sábado, 13 de outubro de 2012

UM SALMO DE BÁLSAMO — PARA OS EQUIVOCADOS





Em ti, Senhor, me refugio; Não seja eu jamais envergonhado; Livra-me por tua justiça. Inclina-me os ouvidos, livra-me depressa; Sê o meu castelo forte, Cidadela fortíssima que me salve. Porque tu és minha Rocha e a minha Fortaleza; Por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás... Nas tuas mãos entrego o meu espírito. Salmo 31:1-3, 5

Palavras familiares? Claro, foram exatamente estas as sete últimas palavras ditas por Jesus quando agonizava no Calvário. Antes de entregar o seu espírito, ele disse a Deus: "Nas tuas mãos entrego o meu espírito." Foi o ponto mais baixo, física e emocionalmente, em toda a vida do Messi­as. Mas vamos aplicar isso aos nossos períodos de depres­são pós-erro nesta vida.

Você vai descobrir, depois das graves e penosas ramifica­ções de um erro, que só a Deus você pode entregar o seu espírito nessas ocasiões. Ninguém mais pode dar-lhe o con­solo de que precisa. Logo depois de um erro, ajoelhe-se, prostre-se diante de Deus e exponha a sua vergonha e humilha­ção.

Ninguém mais pode curar você dessa sensação de emba­raço e decepção pessoal. O velho compositor de hinos tinha razão: "Ninguém compreende como Jesus" — ninguém.

Dessa perspectiva, vamos agora examinar como Deus nos considera quando cometemos erros. Aborreces os que adoram ídolos vãos; Eu, porém, confio no Senhor. Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade,Pois tens visto a minha aflição, Conheceste as angústias de minha alma. Salmo 31:6,7.

Primeiro, Deus nos vê na realidade. É muito útil e im­portante lembrar que Deus nos vê como realmente somos. Esforçamo-nos tanto às vezes para esconder toda a verda­de de outras pessoas, com medo de que não entendam. Queimamos toda sorte de energia emocional escondendo nosso verdadeiro "eu" uns dos outros.

Davi disse: "Regozijo-me porque tu és realista, Senhor, quando me vês. Conheces as minhas inclinações. Conhe­ces as minhas tendências. Conheces meu senso de pânico, meus medos. Sabes como fui criado. Sabes os maus hábi­tos que aprendi. Conheces o meu histórico. Conheces tam­bém as minhas intenções e não só minhas ações. Viste as minhas aflições."

A segunda coisa que noto a respeito de Deus é que ele nos vê inteiramente. "Tens visto a minha aflição, conheces-te as angústias de minha alma" (Salmo 31:7).

Veja bem, as aflições têm a ver com as causas externas. Os problemas com as internas. "Senhor, tu vês o mundo inteiro de aflições e sentes comigo os problemas bem lá dentro." Lembra-se da grande declaração relativa ao cora­ção compreensivo de nosso Salvador? "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas" (Hebreus 4:15).

Há muito conforto nessas palavras! Mas você já leu os dois versos anteriores a este? O verso 13 diz que nada fica oculto aos olhos de Deus. Tudo é descoberto diante dele — e mesmo assim se compadece de nós! Isso me enche de coragem. Aflitos por fora e perturbados por dentro, apesar da nossa inclinação para o erro, ele compreende!

Vendo a nossa realidade, enxergando-nos completamen­te — como ele nos trata? "E não me entregaste nas mãos do inimigo" (Salmo 31:8).

Ele não nos rejeita? Acredito que é isso o que mais te­memos quando cometemos um erro. Se foi grave, temos especialmente medo da rejeição divina. Receamos que Deus diga: "Basta! Vá para o seu quarto! Acabou-se!". Davi, porém, disse: E não me entregaste nas mãos do inimigo; firmaste os meus pés em lugar espaçoso. Salmo 31:8

Isso não significa que ele tivesse pés grandes, mas que Deus abriu lugar para ele. O Senhor não nos força. Ele nos dá espaço.

Você já notou que quando tenta encontrar alívio, as pessoas o sufocam? Apertam a corda. Colocam limitações rigorosas sobre você. Determinam o limite de tempo ou o fazem lembrar da sua obrigação. Davi disse nesse verso: "Senhor, o teu lugar é enorme. Tu me dás espaço." 

Quero que saiba que nosso Pai celestial não está ansio­so. Ele fica sereno e calmo enquanto você está voltando a si. Sabe o que está fazendo. Isso não é um alívio? Torna muito mais fácil confiar nele. Não é de admirar que Davi tenha dito: "Quanto a mim, confio em ti, Senhor" (v. 14).


Extraído do livro PERSEVERANÇA de Charles Swindoll


Por Litrazini
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Você nunca sairá o mesmo da presença de Deus




Deus pode permitir que o "descubramos", mas nunca deixará que saiamos da presença dele inalterados. A sua glória muda e transforma os mortais. De alguma forma, nós saímos desses encontros mais harmonizados com o seu amor compassivo pe­los perdidos e feridos ao nosso redor. Em vez de nos dirigir para nós mesmos, a sua presença manifesta sempre volta os nossos olhos para os outros. Ela nos conduz além das quatro paredes de nossas salas de reuniões para buscar e salvar o perdido.

Infelizmente, a visitação de Deus raramente se transfor­ma em habitação por causa de nossa tendência humana de imediatamente tirar nosso foco de sua face e nos concentrar­mos nos "bons sentimentos" que a presença dele cria em nosso corpo e em nossa alma. Esses benefícios secundários são maravilhosos, mas devemos manter o nosso foco central em Deus, e não nos agradáveis efeitos colaterais da presença dele.

Dizemos uns aos outros: "Deus está aqui! Ele está nos visitando de novo".

Nossos cantores se regozijam e a banda acompanha o ritmo, mas ra­pidamente isso escapa de nós, pois não sabemos o que Ele está procurando. Muitos que experimentaram visitas de Deus perguntam: "Por que Ele não fica? Nós lhe imploramos que ficasse. Por que não conseguimos reter esses momentos?"

A resposta é simples: Não cons­truímos um propiciatório para conter a glória de Deus. Não há nenhum lugar onde Ele possa sentar-se! O que é confortável para você e para mim não é confortável para o kabod, o poder de Deus. Ficamos con­tentes em nos sentarmos em nossas confortáveis poltronas espirituais reclináveis o dia todo, mas o lugar de Deus, o propiciatório, é um pouco diferente. É o único lugar na Terra que pode suportar o peso de sua glória e compeli-lo a entrar e a permanecer.

Sei de muitas cidades onde a medida da glória dele fez uma visita, e um grande avivamento apareceu inesperadamen­te. Milhares de pessoas receberam a Cristo como Senhor e Salvador nessas cidades. Muitas dessas visitas começaram durante um busca interdenominacional da presença de Deus, com várias congregações e pastores trabalhando juntos e pró­ximos, com uma só mente e em harmonia. Mais tarde, quan­do a visitação começou a parecer cada vez mais com habita­ção, as diferenças interdenominacionais se transformaram em conflito e angustiaram o Espírito Santo.



Sempre que Deus o visita com um milagre, um transbordamento de seu Espírito, ou as primícias do avivamento ver­dadeiro, o inimigo virá e tentará roubar a promessa e destruir o depósito que o Senhor deu a você.

Uma mulher nos dias do profeta Eliseu descobriu esse padrão desagradável, mas sua preparação cuidadosa a fez enfrentar o ataque do inimigo de cabeça erguida. A chave é que ela deu espaço para a presença de Deus antecipadamente. O exemplo dela oferece pistas para as nossas preparações para a habitação de Deus e a tentativa do inimigo de matar ou roubar o depósito divino de Deus.

Esta mulher estava indo muito bem em termos de dinhei­ro, prestígio e importância em seus círculos sociais. A Bíblia a chama de "grande" mulher ou "notável". Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher notável, a qual o reteve para comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava por ali entrava para comer pão. (2 Reis 4:8) Ela se deu conta de que aquele homem careca de aparência estranha que pas­sava regularmente por sua casa era um profeta — talvez o único profeta que andou com poder verdadeiro nos dias dela. En­tão, na próxima vez que ela viu a Eliseu, o persuadiu a parar em sua casa e comer algo.

Depois daquela primeira visita, ela imediatamente conversou com seu ma­rido e chamou os carpinteiros e pe­dreiros e pediu algumas mobílias. Ela queria que aquelas visitas se tornas­sem em habitação, e nenhum esforço seria grande ou caro demais.

Quando o profeta apareceu de novo, ela lhe mostrou a sala que havia preparado. Ele decidiu aceitar a oferta de hospita­lidade dela. A próxima coisa que ela soube foi que aquele que havia sido tão abençoado pelas preparações dela anunciou que estava pronto a abençoá-la! (E assim que as coisas funcionam no reino de Deus, mas algumas vezes somos lentos para compreende).

Essa mulher tinha discernimento o bastante para perceber a missão consagrada e chamar a Eliseu. Ela possuía sabedoria para querer mais da santa visita, e tinha determinação o bastante para seguir com o seu plano de entreter a presença profética. Ela sabia como "descobrir" a Deus em suas promessas.

Contudo ela estava totalmente despreparada para o nível de bênçãos e contentamento indescritível que iria receber por causa de sua preparação para a visita. Eliseu disse ao seu assistente para falar com a mulher, que havia dado um espaço para o presente de Deus, para que descobrisse o que poderia fazer por ela. Ela não esta­va mais interessada nos favores de homens ou governantes; aquela mulher estéril queria somente aquilo que Deus pudesse dar a ela: um filho em sua idade avançada. Eliseu pediu que o seu assistente chamasse a mulher para dentro do aposento que havia preparado:

Então Eliseu mandou chamá-la de novo. Geazi a cha­mou, e ela veio até a porta e ele disse: "Por volta desta épo­ca, no ano que vem, você estará com um filho nos braços". Ela contestou: "Não, meu senhor. Não iludas a tua serva, ó homem de Deus!" Mas, como Eliseu lhe dissera, a mulher engravidou e, no ano seguinte, por volta daquela mesma época, deu à luz um filho.(2 Reis 4.15-17)

Extraído do livro Os Descobridores de Deus de Tommy Tenney



Por Litrazini
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Aula 02 - OSÉIAS - A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS


4º Trimestre/2012

Texto Básico:Oséias 1:1,2;2:14-17,19,20
INTRODUÇÃO

A relação de Deus com Israel era como uma aliança conjugal. Israel havia se “casado” com o Senhor no Sinai. Israel prometeu a Deus fidelidade. Porém, logo se desviou da aliança e começou a flertar com outros deuses. Não tardou para que Israel abandonasse a Deus, seu “marido”, para prostituir-se com outros deuses. A idolatria é infidelidade a Deus; é rompimento da aliança; é quebra dos votos de fidelidade. A idolatria é uma torpeza.

A profecia de Oséias foi a última tentativa de Deus em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniquidade persistentes, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo. A ideia central da mensagem de Oséias é que o amor poderoso e inextinguível do Senhor por Israel não descansará enquanto não reconciliar toda a nação consigo. Mas, consequências trágicas se seguem quando o povo persiste em desobedecer a Deus, e em rejeitar-lhe o seu amor redentor.

I. O LIVRO DE OSÉIAS

1. Contexto histórico. O contexto histórico do ministério de Oséias é situado nos reinados de Jeroboão II, de Israel, e de quatro reis de Judá (Usias, Jotão, Acaz e Ezequias; ver Oséias 1:1), isto é, entre 755 e 715 a.C. As datas revelam que o profeta não somente era um contemporâneo mais jovem de Amós, como também de Isaías e Miquéias. O fato de Oséias datar boa parte de seu ministério mediante uma referência a quatro reis em Judá, e não aos breves reinados dos últimos seus reis de Israel, pode indicar ter ele fugido do Reino do Norte a fim de morar na terra de Judá, pouco tempo antes de Samaria ter sido destruída pela Assíria (722 a.C.). Ali, compilou suas profecias no livro que lhe leva o nome (fonte:Bíblia de Estudo Pentecostal).

Oséias, cujo nome significa “salvação”, é identificado como filho de Beeri (Os 1:1). Nada mais se sabe do profeta, a não ser os lances biográficos que ele mesmo revela em seu livro. Oséias profetizou ao reino de Israel(reino do Norte – formado das 10 tribos). O ministério de Oséias, ao Reino do Norte, seguiu-se logo depois ao ministério de Amós que, embora fosse de Judá, profetizou a Israel. Amós e Oséias são os únicos profetas do Antigo Testamento, cujos livros foram dedicados inteiramente ao Reino do Norte, anunciando-lhe a destruição iminente. Oséias é um dos dois únicos profetas do Reino do Norte a terem um livro profético no Antigo Testamento(o outro é Jonas).

Oséias foi vocacionado por Deus a profetizar ao Reino de Israel, que desmoronava espiritual e moralmente, durante os últimos quarenta anos de sua existência, assim como Jeremias seria chamado a fazer o mesmo em Judá. Quando Oséias iniciou o seu ministério, durante os últimos anos de Jeroboão II, Israel desfrutava de uma temporária prosperidade econômica e de paz política, que acabariam por produzir um falso senso de segurança. Porém, logo após a morte de Jeroboão II(753 a.C.), a nação começa a deteriorar-se, e caminha velozmente à destruição em 722 a.C. Passados quinze anos da morte do rei, quatro de seus sucessores seriam assassinados. Decorridos mais quinze anos, Samaria seria incendiada, e os israelitas deportados à Assíria e, posteriormente, dispersados entre as nações.

Foi nesse cenário de luxo e de lixo, de glória humana e opróbrio espiritual, de ascendência econômica e decadência moral, que Deus levantou Oséias para confrontar os pecados da nação e chamá-la ao arrependimento. A riqueza sem Deus é pior do que a pobreza. A riqueza sem Deus afasta o homem da santidade mais do que a escassez.

Deus ordenou a Oséias que tomasse “uma mulher de prostituições”(Os 1:2) a fim de ilustrar a infidelidade espiritual de Israel. Embora há os que interpretem o casamento do profeta como alegoria, os eruditos conservadores consideram-no literal.

Nesse declínio moral de Israel, todas as classes da sociedade se desmoralizaram. Os príncipes, amantes da riqueza e do luxo, viviam desenfreados no pecado. Os sacerdotes, que deveriam ensinar a verdade ao povo, tornaram-se bandidos truculentos e cheios de avareza.

As coisas foram de mal a pior, até que o profeta exclamou: "não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus. O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios" (Os 4:1,2).

A religião de Israel tornou-se sincrética, e o povo misturou o culto a Deus com o culto a Baal. A idolatria sensual desembocou na mais repugnante imoralidade. A vida Familiar caiu no abismo da dissolução. Não resta dúvida de que Oséias viveu durante os tempos mais turbulentos e inquietos pelos quais a nação jamais passara. Os séculos passaram, e hoje ainda assistimos a esse mesmo desvio religioso denunciado por Oséias.

2. Estrutura. O Livro de Oséias é o primeiro dos Profetas Menores e o mais extenso deles. Como nenhum outro, este Livro aborda de forma eloquente o amor perseverante de Deus a um povo rebelde e recalcitrante. Ele contém cerca de 150 declarações a respeito dos pecados de Israel, sendo que mais da metade deles relaciona-se à idolatria. Mais do que qualquer outro profeta do Antigo Testamento, Oséias relembra aos israelitas que o Senhor havia sido longânimo e fiel em seu amor para com eles.

O Livro pode ser dividido em duas partes principais: A primeira parte, composta dos capítulos 1-3, descreve o casamento entre Oséias e Gômer. Os nomes dos três filhos são sinais proféticos a Israel: Jezreel (“Deus-espalha”), Lo-Ruama (“Não-compaixão”) e Lo-Ami (“Não-meu-povo”). A infidelidade da esposa de Oséias é registrada como ilustração da infidelidade de Israel. O amor perseverante de Oséias à sua esposa adúltera simboliza o amor inabalável de Deus por Israel. Se o casamento de Oséias com Gômer retratava o amor de Deus a um povo ingrato e infiel, os filhos de representavam o juízo de Deus a esse povo.

A segunda parte, composta dos capítulos 4-14, contém uma série de profecias que mostram o paralelismo entre a infidelidade de Israel e a da esposa de Oseías. Quando Gômer abandona Oséias, e vai à procura de outros amantes(cap. 1), está representando o papel de Israel ao desviar-se de Deus (caps. 4-7). A degradação de Gomer (cap. 2) representa a vergonha e o juízo de Israel (caps. 8-10). Gomer vai atrás de outros homens, ao passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gomer comete prostituição física; Israel, prostituição espiritual. Ao resgatar Gomer do mercado de escravos (cap. 3), Oséias demonstra o desejo e intenção de Deus em restaurar Israel no futuro (caps. 11-14).

O Livro de Oséias enfatiza este fato: por ter Israel desprezado o amor de Deus e sua chamada ao arrependimento, o juízo já não poderá ser adiado.

3. Mensagem. O Livro de Oséias fala de julgamento e esperança. Cada uma das três partes principais do livro começa com a ameaça de juízo divino sobre Israel (Os 1:2-2:13; 4:1-10:15; 12:1-13:16) e termina com a promessa de restauração divina (Os 2:14-3:5; 11:1-11; 14:1-9).

O teor da profecia de Oséias é um testemunho dinâmico e severo contra o Reino do Norte por ter se apostatado do concerto firmado. Todos conheciam bem a corrupção que campeava pela nação no âmbito das questões públicas e particulares. O propósito de Oséias era o de convencer seus compatriotas sobre a necessidade de se arrependerem, restabelecerem a relação de concerto e dependerem do Deus paciente, compassivo e perdoador.

O próprio Deus chama o povo a voltar-se para ele: "Volta, ó Israel, para o Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados estás caído. Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao Senhor" (Os 14:1,2). Deus promete curar a infidelidade do povo (Os 14:3) e ser para ele o bálsamo restaurador (Os 14:5-7).

II. O MATRIMÔNIO

O matrimônio é uma feliz celebração do amor. É o santo mistério de duas pessoas que se tornam uma, o início de uma vida em comum e de compromissos. O casamento é um mandamento de Deus e ilustra seu relacionamento com seu povo. Portanto, não pode existir tragédia maior do que a violação desses votos sagrados.

Deus ordenou a Oséias que buscasse uma esposa e revelou-lhe antecipadamente que ela lhe seria infiel. Embora desse à luz muitos filhos, alguns deles seriam de outros pais. Em obediência a Deus, Oséias casou-se com Gômer e seu relacionamento com ela, a infidelidade dela e seus filhos tornaram-se exemplos vivos e proféticos de Israel.

Esse casamento é certamente um símbolo do adultério espiritual de Israel. A sua profanação por parte de Gômer, fez o profeta compreender o verdadeiro significado do pecado de Israel: adultério espiritual e até prostituição. O pecado do adultério tem sido definido como "busca de satisfação em relações ilícitas”. A prostituição é ainda pior, é o pecado de "prostituir bens superiores por causa de dinheiro e de lucro”. A prostituição é tanto física quanto religiosa. O povo de Israel era culpado de ambas.

O Rev. Hernandes Dias Lopes, em seu livro “Oséias”(o amor de Deus em ação), destaca duas interpretações principais acerca do casamento do profeta Oséias:

- Em primeiro lugar, Gômer era uma mulher casta antes do casamento, mas tornou-se infiel depois do matrimonio. Vários eruditos entendem que Gômer era uma mulher casta antes do casamento e só se prostituiu depois que contraiu matrimonio com Oséias. A razão principal para essa interpretação é que seria incompatível com o caráter santo de Deus ordenar a seu profeta algo moralmente reprovável e expor seu mensageiro a tal opróbrio.

Embora essa interpretação nos seja mais aceitável, não é isso que o texto diz. Vejamos: "Quando pela primeira vez falou o Senhor por intermédio de Oséias, então lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor" (Os 1:2, ARA). Como Gômer, Israel começou como idólatra, "casou-se" com Jeová e acabou voltando à idolatria. Se Oséias tivesse se casado com uma mulher casta que mais tarde tornou-se infiel, a expressão "mulher de prostituições" em Oséias 1:2 deveria significar, então, "uma mulher com tendência ao meretrício que viria a prostituir-se posteriormente", o que parece uma interpretação forçada desse versículo.

- Em segundo lugar, Gômer já era uma mulher prostituta antes do profeta se casar com ela. Embora esse fato ofereça algumas dificuldades e nos cause certo constrangimento, é exatamente isso que o texto afirma. Vários eruditos subscrevem essa posição. Oséias amava Gômer não com base em suas virtudes, mas apesar de seus pecados. É importante ressaltar que Oséias está representando o amor incompreensível de Deus a um povo infiel. Quando Deus chamou Abrão para formar por meio dele uma grande nação, tirou-o do meio de um povo idólatra. Israel continuou ao longo dos anos sendo infiel a Deus, quebrando sua aliança e indo após outros deuses. Ao se envolver com outros deuses, Israel adulterou, e o esposo podia receitá-lo. A insistência de Israel na idolatria, com várias divindades, configurava mais que adultério; era prostituição. O casamento estava terminado; havia motivo mais que justificado.

É importante destacar, ainda, que Oséias não desobedece, não questiona nem protela a ordem de Deus. O Senhor lhe disse: "Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição..." (Os 1:2). A resposta de Oséias é imediata: "Foi-se, pois, e tomou a Gômer..." (Os 1:3). Nada se diz a respeito dos sentimentos de Oséias nem sobre o processo pelo qual ele cumpriu a ordem. A palavra eficaz de Deus Jeová estava em ação. A desobediência seria inconcebível.

III. A LINGUAGEM DA RECONCILIAÇÃO

1. O casamento restaurado. Na ira, Deus se lembra da sua misericórdia e faz promessas de restauração ao seu povo. Os três oráculos desastrosos são totalmente alterados. O nome de cada filho é transformado, passando de sinal de juízo para sinal de graça.

De modo repentino, Oséias passa da tragédia para a promessa. Ele reúne palavras de muito conforto às suas sombrias predições. Nos textos de 1:10 a 2:1, o profeta prediz cinco grandes bênçãos a Israel: (a) crescimento nacional (Os 1:10a); (b) conversão nacional (Os 1:10b); (c) reunião nacional (Os 1:11a); (d) direção nacional (Os 1:11b); (e) restauração nacional (Os 2:1). Portanto, a restauração é maior do que a queda.

Por não ter ouvido a voz de Deus, Israel precisou receber a disciplina de Deus. O cativeiro tornou-se o amargo remédio da cura. O fracasso de Israel, porém, não destruiu os planos de Deus. Onde abundou o pecado do povo, superabundou a graça divina. O amor de Deus prevaleceu sobre a sua ira; seu povo foi restaurado, e sua infidelidade curada. Da noite escura do pecado brotou a luz da esperança.

Embora Deus castigue seu povo pelos pecados cometidos, Ele encoraja e restaura os que se arrependem. O verdadeiro arrependimento abre o caminho para um recomeço. O Deus de toda a graça ainda restaura o caído. Deus ainda cura a infidelidade do seu povo. Ele ainda se apresenta como orvalho para aqueles que vivem a aridez de um deserto. A mensagem de Oséias ecoa em nossos ouvidos. A palavra de Deus é sempre atual.

Ainda existe esperança para os que se voltam para Deus. Nenhuma lealdade, realização ou honra pode se comparar ao amor a Ele. Volte-se para o Senhor enquanto o convite ainda está de pé. Não importa o quanto você tenha se desviado, Deus sempre está disposto a perdoá-lo. É tempo de nos voltarmos para o Senhor!

2. O vale de Acor e a porta de esperança. Deus rejeita Israel: é este o vale de Acor. Deus reivindica Israel: esta é a porta da esperança. Deus transforma desespero em esperança - "E lhe darei, dali, as suas vinhas, e o vale de Acor por porta de esperança; será ela obsequiosa corno nos dias da sua mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito”(Os 2:15,ARA). Deus descreveu seu argumento contra a nação de Israel; isto é, seus pecados a levariam à destruição (caps. 4, 6, 7 e 12), provocariam sua ira e resultariam em castigo (caps. 5; 8 a 10 ; 12 a 13). Mas, mesmo em meio à imoralidade de seu povo, Deus se mostra misericordioso, oferece-lhe a esperança como a expressão de seu infinito amor por Israel (cap. 11), e mostra-lhe que o arrependimento traria as suas bênçãos (cap. 14).

O vale de Acor foi o lugar na entrada da terra prometida onde Israel foi derrotado por Ai, em virtude do pecado de Acã (Js 7:24-26). Agora, Deus transforma o cenário de desespero, tribulação e derrota, o vale da inquietação, em porta de esperança. O vale de Acor é batizado por outro nome; em lugar de derrota e fracasso, despontam a esperança e a vitória. Assim Deus afugenta os fantasmas do passado de Israel.

3. A reconciliação. Deus transforma separação amarga em casamento permanente. A sentença de divórcio (Os 2:2) será anulada: "desposar-te-ei comigo para sempre" (Os 2:19). Essa aliança é eterna. Não haverá divórcio nesse casamento. É evidente que o tom deste texto é escatológico. Essa reconciliação terá seu ápice quando Cristo (o Messias) for reconhecido e aceito pela nação de Israel no Dia de sua vinda (Os 3:5).

O propósito divino era e é a recuperação de Israel, e seu elemento motivador era e é o seu amor. Deus queria o povo de volta, perdoaria, refaria o casamento, passaria uma borracha em tudo o que houve e se dispunha a amar com mais intensidade uma esposa que não valia a pena. Nessa nova aliança, a esposa conhece ao seu marido, o Senhor. "[ . . . ] e conhecerás ao Senhor" (Os 2:20b). Conhecer, neste caso, não significa a percepção de um objeto por um sujeito ou observador, mas, antes, o contato intimo e a comunhão que dois associados experimentam quando entre eles existe o verdadeiro amor. Esta é uma das promessas supremas da nova aliança com Israel – “Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel! Ainda serás adornada com os teus adufes e sairás com o coro dos que dançam” (Jr 31:34). Esse conhecimento não será apenas teórico, mas experimental. Haverá intimidade, comunhão, lealdade e amor. Israel se deleitará em Deus, e Deus se deleitará em seu povo, Israel.

IV. O BANIMENTO DA IDOLATRIA EM ISRAEL


1. Meu marido, e não meu Baal. Deus transforma infidelidade em fidelidade - "E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamará: Meu marido; e não me chamará mais: Meu Baal" (Os 2:16). Temos aqui um nítido tom escatológico. “Naquele dia”, aponta para o grande dia, o Dia do Senhor. Para nós, esse dia raiou no primeiro advento, embora só vá alcançar o seu pleno fulgor no segundo. Quando esse Dia chegar, em vez de Israel dirigir-se a Baal chamando-o de Baali, "meu senhor, meu mestre", se dirigirá ao Senhor, chamando-o de ishi, "meu marido''. Nesse tempo, a infidelidade cessará, e a fidelidade a Deus será declarada. Esse será o tempo da restauração. É importante esclarecer que Baal não é propriamente o nome de uma divindade; é um termo genérico, significando "dono, senhor, possuidor, marido, mestre".

Israel deixará o amante Baal,com quem vivia, e voltará para o esposo que a espera, Jeová. Baal era um título padrão para divindades, desde o litoral da Filístia até o vale da Mesopotâmia. Entretanto, foi Acabe quem, incentivado por sua ímpia esposa Jezabel, de Tiro, na Fenícia, tentou combinar o culto a Baal com a adoração a Deus, de forma que o primeiro veio a suplantar o segundo.

2. O fim do baalismo. “E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória”(Os 2:17). A idolatria cega as pessoas. Israel chegou a consultar um pedaço de pau (Os 4:12). Aqueles que se entregam à idolatria, Deus os entrega ao engano de seus corações. Eles ouvem a resposta de seus ídolos mortos (Os 4:12b) para a sua própria destruição. Israel correu atrás dos ídolos, seus amantes, e atribuiu a eles as dádivas que vinham das mãos de Deus. Mas, no devido tempo, Deus restaurará Israel. Inteiramente purificado do culto a Baal, o povo se esquecerá dos “nomes dos baalins”.

Após a primeira diáspora o povo judeu já não mais pratica idolatria a ídolos, a ponto de serem dezenas, senão centenas os casos de martírios e genocídios de judeus, ao longo dos séculos, precisamente pela recusa terminante de adoração a outros deuses. Aliás, esta é a principal razão pela qual os judeus afirmam rejeitar a Jesus e ao Cristianismo, por entenderem que há, entre os cristãos, indevida divinização de Jesus e do Espírito Santo.

O “baalismo” praticado pelos israelitas desprezava a religião espiritual que o Senhor dos céus e da terra, o Redentor de Israel, exigia do seu povo. Essa religiosidade focada no material, na prosperidade financeira mais do que nas coisas espirituais, está de volta em nossos dias com outras roupagens. Nossa geração corre atrás da bênçãos, mas não quer o abençoador. Nossa geração anda atrás de coisas, e não de Deus. Ela está interessada no que Deus pode dar, e não em quem Deus é. Mas chegará o Dia em que, conforme Jeremias 10:11 e Zacarias 13:2, os ídolos desaparecerão da Terra .

3. A conversão de Israel. Após o período de provação, de perda das instituições políticas e religiosas (Os 3:4), Israel (entendido aqui não o reino do norte, mas o remanescente fiel das doze tribos), finalmente, converter-se-á ao Senhor e ao Seu Ungido, aqui chamado de Davi, na verdade, o Messias (Os 3:5). Israel ressurgiu enquanto nação politicamente organizada mas ainda tem de ressurgir espiritualmente, como reino sacerdotal peculiar de Deus (cf. Ex 19:5,6), o que somente se dará por ocasião da vinda gloriosa de Jesus ao término da Grande Tribulação (Zc 12:1-3; Ap 1:7;19:11-21).

A conversão de Israel é fato que ocorrerá somente no término da septuagésima semana de Daniel(Dn 9:24). Somente com esta conversão é que haverá a extinção da transgressão na nação israelita, em que Israel, enquanto povo escolhido de Deus, será libertado do pecado (cf. Rm 11:25-32;Is 59:20; Sl 14:7; Zc 13:1).

CONCLUSÃO

Assim como Gômer, corremos o risco de procurar outros amores — amor ao poder, ao prazer, ao dinheiro ou à fama. As tentações deste mundo podem ser muito sedutoras. Será que somos leais a Deus e permanecemos completamente fiéis a Ele, ou outros “amores” vieram ocupar seu legitimo lugar? Não deixe que os costumes mundanos diminuam seu amor por Deus, ou o sucesso cegá-lo para a necessidade de seu amor divino.

Lembre se, Deus não quer que o nosso relacionamento com ele seja constituído de palavras bonitas e de rituais vazios, de corações que se enchem de entusiasmo num dia e no dia seguinte estão frios. Um ritual superficial jamais pode substituir o amor sincero e a obediência fiel (l Sm 15:22,23; Am 5:21-23; Mq 6:6-8; Mt 9:13; 12:7).

Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão – nº 52 – CPAD.
A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
O Grande Amor de Jeová Dr. Caramuru Afonso Francisco.
Oséias (o amor de Deus em ação) – Rev.Hernandes Dias Lopes.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Como posso manter a minha esperança no meio da adversidade?




... Foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, [...] Porque quando estou fraco então sou forte. (2 Co. 12:7-10)

Você já se sentiu ignorado por Deus? Você já se perguntou por que os outros são abençoados, enquanto o Senhor continua a permitir sofrimento, desilusão e sofrimento em sua vida?

A Escritura registra as histórias de crentes fiéis, que foram capazes de manter sua esperança em meio a circunstâncias dolorosas. O apóstolo Paulo é um exemplo perfeito. Ele conheceu perseguição, espancamentos, julgamentos injustos, prisão e doença, entre outras frustrações. Vamos explorar o que ele descobriu sobre elevar acima da adversidade.

A realização na vida não depende de nossas circunstâncias.

Uma mudança no cenário nunca vai trazer alegria duradoura.

Algumas pessoas acreditam que o contentamento pessoal está ligado às nossas circunstâncias. Consequentemente, quando se tornam frustradas com a vida, elas podem abandonar o trabalho, vender a casa, se divorciar do cônjuge, ou comprar um carro novo. Um pouco mais tarde, elas começam a se sentirem insatisfeitas novamente.

Paulo descobriu que o “segredo” para o contentamento não era encontrado nas coisas, mas em uma Pessoa.Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.

Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. (Fp. 4:11-12). Como crentes, encontramos alegria em nossa relação com o Senhor, e não em nossas circunstâncias.

Deus pode nos mostrar como estar satisfeitos, independentemente das nossas circunstâncias, se confiarmos Nele. Quando não encontramos a nossa alegria no Senhor, nós vamos passar a maior parte do nosso tempo tentando melhorar as condições (escapar das provas) em vez de servir a Cristo

A graça de Deus é mais que suficiente para qualquer coisa que encontrarmos.

Paulo saiu de sua casa e família para plantar igrejas em ambientes hostis, e, como resultado, ele foi perseguido, preso, apedrejado e deixado para morrer. No entanto, de alguma forma ele estava contente.

A chave para avançar na adversidade é vê-la como sofrimento por amor a Cristo.

Paulo compreendeu seu propósito na vida, trazer glória a Deus pela pregação do evangelho. Portanto, tudo o que aconteceu com ele no processo de obedecer a Deus foi realmente por causa de Cristo. Ele escreveu:

“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas dificuldades, por amor de Cristo, pois quando sou fraco, então, é sou forte” (2 Coríntios 12:10).

Como a missão de Paulo na vida, o seu é glorificar a Deus através da propagação do evangelho de Jesus Cristo. Isso não significa necessariamente que você vai servir a Deus em tempo integral vocacionalmente. Mas quando você se torna consumido pelo Seu chamado, tudo terá um novo significado. Você começará a ver todas as facetas da sua vida, incluindo a dor, como um meio através do qual Deus pode trabalhar para trazer outros para ele.

Deus pode optar por atrasar a sua libertação para que Ele possa usar o seu sofrimento por amor a Ele, agora ou no futuro.

A graça de Deus é suficiente para o que você está enfrentando.

Se você se aproximar Dele, o sofrimento acabará por dar frutos espirituais em sua vida e na vida dos outros. Como parte do plano divino do Pai, você pode experimentar a esperança e a alegria, independentemente das circunstâncias.



Pr. Aldenir Araújo
Adaptado por Litrazini
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Buscando socorro em tempos de angústia e desespero




Quando enfrentamos problemas, perigos, dificuldades, tristezas, naturalmente, buscamos socorro em alguém maior, mais forte e mais poderoso.

Como uma criança quer o colo do pai ou ter os braços da mãe a sua volta, assim vamos ao nosso Pai Celestial. Ele é a fortaleza que nos protege dos ataques, o Refúgio que nos abriga das perseguições, o porto que nos resguarda das tempestades da vida.

Você sente que esta sendo atacado?

Está enfrentando uma situação difícil, um problema muito grande?

Corra para Deus, Ele te protegerá, agradeça-o por isso.

Dentre as inúmeras promessas do Senhor, destaco algumas que poderão dar a noção do poder que temos à nossa disposição em Deus, o nosso Pai e Senhor.

Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. (Sl. 4.8)

Torre forte é o nome do SENHOR; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio.(Pv.18.10), Deus é nossa real segurança na Tribulação.



Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. (Is. 41.10);

E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo; guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. (Jo.17.11,12)

Deus é “socorro bem presente nas tribulações”. Ele está ao alcance do seu povo e quer que busquemos seu socorro em qualquer momento de necessidade.

Ele é suficiente em qualquer situação e nunca nos deixa só. NÃO PRECISAMOS TEMER!!

Mas fiel é o Senhor, que vos confirmará, e guardará do maligno. (2Ts. 3.3)

Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei. E assim com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei O que me possa fazer o homem. (Hb.13.5,6)

Durante nossa vida experimentamos não apenas grandes chuvas, mas pequenos e constantes problemas e preocupações, que nos pressionam ainda mais em tempos difíceis, colocando sobre nossas costas um peso esmagador. Às vezes não nos causam dores intensas, mas esgotam nossas forças e nos desencorajam.

Em várias situações de nossa vida sempre sentimos o peso dos fardos. Algumas vezes nos esquecemos de que, mesmo carregando nossos fardos, estamos sendo carregados pelo nosso Pai Celeste, que é o Refúgio nas horas de tribulação.

Mas Jesus está sempre presente para proteger o coração dos Seus.

A vida vitoriosa, sem altos e baixos em demasia, sem desvios e escândalos, sem legalismo e permissividade, depende do refúgio secreto. É ali que bebemos da água viva e alimentamos do pão do céu, é ali que se reabastece numa sequência perfeita depois de qualquer esforço, é ali que se aprende a não ter medo.

Que você viva hoje a segurança de estar nos braços de Deus! É só correr para o Pai Celestial, Ele anseia por nos socorrer.

Graça e Paz


Litrazini
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Inversão dos valores




A Igreja, “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), tem como missão, não apenas anunciar o evangelho, mas denunciar os pecados e os valores mundanos dos homens (1 Tm 1.18-20).

A palavra “valor” origina-se do latim e significa “ser digno”. “Valores”, no contexto desta lição, referem-se aos princípios éticos e sociais aceitos por uma pessoa ou grupo, isto é, ao comportamento humano, suas regras e padrões.

Atualmente, tem havido uma “inversão” desses valores: a ética e a moral cristãs, antes aprovadas pela sociedade, vêm sendo sistematicamente substituídas por princípios amorais mundanos (Is 5.18-25; Cl 2.8).

Em 2 Pedro 1.3-10, a Palavra de Deus estabelece os princípios éticos, as virtudes e valores necessários à boa conduta dos filhos de Deus.

INVERSÃO DOS VALORES BÍBLICO-CRISTÃOS

Causas da inversão dos valores.

Ao folhearmos alguns jornais e revistas seculares, constatamos o quanto os valores éticos e morais cristãos têm sido desprezados pela sociedade moderna. Vejamos as causas:

Ascensão do relativismo moral.

Segundo esta teoria filosófica, não existe norma moral ou ética válida para todas as pessoas. As normas variam de cultura para cultura, de pessoa para pessoa. Cada um vive conforme as regras que estabeleceu para si mesmo. Assim, há uma ética para o cristão, outra para o ateu e uma terceira para os que não se enquadram nas anteriores.

Não existem, de acordo com esse pensamento mundano, normas, verdades ou valores que sirvam para todas as pessoas em todos os lugares.

Manifestação social do pluralismo.

O pluralismo reconhece que há uma multiplicidade de culturas, religiões e posições éticas e morais conflitantes. Essa doutrina filosófica, todavia, diz que essas posições contraditórias podem coexistir, como se cada uma delas trouxesse uma parte da verdade e, nenhuma, a verdade completa ou absoluta. Assim, a verdade encontra-se em cada sistema religioso, filosófico ou moral.

Segundo esse pensamento, o cristianismo traz uma parte da verdade, o budismo outra e assim sucessivamente. Segundo o pluralismo, assumir e respeitar diferentes valores em uma sociedade em constante mudança é uma manifestação de empatia e tolerância com o outro.

Crescente mundanismo.

O mundanismo faz constante oposição à igreja e aos valores cristãos (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). A sociedade organizada e rebelada contra Deus, tem estabelecido suas próprias leis, sem a menor consideração aos mandamentos divinos.

O que temos visto, infelizmente, é o sagrado e o religioso curvarem-se ante o profano e o secular, até mesmo em certas denominações evangélicas.

OS VALORES CRISTÃOS INVERTIDOS.

Há uma lista considerável de princípios bíblicos que não apenas foram desvalorizados, mas ultrajados pela sociedade pós-moderna. Vejamos:

Quanto ao casamento: Atualmente, em algumas sociedades, já se aceita a união entre pessoas do mesmo sexo. É contrario à Palavra de Deus, família e os valores cristãos O Senhor instituiu e abençoou apenas a união entre homem e mulher (Gn 1.27,28; 2.22-24).

A Bíblia é implacável neste caso: “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos... herdarão o Reino de Deus” (1 Co 6.9-10 – NVI).

Quanto à família:

As virtudes cristãs concernentes à família estão sendo substituídas por valores anticristãos: filhos que não respeitam os pais; pais permissivos quanto à moralidade; e a substituição do culto à moralidade; e a substituição do culto doméstico por entretenimentos perniciosos etc.

Quanto à igreja:

Nesses “tempos trabalhosos”, muitas comunidades cristãs valorizam mais o “ministério” bem-sucedido do pregador que a santidade e o testemunho mantido por ele; mais o marketing ministerial do que os verdadeiros sinais do poder de Deus. Pregadores santos e tementes a Deus são preteridos por aqueles que buscam o louvor próprio em vez da glória de Cristo. 

Os elevados preceitos da Palavra de Deus são imutáveis e servem de regra para orientar os homens em todas as gerações (Is 30.21; Mt 24.35; 2 Tm 3.16). Esses valores são insubstituíveis, e devem ser coerentes com o testemunho cristão

A igreja deve viver o que prega e pregar o que vive.

Fonte: Casa Publicadora das Assembléias de Deus


Por Litrazini
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aula 01 - A ATUALIDADE DOS PROFETAS MENORES


4º Trimestre/2012

Texto Básico: 2Pedro 1:16-21


“Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé”(Rm 16:26).

INTRODUÇÃO

O ministério profético é uma das peculiaridades que Deus destinou a Seu povo, Israel. Nenhuma outra nação teve este privilégio. No Antigo Testamento o Profeta era uma figura de Jesus - era o intermediário entre Deus e os homens. Era o porta-voz de Deus. Hoje, aquela função de intermediário não é mais atribuição dos Profetas, pois “... há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”(1Tm 2:5).

Neste 4º Trimestre de 2012 estudaremos sobre os “Doze Profetas Menores”. Esses profetas são absolutamente relevantes para a nossa época. Sua mensagem é contundente, oportuna e urgente. São chamados de profetas menores não porque são menos importantes do que os profetas maiores, mas porque escreveram mensagens mais resumidas.

Os Profetas Menores são absolutamente atuais. Eles são nossos contemporâneos. Embora tenham vivido há mais de 2.500 anos, abordam temas que ainda estão na agenda das famílias, das igrejas e das nações. Eles são atemporais. São mais atuais do que os periódicos semanais mais lidos dos nossos dias.

Os Profetas Menores são desesperadamente necessários. A mensagem deles não é periférica, mas toca no cerne dos problemas que ainda hoje afligem a alma humana. Lamentavelmente esses profetas têm sido esquecidos pela nossa geração. Poucos cristãos leem com a devida atenção esses preciosos compêndios proféticos. Poucos pregadores expõem com clareza, fidelidade e sistematicidade esses livros no púlpito.

No atual momento histórico da igreja evangélica brasileira, com a comprovação do seu crescimento numérico de forma surpreendente na última década, em especial a ala pentecostal, e mais especialmente a Assembleia de Deus, o estudo da mensagem dos Doze Profetas Menores é importantíssimo para que possamos avaliar nossa ação e testemunho como igreja pela ótica divina por eles expressa.

Precisamos resgatar a atualidade desses arautos de Deus. Devemos tomar consciência de que o inimigo das nossas almas tenta hoje, da mesma forma como tentou fazer com o povo de Israel, destruir nossa comunhão com o Senhor.

I. SOBRE OS PROFETAS MENORES

1. Autoridade. O valor e a autoridade dos escritos dos Profetas Menores em nada diferem dos Profetas Maiores. Esses homens de Deus eram, sobretudo, pregadores morais e éticos, vigias, sentinelas levantados por Deus para despertar e exortar suas respectivas gerações. Eles não falaram sobre Deus em termos abstratos de filosofia ou teologia. Falaram dEle como alguém ativamente envolvido no mundo que Ele criou e intimamente interessado no povo do concerto. Durante as dominações assíria, babilônica e persa, Deus levantou esses homens para conclamar o povo de Israel ao arrependimento e reanimá-los. Em suas exortações proféticas, eles denunciaram e combateram contundentemente a corrupção, o abuso de autoridade, a injustiça social, a idolatria e o arrefecimento espiritual e a frouxidão moral do povo, o que atesta a atualidade premente dessas exortações para os nossos dias, ou melhor, para todas as épocas.

2. Origem do termo. A expressão "Profetas Menores" foi cunhada por Agostinho, grande teólogo da Igreja, que viveu entre 354 e 430 d.C., levando em conta o fato de que os escritos destes profetas são diminutos em relação aos dos Profetas Maiores. Assim, não têm qualquer relação com a importância destes profetas ou com sua espiritualidade. A designação deve-se ao pequeno volume dos seus respectivos livros em comparação aos dos Profetas Maiores, e não quanto à qualidade da inspiração divina.

Espiritualmente só Deus pode avaliar a importância que cada um de seus Profetas representa no Reino de Deus. Moisés exerceu um Ministério, no deserto, por 40 anos; escreveu, certamente, cinco Livros, totalizando 187 Capítulos. Isaías exerceu um Ministério Profético por cerca de sessenta anos; escreveu um Livro com 66 Capítulos. Todavia, João Batista exerceu um curtíssimo ministério, não deixou nada escrito, porém, o Senhor Jesus, disse: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista ...”(Mt 11: 11).

João Batista foi o único que viu o que todos os profetas desejaram ver: ele viu o Filho de Deus, encarnado. Não apenas viu, mas, tocou-o. Não apenas tocou-o, mas, batizou-o. João Batista foi escolhido por Deus para apresentar Seu Filho ao mundo - “... Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”(João 1:29).

O nosso julgamento pessoal a respeito de um homem e a nossa avaliação sobre o trabalho desenvolvido por cada um, pode não corresponder ao pensamento e a avaliação feita por Deus. Só Deus pode mensurar a importância do nosso trabalho, para o Seu Reino. Portanto, não subestimemos os Profetas Menores.

3. Cânon e cenário dos Doze. Dentre os profetas, houve aqueles que escreveram as suas mensagens, os chamados profetas escritos. Dentre os profetas escritos, há aqueles cujos livros são bem volumosos, os chamados Profetas Maiores - quatro profetas compõem este grupo: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Os demais livros proféticos, cujos volumes são curtos, constituídos de doze livros, que leva o nome dos respectivos profetas, são considerados Profetas Menores. Estes dezesseis profetas exerceram seus Ministérios num período de cerca de 450 anos. Depois de cerca de 400 anos de silêncio profético, aparece João Batista, o último dos profetas do Antigo Testamento, que encerra a sucessão profética iniciada por Moisés e Arão, e recebe a nobre incumbência de preparar o povo para receber o Messias e, também, apresentá-lo à nação de Israel(Lc 16:16; Mc 1:2; João 1:31). Era o fim de uma Era e o início de outra para Israel e para todas as nações.

Afora os profetas escritores há, também, os considerados profetas “não canônicos”, também chamados de “Profetas Oradores” - são aqueles que profetizaram verbalmente e que não deixaram suas mensagens escritas. O primeiro que a Bíblia menciona é Enoque - “E destes profetizou também Enoque...” (Judas 14); dentre estes a Bíblia cita Abraão (Gn 20: 7), Natã, Gade, Elias, Elizeu, Micaias, etc.

O cânon judaico classifica os profetas do Antigo Testamento em Anteriores e Posteriores, sendo: a) Anteriores: Josué, Juizes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; e b) Posteriores: Isaias, Jeremias, Ezequiel e os Doze. Portanto, no cânon hebraico do Velho Testamento, os doze profetas menores formam um livro, ou coleção de escritos sacros denominada “Os Doze”. Portanto, a classificação e o arranjo do cânon hebraico diferem sistematicamente do nosso.

Na versão grega da Septuaginta, a mesma coletânea tem como título “Os Doze Profetas”. Nos séculos que precedem o nascimento de Jesus Cristo, os judeus piedosos se alimentavam das gloriosas promessas messiânicas contidas no livro “Os Doze”. Assim, o Velho Testamento termina com “Os Doze” e sua refulgente esperança num Messias Todo-Poderoso.

Os doze livros que compõem os Profetas Menores variam em data entre os séculos 8 a 5 a.C., tendo alguns deles sido contemporâneos. O período abrangeu o domínio de três impérios mundiais: Assírio, Babilônico e Persa.

Na Bíblia Sagrada, os seis primeiros Profetas Menores não estão colocados em ordem cronológica. Sabemos que nove exerceram o Ministério Profético antes do Cativeiro. Três - Ageu, Zacarias e Malaquias -, profetizaram depois da volta do Cativeiro.

A seguir, um quadro-resumo dos propósitos, o período de atuação destes profetas e o rei contemporâneo.

PROFETA

SIGNIFICADO

ANO E REINADO

PROPÓSITO

OSÉIAS


Salvação

793-753 a.C.; reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias; rei do norte: Jeroboão.

Mostrar o amor de Deus por seu povo pecador.

JOEL 

O Senhor é Deus

835-830 a.C.; Os reis não são mencionados no livro.

Prevenir Judá a respeito do iminente castigo do Deus como conseqüência de seus pecados e insistir pura que o povo se volte para o Senhor.

AMÓS

Carga 

760-755 a.C.; rei de Judá: Uzias; rei do norte: Jeroboão II.

Anunciar o juízo de Deus sobre Israel, o Reino do Norte, por sua complacência, idolatria e opressão aos pobres.

OBADIAS

Servo de Jeová

Cerca de 585 a.C.; Não é mencionado rei algum.

Mostrar que Deus castiga aqueles que afligem o seu povo.

JONAS 

pombo

760 a.C.; rei do norte:Jeroboão II.

Mostrar a extensão da graça de Deus — a mensagem da salvação é para toda a humanidade.

MIQUÉIAS

Quem é semelhante a Jeová?

735-710 a.C.; reis de Judá: Jotão, Acaz e Ezequias.

Prevenir o povo ele Deus de que o juízo está próximo e oferecer perdão a todos aqueles que se arrependerem.

Miquéias predisse com exatidão a queda de Israel e de Judá. Também profetizou a cidade onde o Messias iria nascer (Mq 5:2).

NAUM

consolo

Cerca de 630-620 a.C.; os reis de Judá e do norte não são mencionados.

Pronunciar o juízo de Deus sobre a Assíria e confortar Judá com esta verdade.

HABACUQUE

Abraço ardente

Cerca de 606 a.C.; rei de Judá: Jeoaquim.

Mostrar que Deus ainda está no controle do mundo, apesar do aparente triunfo do mal.

Adverte o povo que “o justo viverá pela fé” (Hc 2:4) e não pela razão ou entendimento humano.

SOFONIAS

O Senhor esconde

Cerca de 630 a.C.; rei de Judá: Josias.

Despertar o povo de Judá quanto à sua complacência e exortá-lo a retornarem para Deus.

Profetiza acerca do Juízo divino — “o Grande Dia do Senhor” (Sf 1:14), ou ainda “o Dia da Ira” (Sf 1:15).

AGEU

festivo

520 a.C.; primeiras décadas do pós-exílio.

Exortar o povo, o governador Zorobabel e o sumo-sacerdote Josué para a reconstrução do Templo, e priorizarem a obra de Deus nas suas vidas (Ag 2:18).

ZACARIAS

Jeová se lembrou

520-470 a.C.; período do pós-exílio.

Dar esperança ao povo de Deus, mediante a revelação da futura libertação que o Todo-Poderoso concederá através do Messias.

MALAQUIAS

mensageiro de Jeová

Cerca de 430-420 a.C.; período pós-exílio.

Confrontar o povo com seus pecados e restaurar seu relacionamento com Deus.

É altamente sugestivo que, após o longo silêncio do período intertestamentário, o Novo Testamento se abre com Jesus Cristo e a escolha dos Doze Apóstolos como pregoeiros da boa nova da Salvação. Esta relação histórica, entre as promessas dos Doze no fim do Velho Testamento, e a sua realização através da missão dos Doze no início do Novo Testamento, deve despertar no povo de Deus o afã de conhecer mais profundamente os escritos inspirados dos doze Profetas Menores, que ainda nos falam hoje. Os escritos destes Profetas são mensagens de justiça e esperança para hoje, para o homem do século vinte e um.

II. A MENSAGEM DOS PROFETAS MENORES

No Antigo Testamento, um profeta era alguém chamado por Deus para cumprir uma ou várias tarefas, especialmente a de entregar uma mensagem dEle. Tinha como objetivo tornar clara a vontade de Deus ao povo mediante: Instrução, Correção e Advertência. Todos os profetas trataram do mesmo assunto: denunciaram a maldade dos maus, chamaram os pecadores ao arrependimento, anunciaram castigos e destruições, bênçãos e restaurações, e apontaram para a vinda do Messias. O desafio dos profetas como porta-vozes de Deus e interpretes da Lei era conscientizar o povo do compromisso assumido no Sinai, para que cada um pusesse em prática a justiça social. Esses mensageiros de Deus viveram num período de desmando e apostasia generalizada e receberam a incumbência de comunicar a vontade de Deus ao povo chamando-o ao arrependimento.

O povo de Deus, no Antigo Testamento, aprendeu a ouvir e crer nos profetas. O conselho era: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20). Este era o grande segredo: crer em Deus e nos seus profetas. Estes se tornaram tão importantes entre os judeus, que eram consultados pelo povo e pela classe dominante. Deus os considerava tanto que disse que não faria coisa alguma sem antes revelar aos seus servos, os profetas – “ Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”(Am 3:7).

A mensagem deles não era apenas preditiva. Os profetas, inspirados por Deus, olharam para o futuro, mas também para os seus próprios dias. Eles denunciaram os pecados do povo quando esse se desviava dos caminhos do Senhor. A seguir, apresentamos o esboço de suas mensagens.

- OSÉIAS e seus filhos eram literalmente a mensagem de Deus ao reino de Israel(reino do norte), o qual tratava a Palavra de Deus levianamente.

Oséias profetizou num tempo de prosperidade financeira e decadência espiritual de Israel. Depois do morte de Salomão, em 931 a.C., dez tribos cismáticas romperam com a dinastia de Davi e seguiram Jeroboão I, formando o Reino do Norte. Esse reino foi levado cativo pela Assíria em 722 a.C. Nesses 209 anos, eles tiveram dezenove reis e oito diferentes dinastias, e nenhum desses reis andou com Deus. Todos eles se desviaram à semelhança de Jeroboão I, que induziu o povo a adorar um bezerro de ouro em lugar de servir ao Deus vivo.

Embora o bezerro de Betel devesse em princípio representar o Senhor, o ídolo em si cada vez mais se tornava objeto de adoração. Isso abriu espaço para outras formas de idolatria, e as alianças feitas pelos reis de Israel com potências estrangeiras introduziram as idolatrias imorais da Síria e da Fenícia.

O caminho foi assim aberto para a grosseira e cruel adoração da natureza associada aos nomes de Baal e de Astarote, com todas as suas consequentes abominações, dentre as quais os sacrifícios de crianças e a licenciosidade revoltante.

Israel atribuiu aos baalins aquilo que são dádivas de Deus Jeová, o único que tem poder para gerar a fertilidade (Os 2:5,8.9). Oséias condenou seus sacrifícios, dizendo que eram fúteis, oferecidos a deuses errados, em lugares errados, por motivos errados (Os 4:19; 5:7). Rejeitou seus meios de revelação, considerando-os instrumentos inertes, incapazes de discernir a vontade de Deus (Os 4:12). Deplorou seus atos sexuais, misturas descaradas de sensualidade e magia (Os 4:13,14). Denunciou seus líderes - sacerdote, profeta e rei (Os 4:4,5; 5:1). Zombou de sua superficialidade - pessoas beijando bezerros (Os 13:2), adorando produtos de seus próprios artesãos (Os 8:6). Condenou finalmente sua selvageria - o sacrifício perverso de criancinhas (Os 5:2).

Foi nesse cenário de luxo e de lixo, de glória humana e opróbrio espiritual, de ascendência econômica e decadência moral, que Deus levantou Oséias para confrontar os pecados da nação e chamá-la ao arrependimento.

- JOEL profetiza acerca do juízo divino que viria sobre o povo de Israel, que foi identificado como sendo o cativeiro da Babilônia. Mas a mensagem de Joel também fala do futuro, menciona o derramamento do Espírito Santo e o "Dia do Senhor", o acerto de contas que Deus fará com a humanidade impiedosa (Joel 3). Em Joel, vemos a revelação de Deus como um Ser que quer viver em cada ser humano através do Seu Espírito, mas que, apesar de Seu grande amor, é também um Deus justo, que fará, a seu tempo, o juízo sobre os impenitentes.

- AMÓS denuncia as pessoas ricas de sua época, que de forma injusta, tomavam terras dos mais pobres, deixando-os não apenas sem abrigo, mas também sem condições de ter trabalho cotidiano.

A maioria do povo de Israel gozava de paz e prosperidade, mas oprimiam os pobres, a ponto de vendê-los como escravos. Amós denuncia com total franqueza esse pecado. Enfrentou os falsos lideres religiosos de sua época e não se deixou intimidar por sacerdotes ou reis. Continuou, corajosamente, a transmitir sua mensagem. Deus exige a verdade e a bondade, a justiça e a retidão de todas as pessoas e de todas as nações.

Muitas das circunstâncias existentes em Israel, na época de Amós, ainda estão presentes e são evidentes na sociedade atual. Precisamos da coragem de Amós para ignorar o perigo e nos posicionar contra o pecado.

- OBADIAS transmitiu a mensagem de Deus aos edomitas. Ele predisse que Deus destruiria Edom como castigo por ter se mantido indiferente enquanto a Babilônia invadia Judá. Por causa de sua indiferença em relação a Deus, por terem-no desafiado, e também pelo orgulho, covardia e traição aos seus irmãos de Judá, foram condenados e seriam destruídos.

Deus julgará e punirá com rigor a lodos os que maltratarem seu povo. Podemos confiar em sua vitória final. Ele é nosso Defensor e podemos ter a certeza de que Ele fará com que a verdadeira justiça prevaleça. Todos os que são orgulhosos um dia ficarão perplexos ao descobrirem que ninguém está isento da justiça divina.

- JONAS foi mandado a pregar aos ninivitas, e aquela geração se arrependeu. A mensagem divina de amor e perdão não se destinava apenas aos judeus. Deus ama a todos os povos do mundo. Os assírios não mereciam esse amor, mas Deus os poupou quando se arrependeram. Em sua misericórdia, Deus não rejeitou Jonas por ter fugido de sua missão. Ele tem grande amor, paciência e perdão. Deus ama cada um de nós, mesmo quando fracassamos.

- MIQUÉIAS clamou para que o ritualismo não fosse superior à obediência, e para que seu povo não pensasse que poderia manter os rituais e serem desobedientes a Deus. Miquéias pregou que o maior desejo de Deus não eram os sacrifícios oferecidos no Templo. O Senhor se agrada da fé que produz justiça, amor pelos semelhantes e obediência a Ele.

- NAUM profetizou a destruição do império Assírio e de consolo para o povo de Deus, sabendo que Ele é soberano e que preserva a justiça no mundo.

A Assíria era a nação mais poderosa na terra. Orgulhosa de sua auto-suficiência e poderio militar, saquearam, oprimiram e mataram suas vítimas. Cem anos antes, Jonas pregara nas ruas da grande cidade de Nínive; o povo ouvira a mensagem de Deus e convertera-se do mal. Porém, nas gerações seguinte, o mal reinava novamente, e o profeta Naum pronunciou o juízo sobre esta nação má. Nínive é chamada de cidade sanguinária (Naum 3:1) e cruel (3:19), e os assírios são julgados por sua arrogância (Naum 1:11), idolatria (1:14), assassinatos, mentiras, traições e injustiças sociais (Naum 3:1-19). Naum predisse que esta nação orgulhosa e poderosa seria totalmente destruída por causa dos seus pecados. O fim veio em 50 anos.

Qualquer pessoa que permaneça arrogante e resista a autoridade de Deus enfrentará sua ira. Nenhum governante ou nação escapará impunemente por rejeitá-lo. Nenhum individuo poderá se esconder de seu juízo. Contudo, aqueles que sempre confiarem no Senhor estarão seguros para sempre.

- HABACUQUE viu um mundo agonizante, e isto partiu seu coração. Por que existe o mal no mundo? Por que os ímpios parecem ser vitoriosos? O profeta, com grande confiança e coragem, levou suas reclamações diretamente a Deus. Habacuque declara que esperará para ouvir as respostas de Deus às suas reclamações. E o Senhor lhe respondeu com uma avalanche de provas e predições. O Senhor começa a falar e diz ao profeta que escreva sua resposta claramente para que todos tomem conhecimento e compreendam. Pode transparecer, Deus diz, que os ímpios triunfam, mas no final serão julgados, e a justiça prevalecerá. O juízo pode não surgir rapidamente, mas virá. As respostas de Deus preenchem o capitulo 2 de Habacuque. Com perguntas respondidas e uma nova compreensão do poder e do amor de Deus, ele se regozija em quem Deus é e naquilo que Ele fará - "Todavia, eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas" (Hc 3:18,19).

O exemplo de Habacuque deve nos encorajar quando lutamos para passar da dúvida para a fé. Não devemos ter medo de formular nossas perguntas a Deus. O problema não está no Senhor ou em seus caminhos, mas em nossa limitada compreensão a seu respeito. Ele quer que venhamos à sua presença com nossas lutas e dúvidas, porém, suas respostas podem não ser o que esperamos. Ele é a nossa força e o nosso refúgio. Podemos ter a confiança de que o Senhor nos amará e guardará para sempre a comunhão que desfrutamos com Ele. Vivemos por meio de nossa confiança nEle, não pelos benefícios, felicidade ou sucesso que possamos experimentar nesta vida. Nossa esperança vem do Senhor.

- SOFONIAS advertiu o povo de Judá e disse-lhe que caso se recusasse a se arrepender, a nação inteira, inclusive a amada cidade de Jerusalém, seria destruída (ler Sf 1:3,14-16). O povo sabia que no final Deus o abençoaria, mas Sofonias deixou claro que primeiramente haveria juízo e, mediante o arrependimento, depois viria a bênção (ler Sf 3:14,15). Este julgamento não seria meramente o castigo pelo pecado, mas também um meio de purificar o povo. Embora vivamos em um mundo decaído e cercado pelo mal, podemos aguardar com esperança a vinda do Reino de Deus, e devemos permitir que qualquer castigo que nos sobrevenha no presente sirva para nos purificar de nossas transgressões.

-AGEU reanima o povo a reconstruir o templo e a não enveredar pelo perigosíssimo caminho do indiferentismo e do formalismo religioso.

Deus concedeu aos judeus a missão de reconstruírem o Templo em Jerusalém, quando retornaram do cativeiro. Após 15 anos, ainda não haviam concluído a obra. Estavam mais preocupados em construir suas próprias casas do que fazer a obra de Deus. Ageu os advertiu a ordenarem suas prioridades corretamente. É fácil tomar outras prioridades mais importantes do que fazer a obra de Deus. Mas o Senhor quer que prossigamos até o final sem fraquejar, e que cooperemos na construção de seu Reino. Não pare e nem dê desculpas. Coloque o seu coração naquilo que é correto, e faça-o. Ordene corretamente as suas prioridades.

- SACARIAS, como Ageu, encorajou o povo a concluir a reconstrução do Templo, mas sua mensagem foi muito além daqueles muros físicos e das questões daquela época. Suas visões descreveram o juízo dos inimigos de Israel, as bênçãos preparadas para Jerusalém e a necessidade de o povo de Deus permanecer puro - evitando a hipocrisia, a superficialidade e o pecado. As visões de Zacarias proveram esperança ao povo. Com uma espetacular imagem apocalíptica e os detalhes que mencionou, ele falou a respeito do Messias, aquele a quem Deus enviaria para salvar o seu povo e reinar sobre toda a terra.

Zacarias é um dos mais importantes livros proféticos, o qual registra referências messiânicas detalhadas que foram claramente cumpridas na vida de Jesus Cristo. A reconstrução do Templo, ele diz, foi apenas o primeiro ato no drama dos tempos do fim e a introdução da era messiânica. Zacarias proclamou uma mensagem comovente de esperança para estes ex-exilados — seu Rei chegaria logo. O Messias veio como um servo para morrer por nós. Ele voltará como um Rei vitorioso e governará o mundo todo em paz. Submeta-se à sua liderança agora, a fim de que você esteja pronto para o retorno triunfante do Rei Jesus.

- MALAQUIAS denuncia o grande problema que surgira no meio do povo de Deus depois do cativeiro da Babilônia. Curado da idolatria, cujo remédio fora o cativeiro(cfr. 2Cr 36:14-16), Israel passa a sofrer de um mal bastante perigoso: o indiferentismo, ou seja, a insensibilidade para com as coisas de Deus. Malaquias, então, censurou o povo e os sacerdotes por negligenciarem a adoração a Deus e por falharem em viver de acordo com a vontade do Senhor. Tão mau ou pior do que adorar a outros deuses, é não dar a Deus o devido louvor e adoração, é achar que as coisas de Deus são comuns e não devem ser tratadas com prioridade e dedicação.

Além disso, os sacerdotes eram corruptos; como podiam liderar a religião? Tornaram-se pedras de tropeço ao invés de lideres espirituais. Os homens divorciavam-se de suas esposas e casavam-se com mulheres pagãs; como poderiam ter filhos tementes ao Senhor? Seu relacionamento com Deus tornara-se irrelevante.

Estes males que afligiam o povo de Israel nos dias de Malaquias são, também, os que acometem a Igreja do Senhor. Assim como nos últimos dias antes do silêncio de Deus na antiga aliança - o povo estava despercebido e tratava as coisas do Senhor com desdém -, também, nos últimos dias de nossa dispensação, antes do terrível silêncio da grande tribulação, muitos estarão insensíveis ao Senhor e à Sua obra.

Portanto, os Profetas Menores impactaram o mundo com suas mensagens. Seus discursos atravessaram os séculos e ainda hoje instrui as nações. Eles são reconhecidos até os dias atuais por judeus e cristãos. O próprio Senhor Jesus e seus apóstolos admitiram a autoridade deles (Mt 5:17,18; 2Pe 1:19-21). Os “Profetas Menores” contribuíram sobremaneira para a formação moral e ética dos períodos que se seguiram e exerceram grande influência entre todos os povos da terra, até o dia de hoje. Eles nos mostram que o povo de Israel (e nós também) precisava se arrepender de seus pecados, para finalmente, serem aceitos por Deus.

III. A INSPIRAÇÃO DIVINA DOS PROFETAS

Os profetas do Antigo Testamento eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos. Eram considerados o "porta-voz" de Deus (Êx 7:1; 4:10-16). Eram pessoas que falavam em nome do Senhor: "Serás como a minha boca" (Jr 15:19). Deus escolheu, preparou e inspirou seus servos, os profetas, para admoestar seu povo. Eles se utilizavam de métodos variados para ensinar (cf Os 12:10; Hb 1:1). Eram educadores ungidos pelo Senhor para ensinar o povo a viver em santidade, tornando-lhe conhecida sua revelação e desvendando-lhe as coisas futuras (Nm 12:6; 1Rs 19:16; Jr 18:18).

Eles não hesitavam em enfrentar reis desobedientes, governadores, sacerdotes ou qualquer tipo de liderança que não seguisse a Palavra de Deus (1Rs 18:18). Tinham, ainda, como missão: lutar contra a idolatria, zelar pela pureza religiosa, justiça social e fidelidade a Deus. Suas mensagens deveriam ser recebidas integralmente por toda a nação como palavra de Deus (cf 2Cr 20:20).

Além de instruir o povo de Israel, os profetas do Antigo Testamento, também, vaticinaram a vinda do Profeta por Excelência, Jesus Cristo, o Messias prometido. O apóstolo Pedro assim se expressou: “Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que o Cristo havia de padecer”(At 3:18). A obra Redentora de Cristo Jesus pode ser encontrada, tipológica e profeticamente, na Lei de Moisés e nos Profetas: "E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias"(Atos 3:24).

Pedro enfatiza que as Escrituras são provenientes de Deus, e não de seres humanos; são divinamente inspiradas. Os escritores bíblicos não redigiram uma combinação de suas próprias ideias; o texto resultante não é proveniente de imaginação, discernimento ou especulação humana. O apóstolo Pedro, em sua Segunda Epístola assim afirmou: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”(2Pe 1:21).

Na verdade, homens santos de Deus falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. Apesar de não compreendermos plenamente como se deu o processo, Deus dirigiu cada palavra que esses homens escreveram. Ao mesmo tempo, contudo, Deus não destruiu a individualidade ou o estilo dos escritores. Em tempos como os nossos, nos quais tantas pessoas negam a autoridade das Escrituras, é importante termos convicção da inspiração verbal, plenária e inerrante das Escrituras Sagradas.

A inspiração verbal indica que as palavras redigidas por pelo menos quarenta escritores humanos foram inspiradas por Deus(cf 1Co 2:13). Deus não deu um esboço geral ou algumas ideias básicas e depois permitiu que os escritores as expressassem como lhes parecesse melhor. As próprias palavras que usaram foram dadas pelo Espírito Santo.

A inspiração plenária indica que a Bíblia toda foi igualmente inspirada por Deus, desde Gênesis até Apocalipse. É a palavra de Deus (cf 2Tm 3:16).

Dizemos também que a Bíblia é inerrante, porque não contém absolutamente nenhum erro no original, não apenas no tocante à doutrina, mas também à história, ciência, cronologia e todas as outras áreas.

Portanto, o profeta não era simplesmente um líder religioso, mas alguém possuído pelo Espírito Santo (Ez 37:1,4). Pelo fato do Espírito e a Palavra estarem nele, o profeta do Antigo Testamento possuía estas três características, conforme Bíblia de Estudo Pentecostal:

1) Conhecimentos divinamente revelados. O profeta recebia conhecimento da parte de Deus no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora. O propósito principal de tais conhecimentos era encorajar o povo a permanecer fiel a Deus e ao seu Concerto. A característica distintiva da profecia, no Antigo Testamento, era tornar clara a vontade de Deus ao povo mediante a instrução, a correção e a advertência. O Senhor usava os profetas para pronunciarem o seu juízo antes de este ser desferido. Do solo da história sombria de Israel e de Judá, brotaram profecias específicas a respeito do Messias e do reino de Deus, bem como predições sobre os eventos mundiais que ainda estão por ocorrer (exemplos: Ez caps. 37-39; Dn cap.12).

2) Poderes divinamente outorgados. Os profetas eram levados à esfera dos milagres à medida que recebiam a plenitude do Espírito de Deus. Através dos profetas, a vida e o poder divinos eram demonstrados de modo sobrenatural diante de um mundo que, doutra forma, se fecharia à dimensão divina.

3) Estilo de vida característico. Os profetas, na sua maioria, abandonaram as atividades corriqueiras da vida a fim de viverem exclusivamente para Deus. Protestavam intensamente contra a idolatria, a imoralidade e iniquidade cometidas pelo povo, bem como a corrupção praticada pelos reis e sacerdotes. Suas atividades visavam mudanças santas e justas em Israel. Suas investidas eram sempre em favor do reino de Deus e de sua justiça. Lutavam pelo cumprimento da vontade divina, sem levar em conta os riscos pessoais.

Os sacerdotes, juizes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar definitivo na história de Israel, mas nenhum deles, logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influencia na historia da redenção.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, os “Profetas Menores”, como parte integrante das Escrituras inspiradas, não devem ficar em segundo plano. Estudá-los é um dever dos cristãos que desejam ter suas vidas alinhadas com a vontade de Deus no que tange à vida pessoal e às práticas diárias.


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão – nº 52 – CPAD.
A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Os Profetas Menores - Dr. Caramuru Afonso Francisco.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Ajudando outros a crescer



É importante estarmos sempre prontos a ajudar o nosso próximo a crescer. Contudo, para isto, é fundamental que a pessoa a ser ajudada tenha força de vontade e permita-se ser ajudada.

Em Isaías 41.6, há incentivo à solidariedade: Um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te e tem bom ânimo (adaptação da autora).

Embora o profeta se referisse à formação de alianças para o cumprimento dos propósitos de Deus na vida do povo judeu, este texto será usado como base para o tema que abordaremos nessa seção, incentivando-nos a compreender, acreditar e ajudar as pessoas a tornarem-se especiais e serem tudo aquilo que realmente gostariam de ser.

Não há homem ou mulher que seja bem-sucedido sozinho. Todos nós precisamos de amizade, encorajamento, ajuda e intercessão. O que as pessoas podem conquistar sozinhas para si é quase nada se comparado ao que poderiam alcançar quando trabalham em equipe, seja na família, no trabalho ou na igreja.

Salomão, um dos mais sábios reis de Israel, declarou o valor do trabalho em equipe desse modo:

É melhor ter companhia do que estar sozinho; porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se! E se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade. Eclesiastes 4.9-12 (NVI)

Infelizmente, o individualismo tem direcionado muitas pessoas, principalmente no mundo capitalista e competitivo em que vivemos.

Hoje muitas pessoas apregoam que o individualismo assegura-lhes independência e autonomia. Pregam que podem atingir suas metas sozinhas, desde que sejam disciplinadas. Por outro lado, aumentam as queixas de falta de amor e interesse nos relacionamentos.

Quem é individualista pensa que não precisa de ninguém, porém é comum queixar-se de não conseguir sentir-se feliz sozinho. Ele tem de conscientizar-se de que ele não poderá crescer nas áreas espiritual, emocional, física e material sozinho. É fundamental ter boas companhias, aprender a relacionar-se melhor e fazer parte do Corpo de Cristo, a Igreja.

Deus nos deu o maior exemplo de doação, para um relacionamento sólido, feliz e abençoador. O Pai fez o maior investimento em nós ao enviar ao mundo o Seu amado Unigênito, Jesus Cristo, porque nos ama e tem prazer em relacionar-se conosco.

Quando duas pessoas se amam é impossível não se envolverem com a vida uma da outra, apoiando-se ou desafiando-se, conforme a necessidade, a fim de que possam crescer juntas. Trata-se, é claro, de um processo de mão dupla, que não pode ser visto como invasão ou cobrança. Afinal, quem ama tem prazer de fazer a diferença na vida do outro (seu cônjuge, dos seus filhos, amigos, pais, parentes e/ou irmãos em Cristo).

Ora, se uma pessoa se envolve com outra é porque deseja fazer a diferença na vida dela. Embora “batida”, essa frase traduz bem o que várias pesquisas apontam: acrescentar valor e influenciar para melhor a vida de alguém são fatores cruciais para a felicidade.

Acredito que essa deve ser a principal razão para a união das pessoas. No entanto, para ajudar alguém a crescer, é preciso tirá-lo da zona de conforto, do lugar comum que o leva a acomodar-se ao que é, ao que faz e ao que tem. Assim, muitas pessoas não se permitem serem desafiadas para o novo, preferindo a “segurança” da acomodação. Elas resistem às mudanças, consideram uma cobrança o que lhes é proposto, e acabam evitando o compromisso do desafio e desistindo de lutar por seus objetivos e sonhos.

É difícil e doloroso crescer nos dias de hoje, ainda mais sozinho. No entanto, com força de vontade, confiança em Deus e em si mesmo, você irá superar limites e acomodações.

Em momentos de crises — e Jesus nos alertou em João 16.33 que passaríamos por eles — , não desanime. E lembre-se: todos nós precisamos de alguém que caminhe ao nosso lado. Tenha sempre ao seu lado pessoas que possam animá-lo e que se comprometam com o seu crescimento em todas as áreas.

Se você estiver aberto para o agir de Deus e mantiver a motivação correta, tendo o Pai como prioridade, a sua vida não somente mudará para melhor como também a de outros próximos a você.

Quando suas palavras e ações forem coerentes com aquilo que afirma crer, as pessoas irão confiar em você.

Que Deus o abençoe! Seja bênção!


Autora: Dra Elizete Malafaia
http://www.kairosministeriomissionario.com/
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Apanhai-me as raposas, as raposinhas




“Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos...(Cantares 2.15)

Engana-se quem imagina que são os grandes problemas que destroem um casamento, uma família ou uma grande amizade. Pelo contrário, quando uma grave tormenta se abate sobre o lar, tal como um acidente de um dos familiares, ou uma doença grave e repentina, a tendência é dos membros da família se unirem e estreitarem seu relacionamento para lutar com todas as forças contra aquele “inimigo” indesejável.

Muitas vezes situações ameaçadoras vindo de fora ajudam a despertar da letargia membros da família que passam a se posicionar mais firmemente nesses tempos.

Agora, difícil mesmo é lutar contra as “pequenas raposinhas” que aparecem sob o vinhedo, e pouco a pouco vão destruindo sua formosura, até que ele seque completamente.

O que o poeta bíblico quis dizer com “raposinhas”?

Parece que elas gostavam de cavoucar ao redor das videiras cobertas de flores. Elas são as pequenas coisas que não damos muita importância, mas que, infelizmente, teimam estar presentes em nossa vida – é aquela palavra a mais, ao final da discussão, que não precisava ser dita, e você insiste sempre em dizer, é o gesto desprovido de mansidão, é a dureza de julgamento, são os ciúmes que a esposa não consegue esconder ou o perfeccionismo do marido que insiste em que tudo seja feito do jeito que ele gosta.

Na vida da igreja, as “raposinhas” são aqueles pequenos acontecimentos desagradáveis, à princípio sem maior importância, mas se não damos cabo deles, logo começam a perturbar o relacionamento dos irmãos e pequenas intrigas surgem aqui e acolá, e quando o pastor vê todo o vinhedo construído com tanto amor foi destruído – não pela ação maléfica do mundo nem por uma investida insidiosa de Satanás.

Tudo isso são como imperceptíveis “raposinhas”, que às vezes nem nos damos conta de sua existência em nossas vidas. Mas uma coisa é certa – o resultado é sempre devastador. Não há jejum e oração que mantenha o vinhedo bonito se, por outro lado, ele estiver sendo devastado pelas pequenas raposas.

Sansão derrotou inimigos fortíssimos mas depois foi vencido porque permitiu a ação destruidora de uma delas em sua vida.

Gideão, grande herói da Bíblia que venceu batalhas com poucos homens, ao final de sua vida permitiu que uma pequena vaidade levasse Israel de volta à idolatria.

Crentes amarram Satanás todos os dias nas grandes concentrações mas não apanham as raposinhas que estão destruindo sua vida familiar.

É interessante observar como há cristãos hoje preocupados com a besta do Apocalipse, com maldição hereditária, com demônios territoriais, com a temperatura do inferno, e não fazem a menor ideia que aquilo que eles devem temer e se preocupar de verdade é com aquele olhar de soslaio que lançam sorrateiramente ao sexo oposto, tem de se preocupar é com aquele sentimento de auto suficiência que, devagarzinho, devagarzinho, os tem afastado do Deus vivo.


Só há uma maneira de manter a videira bonita, a família saudável e a igreja abençoada: “apanhando” tudo aquilo que destrói uma relação de amor. Sim, apanhe tudo isso e dê um fim em nome de Jesus.

Talvez o que o cristão mais precisa hoje é reconhecer a existência dessas “raposinhas” em sua vida.

Não é bom sinal se não estamos conseguindo dar cabo delas. É sinal de que alguma coisa vai mal lá dentro de nós, é sinal que há um “sabotador” em nosso interior que está destruindo aquilo que levou anos para erigir. É sinal de que não estamos bem conosco nem com Deus.

As vinhas estão em flor; não deixemos que elas sejam destruídas por pequenas coisas.


Daniel Rocha
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Se cair, não fique no chão. É sobre perdão de Deus.



Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça I João 1:9

Acredito fortemente que imprimir sentimento de culpa na mente e no coração humano, é uma poderosa estratégia de Satanás. Ele sabe que os que são dominados por essas coisas, não raro, deixam de se relacionar com Deus de forma plena. Isso acontece também com cristãos! Alguns já foram tão intensos na comunhão com o Pai, na missão de servir, mas por algum motivo, chegaram a cair e desde então, nunca mais foram os mesmos: o fardo da culpa os reduziu a condição de infelicidade.

Somos “bombardeados” pelo dedo do acusador. Ele sabe atacar nossos pontos fracos, sabe que uma vida envolvida pela culpa pode ser mais facilmente dominada. Mas Deus nos deu o maravilhoso dom da graça e em Cristo Jesus somos agradáveis a Ele:” E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade. Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.”. Efésios 1:5-7.

É claro que devemos nos esforçar e perseverar em fazer a vontade de Deus. Mas se falharmos não seja esse o motivo de permanecermos no chão. O perdão cura dias, meses, anos, vidas inteiras de pecado! Mas o perdão começa em nós. É quando reconhecemos que somos tão falhos quanto qualquer ser humano poderia ser e tão necessitados de Deus que a comunhão é o bem mais precioso a ser preservado. Tem um ditado que diz: “Santo, não é o que nunca se suja, mas o que se lava constantemente”. Esse “lavar” é relacionar-se com Deus, ser sincero com Ele e confessar a culpa na certeza de receber perdão.

Apóstolo Pedro é um exemplo grandioso de fraqueza humana e perdão de Deus. Ele tinha todas as boas intenções possíveis de agradar a Jesus e vendo que se aproximava Sua morte disse-lhe: “Ainda que seja necessário morrer contigo, não te negarei! E todos os discípulos disseram o mesmo” Mt 26:35. Sabemos que Pedro abandonou e negou a Jesus, e esse fardo poderia ser motivo de perdição para Pedro. Mas não foi porque Jesus o amou de tal forma que o recolheu novamente em Seus braços para uma vida de liberdade.

No Evangelho de Marcos, quando é relatada a ressurreição de Jesus, lemos que os anjos citaram a Pedro: “ Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro, que Ele vai adiante de vós para Galileia, ali o verão, como Ele vos disse” Mc 16:7. Pedro deveria estar tão cheio de culpa, infelicidade, se considerando incapaz para exercer o chamado ministerial, que os anjos enfatizam seu nome como a dizer: “ Pedro é especial para o Mestre Jesus, digam que Ele o perdoa e o quer com Ele”. É assim que Deus faz conosco, Ele nos quer junto a Ele.

Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte. - 2 Coríntios 7:10 . O arrependimento verdadeiro é centrado em Deus. É caracterizado por uma tristeza profunda, piedosa por ter ofendido Deus violando os seus mandamentos.

Não raramente ao orar, lembro de quão cruel é um sepultamento: ver uma vida sendo encerrada dentro de um caixão, coberta pelo barro, “Todos são pó e ao pó tornarão” Ec 3: 20. E não haveria Deus de se compadecer de nós sabendo que a vida é um sopro? Em minhas íntimas reflexões cito constantemente o verso do Salmo 115:17; “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio”. Por isso, meu Deus me faz louvar em vida. Me mantêm firme em Teus caminhos e se eu pecar me perdoa pois na sepultura, nada mais poderá ser feito.

Deus quer nos abençoar em vida. Enquanto houver vida, haverá louvor. Só há um tipo de ação que a Bíblia cita como imperdoável: o pecado contra O Espírito Santo (Mc 3:29). Ou seja: ser rebelde a voz do Espírito Santo, desprezá-Lo. Somente age contra o Espírito, quem rejeita a graça vinda do sacrifício da cruz que perdoa para uma nova vida, que restaura inteiramente o relacionamento com Deus. Aceite o perdão de Jesus e perdoe àqueles que o maltrataram causando mágoa e sofrimento. Entregue esse fardo a Deus e Ele trará de volta a paz e a alegria ao seu coração.

"Assim como Cristo vos perdoou, perdoai também aos outros" Colossenses 3:13.

A definição bíblica do arrependimento é uma mudança de mentalidade que resulta em uma mudança de ação. Se não houver ódio para o pecado específico que você tenha cometido, e você não deixa este pecado, você não está se arrependendo biblicamente. Sem arrependimento não pode haver qualquer perdão dos pecados

Depois que passei a desfrutar do perdão de Deus, não deixo mais a mágoa enraizar em meu coração: "Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo" Efésios 4:26. Jesus nos perdoa e nos capacita a perdoar. Hoje sou mais feliz, inclusive no casamento porque aprendi sobre o valor que tem o perdão na vida a dois. Experimente pedir perdão e também perdoar e se surpreenda com o que Jesus ainda fará.

Thales Roberto- Maravilha- Levantando e voltando para Deus



Wilma Rejane
Com vídeo do Thales Roberto: Maravilha

Fonte: http://www.atendanarocha.com