa onde o faço.E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.Ah! Então, é assim o amor, a amizade.Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,deixando livre as duas bandas do laço.Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.Então o amor e a amizade são isso...Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

DEFICIÊNCIAS

DEFICIÊNCIAS
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."

domingo, 8 de janeiro de 2012

O DEVER MORAL DE ESTUDARMOS TEOLOGIA


Por Rev. Ewerton B. Tokashiki
Existe um senso de responsabilidade para estudarmos a teologia? Quem precisa de teologia? São perguntas que precisam ser respondidas.
Cada ser humano é um ser moral. Todos têm o dever de estudar e crer nos ensinos da Escritura Sagrada. John L. Dagg comenta que as faculdades morais com as quais o homem foi dotado adaptam-no para um estado de sujeição ao governo moral. Nossas mentes foram constituídas de tal maneira que somos capazes de perceber uma certa qualidade moral nas ações, podendo nós aprová-las ou desaprová-las. A consciência de termos feito o que é direito oferece-nos um de nossos mais elevados prazeres; a angústia do remorso, por causa de alguma maldade praticada é tão intolerável como qualquer outro sofrimento ao qual o coração humano é susceptível.
A nossa consciência exerce um certo governo moral, recompensando-nos ou castigando-nos pelas nossas ações, de acordo com o seu caráter moral. Grande parcela de nossa felicidade depende da aprovação daqueles com quem estamos associados. E assim, encontramos o governo moral tanto fora como dentro de nós mesmos; a cada ponto, em nossas relações com outros seres inteligentes, sentimos as restrições desse império moral. Onde se acham os limites do governo moral? Eles precisam ser tão extensos quanto as nossas relações com outros seres morais e tão duradouros como a nossa própria existência. (...) Na qualidade de seres religiosos, procuremos compreender as verdades da religião. Na qualidade de seres dotados de imortalidade, esforcemo-nos por nos familiarizar com a doutrina da qual depende a nossa felicidade eterna. Tenhamos o cuidado para não aceitar essa verdade com um frio entendimento, mas de tal maneira que o seu pode renovador jamais cesse de atuar em nossos corações. [1]
Não podemos ignorar que existe um disseminado sentimento negativo contra o estudo sistemático das Escrituras. Em alguns redutos evangélicos esta mentalidade é difundida e confundida com a verdadeira espiritualidade. Uma espiritualidade irracional, em que o Espírito Santo somente age onde a mente não atrapalha! Isto é um dos resultados pós-modernos do existencialismo, que é uma reação tardia ao racionalismo. Este “sentir” e “experimentar” tem se tornado o critério da verdade, que passa a ser subjetiva e não verificável. Assim, a sociedade pós-moderna tem seu cenário preparado por esta sutil mentalidade. Este sentimentalismo rejeita qualquer elaboração doutrinária que dependa da lógica, como se esta fosse algo puramente carnal, e não uma dádiva de Deus, para o correto raciocínio das matérias sagradas. John R.W. Stott escreveu que “crer é também pensar”.
O presbiteriano escocês James Orr, seguindo este mesmo raciocínio, há tempos observa que todos devem estar cientes de que há nos dias de hoje um grande preconceito contra doutrina – ou, como é muitas vezes chamada – “dogma” – na religião; uma grande desconfiança e aversão ao pensamento claro e sistemático a respeito de coisas divinas. Os homens preferem, não se pode deixar de notar, viver em uma região de nebulosidade e indefinição com relação a esses assuntos. Querem que seu pensamento seja fluido e indefinido – algo que possa ser mudado com os tempos, e com as novas luzes que eles acham estarem constantemente aparecendo para iluminá-los, continuamente adquirindo novas formas e deixando o que é velho para trás. [2]
O preconceito contra a dogmática não acabou apesar de James Orr ter feito esta afirmação há um século atrás. A verdadeira espiritualidade é ensinada em alguns círculos evangélicos como se fosse algo despido de teologia. Teólogos recentes como Stanley J. Grenz e Roger E. Olson também fazem o mesmo desabafo realizamos numerosos retiros, seminários e oficinas para cristãos leigos e pastores e notamos que estão abertos para o estudo sério e para a reflexão sobre a Palavra de Deus à luz de temas atuais. Verificamos, porém, um fenômeno estranho: entre as mesmas pessoas famintas de entendimento e que contribuem com descobertas maravilhosas alastra-se a frieza tão logo se pronuncie a palavra “teologia”. [3] 

Mas, qual é a resposta para a fatídica questão: quem precisa de teologia? Embora a resposta possa parecer um tanto que estranha, ela é simples: todos! Não somente cristãos, mas os incrédulos, ateus, agnósticos, e demais adeptos de qualquer religião não cristã! Todos precisam ouvir de forma inteligente e coordenada a clara e vigorosa pregação do Evangelho. A teologia trabalha com a sistematização da revelação registrada: a Escritura Sagrada. Todos têm o dever e a necessidade de aprender do único e verdadeiro Deus. O Senhor se revela de modo geral a todos (Sl 19:1-6).
Mas, Ele também se revela de modo especial, através das Escrituras (Sl 19:7-14). Entretanto, este segundo modo de Deus se dar a conhecer não deve ser restrito aos que crêem nEle. A principal diferença destes dois modos de Deus se revelar, é que a revelação especial é proposicional, enquanto que a geral não o é, mas o conteúdo da revelação, independentemente do seu modo, tem o propósito de que todos conheçam o seu Ser, e tremam diante da Sua majestade. Todos precisam de uma cosmovisão que seja fiel àquilo que a Bíblia, que é a Palavra de Deus diz.
Curiosamente esta rejeição da teologia não torna o indivíduo isento de ser um teólogo! A diferença não é entre teólogos e não-teólogos, mas entre teólogos acadêmicos e pragmáticos, teólogos coerentes e outros inconsistentes. O fato de um animal não reconhecer o seu próprio reflexo diante de um espelho, não significa que aquilo que vê seja outro animal! Do mesmo modo, alguém que despreza a “teologia” não anula o fato que ele seja um teólogo! Por isso, todos são teólogos. Grenz e Olson nos adverte que “ninguém que reflita sobre as perguntas cruciais da vida escapa de fazer teologia. E qualquer um que reflita sobre as questões fundamentais da vida – incluindo perguntas sobre Deus e nossa relação com ele – é teólogo”. [4] Neste sentido até mesmo os ateus são teólogos, por desejarem negar esta relação através dum raciocínio falacioso sustentando que Deus não existe.
Alguns cristãos crêem que a sua sinceridade os livrará do erro doutrinário. Freqüentemente tenho a impressão de que os crentes em geral consideram a sinceridade de atitude como sendo mais importante do que o conteúdo da crença. Não se deprecia a necessidade de ser sincero; nenhuma pessoa sensata crê que a sinceridade deva substituir o conhecimento da verdade, pois elas não estão em contradição. O resultado desastroso de se crer numa falsidade, não importando quão sincera seja a pessoa, é que quanto maior for o grau da sinceridade, mais horrendas serão as conseqüências. Toda crença tem conseqüência, e uma convicção errada sustentada com sinceridade trás dolorosas seqüelas.
Esta rejeição em alguns cristãos existe porque os seus pastores implantam-na.
Felizmente, temos pastores defendendo a necessidade de se estudar sistematicamente teologia com a igreja, mas que por falta de sabedoria, ou preparo adequado, usam uma linguagem técnica pesada e indigerível para a maioria das pessoas. Acabam exercendo o seu pedantismo teológico criando um enorme abismo entre os crentes e o estudo proveitoso da teologia. O pedantismo deve ser rejeitado como uma manifestação do orgulho (1 Co 8:1), mas o saber responsável da teologia é uma necessidade vital para a saúde da igreja.
Mas, por outro lado há pastores que após o término do seu curso teológico, abandonam o estudo sério. Outros tomam uma atitude pior, desprezam todo estudo na pseudopiedade de uma versão distorcida do “somente a Escritura”. Acerca disto Lewis S. Shafer comenta que como bem poderia um médico descartar os seus livros de anatomia e terapêutica assim também o pregador pode rejeitar os seus livros sobre Teologia Sistemática; e visto que a doutrina é a estrutura óssea da verdade revelada, a sua negligência deve resultar numa mensagem caracterizada por incerteza, imprecisão e imaturidade.[1] 

Aos presbíteros docentes, Deus os chamou para serem pastores-mestres (Ef 4:11). Pastorear não é somente visitação! É zelar da igreja e alimentá-la com a substanciosa Palavra de Deus. É nutrir o rebanho com alimento que procede da “boca de Deus” (Dt 8:3). Todo trabalho pastoral depende direta e indiretamente do correto manuseio da Palavra de Deus. Entretanto, há pastores que embora não desprezam a teologia, falam dela como se fosse um acessório do ministério pastoral e da igreja, que pode ser facilmente ignorado, ou usado só quando for realmente necessário! Essa dicotomia não somente é estranha, mas confusa. O fato de não usarmos a linguagem técnica teológica, não significa que estamos com isso abandonando a teologia.
O apóstolo Pedro nos ordena “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós "(1 Pe 3:15). Segundo este texto, a formulação teológica em seu dever moral deve indispensavelmente conter:
  1. santificação (santificai a Cristo)
  2. submissão (Cristo como Senhor)
  3. coerência no todo (em vosso coração)
  4. diligência (sempre preparados)
  5. raciocínio [coordenado] (para responder)
  6. experiência (há em vós)
A teologia é uma exigência inevitável para se exercer a inteligência cristã. A teologia tem o objetivo de fornecer a relação sistematizada de informações extraídas da Bíblia. A verdade deve sempre ser tratada com um raciocínio coordenado para produzirmos respostas claras e inteligíveis, porque crer é também pensar. O filósofo cristão Gordon H. Clark observa que o inquiridor pergunta por uma razão, ou, como podemos dizer, ele pergunta pela lógica de nossa esperança; e precisamos estar preparados para dar a lógica e razão da nossa fé. Não somente conceder tal réplica, mas manter com santa dignidade e importância a mensagem cristã, e as perguntas que nos são feitas, tornando-as uma oportunidade que não podem ser desperdiçadas.[6]
A teologia é o resultado confessional de nossa cosmovisão. Cada cristão deve ser capaz de expor com síntese, mas com conteúdo, o que crê. Como entendemos e interpretamos a realidade ao nosso derredor? Posso ter certeza do que conheço? De que modo aceitamos os acontecimentos que produzem o sofrimento? Que significado tem a minha existência?
Vigiemos contra o nosso sutil orgulho. O saber é para servir a Deus e edificar a Igreja. O princípio “maior é o que serve” continua irrevogável. A falta de humildade demonstrará uma teologia enferma (1 Co 8:1-3). Não podemos esquecer que o Deus imutável ainda resiste ao soberbo, mesmo em sua forma pedante. Se a nossa teologia não produz humildade e santificação, certamente ela não procede de Deus e não edificará a sua Igreja.
Uma teologia que não pode ser orada, é uma teologia impossível de ser praticada, e que não deve ser ensinada. Estudar a sistematização das doutrinas da Escritura Sagrada deve resultar em santificação. John L. Dagg observa que o estudo da verdade religiosa deveria ser empreendido e continuado com base no senso de dever, tendo como escopo o aprimoramento do coração. Uma vez aprendida, essa verdade não deveria ser guardada em uma estante, como se fosse um objeto de pesquisa; mas deveria ser implantada profundamente no coração, onde o seu poder santificador pode ser sentido. Estudar teologia com o propósito de satisfazer à curiosidade ou de preparar-se para uma profissão, seria um abuso, uma profanação daquilo que precisa ser considerado como extremamente santo. [7]
Todo o cuidado com o odium theologicum ainda é pouco! Ao adotar uma posição o estudante de teologia não deve alimentar um sentimento de inimizade ao tratar as demais opiniões contrárias. O sumário de toda sistematização da Escritura foi concedida pelo Senhor Jesus quando disse: “amarás ao Senhor, teu Deus... e o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12:29-31). Qualquer teologia que se desvie deste princípio, errou o alvo!
_________________________
Fonte: 
1ª Igreja Presbiteriana de Porto Velho
Sobre o autor: Rev. Ewerton B. Tokashiki é pastor da Igreja Presbiteriana de Porto Velho e professor de Teologia Sistemática no Seminário Presbiteriano Brasil Central – extensão Ji-paraná-RO, e de Teologia da Reforma e Seminários Temáticos (Cosmovisão e Pós-modernismo) na Faculdade Metodista de Teologia de Porto Velho.

A ALIANÇA GLOSPEL

A aliança “glospel”, firmada entre a Rede Globo e algumas celebridades gospel, está cada vez mais colorida. A emissora que sempre estereotipou e ridicularizou os evangélicos descobriu que nem todos os crentes são extremistas e fanáticos... Há um grupo, formado por grandes celebridades gospel e seu fã-clube, que respeita a  “diversidade” .

Tal segmento gospel aceita as diferenças religiosas, vê com bons olhos o ecumenismo e não se opõe com clareza aos pecados previstos na Bíblia. 
Há poucos dias, uma cantora “glospel” concordou, de modo tácito, com o sincretismo religioso, ao corroborar a seguinte frase, dita por um famoso apresentador: “O Caldeirão é palco de todas as religiões e credos”. 

Tenho lido na grande rede que a nova edição de um famoso reality show, cuja sigla (recuso-me a citá-la) é composta da segunda letra do alfabeto três vezes, contará com uma grande 
“diversidade”. Além de representantes do movimento LGBT, essa tele-excrescência terá a participação de evangélicas! Como elas se comportarão diante das câmeras? O que a emissora pretende com isso? 

Recentemente, um famoso cantor 
“glospel”, parceiro da Som Livre, lançou um CD com um título bastante sugestivo, o qual traz as cores (na mesma tonalidade) da bandeira arco-íris (composta de seis barras horizontais, que celebram a  “diversidade” e simbolizam as minorias sexuais). Essa bandeira é usada em várias partes do mundo. No Brasil, ela aparece no logotipo da Rede Globo e é reconhecida como símbolo do movimento LGBT.

Será que o tal cantor “glospel” não conhece a simbologia da aludida bandeira? Acho difícil ele não saber disso, haja vista a grande difusão do arco-íris de seis cores, especialmente durante a Parada Gay, em São Paulo, em que uma grande bandeira colorida é estendida. O seu uso em manifestações LGBT começou nos anos de 1980.


Outrossim, o Festival Promessas, realizado em dezembro de 2011, foi apenas uma amostra dessa aliança evangélico-global. Estão previstos vários eventos 
“glospel” em várias partes do Brasil, além de outras participações de celebridades evangélicas em programas de grande audiência.

Certa “pastora”, há alguns dias, em outro programa da Rede Globo, cantou uma canção “glospel” improvisada em que celebrava a sua vitória sobre aqueles que a invejavam. O curioso é que, enquanto ela cantava, a apresentadora, seus convidados e a plateia riam e dançavam, numa grande celebração.


Baianas rodopiavam, sambistas gargalhavam, e a “pregadora” dançava e gesticulava no ritmo das religiões afro-brasileiras. Que tipo de evangelho
 “agradável” é esse, pregado e cantado pelas celebridades “glospel”? Lembrei-me imediatamente do que o Senhor Jesus disse, em Mateus 5.11: “bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa”.

Chamem-me de antipático, estraga-prazeres, etc. Mas continuo dizendo que o Evangelho deve ser comunicado da maneira que as pessoas precisam, e não da forma como desejam. Sigo a um Evangelho confrontador, protestante, que brada: “Jesus é a única porta, o único caminho para a salvação. Em nenhum outro nome há salvação”.

O cristão que se preza, ainda que seja tachado de fanático e extremista, não faz alianças com emissoras, religiões, seitas e movimentos que pregam um amor divorciado da verdade. O Senhor Jesus foi claro, ao dizer: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14.23).


Amém?


Ciro Sanches Zibordi

MAIS OU MENOS

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus" (Efésios 5:16,17).

Os Cristãos não só devem estudar para melhorar as oportunidade de que gozam, para seu próprio benefício, como como aquelas das quais se poderia fazer um bom negócio; mas também trabalhar para reclamar a outros de seus maus caminhos, de tal maneira que Deus postergaria Sua ira, e os tempos poderiam ser redimidos daquela terrível destruição, a qual, quando vier, porá um fim ao tempo da Divina paciência.

E, pode ser quanto a isto, que a seguinte razão é adicionada a proprosição principal - porque os dias são maus. É como se o Apóstolo houvesse dito - a corrupção dos tempos tende a acelerar os julgamentos ameaçados; mas vosso santo e cirscunspecto caminhar tenderá a redimir o tempo das mandíbulas devoradoras destas calamidades. Contudo, certamente há muito a ser tido em conta por nós nestas palavras, a saber: que temos de ter o tempo em alta estima, e devemos ser excessivamente cuidadosos para que este não seja desperdiçado; e nós estamos portanto exortado a exercer sabedoria e perspicácia, de forma que possamos redimí-lo. E então como se mostra, o tempo é sobremaneira precioso.

CAPÍTULO I

Porque o Tempo é precioso.

O Tempo é precioso pelas seguintes razões:

Primeiro, porque uma eternidade em alegria ou em miséria depende do bom ou do defectuoso uso do Tempo. As coisas são preciosas em proporção a sua importância, ou ao grau no qual são concernentes a nosso bem. Os homens costumam definir como de valor mais elevado aquilo de que eles sentem que seus interesses dependem principalmente. E isto torna o Tempo tão extraordinariamente precioso, porque o nosso bem eterno depende do bom proveito do mesmo.
...

Segundo, o Tempo é muito curto, o que é outra característica que faz ele muito precioso. A escassez de qualquer mercadoria ocasiona aos homens aumentar o valor dela, especialmente se é necessária e se não podem viver sem ela. Desta forma, quando Samaria foi cercada pelos Sírios, e as provisões eram excessivamente escassas, “se vendeu uma cabeça de um jumento por oitenta peças de prata, e a quarta parte de um cabo de esterco de pombas por cinco peças de prata” 2 Reis 6:25. - Assim, o Tempo deve possuir muito mais apreço pelos homens, porque toda a eternidade depende dele; e, no entanto, nós temos somente um pouco de tempo. “Porque decorridos poucos anos, eu seguirei o caminho por onde não tornarei” Jó 16:22. “E os meus dias são mais velozes do que um correio; fugiram, e não viram o bem” Jó 9:25, 26. “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” Tiago 4:14. É somente como um momento se comparado à eternidade. O Tempo é tão curto, e o trabalho que temos de fazer nele é tão grande, que nós não temos Tempo algum de sobra. O trabalho que temos a fazer para nos preparar para a eternidade, tem de ser feito no Tempo, ou nunca poderá ser feito; e este é um trabalho de grande dificuldade e labor, e portanto, para o qual o tempo é mormente requisitado.

Terceiro, o tempo deve ser estimado por nós como muito precioso, porque nós não estamos certos de que ele vá continuar. Sabemos que ele é muito curto, mas não sabemos o quão curto ele é. Não sabemos quão pouco dele ainda resta, se um ano, ou se muitos anos, ou apenas um mês, uma semana, um dia. Nós estamos todos os dias incertos se aquele dia será o último ou não, ou mesmo se nós teremos todo o dia. Não há nada que a experiência possa verificar mais do que isto.
...

Quarto, o tempo é muito precioso, porque quando ele passa, não pode ser recuperado. Existem muitas coisas as quais os homens possuem, que se perderem, eles podem obter novamente. Se um homem se separar de algo que ele tinha, sem saber o valor daquilo, ou a necessidade que ele teria daquela coisa, muitas vezes ele pode recuperá-la, pelo menos, com dores e custo. Se um homem foi distraído em uma barganha, e permutou ou vendeu algo, e depois se arrependeu disto, ele sempre pode obter um livramento, e recuperar aquilo do que se desfez. Mas não é asim com respeito ao tempo. Uma vez que ele se foi, ele se foi para sempre; sem dores, nenhum preço ou sacrifício pode recuperá-lo.
...

Se nós tivermos vivido cinqüenta, sessenta ou setenta anos, e não tivermos feito bom uso de nosso tempo, agora nada se poderá fazer quanto a ele. Ele está eternamente perdido, foi-se para sempre de nós. Tudo o que poderemos fazer é fazer bom uso do pouco que resta. Sim, se um homem gastou toda a sua vida, exceto alguns poucos momentos, de forma vã, tudo o que passou está perdido, e apenas estes poucos momentos que restam poderão ser feitos verdadeiramente dele. E se todo o tempo de um homem foi gasto, ele está todo perdido e é irrecuperável. A Eternidade depende do bom aproveitamento do tempo. Mas, quando uma vez o tempo da vida houver passado, quando a morte chegar, não temos nada mais com o tempo; não há possibilidade de obter a restauração dele, ou outro lugar no qual se preparar para a Eternidade. Se um homem perdesse todas as suas propriedades e riquezas terreais, e chegasse a falência financeira, é possível que pudesse se recuperar desta perda. Ele pode ter outros bens tão bons quanto. Mas quando o tempo da vida se esvai, é impossível obter novamente este tal tempo. Todas as oportunidades de obter o bem eterno terão absolutamente e para sempre se perdido.

Por Jonathan Edwards
"Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio..."

Mário Quintana

sábado, 7 de janeiro de 2012


"Se gente não fosse feita pra ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes. Perseverança não é somente acreditar na própria rede. Perseverança é não deixar de crer na capacidade de renovação das águas."
Ana Jácomo

BOMBA! A triste geração de jovens que o gospel produziu.

BOMBA! A triste geração de jovens que o gospel produziu.