Aprendi com o Mestre do Amor que a vida sem amor é um livro sem letras, uma primavera sem flores, uma pintura sem cores. Aprendi que o amor acalma a emoção, tranquiliza o pensamento, incendeia a motivação, rompe obstáculos intransponíveis e faz da vida uma agradável aventura, sem tédio, angústia ou solidão. Por tudo isso Jesus Cristo se tornou, para mim, um Mestre Inesquecível"
Augusto Cury
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior.
Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior. Não se refere à face física, mas à psíquica. Dar a outra face é procurar fazer o bem para quem nos decepciona, é ter elegância para elogiar quem nos difama, altruísmo para ser gentil com quem nos aborrece. É sair silenciosamente e sem estardalhaço da linha de fogo dos que nos agridem. Dar a outra face previne homicídios, traumas, cicatrizes impagáveis. Os fracos se vingam, os fortes se protegem.
Livro O vendedor de sonhos
Augusto Cury
Livro O vendedor de sonhos
Augusto Cury
Efésios 1.1a, b, c - Exposição em Efésios -
Efésios 1.1a, b, c -
Exposição em Efésios -
Sermão pregado dia 29.01.2012
"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus" (Ef 1:1a, b, c).
A Escritura como testemunha e fiel transmissora da Palavra de Deus. A Escritura é eterna, isto é, ainda que tenha sido endereçada aos Efésios, também comunica graça aos nossos corações do século XXI. Temos de sempre ter isso em mente, pois conforme Paulo diz em outro lugar (2Tm 3.16,17), "Toda a Escritura é inspirada por Deus", quer dizer, tudo o que Deus escreveu foi feito conforme o bom conselho de Sua vontade. E mais: sendo Deus soberano sobre tudo o que ocorre nesta vida, devemos compreender que em Sua maravilha graça, sustentabilidade e provisão espiritual, aprouve a Ele nos legar os mesmos escritos que abençoaram centenas e milhares de gerações até hoje, ou seja, o mesmo Deus que se comunicou com o povo do Antigo Testamento e que agora - em nossa presente carta - fala mediante o santo apóstolo, também escreve a nós, como que para filhos por adoção (conforme nos dizem as Escrituras), pois não estávamos em Israel ou Éfeso ou ainda em outro lugar para recebermos das mãos do Senhor seus ensinos, contudo, Ele nos tem agraciado com a perpetuidade de Sua palavra, conforme prometido por ele mesmo: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mt 24.35; Mc 13.31; Lc 21.33).
A Escritura como testemunha e fiel transmissora da Palavra de Deus. A Escritura é eterna, isto é, ainda que tenha sido endereçada aos Efésios, também comunica graça aos nossos corações do século XXI. Temos de sempre ter isso em mente, pois conforme Paulo diz em outro lugar (2Tm 3.16,17), "Toda a Escritura é inspirada por Deus", quer dizer, tudo o que Deus escreveu foi feito conforme o bom conselho de Sua vontade. E mais: sendo Deus soberano sobre tudo o que ocorre nesta vida, devemos compreender que em Sua maravilha graça, sustentabilidade e provisão espiritual, aprouve a Ele nos legar os mesmos escritos que abençoaram centenas e milhares de gerações até hoje, ou seja, o mesmo Deus que se comunicou com o povo do Antigo Testamento e que agora - em nossa presente carta - fala mediante o santo apóstolo, também escreve a nós, como que para filhos por adoção (conforme nos dizem as Escrituras), pois não estávamos em Israel ou Éfeso ou ainda em outro lugar para recebermos das mãos do Senhor seus ensinos, contudo, Ele nos tem agraciado com a perpetuidade de Sua palavra, conforme prometido por ele mesmo: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mt 24.35; Mc 13.31; Lc 21.33).
Paulo, homem pecador, mas que achou graça diante de Deus. A palavra de Deus nos informa que Paulo escreveu a presente carta enquanto estava preso em Roma (At 28), após ter sido apanhado pelos judeus (At 21.27) e depois preso pelos romanos que subjugavam a Israel (At 22.24-29) como uma espécie de colônia. Embora Paulo fosse cidadão romano (At 22.26, 27), havia crescido aos pés do melhor dos judeus da linha farisaica - Gamaliel (At 22.3) -, se tornando "fariseu de fariseus" e grandioso mestre e conhecedor da Lei; vindo posteriormente a perseguir os adeptos de Jesus Cristo.
A Bíblia também nos informa que Paulo esteve em Éfeso durante três anos (At 20.31) depois de sua segunda viagem missionária (isto é, na sua terceira), após ter visitado a cidade de Corinto (At 18). Em Éfeso, Paulo discursou durante três meses na sinagoga (At 19.8) e subsequente a isso, durante todos os dias, pelo período de dois anos, ensinou na escola de um certo Tirano (At 19.9). Pela graça de Deus, Paulo também fez muitos milagres enquanto ali permaneceu (At. 19.11), de forma que os habitantes muito se maravilhavam e o Evangelho de Cristo se expandia.
Embora Paulo fosse grande conhecer da Lei, vemos que seu zelo pela palavra de Deus não fora de acordo com o que o a própria Escritura prescrevera acerca de um homem que amava de fato a Lei do Senhor. Quer dizer, Paulo perseguia incansavelmente os cristãos, mas não por amor a Cristo, e sim pela letra da lei (não vivificada pelo Espírito Santo), pelo seu farisaísmo, por um desejo incessante de querer que os intentos humanos fossem mais elevados do que Sua palavra.
Paulo cresceu e dedicou todos os seus esforços a fim de que pudesse ser um exímio cumpridor da Lei, mas mas se apercebeu de que sua busca era inútil, pois no buscava o Senhor, mas o farisaísmo e sua vontade de cumprir o intento de homens. Quantos de nossos homens e mulheres literalmente gastam suas economias e seus tempos preciosos em busca de coisas frívolas e sem sentido, assim como Paulo fez? Quantos jovens tem dedicado suas vidas, dinheiro, tem negado tempo com a família, não investido dedicação na leitura de bons livros que gerem piedade, mas creem firmemente que estão vivendo para a glória de Deus? O apóstolo Paulo foi alguém miserável até ter conhecido Cristo Jesus verdadeiramente. Digo verdadeiramente pois na verdade o conhecia, afinal ele o lia nas páginas do Antigo Testamento, porém não conseguia vê-lo já andando sobre a terra e fazendo a obra do Pai que lhe havia enviado.
Paulo cresceu e dedicou todos os seus esforços a fim de que pudesse ser um exímio cumpridor da Lei, mas mas se apercebeu de que sua busca era inútil, pois no buscava o Senhor, mas o farisaísmo e sua vontade de cumprir o intento de homens. Quantos de nossos homens e mulheres literalmente gastam suas economias e seus tempos preciosos em busca de coisas frívolas e sem sentido, assim como Paulo fez? Quantos jovens tem dedicado suas vidas, dinheiro, tem negado tempo com a família, não investido dedicação na leitura de bons livros que gerem piedade, mas creem firmemente que estão vivendo para a glória de Deus? O apóstolo Paulo foi alguém miserável até ter conhecido Cristo Jesus verdadeiramente. Digo verdadeiramente pois na verdade o conhecia, afinal ele o lia nas páginas do Antigo Testamento, porém não conseguia vê-lo já andando sobre a terra e fazendo a obra do Pai que lhe havia enviado.
Penso que muitos leitores e ouvintes dessa noite possam estar na mesma ignorância em que anteriormente vivia Paulo: um desejo ardente de fazer a vontade do Senhor, mas uma prática totalmente divorciada da Verdade.
Paulo, homem capaz, dotado de grande talento, mas que foi transformado por nosso Senhor. É justamente isso que nos faz ficar abismados quanto à sentença inicial desse homem que passou a ser grande servo de Deus - "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo" (v.1a,b). Esse homem que era tido por inimigo da cruz e que perseguia com violência os adeptos do Cristianismo, agora repete aos irmãos de Éfeso aquilo que era comum em todas as suas cartas, isto é, que não era mais um perseguidor do Evangelho, mas um apóstolo de Jesus Cristo.
"E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém" (At 9:1-2). O intento de Paulo era claro: perseguir e prender cristãos, maltratar os seguidores do Caminho, extirpar todo aquele que se dizia seguidor de algo que Paulo não conseguia conceber e que nem enxergava no Antigo Testamento. Nada mais ardia em seu coração do que o zelo pela Lei e pelas orientações recebidas dos mestres com que havia convivido. A lei dos fariseus - e o que havia aprendido da Lei do Senhor com eles -, tão profundamente cravada em sua mente, o levava a fazer loucuras, como se estivesse fazendo para o Senhor e O glorificando com tais atitudes. Foi desse modo que Paulo pôs-se a requisitar autorização do sumo sacerdote, a fim de que fosse a Damasco e pudesse cumprir sua missão de "fiel fariseu". Contudo, bem sabemos que esse não era o intento do Senhor, pois tal mudança em Paulo não se deu mediante à sua vontade, mas à plena e majestosa soberania de Deus.
"E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 9:3-4). Esse homem que havia conseguido autorização para efetuar seu grande feito diante dos homens e perante àquilo que chamava de zelo pela Lei do Senhor, agora se vê prostrado em terra diante daquele que perseguia. Oh! Agraciado Paulo! De perseguidor do Senhor dos Exércitos, a embaixador da graça recebida por Jesus Cristo.
A conversão de Paulo foi algo fascinante: de guerreiro imponente e com cartas nas mãos autorizando o massacre, a homem cego e prostrado ao chão. "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo" (v.1a,b) - isso nos deveria causar alegria extrema! Dever-nos-ia espantar a introdução de Paulo em suas cartas, pois quantas são as vezes que lemos sobre um homem, mestre da Lei, exemplo de zelo pelo que perseguia e que buscava aterrorizar um povo, mas que posteriormente passa a defender aquilo que combatia? Penso que não nos espantemos e não nos maravilhemos com o dom gracioso de Deus porque muitas vezes não estamos cônscios de nossa malignidade e do quão necessário é que essa luz divina brilhe como resplendor nos céus, nos leve ao chão e nos deixe cegos devida à nossa malignidade diante do Altíssimo.
A conversão de Paulo foi algo fascinante: de guerreiro imponente e com cartas nas mãos autorizando o massacre, a homem cego e prostrado ao chão. "Paulo, apóstolo de Jesus Cristo" (v.1a,b) - isso nos deveria causar alegria extrema! Dever-nos-ia espantar a introdução de Paulo em suas cartas, pois quantas são as vezes que lemos sobre um homem, mestre da Lei, exemplo de zelo pelo que perseguia e que buscava aterrorizar um povo, mas que posteriormente passa a defender aquilo que combatia? Penso que não nos espantemos e não nos maravilhemos com o dom gracioso de Deus porque muitas vezes não estamos cônscios de nossa malignidade e do quão necessário é que essa luz divina brilhe como resplendor nos céus, nos leve ao chão e nos deixe cegos devida à nossa malignidade diante do Altíssimo.
A história de Paulo nos ensina que ainda que a Lei de Deus seja completamente sabida por nós ou que a tenhamos firmemente à memória - tal qual os Escribas -, se Cristo não vivificar nossos corações e entendimentos, continuamente fugiremos do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e para sempre nos afastaremos das graças do Pai, pois já disse acertadamente o próprio apóstolo do Senhor: "Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" (Ef 2.5).
"Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus" (Rm 5:1-2). Se antigamente Paulo andava como que inimigo de Deus e servo de Satanás, agora ele mesmo reconhece que por meio da fé em Cristo Jesus (dada gratuitamente por Ele mesmo - Ef 2.8) pôde ser considerado digno de participar da gloriosa obra de Cristo Jesus, e ainda mais, se gloriar e se alegrar na n'Aquele que o havia salvo do império das trevas. Paulo fora testemunha ocular da presença e manifestação de Cristo diante de si, tendo autoridade para escrever às igrejas e lhes instruir na doutrina e na piedade cristã, não por seu zelo anterior por contendas e genealogias (conforme entendemos de seus escritos em 1Tm 1.4 e Tt 3.9) - que era típico dos mestres da lei -, mas porque foi amado por Cristo e sabia o quão necessitado é todo homem que ainda não foi regenerado e não viu grande luz.
Também como já vimos em outras ocasiões, a Lei para Paulo não era má, mas boa e útil. Essa foi a distinção que gerou pontos mais profundos entre a doutrina luterana e a calvinista. Enquanto para Lutero a Lei era má e representava o pecado, para Calvino a Lei era boa e representava o caminho a ser seguido; não que por ela alguém seja salvo, mas faz justamente o contrário, isto é, que embora a lei nos sirva (e serviu) de aio a Cristo - pois é útil para denunciar o pecado (Rm 7.7) -, ao mesmo tempo nos leva constantemente a apelar para o amor gracioso de Deus, pois por nós mesmos nada podemos fazer - "porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5).
Também como já vimos em outras ocasiões, a Lei para Paulo não era má, mas boa e útil. Essa foi a distinção que gerou pontos mais profundos entre a doutrina luterana e a calvinista. Enquanto para Lutero a Lei era má e representava o pecado, para Calvino a Lei era boa e representava o caminho a ser seguido; não que por ela alguém seja salvo, mas faz justamente o contrário, isto é, que embora a lei nos sirva (e serviu) de aio a Cristo - pois é útil para denunciar o pecado (Rm 7.7) -, ao mesmo tempo nos leva constantemente a apelar para o amor gracioso de Deus, pois por nós mesmos nada podemos fazer - "porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5).
Paulo também apela para o seu apostolado, ou seja, afirma que foi feito representante de Cristo e autorizado por Ele para pregar e implantar o reino de Deus em meio ao mundo vil e corrompido. Essa é uma característica importante, pois todos os apóstolos descritos no Novo Testamento viram ao Senhor Jesus - esse foi o requisito imposto pelos 11 ao deliberarem sobre quem substituiria Judas: "É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição" (At 1:21-22 - grifo meu). Então, em outro lugar também vemos Paulo testemunhando de que o Senhor havia aparecido a ele também: "E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo" (1 Co 15:8).
A função do apóstolo era transmitir aquilo que havia recebido do Senhor. Assim como o profeta veterotestamentário era o porta voz autorizado do Senhor para ensinar e proclamar a Santa Verdade, do mesmo modo se deu com os apóstolos de nosso Senhor Jesus, os quais foram os únicos autorizados a ensinar a igreja primitiva sobre o caminho que deveriam, agora que Cristo havia sido revelado.
Vejamos também que o propósito dos apóstolos era justamente "desvendar" a lei para o povo judeu (e posteriormente para os gentios) e para isso mesmo Paulo foi chamado! Aquele homem que fora profundamente conhecedor da Lei, mas caído em sua ignorância quanto à fé, agora passa a se humilhar diante daqueles que perseguia e prega sobre aquilo que outrora não entendia plenamente! A maravilhosa bênção de Deus é evidenciada nesse ponto, pois Cristo desejou mostrar a Paulo que seu mero intelectualismo não era capaz de O agradar. Por maior que fosse seu zelo pelos escritos da Lei, sem o Espírito Santo ela está morta - e isso Paulo compreendeu muito bem: "O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica" (2Co 3.6).
Em nenhum momento Paulo argumentou dizendo que basear-se na Lei era algo contrário a vontade do Senhor. Infelizmente, muitos desavisados em nossos dias utilizam-se do palavreado de Paulo para tentarem comprovar que a Lei de Deus é má e que pertence ao "retrógrado" e "ultrapassado" Antigo Testamento. Porém, de longe podemos afirmar que não foi esse o intento de Paulo - pois quem entendia melhor da Lei do que esse santo? O eleito de Deus, Paulo de Tarso, nos diz que a Lei é boa e útil (Rm 7.7), contudo não afirma que ela é o fim ou o caminho em si mesmo, e sim que sem o Espírito Santo ela está morta e gera a morte - tipificando que sem a graça interior do Senhor, toda pompa e zelo exterior em buscar-se cumprir os preceitos divinos é pura blasfêmia diante do Artífice da criação.
O apóstolo Paulo também adiciona "pela vontade de Deus" (v.1c), como que querendo mostrar que não bastasse toda sua mudança de comportamento testemunhar por si mesma, toda honra devia ser dada ao Senhor, pois assim como "a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2Pe 1.21), de igual forma ele havia sido transformado pela vontade de Deus e não pela mente de homens corruptos e que constantemente maquinam o mal contra o Senhor.
É necessário que todo crente entenda que que a salvação acontece pela livre e graça de nosso Senhor, isto é, a salvação nunca é sinergista (não depende da aliança de dois lados), mas sempre monergista (apenas um lado toma a iniciativa - Deus). Certamente que isso não nos deve servir de desculpa para o evangelismo, e provo ser justamente a intenção contrária que a Escritura nos dá, ou seja, de que a soberania de Deus não invalida o evangelismo, antes, o confirma, pois se dependêssemos de forças próprias para chegarmos à persuasão plena das faculdades humanas quanto ao pecado, jamais teríamos êxito nos afazeres, pois somos vis e corruptos, contudo, tendo em vista que em Sua multiforme graça aprouve a Deus escolher os seus desde a fundação do mundo, tal excelência divina dever-nos-ia impulsionar ao ide e pregai o evangelho, pois toda força e persuasão vem do alto, toda iluminação e capacitação para quebrar a barreira do pecado é advinda dos poderes celestiais, não podendo homem algum desejar gloriar-se em sua missão, pois toda honra deve ser dada ao Altíssimo, "o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós" (Ef 4.6).
Amém.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
6- lição biblica cpad
INTRODUÇÃOO movimento da Teologia da Ganância, que nada tem de cristã, foge dos textos bíblicos que tratam a respeito do sofrimento. As bem-aventuranças, apresentadas por Jesus no Sermão do Monte, são desconsideradas. Na lição de hoje, aprenderemos que existe prosperidade para os bem-aventurados, e esses, diferentemente do que defendem o pseudopentecostalismo, tem como marca o sofrimento. Mesmo em meio ao sofrimento, por amor a Cristo, esses são considerados - makarios em grego - isto é, mais do que felizes.
1. BEM-AVENTURADOS OS POBRES, OS QUE CHORAM E OS MANSOSA pobreza espiritual é o reconhecimento da nossa necessidade de Deus, de que somos pecadores, carentes do Seu perdão. Como bem explicitou Calvino: “só aquele que, em si mesmo, foi reduzido a nada, e repousa na misericórdia de Deus, é pobre de espírito”. O reino de Deus é concedido àqueles que percebam sua carência de Deus, os pecadores, nos tempos de Jesus, concretizados, por exemplo, nos publicanos e prostitutas (Mt. 21.21). Os fariseus, alicerçados em sua vã religiosidade, deixaram de atentar para essa sublime verdade (Mt. 23.23-26). Os que choram também são bem-aventurados, Jesus é um grande exemplo nesse sentido, pois Ele mesmo chorou a miséria dos homens (Jo 11.35; Mt. 23.37; Hb. 5.7). Somente aqueles que choram pelos seus pecados podem receber o Consolador, pois esses, ao final, terão suas lágrimas enxugadas por Deus (Ap. 7.17). Os mansos – praus em grego – seguem o modelo que é Cristo, em Sua mansidão (Mt. 11.29). Dr. Lloyd Jones explica essa bem-aventurança com a seguinte declaração: “a mansidão é, em essência, a verdadeira visão que temos de nós mesmos, e que se expressa na atitude e na conduta para com os outros”. A promessa de Jesus aos mansos é que eles herdarão a terra, que ecoa as palavras do Salmo 37, para não nos indignarmos por causa dos malfeitores, e a mantermos nossa esperança no Senhor.
2. OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA, OS MISERICORDIOSOSMaria, em seu Magnificat, declara que Deus encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos (Lc. 1.53). De fato, os que têm fome e sede de Deus, e de justiça, é que serão fartos. A ambição desses não é material, como tanto se propaga atualmente, mas espiritual. Essa fome e sede de justiça não serão cumpridas enquanto estivermos aqui na terra. No mundo impera a maldade e o engano, as pessoas fazem de tudo para tirar vantagem. O rico prospera e ostenta o produto das suas aquisições, muitas vezes adquiridas ilicitamente. Enquanto que o pobre é injustiçado, trabalha por um salário de fome, e é constantemente oprimido. Mas bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles, no céu, jamais terão fome e nunca mais terão sede (Ap. 7.16,17). Os misericordiosos – eleos em grego - também são bem-aventurados, pois demonstram compaixão pelas pessoas que passam necessidade. Existe uma diferença marcante entre graça (charis) e misericórdia (eleos). A primeira é resultante do favor imerecido, em relação ao pecado, enquanto que essa última é uma demonstração de alívio diante da dor, da miséria e do desespero. O mundo desconhece tanto a graça quanto a misericórdia, pois trata as pessoas com crueldade, foge da dor e do sofrimento dos homens. A cultura da vingança e da competitividade se consolidou no contexto de uma sociedade insensível à mensagem de Deus. Agir com misericórdia é está disposto a perdoar, conforme instruiu Jesus na parábola do credor incompassivo (Mt. 18.21-35).
3. OS LIMPOS DE CORAÇÃO, OS PACIFICADORES E OS PERSEGUIDOSBem-aventurados são os limpos de coração, aqueles que oram, com Davi: “cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável” (Sl. 51.6). A pureza que agrada a Deus vem de dentro para fora, parte do interior do ser, não do exterior, como defendiam os fariseus (Lc. 11.39; Mt. 23.25-28). Umas das marcas dos limpos de coração é sinceridade, são pessoas que não entregam a alma à falsidade (Sl. 24.4). A motivação das suas atitudes é produto da honestidade. Os limpos de coração não vivem das aparências, do marketing pessoal em detrimento da sinceridade do coração. Somente os limpos de coração, os que são sinceros diante de Deus, que não vivem de máscaras, verão a Deus. Aqueles que assim vivem são pacificadores, por isso são bem-aventurados, pois não vivem dissimuladamente, antes agem com vistas a construir relacionamentos sólidos, sem que esses estejam baseados na pressão. Os cristãos não foram chamados por Cristo para viverem em conflito, mas em paz (I Co. 7.15; I Pe. 3.11; Hb. 12.14; Rm. 12.18). Os que são pacificadores são bem-aventurados porque foram agraciados com a paz de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo (Cl. 1.10; Ef. 2.15). Aqueles que vivem a partir desses princípios sofrerão perseguição, mesmo assim, devem se considerar mais do que felizes (Mt. 5.12). A promessa para os que suportam as perseguições é a “o galardão nos céus”. Os profetas, por denunciarem o pecado, foram perseguidos, aqueles que fazem o mesmo atualmente, participam dessa sucessão (At. 5.41).
CONCLUSÃOLutero incluiu o sofrimento no rol das características de uma verdadeira igreja. Do mesmo modo, podemos afirmar que uma igreja verdadeiramente próspera passa por sofrimento. Paradoxalmente, há movimentos cujo slogan é: “pare de sofrer”. Uma igreja que não sofre não pode se considerar igreja, pois conforme revelou Paulo ao jovem pastor Timóteo, todos aqueles que seguem piedosamente a Cristo padecerão perseguição (II Tm. 3.12).
BIBLIOGRAFIA
LLOYD-JONES, D. M. Estudos no Sermão do Monte. São Paulo: Fiel, 1984.
STTOT, J. A mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: ABU, 2001.
LLOYD-JONES, D. M. Estudos no Sermão do Monte. São Paulo: Fiel, 1984.
STTOT, J. A mensagem do Sermão do Monte. São Paulo: ABU, 2001.
A MULHER E O AMOR
Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo nada sólido para construir, fez a Mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a Mulher e a entregou ao homem como sua companheira. Após uma semana, o homem voltou e disse:
- Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem parar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, fica muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:
- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava à mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê ela de volta.
- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar mas, depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
- Mas também não sabe viver sem ela.
E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.
O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.
E arremata o Criador:
- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto. Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor, a sua própria beleza é o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.
A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para ganhar outra.
É como plantar uma árvore frente a uma janela...
Ganha-se sombra, mas perde-se uma parte da paisagem. É preciso considerar tudo isso,
quando nos dispomos a aprender a amar.
- Senhor, a criatura que me deste faz a minha vida infeliz. Ela fala sem parar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para descansar. Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro e assim as minhas horas são desperdiçadas. Ela chora por qualquer motivo e fica facilmente emburrada e, às vezes, fica muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:
- Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela, em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava à mim. Ela era agradável de se ver e de acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir. Por favor, me dê ela de volta.
- Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
- Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar mas, depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
- Mas também não sabe viver sem ela.
E virou as costas para o homem e continuou seu trabalho.
O homem desesperado disse:
- Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo viver sem ela.
E arremata o Criador:
- Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto. Amor é um sentimento a ser aprendido. É tensão e satisfação. É desejo e hostilidade. É alegria e dor. Um não existe sem o outro. A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor, a sua própria beleza é o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria.
A pessoa terá sempre que abdicar de alguma coisa para ganhar outra.
É como plantar uma árvore frente a uma janela...
Ganha-se sombra, mas perde-se uma parte da paisagem. É preciso considerar tudo isso,
quando nos dispomos a aprender a amar.
A BRASA SOLÍTARIA
Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja.
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
“Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar” pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite – disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado – respondeu Juan. – A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
“O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.”
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
“Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar” pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite – disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado – respondeu Juan. – A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
“O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.”
QUEM FEZ VOCÊ CRER NO SUCESSO DA IGREJA SEGUNDO ESTE MUNDO?

QUEM FEZ VOCÊ CRER NO SUCESSO DA IGREJA SEGUNDO ESTE MUNDO?
O que Jesus veio fazer neste mundo teria falhado? Sim, é justo que se pergunte isto ante o que Sua mensagem e feitos [...] realizaram na experiência da existência histórica dos humanos ou coletivamente na História humana?
É verdade que Ele disse que o mundo odiaria a Sua Palavra e aos que por ela vivessem; e também que a melhor chance que o mundo teria de crer que Ele fora enviado pelo Pai seria mediante a prática simples do amor entre os Seus seguidores; e mais: é também verdade que Ele parecia crer que quando Ele voltasse outra vez [o Filho do Homem], não haveria fé na Terra.
Também é verdade que Ele disse que o Seu Caminho/Porta era estreito, e que apenas poucos entrariam por ele; e também é fato que nas Suas mensagens proféticas não se encontra nenhum traço de “vitória” associada ao que Ele chamou de “minha Igreja” [...] como ente a impor-se sobre o mundo.
É ainda inequívoco que Ele tenha dito que o futuro não aguardava os Seus discípulos com nenhuma Era de Paz e de Amor entre os homens; ao contrário, as Sua Palavras nos falam de ódio, divisão, de irmão entregando irmão; de casas divididas; dos inimigos do homem serem os da sua própria casa; e que Ele mesmo não viera trazer paz à Terra, mas espada.
Sim, a leitura das Palavras de Jesus não nos acende na alma a esperança de controlarmos os poderes do mundo, nem das nações, e nem da Civilização humana; antes disso, no indica um caminho de fé entre poucos, uma vereda discreta, um pequenino rebanho, algo como o voar de vagalumes na escuridão da noite.
Nos evangelhos não encontramos essa Palavra de Vitória de Jesus sobre os Poderes da História, sobre o Mundo; e nem tampouco qualquer insinuação de que a Sua Igreja seria vitoriosa sobre as forças do Príncipe deste mundo como fenômeno de supremacia do bem sobre o mal.
Não, nem os evangelhos e nem o Apocalipse nos descrevem tais cenários. Portanto, outra vez, pergunto: de onde, pois, eles nos vieram, ao ponto de que hoje pensemos que alguma coisa tenha falhado?
Até ao 4º Século desta Era nenhum discípulo cria que viveria para ver a Igreja ser qualquer coisa além de um Fermento, uma Luz, um Sal na vastidão da terra, um Pequeno Rebanho entre Lobos, uma pequena Semente que cresceria como sombra e lugar de agasalho; mas não de triunfo.
Ora, e isto tudo ainda em meio a divisões internas, a apostasias, a negações, perversões e mortes espirituais de muitos grupos que, antes haviam crido, mas que, ante a imposição “da espera” [...] perderiam a fé; e, portanto, escandalizar-se-iam, trairiam, desistiriam; ou, então, tornar-se-iam “maus” e aproveitadores dos demais — conforme várias parábolas de Mateus, Marcos e Lucas nos deixam ver...
Todavia, o paradigma foi mudado para sempre nas falsificações das esperanças da Igreja que foi virando “igreja”, quando o Império Romano ungiu a “Igreja” e criou o “Cristianismo” como poder terrestre e mundano.
É daí que vem esse surto de Vitória Visível da Igreja de Jesus na Terra; e, consequentemente, a busca por tal poder entre os homens —; ou, em meio á frustração de não conseguir realizá-lo, a não ser pela espada e pelas forças doPríncipe deste mundo, vem a descrença, o sentimento de fracasso, de inviabilidade do Evangelho e da Igreja no mundo; instalam-se como descrença e cinismo na alma dos que antes criam e amavam.
Sim; tal sentimento decorre de que a Igreja passou a pensar como “igreja”, e de que o Evangelho tenha sido entendido como uma revolução inescapável a impor-se sobre os principados e potestades dos sistemas do planeta.
Desse modo, cada novo cristão se converte crendo que sua geração mudará o mundo; e que o que não aconteceu no passado, acontecerá hoje; e mais: crendo que a “vitória” da Igreja sobre o Império Romano provou tal possibilidade [...]; não enxergando eles jamais o oposto; ou seja: que, ali, naquela virada [ou melhor: naquela emborcada], quem estava sendo definitivamente derrotada era aquilo que até então, com todos os problemas previstos nas profecias, era, na sua fraqueza, forte; e na sua fragilidade e falta de densidade, invencível; a saber: a Igreja na sua melhor expressão histórica até então.
Sim, o Imperador Constantino se tornou o pai do sonho de supremacia da Igreja sobre o mundo; e, desde então, todos os grupos cristãos anelam pela volta de tais dias, ou mesmo pela reimplantação deles na sua geração. Daí os cristãos terem-se por tão honrados quando um governador se “converte”, ou quando uma “autoridade eclesiástica” é elevada de maneira pública, ou quando à “igreja” um poder politico atribua importância, significado e força histórica.
Jesus, todavia, nunca nos deu a menor margem de crença em tais coisas até ao fim. Jamais! O que Nele vemos é que apesar de tudo a Igreja não seria destruída e que as Portas do Inferno não prevaleceriam contra ela; mas, em momento algum, se vê Jesus afirmando que a Sua Igreja criaria um Milênio; algo como um impor da verdade e do amor sobre as forças do mundo e da história; ou ainda que ela tornar-se-ia reconhecida como o Oráculo divino falando aos homens.
Ao contrário, ao ouvirmos o que Jesus disse, o que percebemos é que tais possibilidades de “vitória” sempre seriam sinais de apostasia da fé; sempre seriam a declaração de que se teria aceito a cooptação das forças do Príncipe deste mundo; sempre seria algo que apenas nos poria no lugar de ungir a Besta no papel de um Falso Profeta.
Para Jesus, o reino de Deus não se manifestaria com demonstrações visíveis, mas invisíveis e interiores; seria um poder no olhar, no espírito, na existencialidade; seria algo somente discernível por quem tivesse nascido da água e do espírito; e que aconteceria sempre sob o signo do desprezo e das muitas batalhas.
Quanto a não permitir que qualquer impressão de supremacia da Igreja como Potestade se instalasse na mente dos Seus discípulos, Ele afirmou: “Não será assim entre vós; antes, o maior seja o menor; o grande seja o que sirva; o poderoso seja o fraco do amor e da entrega”. E, lhes lavando os pés, disse: “Compreendeis o que vos fiz? Eu vos dei o exemplo!”
Pedro já advertia os discípulos dos seus dias, e que começavam a sofrer e a perguntar quando seria o tempo da vitória, dizendo-lhes que não lhes parecesse que algo teria dado errado, posto que o Senhor lhes garantisse que seria como estava justamente acontecendo...; e disse também que por tal equivoco de esperança surgiriam muitos perguntando “onde está a esperança da Sua vinda?”; ou mesmo indagariam acerca do “poder da Sua Presença” entre os homens...; visto que tudo continuara como desde o principio da criação que se pervertera.
Em Mateus 24 e 25 todas as Parábolas de Jesus nos falam de uma “espera” devastadora e desalentadora; de tal modo que alguns ficariam “maus e abusivos”, outros “dormiriam de desesperança”, outros “enterrariam seus dons de amor”, outros somente O veriam em “cenários sagrados” ou predeterminados; daí não serem capazes de vê-Lo entre os pobres, marginalizados, desterrados, doentes, abandonados e não desejados desta existência.
O fenômeno da Hermenêutica Constantiniana de interpretação do significado histórico da “Igreja” foi algo tão poderoso, e continua a ser, que, para muitos, parece que a mensagem de Jesus falhou; especialmente agora, quando o mundo se torna pós-cristão; ou seja: torna-se pós-constantiniano.
Jesus, no entanto, nos disse que a Igreja estaria aqui; e que testemunharia; e que morreria; e que não desistiria; e que não seria enganada; e que não viveria de contabilidades de poder humano; mas da força do Espírito e do olhar do Reino instalado nos corações de todos os que viram e entraram no Mistério do Indiscernível do Reino de Deus em sua atual manifestação não disponível ao mundo.
Enquanto isto [...], Jesus disse que o Espírito sopra aonde quer... [...], e que ninguém sabe de onde Ele vem ou para onde Ele vai... [...]; mostrando-nos assim que a Igreja é um ente levado [...]; e que para além do que ela própria veja [...], existe o que somente Deus vê; coisas essas nas quais os discípulos têm apenas que crer; crer enquanto servem, amam, esperam, se entregam, se sacrificam; nunca se deixando vencer do mal, mas sempre vencendo, em suas vidas, o mal com o bem.
É, portanto, o espírito do mundo, de Satanás, do Príncipe que oferece poderes terrenos [...] — aquele nos lança em surtos de “vitória terrena da Igreja” sobre as aparentes forças da História.
É a mesma voz que se fez ouvir no “alto monte” ou no Capitólio Romano nos dias de Constantino [...] a nos falar que existe um mundo a ser “conquistado” pela Igreja de Deus!
Para a verdadeira Igreja de Deus este mundo, com seus poderes, é apenas o lugar da morte, do sacrifício, do testemunho, do amor não correspondido e do serviço por nada; exceto pela obediência; posto que assim como foi com Jesus seria conosco; e isto conforme Ele próprio disse e repetiu em inúmeras formas e ocasiões diferentes.
Se esse paradigma diabólico, completamente presente nas falsas esperanças, no discurso e na prática da “igreja”, não der lugar ao que Jesus disse que seria e aconteceria [...], até mesmo a verdadeira Igreja terá seu poder minado pelo engano; havendo cada dia menos luzes de esperança e gosto de sal no testemunho do amor neste planeta marcado para o Grande Dia da Revelação.
Eu, porém, enquanto escrevo estas linhas, sinto o vento, e percebo seu bulício; por vezes mudando de direções [...], mas sinto que ele sopra em sua independência, visto que vejo o mover das árvores; sim, balançando ora pra lá, ora pra cá; e, algumas vezes, como agora, aparentemente parando de moverem-se... Mas eis que outra vez vem o vento!... Agora uma brisa sob meus pés... Sim! O mover não cessa nunca!
Desse modo entendo meu lugar na vida e no mundo segundo Jesus!
Sim, não sou o Gerente do Vento; nem sou o indicador do seu caminho; nem tampouco aquele que sabe quando e de onde ele virá. Não! Apenas o constato. Apenas o aproveito. Apenas celebro sua soberania invisível. E, conforme disse Jesus, apenas creio que do mesmo modo é todo aquele que é nascido do Espírito.
A Palavra de Jesus, portanto, não falhou; ao contrário, contra todos os esforços miseráveis, armados e dispostos a recorrer a todos os poderes deste mundo [conforme o tem feito o “Cristianismo” e ou a “Igreja” em todo este tempo], a Palavra de Jesus se impôs e prevaleceu; posto que ela teria falhado justamente se o Caminho dos Discípulos tivesse se tornado a Política Global deste Planeta; ou seja: se a ONU dissesse que é da “igreja” que procede a honra, a glória e o poder. Então era sinal de que o reino do anticristo estaria de fato definitivamente instalado.
Nele, que não nos deixou enganados quanto ao que fosse vitória e sucesso no andar do Reino, do Evangelho e da verdadeira Igreja de Deus,
Caio
Fonte: e-mail da Estação do Caminho da Graça - Goiânia
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
UNIVERSO CRISTÃO: Igrejas “evangélicas” que não pregam o evangelho
UNIVERSO CRISTÃO: Igrejas “evangélicas” que não pregam o evangelho: Atenção! Atenção! Você pode estar sendo enganado! Na atualidade, há três igrejas conhecidas como evangélicas que, apesar de terem Deus no...
BOM DIA
E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.
E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus;
Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.
Deuteronômio 28:1-3 BOM DIA A TODOS MEUS AMIGOS E OTIMA SEMANA
E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus;
Bendito serás na cidade, e bendito serás no campo.
Deuteronômio 28:1-3 BOM DIA A TODOS MEUS AMIGOS E OTIMA SEMANA
NÃO TENHA MEDO
Que você seja um grande empreendedor. Quando empreender, não tenha medo de falhar. Quando falhar, não tenha receio de chorar. Quando chorar, repense a sua vida, mas não recue. Dê sempre uma nova chance para si mesmo.
Encontre um oásis em seu deserto. Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.
Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.
Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
Augusto Cury
Encontre um oásis em seu deserto. Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante das perdas e dos fracassos. Os vencedores começam tudo de novo.
Saiba que o maior carrasco do ser humano é ele mesmo. Não seja escravo dos seus pensamentos negativos. Liberte-se da pior prisão do mundo: o cárcere da emoção. O destino raramente é inevitável, mas sim uma escolha. Escolha ser um ser humano consciente, livre e inteligente.
Sua vida é mais importante do que todo o ouro do mundo. Mais bela que as estrelas: obra-prima do Autor da vida. Apesar dos seus defeitos, você não é um número na multidão. Ninguém é igual a você no palco da vida. Você é um ser humano insubstituível.
Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível.
Augusto Cury
O MUNDO EM QUE VIVEMOS
Nunca tivemos um avanço tão grande na tecnologia, mas o homem nunca experimentou tantos transtornos psíquicos. Nunca tivemos tantos meios para nos propiciar conforto- os veículos, o telefone, a geladeira- mas o homem nunca se sentiu tão desconfortável em sua mente. Nunca tivemos tantos meios para nos dar prazer- a TV, a Internet, o cinema-, mas o homem nunca foi tão triste.
A sociedade moderna se tornou uma fábrica de estresse. E você vive nesse mundo maluco. O que fazer?
Mudar de planeta não é possível! Viver como ermitão isolado do mundo não adiantará, pois levaremos nossos problemas aonde formos. Refugiar-se no álcool e nas drogas, como muitos jovens fazem só expande a miséria e destrói a vida. Se esconder como muitos adultos, atrás da conta bancária e do status social e fingir que nada está acontecendo, é fugir da realidade.
Vivemos num mundo complicado. Mas não tente fugir dele. É nele que devemos nos realizar, ser felizes e saudáveis. A luz só é bela quando acesa na escuridão. Vejamos.
Certa vez uma pessoa dormia mal porque morava num porão escuro. Ela sonhava em colocar uma lâmpada no ambiente. Depois de muito trabalhar, contratou um eletricista e colocou a tão desejada lâmpada. Antes de acendê-la, pensou: “Agora finalmente vou dormir tranqüilo.” Ao acendê-la, uma surpresa. Perdeu o sono. Por quê?
Porque a luz expôs uma realidade que ela não via: sujeira, insetos, aranhas. Só descansou depois de uma bela faxina. Infelizmente, alguns preferem o escuro! Tenha coragem para acender a luz no seu porão e fazer uma faxina na sua vida.
Augusto Cury - Dez Leis para ser Feliz
A sociedade moderna se tornou uma fábrica de estresse. E você vive nesse mundo maluco. O que fazer?
Mudar de planeta não é possível! Viver como ermitão isolado do mundo não adiantará, pois levaremos nossos problemas aonde formos. Refugiar-se no álcool e nas drogas, como muitos jovens fazem só expande a miséria e destrói a vida. Se esconder como muitos adultos, atrás da conta bancária e do status social e fingir que nada está acontecendo, é fugir da realidade.
Vivemos num mundo complicado. Mas não tente fugir dele. É nele que devemos nos realizar, ser felizes e saudáveis. A luz só é bela quando acesa na escuridão. Vejamos.
Certa vez uma pessoa dormia mal porque morava num porão escuro. Ela sonhava em colocar uma lâmpada no ambiente. Depois de muito trabalhar, contratou um eletricista e colocou a tão desejada lâmpada. Antes de acendê-la, pensou: “Agora finalmente vou dormir tranqüilo.” Ao acendê-la, uma surpresa. Perdeu o sono. Por quê?
Porque a luz expôs uma realidade que ela não via: sujeira, insetos, aranhas. Só descansou depois de uma bela faxina. Infelizmente, alguns preferem o escuro! Tenha coragem para acender a luz no seu porão e fazer uma faxina na sua vida.
Augusto Cury - Dez Leis para ser Feliz
SONHE
Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:
”Que tamanho tem o universo?”
Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu:
”O universo tem o tamanho do seu mundo.”
Perturbada, ela novamente indagou:
”Que tamanho tem meu mundo?”
O pensador respondeu:
”Tem o tamanho dos seus sonhos.”
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!"
”Que tamanho tem o universo?”
Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu:
”O universo tem o tamanho do seu mundo.”
Perturbada, ela novamente indagou:
”Que tamanho tem meu mundo?”
O pensador respondeu:
”Tem o tamanho dos seus sonhos.”
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!"
sábado, 28 de janeiro de 2012
NÃO FIQUE TRISTE
Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar,não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e no entanto, a maioria da platéia ainda dorme...
SER FELIZ
"As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."
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