quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Seja um Encorajador!


Tudo isso se resume nisto: Uma vigorosa entrega ao encorajamento de outros. Mas a observação de Henry Drummond às vezes me amedronta:

Quantos pródigos são mantidos fora do reino de Deus pela conduta desamorosa dos que pro­fessam estar dentro!

Podemos escolher uma característica "desamorosa" frequentemente encontrada nos círculos cris­tãos. . . e desenvolvê-la de um ponto de vista positivo? Estou pensando na falta de encoraja­mento em nossas relações com os outros. É quase epidêmica!

Para exemplificar este ponto, quando foi a última vez que você encorajou alguém? Creio firmemente que um indivíduo nunca se asse­melha mais a Cristo do que quando se enche de compaixão pelos abatidos, necessitados, desanimados ou esquecidos. Quão terrivel­mente essencial é nossa consagração ao enco­rajamento!

Entrelaçado no tecido do livro de Atos está a tranquila mas penetrante vida de um ho­mem que é estranho à maioria dos cristãos. Barnabé emergiu da ilha de Chipre, destina­do a um obscuro papel de "ministro do enco­rajamento". Na verdade, seu nome significa "Filho do Encorajamento" de acordo com Atos 4:36. Em comparação com os brilhantes luzeiros deste livro — Pedro, Paulo, Silas, Tia­go e Apoio — Barnabé aparece como uma chama vacilante. . . mas quão essencial era a sua luz! Quão quente. . . quão convidativa!

A jovem e perseguida assembleia em Jerusalém estava literalmente "sob a mira de fogo". Se alguma vez necessitaram de estí­mulo, foi naquela ocasião. Eles foram postos contra a parede e financeiramente despoja­dos. Pressionaram a muitos, as necessidades eram desesperadoras. O consolador de Chi­pre espontaneamente deu tudo quanto pos­suía. Ele vendeu um pedaço de terra e de­monstrou que vivia para os outros trazendo o produto da venda a este grupo de crentes vv. 32-37). Isso é o que podíamos chamar de enco­rajamento nas finanças.

Na próxima vez que Barnabé aparece, con­tinua encorajando! No capítulo lio Corpo está crescendo e a Palavra se espalhando co­mo chama. É grande demais para os líderes controlá-la. Precisam de ajuda; ajuda capacitada. Que faz Barnabé? Ele procura e encontra Saulo de Tarso (v. 25) que era um proscrito por causa da antiga vida. Sem medo de arris­car o pescoço por um novo cristão que era suspeito aos olhos do público, Barnabé levou-o pela mão e o trouxe a Antioquia. Perante toda a assembleia, o "Filho do Encorajamen­to" deu ao seu novo amigo um empurrão para uma posição preeminente. . . com efeito, isso ocorreu no mesmo lugar onde Barnabé pes­soalmente estivera experimentando a notável bênção como líder da igreja (vv. 22-23, 26).

Sem pensamento de ciúme, mais tarde ele permitiu que Saulo assumisse a liderança e estabelecesse o ritmo para sua primeira via­gem missionária (capítulo 13). É interessante notar que os nomes foram transferidos de "Barnabé. . . e Saulo" (13:1), para "Paulo e Barnabé" (13:42). Esta é a prova suprema. É preciso ser um grande homem para reconhe­cer que um outro mais moço do que ele tem capacidades concedidas por Deus e encorajá-lo a ir em frente com todo o apoio. A isto podíamos chamar de encorajamento de co­munhão e comunhão.

A cortina desce sobre a vida de Barnabé no capítulo 15. A segunda viagem está prestes a começar. Ele e Paulo discutem a possibilidade de levar João Marcos, um jovem que anterior­mente havia preferido não enfrentar os rigores da primeira viagem missionária (13:13). Pode você imaginar essa discussão?

"Não, ele não irá", disse Paulo. "Ele falhou uma vez. . . falhará de novo."

"Sim, ele irá", insistia Barnabé. "Ele pode ser e será bem-sucedido com encorajamento."

Paulo não retirou seu voto contrário. Barna­bé fincou pé, crendo na vida do jovem, a despeito do que havia acontecido antes. O mesmo estilo de sempre. Você conhece o re­sultado (w. 36-39). Barnabé demonstrou: en­corajamento a despeito do fracasso.

Oh! como esse ministério é necessário hoje! Você conhece alguma alma que esteja em ne­cessidade de encorajamento financeiro? Um estudante que deixou a escola. . . um jovem casal enfrentando problema. . . um divorcia­do tentando reconquistar a auto aceitação. .. um esquecido servo de Deus labutando num ministério obscuro e difícil. . .? Encoraje-os generosamente!

Você sabe de alguém que poderia e deveria ser promovido a um posto de maior utilidade, mas está presentemente necessitando de seu companheirismo e confiança? Batalhe por ele! Coloque-se no lugar dele. . . dê-lhe um empurrão. Ele necessita de seu companheiris­mo. Que dizer de alguém que esteja mais bem qualificado do que você? Você ficaria surpreso diante da bênção que Deus derramaria sobre você se realmente o apoiasse com camaradagem.

Mas há os fracassos. Os Lós, os Sansões, os Jonas, os Demas, os João Marcos. Sim, eles falharam. Eles erraram.

Você é grande bastante para estender uma mão de encorajamento e amor verdadeiro?

Erga o fracassado com encorajamento. Com­pensa! Compensou no caso de João. Ele escre­veu o Evangelho de Marcos e no final provou ser muito útil ao ministério de Paulo (2 Timó­teo 4:11b).


Extraído do livro Dê-me animo de autoria do Prr Charles R. Swindoll
http://www.kairosministeriomissionario.com/
Fonte:http://www.reflexoesevangelicas.com.br

Jó e Deus


Jó respondeu ao Senhor: “Sou indigno; como posso responder-te?[...] Falei uma vez, mas não tenho resposta; sim, duas vezes, mas não direi mais nada”. Jó 40.3-5

O livro de Jó apresenta várias atitudes possíveis diante do sofrimento. A própria combinação de autopiedade e de auto afirmação demonstrada nas atitudes de Jó deve ser claramente rejeitada, assim como a recomendação dos seus amigos consoladores para que ele reconhecesse sua culpa. A atitude sugerida pelo jovem Eliú pode ser considerada como autodisciplina. Ele representa Deus como um mestre (36.22) que nos fala em nossa aflição (36.15) a fim de “prevenir o homem das suas más ações e livrá-lo do orgulho” (33.17). Mas essa explicação também é parcial.

A atitude correta que os seres humanos devem ter para com Deus é uma atitude de entrega.

Deus convidou Jó a olhar a criação a partir de uma nova perspectiva, e em seguida lhe fez algumas perguntas:

Onde ele estava quando Deus criou a terra?

Ele podia controlar a neve, a tempestade, ou as estrelas?

Jó por acaso podia supervisionar os animais selvagens e os pássaros?

Mais do que isso, ele era capaz de compreender os mistérios e subjugar a força do beemote e do leviatã?

Se para Jó foi sensato confiar no Deus que revelou sua sabedoria e seu poder através da criação, para nós é ainda mais sensato confiar nesse mesmo Deus, que revelou seu amor e sua justiça através da cruz.

A confiança se baseia na reconhecida reputação de seu objeto. E ninguém é mais digno de confiança que o Deus da cruz.

A cruz não resolve o problema do sofrimento, mas faz com que o enxerguemos pela perspectiva correta.

Assim, precisamos aprender a subir no monte do Calvário e contemplar lá do alto todas as tragédias da vida. Deus demonstrou seu amor por nós na cruz (um evento histórico), e nada (nenhum evento pessoal ou global) pode superar ou sequer se comparar a esse evento.

Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam? Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre; Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa? Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas? (Jó 38:1-11)

Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato 2007)tp://www.kairosministeriomissionario.com/
Fonte:http://www.reflexoesevangelicas.com.br

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Aula 06 – JONAS: A MISERICÓRDIA DIVINA


4º Trimestre/2012

Texto Básico: Jonas 1:1-3,15,17; 3:8-10; 4:1,2

"E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Jesus se arrependeu do mal que tinha Isto lhes faria e não o fez"(Jn 3:10).

INTRODUÇÃO

O livro de Jonas conta a história da fuga deste profeta e como Deus o deteve e o fez retomar. Porém esta é mais do que a história de um homem e de um grande peixe; na verdade, é uma profunda ilustração da graça e da misericórdia de Deus. Ninguém era menos merecedor do favor de Deus que o povo de Ninive, a capital da Assiria. E Jonas sabia disso. Mas compreendia também que Deus os perdoaria e abençoaria, se abandonassem o pecado e o adorassem. Jonas conhecia o poder da mensagem divina e que, mesmo através de sua humilde pregação, eles responderiam e seriam poupados do juízo de Deus. Porém Jonas odiava os assírios e desejava a vingança, não a misericórdia. Por esta razão fugiu. Finalmente Jonas obedeceu e pregou nas ruas de Ninive; o povo arrependeu-se e livrou-se do juízo de Deus.

I. O LIVRO DE JONAS

1. Contexto histórico. O reinado de Jeroboão II (793-753 a.C) estabelece o contexto histórico da história de Jonas. Esse monarca foi um dos grande líderes militares da história de Israel. De acordo com 2Rs 14:25-28, ele impôs sua autoridade sobre os territórios de Damasco e Hamate, restaurando assim a fronteira ao norte de Israel dentro dos limites que possuía nos tempos de Salomão (1Rs 8:65). É claro que o reinado de Jeroboão II, assim como o do seu contemporâneo judeu Azarias (também chamado de Uzias, 792-740 a.C), introduziu um período de notável paz e prosperidade. Como Eliseu e Jonas haviam profetizado (2Rs 13:19-25; 14:25), o reino do Norte desfrutou de uma expansão territorial às custas da Síria. Pelas aparências externas do crescimento populacional, da expansão territorial e da atividade comercial, Israel foi realmente abençoado por Deus. É bem provável que, nesse período, Jonas tenha se tornado um profeta ideologizado. Ele tinha consciência, por exemplo, de que nos seus dias a grande ameaça para Israel era a Assíria, cuja capital era Nínive (2Rs 15:39). Esse é o pano de fundo que revela o sentimento de Jonas e as suas motivações para fugir da missão divina em vez de cumpri-la. Jonas deseja ver a total destruição de Nínive, a capital da Assíria, e não a sua salvação.

Apesar do foco narrativo fixar-se no profeta, o Livro de Jonas é uma história sobre a misericórdia e o amor de Deus. O Senhor era o Deus de Israel, e aquela nação tinha especialmente recebido a misericórdia e a salvação da aliança de Deus. Mas Jonas, juntamente com muitos dos seus compatriotas, reagiu com tamanho orgulho nacional e particularismo ético que não conseguiu ver o sublime alcance da graça de Deus. Jonas haveria de aprender junto com a nação, que Israel não possuía o monopólio do amor redentor de Deus (At 10:34-35; Rm 3:29). A história confirma as palavras do Salmo 145:8: “Benigno e misericordioso é o Senhor. Tardio em irar-se e de grande clemência”.

O arrependimento de Nínive, diante da pregação de Jonas, ocorreu no reinado de um destes dois monarcas assírios: Adade-Nirari III (810-783 a.C), cujo governo foi marcado por uma tendência para o monoteísmo; ou Assurda III (783-755 a.C), em cuja administração houve duas grandes pragas (765 e 759 a.C) e um eclipse do sol (763 a.C). Estas ocorrências podem ter sido interpretadas como sinais do juízo divino, preparando a capital da Assíria à mensagem de Jonas.

Não podemos negar a historicidade de Jonas sem atingir a credibilidade do Senhor Jesus (Mt 12:39-41; Lc 11:29-32). Foi Ele quem citou Jonas como um personagem histórico, fazendo referência aos três dias e três noites que passou no ventre do grande peixe como um símbolo do seu sepultamento e ressurreição.

2. Vida Pessoal de Jonas. Jonas foi um profeta de Israel, o Reino do Norte, durante o reinado de Jeroboão II (793-753 a.C). O seu ministério teve lugar pouco depois do de Eliseu (cf 2Rs 13:14-19), coincidiu parcialmente com o de Amós (Am 1:1) e foi seguido pelo de Oséias (cf Os 1:1). Embora o livro não declare o nome do autor, seguramente foi o próprio Jonas quem o escreveu.

Em 2Reis 14:25, ficamos cientes que “Jonas, filho de Amitai”, era um profeta experiente e de confiança, a quem “veio a Palavra do SENHOR”(Jn 1:1). Tratava-se de um homem a quem Deus falava e revelava sua vontade. A passagem de 2Reis também nos informa que era um nativo de Gate-Hefer, da Galiléia, local mais tarde conhecido por Caná. É bem possível que esta cidade, situada quase sete quilômetros ao norte de Nazaré, tenha sido visitada muitas vezes por Jesus durante os 30 anos de obscuridade em Nazaré. No entanto, sabemos com certeza que foi aqui que Cristo compareceu a uma festa de casamento e fez seu primeiro milagre registrado (João 2:1-11; cf.tb. João 4:46; 21:2). Os fariseus que disseram a Nicodemos: “Da Galiléia nenhum profeta surgiu”(João 7:52), devem ter se esquecido de Jonas ou não conhecia bem as Escrituras.

A tradição considera que Jonas é o jovem profeta tímido mencionado em 2Reis 9:1-11. Os estudiosos creem que ele era um dos alunos da escola de profetas de Eliseu. Ele cresceu sob a influência espiritual desses grandes gigantes de Deus. Reputa-se tradicionalmente que estava entre os 7.000 mencionados em 1Reis 19:18 que não se curvaram a Baal.

O nome do seu pai, “Amitai”, significa “verdadeiro”. Certamente o nome do seu pai demonstra o compromisso de sua família com a Palavra de Deus. Jonas cresceu num lar onde a verdade foi ensinada pela instrução e pelo exemplo.

O nome Jonas, "Yonah" no hebraico, significa "pomba" (Jn 1:1). Seu nome está bem de acordo com sua atitude em três aspectos: Primeiro, na Bíblia a pomba é vista como uma ave que busca a fuga na hora do perigo: "Estremece-me no peito o coração, terrores de morte me salteiam; temor e tremor me sobrevêm, e o horror se apodera de mim. Então, disse eu: quem me dera asas como de pombal Voaria e acharia pouso. Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto" (Sl 55:4-7). Segundo, a pomba também é símbolo de alguém que chora e geme. "Todos nós [...] gememos como pombas; esperamos o juízo, e não o há; a salvação, e ela está longe de nós" (Is 59:11). Jonas fugiu e também gemeu a ponto de pedir a morte duas vezes. Terceiro, a pomba é símbolo de passividade. O caráter passivo de Jonas é contrastado com o caráter ativo de Deus. Enquanto Jonas foge de Deus, Deus busca Jonas. Enquanto Jonas desce, Deus o levanta. Jonas é contrastado com os marinheiros e com os ninivitas. Enquanto Jonas dorme, os marinheiros clamam e oram. Enquanto Jonas passivamente encontra-se forçado a fazer a vontade de Deus, o povo de Nínive ativamente pede a Deus que suspenda o castigo e lhe envie misericórdia. No entanto, o significado do nome de Jonas está em descompasso com o seu significado. Pomba também é um símbolo da "paz". Todavia, Jonas está em conflito com Deus, consigo e com os ninivitas. Ele prefere fugir a obedecer a Deus. Prefere ser jogado no mar a arrepender-se. Prefere a morte a ver seus inimigos salvos.

3. Estrutura e mensagem.

a) Estrutura. O Livro contém 48 versículos distribuídos em quatro breves capítulos.

· O capítulo 1 descreve a desobediência inicial de Jonas, e o castigo divino subsequente. Ao invés de rumar para nordeste, em direção a Nínive, Jonas embarca num navio que velejava para o oeste, cujo destino era Társis, na atual Espanha, o ponto mais distante possível da direção apontada por Deus. O profeta, porém, não demorou a sentir o peso da impugnação divina: uma violenta tempestade no mar Mediterrâneo, que o levou a revelar-se aos marinheiros. Estes, por sua vez, são obrigados a jogá-lo ao mar. Providencialmente, Deus prepara “um grande peixe” para salvar-lhe a vida.

· O capítulo 2 revela a oração que Jonas fez em seu cômodo excepcional. Ele agradece a Deus por ter-lhe poupado a vida, e promete obedecer à sua chamada. Então é vomitado pelo peixe em terra seca.

· O capítulo 3 registra a segunda oportunidade que Jonas recebe de ir a Nínive, e ali pregar a mensagem divina àquela gente ímpia. Num dos despertamentos espirituais mais notáveis da história, o rei conclama a todos ao jejum e à oração. E, assim, o juízo divino não recai sobre eles.

· O capítulo 4 contém o ressentimento do profeta contra Deus, por ter o Senhor poupado a cidade inimiga de Israel. Fazendo uso de uma planta, de um verme e do vento oriental, Deus ensina ao profeta contrariado, que Ele se deleita em colocar sua graça à disposição de todos, e não apenas de Israel e Judá.

b) Mensagem. “Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade”(Sl 103:8). De forma pungente e sucinta, esta é a mensagem de Jonas.

Ao ler o Livro de Jonas vemos o mundo pelos olhos de Deus. Todos os indivíduos de todas as nações, de todas as raças são pessoas, almas, cada uma com um destino eterno. Cada pessoa é preciosa à vista de Deus; uma, tão preciosa quanta a outra. O tema central é que Deus está interessado em todas as pessoas de qualquer nacionalidade ou raça e espera que aqueles que o conheçam se dediquem a compartilhar esse conhecimento.

Entendemos a mensagem à medida que observamos Jonas – insensível, vingativo e nacionalista – que prende sua fé no peito, enquanto Deus procura fazer com que ele a compartilhe de acordo com o seu propósito mais amplo de redenção.

A mensagem de Jonas foi de condenação incondicional e irrevogável. Avisava aos ninivitas que num período de quarenta dias a grande cidade seria varrida pelo fogo do juízo. A mensagem de Jonas foi pregada sem compaixão. Jonas queria ver a cidade de Nínive sendo devorada pelo fogo do juízo e virando de cabeça para baixo. Jonas foi alvo da graça, mas quer ser apenas canal do juízo.

O efeito da mensagem de Jonas, todavia, alcançou os resultados mais esplêndidos. Ele não queria ver nenhum ninivita salvo, mas todos eles se converteram a Deus. Ele pregou juízo, mas o povo clamou por misericórdia. Ele pregou condenação, mas Deus ofereceu perdão. Seus sentimentos foram suplantados pela misericórdia divina e suas motivações vencidas pela graça de Deus.

Nossas motivações não podem frustrar os planos de Deus. Ele age por nosso intermédio, sem nós e apesar de nós. Se dependesse de Jonas, nenhum ninivita se converteria, mas para seu desgosto, todos passam a crer em Deus e se arrependem de seus maus caminhos e da violência de suas mãos. Jonas é o único pregador que fica irado por causa da bondade de Deus e quer morrer, pois seus ouvintes se converteram ao Senhor.

O grande ensinamento do livro de Jonas é que Deus aceita também os gentios. Os gentios que estavam separados da comunidade de Israel foram também chamados para fazer parte do povo de Deus vivo. Essa concepção só foi completamente mudada no Novo Testamento, como vemos em Atos 10:34: "Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas".

Nunca na história o livro de Jonas teve maior relevância que hoje. Há tremenda urgência que todo cristão sinta e considere esta mensagem, a fim de se envolver na missão mundial da igreja. O pecado é livremente praticado pela sociedade - as manchetes diárias e as prisões lotadas são um dramático testemunho deste fato. Com pedofilia, pornografia, assassinatos em série, terrorismo, anarquia e cruéis ditadores, o mundo parece transbordar de violência, ódio e corrupção. Ao ler e ouvir sobre essas tragédias - e talvez até sofrendo alguma delas - começamos a entender a necessidade do juízo de Deus. Podemos até descobrir que desejamos vingança, qualquer que seja ela, contra os autores destes tipos de violência. Mas suponha que em meio a essas conjecturas Deus lhe peça que leve o evangelho ao pior dos criminosos, o que você responderia? Jonas recebeu essa incumbência.

II. O GRANDE PEIXE

“Deparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe” (Jn 1:17). Alguns estudiosos, dando rédeas à imaginação, fazem do grande peixe que engoliu Jonas o centro deste livro. Todavia, o peixe não é a personagem principal do livro, nem mesmo Jonas. A personagem principal é Deus. Deus é o Senhor não apenas de Israel, mas da natureza, da História e de todas as nações. Sua vontade se cumpre, sempre, no final. Os homens não podem criar-lhe obstáculos nem frustrá-lo. Sua graça é para todo o mundo. O peixe só é citado duas vezes no livro, enquanto Deus é quem ordena a Jonas ir a Nínive, é quem envia uma tempestade atrás de Jonas, é quem envia o peixe para engolir Jonas e depois vomitá-lo, é quem novamente comissiona Jonas a pregar em Nínive, é quem perdoa os habitantes de Nínive e exorta o profeta emburrado.

1. Baleia ou grande peixe?

· Jonas foi engolido por um “grande peixe” - Jonas 1:17: “Deparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”.

· Jonas foi engolido por uma “baleia” (ARC) - Mateus 12:40: “pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra”.

Em ato de grande misericórdia, Jeová deparou um “grande peixe” para que tragasse Jonas. O texto não nos informa que tipo de peixe era. Nem o fato de Mateus 12:40 falar de uma “baleia” (versão ARC) nos ajuda muito, pois a palavra grega usada ali (ketos) significa, literalmente, um “grande peixe" ou um “monstro marinho”. Analisando o texto de Mateus 12:40, as versões mais usadas (ARA, NVI e NTLH) diz "grande peixe", apenas a versão ARC diz baleia.

Em Mateus 12:40, na versão ARC, temos uma interpretação e não uma tradução. Na tradução você dar o sentido que corresponde ao texto original e na interpretação você procura transmitir a mensagem ou a forma como você entende aquela passagem ou aquela palavra ou expressão. Neste caso, o original diz apenas “ketos”, que é traduzido literalmente por mostro marinho ou grande peixe. Em nenhum momento a Bíblia diz que Jonas foi engolido por uma baleia. A Bíblia diz que Jonas foi engolido por um “monstro marinho” ou um “grande peixe”. Todavia, Almeida, baseado na fenomenologia das coisas, isto é, como as coisas se manifestam, interpretou o grande peixe como sendo uma baleia. Veja como ainda dizemos hoje: “o sol nasceu”, mas sabemos que o sol não nasce. Mas, voltado para a maneira como a natureza se revela dizemos que o sol nasceu. Outro exemplo, nós costumamos dizer que morcego é pássaro, e na verdade morcego é mamífero e não pássaro; falamos assim baseado na fenomenologia das coisas, isto é, no modo como as coisas se apresentam. No caso de Jonas, o texto original “ketos” diz que ele foi engolido por um grande peixe, mas Almeida entendeu que o grande peixe fosse uma baleia; por isso, em vez de traduzir por grande peixe ele interpretou por uma baleia. A tradução Almeida Revista e Atualizada corrige essa consideração da Almeida Revista e Corrigida, colocando “grande peixe”, em vez de “baleia”.

2. Interpretação. O “grande peixe” não é uma lenda. Jesus referiu-se a Jonas no ventre do peixe três dias como um símbolo da Sua morte e ressurreição (Mt 12:38-40). Assim como a morte e a ressurreição de Cristo foram reais, também o foram as milagrosas experiências vividas por Jonas. O grande peixe não tragou Jonas por acaso. Jonas foi apanhado por ordem expressa de Deus. O “grande peixe” apenas obedeceu a uma ordem divina, porque Deus escolhera a Jonas para uma missão e o Senhor estava pronto a mover céu e terra para levar o profeta a cumprir seu desiderato.

Deus, de modo milagroso, conservou Jonas vivo por três dias no ventre do peixe. Os incrédulos e os falsos mestres rejeitam o milagre, colocando-o na categoria de obra de ficção. Jesus, no entanto, considerou-o um fato histórico, chegando a citar o incidente para ilustrar sua própria morte, sepultamento e ressurreição (ver Mt 12:40). Noutras palavras, Jesus pôs a experiência de Jonas na mesma categoria de sua morte e ressurreição. Ele aceitou-a como milagre de Deus, operado de conformidade com o seu propósito na história da redenção. Para todos os crentes genuínos, portanto, fica confirmada a autenticidade do milagre.

III. A MISERICÓRDIA DIVINA

1. A conversão dos ninivitas (Jn 3:8,9). A Palavra de Deus é poderosa. Ela produz frutos mesmo quando os pecadores são os mais pervertidos e quando os pregadores são os mais desmotivados. O sermão de Jonas, embora desprovido de misericórdia, produziu o maior resultado de que se tem notícia na História. A resposta à pregação de Jonas foi imediata e retumbante. A cidade inteira se converteu, embora Jonas não a tenha percorrido toda, e mesmo que a Palavra não tenha chegado a todos os ouvintes. Mesmo ouvindo a mensagem indiretamente, todos, sem exceção, se humilharam em extremo debaixo da mão de Deus.

Quais são os sinais da conversão dos ninivitas?

a) O arrependimento sincero (Jn 3:5). Não há conversão genuína sem arrependimento. A conversão produz verdadeira mudança. Os ninivitas externaram sua tristeza interior pelo pecado através do jejum e da humilhação com pano de saco. No mundo antigo, esse era um meio comum de expressar tristeza, humildade e penitência - as marcas do verdadeiro arrependimento. O arrependimento dos ninivitas foi unânime: desde o maior até o menor. Começou de cima para baixo. Desde o rei até as crianças. Desde os homens até os animais. Toda prepotência e arrogância acabaram. Nenhuma justificativa e desculpa foi dada. Eles todos se prostraram em total humilhação diante de Deus. O próprio rei trocou seus mantos reais por pano de saco e se sentou no chão em meio ao pó e à cinza. A verdadeira conversão é evidenciada pelo arrependimento.

b) A confiança profunda em Deus (3:5). Se o arrependimento é o lado negativo da conversão, a fé em Deus é o seu lado positivo. O arrependimento nos afasta do pecado e a fé nos faz correr para Deus. Pelo arrependimento o homem foge da ira; através da fé corre para a graça de Deus. A fé sempre conduz às obras. O povo ninívita creu em Deus e imediatamente se humilhou!

c) O abandono das práticas pecaminosas (Jn 3:8). A conversão toca o ponto nevrálgico da vida. Quando o rico Zaqueu, que vivera extorquindo o povo, cobrando impostos abusivos, se converteu, ele resolveu dar a metade dos seus bens aos pobres e restituir quatro vezes mais a quem havia defraudado. Quando o truculento carcereiro de Filipos se converteu, passou a lavar os vergões de Paulo e Silas. A conversão dos ninivitas foi demonstrada pelo abandono imediato de seus maus caminhos e pela renúncia imediata e definitiva da violência. Essas práticas abomináveis que provocavam a ira de Deus foram abandonadas. Onde o pecado não é abandonado, não há evidência de conversão. Onde não há evidência de santificação, não há prova de conversão.

d) Uma posição de humildade diante de Deus (Jn 3:9). A ordem do rei ao seu povo foi que todos deveriam se humilhar. Nenhuma exigência foi feita. Deus não tem obrigação de ser misericordioso. Ele tem o compromisso de ser justo. Se Deus aplicasse Sua justiça, os ninivitas teriam sido destruídos. O pecador merece o castigo, o juízo e a condenação. O pecador não tem nada a exigir, mas a suplicar. Uma pessoa convertida é revestida de humildade e não de arrogância.

2. O “arrependimento” de Deus - “E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez”(Jn 3:10). Arrependimento é tristeza pelo pecado, é mudança de mente e coração, mudança de comportamento de pior para melhor. Uma mudança que não faça diferença, que não mude uma situação melhor ou pior, não é uma mudança.

Um dos atributos de Deus é Sua imutabilidade, e isso significa que Ele não muda e nem altera a sua mente (Ml 3:6). Mas, se o arrependimento é mudança de mente e o texto supra diz que Deus se “arrependeu”, o que isso significa? Será que Deus mudou a Sua mente? Será que Deus comete enganos? Absolutamente não! A linguagem empregada nesta passagem é chamada antropomórfica.É semelhante a uma pessoa que, movendo-se de um lado para outro, diga: “Agora a casa está à minha direita”, e depois: “Agora a casa está à minha esquerda”. Essas afirmações não querem dizer que a casa se moveu. É que a linguagem, sob a perspectiva de alguém, está descrevendo que a pessoa mudou a sua posição em relação àquela casa. Quando o texto diz que “Deus se arrependeu”, essa foi uma forma figurativa de descrever que a mensagem de Jonas teve pleno êxito em mudar o relacionamento do povo de Nínive com Deus: Nínive se converteu. A mensagem de Jonas tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça.

A cidade de Nínive tinha duas opções quando Jonas pregou sua mensagem de juízo: Eles poderiam rejeitar a mensagem de Deus e então seriam inapelavelmente destruídos; ou eles poderiam aceitar a mensagem de Deus, voltando-se para Deus em arrependimento, então, Deus os perdoaria e os salvaria, como de fato aconteceu.

Portanto, Deus não muda, nem muda de ideia, nem de vontade; sua natureza é imutável. Ele é o " [ . . . ] Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" (Tg 1:17). “E também aquele que é a Força de Israel não mente nem se arrepende; porquanto não é um homem, para que se arrependa “ (1Sm 15:29). Quando Sua Palavra é rejeitada e as pessoas se afastam dEle, elas perecem. Todavia, quando elas se voltam para Deus em arrependimento e fé, Ele sempre as salva, por Sua graça. Portanto, quem mudou? Deus mudou? Não! Os ninivitas mudaram. Deus salvará o pecador sempre que este se voltar para Ele! Foi essa maneira de Deus agir que possibilitou ao blasfemo ladrão da cruz, uma vez arrependido, receber as palavras de conforto de Jesus: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23:43) .

IV. A JUSTIÇA HUMANA

1. Descontentamento de Jonas (Jn 4:1). Jonas fica frustrado não com seu fracasso, mas com seu sucesso. Ele foi o único pregador que ficou profundamente frustrado com o seu sucesso. Ele chora de tristeza porque os ninivitas recebem misericórdia em vez de juízo, perdão em vez de destruição. A conversão dos ninivitas produz festa no céu e tristeza no coração de Jonas. Enquanto os anjos celebram a conversão dos ninivitas, Jonas pede para morrer. Jonas quer morrer, pois os ninivitas receberam o dom da vida eterna. Jonas tem piedade de uma planta que ele não cultivou, mas nenhuma compaixão para mais de 120 mil pessoas " [ . . . ] que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda" (Jn 4:11). Jonas queria misericórdia para si e justiça para os seus inimigos. Porém, Deus é soberano. Sua justiça é totalmente imparcial e Sua misericórdia pode alcançar qualquer pessoa.

A grande verdade do livro de Jonas é que Deus se recusa a odiar os nossos inimigos. Ele salva até mesmo aqueles a quem nós queremos condenar. A salvação é uma dádiva oferecida a todos os povos e não apenas aos judeus.

2. Jonas esperava vingança? Sim. Jonas queria a condenação irremediável de seus ouvintes e não a salvação deles. Seu coração estava sintonizado com a mensagem de condenação, mas não com a possibilidade da salvação. Ele sentiu certo prazer mórbido de pregar uma mensagem de condenação em Nínive. Jonas pregou um sermão de juízo sem abrir a janela da esperança. Ele encurralou seus ouvintes no corredor da morte e não lhes abriu a porta do arrependimento. Ele pregou uma mensagem apenas pela metade. Ele trovejou a lei, mas não ofereceu a chuva restauradora da graça. Ele falou da ira de Deus, mas não da Sua misericórdia. Ele pregou um sermão com apenas cinco palavras e nessas poucas palavras havia toneladas de condenação e nenhum grama de misericórdia. Seu firme desejo era ver cumprir-se a ameaça da subversão de Nínive. Agradava-lhe o fato de Nínive ser uma candidata ao fogo do juízo como Sodoma e Gomorra. A motivação de Jonas não estava alinhada com a motivação de Deus de salvar os ninivitas. Os sentimentos de Jonas são mesquinhos e indignos de um homem que foi arrancado das entranhas da morte. Ele sabia se alegrar no favor de Deus, mas não queria ser instrumento da graça de Deus na vida de outros. Contudo, apesar de tudo isso, Deus realizou o maior milagre evangelístico da história na cidade de Nínive, não por causa do evangelista, mas apesar dele.

3. Compreendendo a misericórdia divina. A misericórdia divina é um dos atributos que revela a natureza de Deus (Ex 34:6; Jr 31:3). Ela triunfa sobre Sua ira. Nínive foi uma cidade marcada pela malícia (Jn 1:2), pela corrupção moral (Jn 3:8) e pela violência (Jn 3:8). Os ninivitas eram truculentos, sanguinários e cruéis. Eles despedaçavam suas vítimas sem qualquer piedade. O profeta Naum assim descreveu a cidade: "Ai da cidade sanguinária, toda cheia de mentiras e de roubo e que não solta a sua presa!" (Na 3:1). Os assírios eram conhecidos por todos os vizinhos por sua violência e crueldade com os inimigos. Espetavam suas vítimas com estacas pontiagudas, deixando-as assar até a morte no calor do deserto. Decapitavam pessoas aos milhares e empilhavam seus crânios perto das portas da cidade e até esfolavam pessoas vivas. Não respeitavam sexo nem idade e seguiam a política de matar bebês e crianças para não ter de cuidar deles (Na 3:10). Apesar de suas terríveis transgressões, Deus teve misericórdia do povo de Nínive (Jn 4:11). Dá pra compreender esse grande amor de Deus?

A causa do amor de Deus está nEle mesmo. Deus nos ama não por causa das nossas virtudes, mas apesar dos nossos pecados (Rm 5:8). Ele nos ama não por nossa causa, mas apesar de nós. Os ninivitas mereciam o juízo de Deus, mas Ele derramou sobre eles a Sua misericórdia. Eles mereciam a condenação, mas receberam a salvação. Aonde chega o arrependimento, a graça desfila embandeirada. Aonde as lágrimas do quebrantamento são derramadas, o perdão de Deus é oferecido. Aonde há evidência de arrependimento, Deus suspende o juízo e derrama a Sua graça. Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas em que ele se converta e viva (Ez 33:11) .

O mesmo Deus que se irou contra os pecados da cidade também demonstrou a ela sua compaixão, pois moveu o céu e a terra para enviar-lhe um profeta. O método de Deus alcançar os perdidos é pela pregação. Deus não usou nenhum método místico ou inusitado, mas lhes enviou um profeta com a ordem de anunciar-lhes Sua Palavra. O mesmo Deus que enviou uma palavra de juízo e condenação contra a cidade maligna, é o mesmo Deus que tem compaixão quando esse povo se arrepende e se humilha (Jn 3:10; 4:11). Se o pecado provoca a ira de Deus, o arrependimento desperta Sua compaixão. Se o pecado é a causa do juízo, o arrependimento abre caminho para a salvação. Onde o pecado é vencido pelo choro do arrependimento, ouve-se a música suave do perdão e os brados de júbilo da salvação.

CONCLUSÃO

Ao lermos o livro de Jonas, procuremos visualizar o quadro completo do amor e da misericórdia de Deus, e entendermos que ninguém está fora do alcance da redenção. O evangelho é para todos e a misericórdia de Deus aos que se arrependem e se convertem dos seus maus caminhos. A graça perdoadora de Deus pelos ninvitas penitentes nos mostra que o Senhor chama todos os homens ao arrependimento e promete sua graça a todos os que se arrependerem: “Vinde, então, e argui-me, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”(Is 1:18). Esta chamada ao arrependimento e certeza de perdão está no centro da mensagem cristã. Jesus declarou: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32).


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA
Revista Ensinador Cristão – nº 52 – CPAD.
A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Jonas( um homem que preferiu morrer a obedecer a Deus ) – Rev.Hernandes Dias Lopes.



Você está enfrentando um dilema? Deus pode te ajudar e orientar!




Agora acontece a mesma coisa que se sucedeu antes. Cristo, em sua presença visível, nos deixou, mas a arca de sua aliança continua aqui, a sua presença sacramental.

Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Lembre-se dessa palavra: Todos os dias, independente das circunstâncias. Jesus ainda está aqui.

Outra palavra do Novo Testamento é: Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.

Quem se importa? A quem você pode recorrer?

Onde são tomadas as decisões entre o certo e o errado?

Como posso lutar se não há um poder maior de justiça para examinar a erosão causada pelo pecado?

Como devemos lutar contra os nossos inimigos?

Devemos tentar seguir somente com as nossas próprias forças?

Você não conseguirá vencer os desafios sozinho!

Você não conseguirá vencer Satanás com a sua própria força. A ajuda divina está sempre disponível

Viva a vida, confie em Deus, e clame a Ele. Esta é a combinação que resulta na vitória.

Se quisermos combater os nossos adversários espirituais, devemos fazê-lo através do poder de Deus: mas antes é necessário remover de nossos corações o mal que fizemos, através de um sincero arrependimento.

A fé e a ausência de ofensas a Deus e aos homens, na consciência, formam uma combinação vitoriosa.

Você está com problemas?

A tentação lhe encurralou? 

O seu conjugue não é salvo?

Aquele que prometeu te amar, honrar e proteger te abandonou?

... Procure refúgio e força em Deus!...

Você não está sozinho. Há alguém ao seu lado nessa batalha. Ele te apoiará e conduzirá até a vitória...

Nenhum de nós consegue vencer sem a ajuda de Deus.

Preciso de um sentimento permanente da presença do Senhor.

Preciso de uma nuvem durante o dia e de uma coluna de fogo no percurso da noite.

Na hora mais escura, quando as luzes deste mundo tiverem se apagado, preciso saber que Deus está comigo e cuida de mim.

Pecador, qual é a sua esperança? Quem lhe abrirá o caminho quando você morrer?

Que amigo dividirá as águas e o deixará passar?...

Você precisa saber que Jesus nunca falha.

Volte para ele agora.


Extraído da obra: A Revivoltime. Pulpit, de C.M. Ward
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Catástrofes naturais são sinais da ira de Deus?




Terremotos, tornados, tsunamis, tempestades, deslizamentos, aquecimento global. Este é só o começo de uma vasta lista de catástrofes naturais que o mundo tem acompanhado nos últimos anos. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos tão devastadores como nos dias de hoje.

Mas, por que tudo tem de ser considerado castigo divino ou ação diabólica?

As leis da natureza explicam os desastres naturais. O maior responsável pelo desequilíbrio ambiental é o ser humano. A poluição dos rios e mares, o desmatamento, as construções irregulares em encostas, os lixos jogados na mata e o aumento da emissão dos gases gerando o efeito estufa, ações provocadas pelo homem, são os principais agentes de tantas calamidades e tristeza.

Segundo o representante da Swiss Re Brasil, Rolf Steiner, autor da palestra Meio Ambiente e Seguros de Catástrofes, os efeitos das catástrofes naturais são agravados pelas ações humanas por meio de comportamentos inconsequentes e negligentes, como a impermeabilização dos solos e as construções em leitos de cheias. Ele ainda informou que as dez piores catástrofes naturais registradas ao longo de 2010 ocorreram nos países em desenvolvimento, deixando um rastro de quase 300 mil mortos ou desaparecidos.

Durante muitos séculos, as catástrofes (sismos, erupção de vulcões, furacões, cheias) eram menos comuns, mas a revolução industrial, que aumentou a emissão de gazes tóxicos e o despejo de poluentes no meio ambiente, provocou um aumento considerável de catástrofes súbitas. Esses cataclismos imprevisíveis resultam em prejuízo humano, na morte de várias vítimas inocentes, bem como em prejuízos econômicos, visto que, por vezes, cidades inteiras e toda a sua infra estrutura são destruídas.

Quantas vezes você já assistiu na televisão a reportagens sobre o grande número de animais mortos no leito seco dos rios, ou então sobre o derretimento das geleiras, o que aumenta o nível do mar?

Se o ser humano respeitasse as leis da natureza, a biodiversidade não seria prejudicada, e a frequência de desastres naturais seria infinitamente menor.

É claro que Deus é absolutamente soberano e tem o controle de todas as coisas, mas isso não significa que é Ele quem produz os desastres, afim de castigar a humanidade, como fez enviando o Dilúvio, para inundar a terra (Gênesis 6), e fogo em enxofre, para destruir Sodoma e Gomorra (Gênesis 19).

Também não se pode afirmar que esses desastres sejam obras malignas, como vemos em Jó 1.16,19, embora eles sejam um sinal do fim dos tempos, o princípio das dores, conforme revelado em Mateus 24.6-8.

SUGESTÕES DE LEITURA:

Gênesis 6—8; 19; Jó 1; Ezequiel 38; Mateus 24; Lucas 21.5-36; Apocalipse 6; 9; 16


Pr. Silas Malafaia / Verdade Gospel
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As bem aventuranças




Bem aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. Mateus 5.3
Precisamos começar com três negativas.

Primeiro, Jesus não está nos encorajando a sermos seletivos, por exemplo, chamando alguns para serem humildes e outros para serem misericordiosos. Todas as oito bem-aventuranças, assim como os nove frutos do Espírito, devem caracterizar os seguidores de Cristo.

Segundo, Jesus não está prescrevendo uma fórmula de saúde mental. Na verdade, makarios (“abençoado”) pode significar “feliz”, mas Jesus não está fazendo um juízo subjetivo (aquilo que sentimos), mas objetivo (aquilo que Deus pensa).

Terceiro, Jesus não está pregando salvação através de boas obras, mas ensinando como aqueles que já renasceram pelo Espírito se comportarão.

Os pobres em espírito são aqueles que reconhecem que estão espiritualmente falidos. Sua fala é: “Nada em minha mão eu trago, simplesmente à tua cruz me apego”. Os que se encontram de luto aparecem em seguida. Não é a perda de um ente querido que eles choram, mas a perda de sua integridade e respeito próprio. Eles são consolados pelo perdão de Deus.

Os humildes (assim sugere o contexto) estão dispostos a que outros pensem deles aquilo que dizem que são. Na escala seguinte estão os que se acham famintos e sedentos por justiça. Um apetite espiritual aguçado marca o povo de Deus.

Se as quatro primeiras bem aventuranças dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus, as outras quatro se referem à nossa relação com as pessoas.

Uma vez que Deus é um Deus misericordioso, seu povo deve ser assim também. Devemos amar e servir qualquer um que esteja necessitado, como nos ensinou o bom samaritano na semana passada.

As próximas pessoas a serem abençoadas são as puras de coração, ou seja, as coerentes, sinceras, transparentes. Os cristãos também devem ser pacificadores. Eles então serão chamados filhos de Deus, já que seu Pai é o supremo pacificador que pagou, através da morte de seu Filho, um alto preço para ter paz conosco (Cl 1.20).

A oitava bem-aventurança pronuncia uma bênção sobre aqueles que são perseguidos por causa da justiça. A perseguição a cristãos está aumentando em várias culturas hoje. Trata-se de um aspecto de nosso chamado cristão, como Jesus ensinou, e nos coloca em uma nobre sucessão, uma vez que os profetas foram perseguidos antes de nós.

Desse modo, a contracultura de Jesus Cristo está em oposição às culturas do mundo, pois Jesus parabeniza aqueles que o mundo considera pobres coitados, e chama os rejeitados do mundo de abençoados.

E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. Mateus 5:1-12



Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)
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O Espírito Santo é uma Pessoa




A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma pessoa. Jesus nunca chamou o Espírito Santo de "isto" quando falava dEle. Em João 14, 15 e 16, por exemplo, Jesus falou do Espírito Santo como "Ele", porque Ele não é uma força ou uma coisa, mas uma pessoa. Falta instrução ou mesmo discernimento a alguém que trata o Espírito Santo como "isto".

Na Bíblia vemos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e vontade. Além disto, a Bíblia diz que Ele faz coisas que uma força não faria, somente uma pessoa real.

Ele fala:

"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas, Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus" (Apoc. 2:7).

"E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (Atos 13:2).

Ele intercede:

"Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havermos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Rom. 8:26, IBB).

Ele testifica:

"Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei do parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim" (João 15:26).

Ele guia:

"Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, acompanha-o" (Atos 8:29).

"Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." (Rom, 8:14).

Ele ordena:

"E percorrendo a região frígio gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu" (Atos 16:6, 7).

Ele conduz:

"Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir" (João 16:13).

Ele nomeia:

"Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho. Pois o Espírito Santo os pôs como guardiães do rebanho, para pastorear a Igreja de Deus, que ele comprou por meio do sangue do Seu próprio Filho" (Atos 20:28, BLH).

Pode-se mentir para Ele:

"Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus" (Atos 5:3, 4).

Pode-se insultá-Lo:

"De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos rés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?" (Heb. 10:29).

Pode-se blasfemar contra Ele:
"Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra a Espírito Santo não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo, nem no porvir" (Mat. 12:31, 32).

Pode-se entristecê-Lo:

"E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes seladas para o dia da redenção" (Efés. 4:30).

Cada uma das emoções e atitudes que alistarmos são características de uma pessoa. O Espírito Santo não é uma força impessoal, como a gravidade e o magnetismo. Ele é uma Pessoa, com todos os atributos de uma personalidade. Mas não é só Pessoa; também é divino.


Extraído do Livro: O PODER DO ESPÍRITO SANTO de Billy Graham
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A Videira Verdadeira




“Eu sou a videira verdadeira, vós, os ramos; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (João 15.1-16).

Nesta parábola ou alegoria, Jesus se descreve como “a videira verdadeira” e aqueles que se tornaram seus discípulos, como “os ramos”. Ao permanecerem ligados nEle como a fonte da vida, frutificam: Deus é o lavrador que cuida dos ramos, para que deem fruto (vv.2, 8). Deus espera que todo crente dê fruto.

Jesus fala de duas categorias de ramos: infrutíferas e frutíferas.

(1) As varas que cessam de dá fruto são as que já não têm em si a vida que provém da fé perseverante em Cristo e do amor a Ele. A essas varas o Pai tira, i.e., ele as separa da união vital com Cristo (cf. Mt 3.10). Quando cessam de permanecer em Cristo, Deus passa a julgá-las e a rejeitá-las (v. 6).

(2) As varas que dão fruto são as que tem vida em si por causa da sua perseverante fé e amor para com Cristo. A essas varas o Pai limpa, poda, a fim de ficarem mais frutíferas. Isso quer dizer que ele remove de suas vidas qualquer coisa que desvia ou impede o fluxo vital de Cristo. O fruto é o caráter cristão, como qualidades, que no crente glorifica a Deus, mediante sua vida e seu testemunho (ver Mt 3.8; 7.20; Rm 6.22; Gl 5.22,23; ef 5.9; Fp 1.11).

(3) Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão, recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer nEle. Tendo esse poder, o crente precisa aceitar sua responsabilidade quanto à salvação e permanecer em Cristo. Assim como o ramo só tem vida enquanto a vida da videira flui no ramo, o crente tem a vida de Cristo somente enquanto esta vida flui nele pela sua permanência em Cristo. A palavra grega aqui é meno, que significa “continuar”, “permanecer”, “ficar”, “habitar”.

As condições mediante as quais permanecemos em Cristo são:

(a) conservar a Palavra de Deus continuamente em nosso coração e mente, tendo-a como guia das nossas ações (v. 7);

(b) cultivar o hábito da comunhão constante e profunda com Cristo, a fim de obtermos dEle forças e graça (v.7);

(c) obedecer aos seus mandamentos e permanecer no seu amor (v.10) e amar uns aos outros (vv. 12, 17);

(d) conservar nossa vida limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo pecado, ao mesmo tempo submetendo-nos à orientação do Espírito Santo (v. 3; 17; Rm 8.14; Gl 5.16-18; Ef 5.26; 1 Pe 1.22).

(4) A alegoria da videira e das varas deixa plenamente claro que Cristo não admitia que “uma vez na videira, sempre na videira”. Pelo contrário, Jesus nessa alegoria faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar Jesus, não permanecer mais nEle e por fim ser lançado no fogo eterno do inferno (v. 6).

Temos aqui o princípio fundamental que rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência passada. Trata-se, ao contrário de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no crente e comunica-lhe sua vida divina (Cl 3.4; 1 Jo 5.11-13).

Três verdades importantes são ensinadas nesta passagem.

(a) A responsabilidade de permanecer em Cristo recai sobre o discípulo. É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos concedidos no momento da conversão.

(b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar nós (v. 4a); frutificação do discípulo (v.5); sucesso na oração (v. 7); plenitude de alegria (v.11);

(c) As consequências de o crente deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv. 4,5), a separação de Cristo e a perdição (vv. 2a, 6).

“Pedirdes o que quiserdes” - O segredo de resposta à nossa oração é permanecer em Cristo. O princípio que Cristo ensina aqui é que, quanto mais perto o homem vive de Cristo, pela meditação, estudo das Escrituras e comunhão com ele, tanto mais suas orações estarão em harmonia com a sua natureza e as suas palavras e, portanto, mais eficazes serão essas orações.

“Permanecei no meu amor” – O crente deve viver na atmosfera do amor de Cristo. Jesus, a seguir declara que isso se dá quando guardamos seus mandamentos.

“Para que vades e deis fruto” – Todos os cristãos são escolhidos “do mundo” (v.19) para “dar fruto” para Deus (vv. 2,4,5,8).

Essa frutificação se refere

(1) às virtudes espirituais como as mencionadas em Gl 5.22,23 – amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (cf. Ef 5.9; Cl 1.10: Hb 12.11; Tg 3.18); e

(2) à conversão a Cristo, doutras pessoas (Jo 4.36; 12.24).


Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
Por Litrazini:
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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Aula 05 – OBADIAS: O PRINCÍPIO DA RETRIBUIÇÃO


4º Trimestre/2012

Texto Básico: Obadias 1:1-4,15-18

“Porque o dia do SENHOR está perto, sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se dará contigo; a tua maldade cairá sobre a tua cabeça” (Ob 15).

INTRODUÇÃO


Obadias, o livro mais curto do Antigo Testamento, representa um dramático exemplo da resposta de Deus a qualquer um que maltrate seus filhos. Deus retribui as ações arrogantes do homem no devido tempo.

Edom era uma nação montanhosa que ocupava uma região a sudoeste do mar Morto. Como descendentes de Esaú (Gn 25:19-27:45), os edomitas tinham um parentesco de sangue com Israel e eram guerreiros robustos, impetuosos e orgulhosos. Pertenciam a uma nação que, por estar no alto da montanha, parecia ser invencível. De todos os povos, deveriam ser os primeiros a se apressar para ajudar seus irmãos do Norte, Israel. Entretanto, ao contrário, apreciavam com maligna satisfação os problemas de Israel, capturavam e devolviam os fugitivos ao inimigo e até saqueavam os seus campos. Por causa de sua indiferença em relação a Deus, por terem-no desafiado, e também pelo orgulho, covardia e traição aos seus irmãos de Judá, os edomitas foram condenados e destruídos - é o princípio da retribuição.

Quando a Igreja sofre nas mãos dos inimigos de Deus, ela precisa voltar-se para a profecia de Obadias e renovar a sua fé no Deus justo ali revelado. Ele se preocupa com o seu povo perseguido e, por trás das circunstancias presentes, sempre trabalha por ele.

I. A SOBERANIA DE DEUS

1. Conceito. A declaração mais comum citada nas Igrejas é: “Deus é soberano”. Mas qual o conceito bíblico de soberania? Sendo um dos seus atributos (aquilo que lhe é próprio, qualidade), a soberania de Deus é uma autoridade inquestionável que o Senhor detém sobre o Universo, pelo fato óbvio de que Ele é o Criador e Governador de todas as coisas(Is 44:6;45:6; 46:10; Ap 11:17).

Deus é onipotente, onipresente e onisciente, e, em virtude destes atributos, é soberano, visto que tem todo o poder, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo e sabe de todas as coisas. Sem tais atributos, com os quais se relaciona com o mundo, não poderia ser soberano, não teria a autoridade suprema sobre tudo e sobre todos.

Deus, na sua soberania, havia determinado que o filho mais velho de Isaque serviria ao mais moço (Gn 25:23). A linhagem do Messias passaria por Jacó, e não por Esaú. A escolha divina não se baseava em mérito, porque os dois ainda não eram nascidos quando Deus fez sua escolha (Rm 9:11-13). A eleição divina é baseada totalmente na graça e não em merecimentos. Isaque, tolamente, tentou alterar o desígnio de Deus, endereçando a bênção a Esaú (Gn 27:1-4), e Rebeca, por outro lado, tentou manipular as coisas de forma pecaminosa para ajudar na consecução do propósito divino (Gn 27:5-17). Não podemos insurgir-nos contra os propósitos soberanos de Deus, nem precisamos dar uma mãozinha para o Senhor. Ele é poderoso para fazer cumprir seus planos eternos (Jó 42:2). Tanto Isaque quanto Rebeca erraram em suas atitudes. Ambos deixaram de confiar em Deus e de descansar na sua sábia providência. Todas as vezes que tentamos tomar os rumos da vida em nossas próprias mãos, descrendo da Providência, atropelamos as coisas, causamos muitos males a nós mesmos e provocamos nos outros grandes sofrimentos.

2. Livre arbítrio. A soberania de Deus permitiu que o ser humano fosse criado com um atributo, o livre-arbítrio, que é a faculdade mediante a qual o homem é dotado de poder para agir sem coações externas, e de acordo com sua própria vontade ou escolha. Como um livre agente, o ser humano tem a capacidade e a liberdade de escolha, inclusive a de desobedecer a Deus (Dt 30:11-20 e Js 24:15). Isso, por si só, é suficiente para que ele seja responsável pelas consequências de seus atos.

O Senhor não quis criar seres autômatos, verdadeiros “robôs”, mas, na sua soberania, quis que fossem criados seres que, assim como Ele, pudessem saber o que é o bem e o que é o mal, e, portanto, tivessem liberdade para escolher fazer o bem, seguindo, assim, as determinações divinas, ou de fazer o mal, ou seja, escolherem ter uma vida em que estivessem distantes de Deus. Essa liberdade de escolha aparece já nos primórdios de Gênesis, na aurora da raça humana, quando o primeiro casal dá ouvidos à serpente e comete por sua livre vontade a primeira transgressão contra Deus(Gn 3:1-13).

Ao indicar ao homem que ele tinha liberdade, o texto sagrado diz-nos que o Senhor “ordenou” ao homem” (Gn 2:16), numa clara demonstração que o fato de o homem poder comer livremente das árvores do jardim era resultado da soberania divina, não demonstração de sua fraqueza. Se o homem optasse por comer da árvore da ciência do bem e do mal, como acabou optando, nem por isso Deus deixaria de ser soberano. Tanto assim é que, no dia da queda, Deus não só compareceu na viração do dia para ter um relacionamento com o homem, como também lhes aplicou as penalidades que já haviam antes sido prescritas (Gn 2:16,17). Aliás, esta prontidão em fazer justiça é uma das características da sua soberania.

Portanto, quando o homem peca, afastando-se de Deus (é o homem que se afasta de Deus, não o contrário, como podemos ver claramente em Gn 3:8 e em Tg 4:8), usa da liberdade que o Senhor lhe dá, mas Deus, em momento algum, se ausenta do mundo ou se distancia do homem para que este possa “respirar liberdade”, como defende a falaciosa “teologia relacional” ou “teísmo aberto” (um dos pontos principais dessa falsa teologia é que ‘Deus não é soberano’), porque a liberdade que Deus dá ao homem não implica em ausência nem afastamento de Deus, até porque Deus é onipresente, tem de estar presente em todos os lugares, em todo o tempo; caso contrário, não seria Deus. Portanto, o livre arbítrio não nega a soberania de Deus; pelo contrário, a confirma.

II. O LIVRO DE OBADIAS

Obadias é o menor livro do Antigo Testamento, com apenas vinte e um versículos. O fato de Obadias ser o menor não significa que ele é menos importante. Há lições grandiosas contidas neste livro que precisam ser exploradas. Há alertas solenes que precisam ser ouvidos. Há juízos severos que precisam ser evitados. O livro de Obadias tem uma mensagem urgente, oportuna e necessária para a família, a igreja e as nações. Este livro, mais do que qualquer outro, mostra os frutos amargos dos erros cometidos no passado por uma família piedosa.

1. Contexto histórico. Para que possamos entender o livro de Obadias, precisamos entender o contexto em que o profeta está inserido. Séculos antes de Obadias, Jacó e Esaú, os dois filhos de Isaque, tiveram descendentes que, séculos mais tarde, formaram as nações de Judá e Edom. As relações entre estas duas nações foram marcadas pela hostilidade através do período do Antigo Testamento. O rancor começou quando os dois irmãos gêmeos Esaú e Jacó se dividiram em disputa (cf Gn 27:32–33). Os descendentes de Esaú, consequentemente, se estabeleceram numa área chamada Edom, situada ao sul do mar Morto, enquanto os descendentes de Jacó destinaram-se à terra prometida, Canaã, e se tornaram o povo de Israel. Com o passar dos anos numerosos conflitos se desenvolveram entre os edomitas e os israelitas. Essa amarga rivalidade forma o fundo histórico da profecia de Obadias. Ao longo do período de cerca de 20 anos (605-586 a.C.), os babilônios invadiram a terra de Israel e fizeram repetidos ataques à Jerusalém, a qual foi finalmente devastada em 586 a.C. Os edomitas viram essas incursões como uma oportunidade para eliminar sua amarga sede contra Israel. Então, os edomitas juntaram-se aos babilônios contra seus parentes e ajudaram a profanar a terra de Israel.

Não podemos deixar de crer que Deus, por meio desses acontecimentos, estava julgando seu próprio povo, pois Judá havia sido advertido por Deus acerca de seus pecados. Mas que Ele também iria julgar aqueles que estavam atacando seu povo. Não muito depois desse evento, Deus julgou os edomitas; cinco anos depois de Nabucodonosor ter atacado Jerusalém, ele também expulsou os edomitas de suas terras.

Nos tempos de Cristo, os descendentes dos edomitas foram os da casa de Herodes, chamados de idumeus. Eles mostraram seu desprezo pelos judeus quando os governaram, autorizados pelos romanos, e também pretenderam acabar com o plano da salvação quando Herodes intentou matar o menino Jesus.

Os últimos conflitos entre edomitas e israelitas, entre Esaú e Jacó, estão nas páginas do Novo Testamento. O primeiro é entre Herodes, o Grande, e Jesus (Mt 2:16). Vem a seguir o conflito entre Herodes Antipas e João Batista (Lc 3:19). Herodes Agripa I perseguiu a igreja (At 12:1), e Atos 26 nos mostra o encontro entre Herodes Agripa II e o apóstolo Paulo. No ano 70 d.C., Jerusalém foi destruída pelos romanos; à sua frente estavam membros da família herodiana (edomita). Os judeus foram dispersos e os edomitas acabaram liquidados pelos romanos. Desapareceram para sempre, cumprindo-se o que disse Obadias: "Ninguém mais restará da casa de Esaú" (Ob 18). Os edomitas nunca mais se reergueram, mas os judeus se reagruparam como um Estado, novamente, em 1948.

Este relato é um tipo da vitória da igreja de Deus contra seus inimigos. Hoje, os inimigos fazem aliança para perseguir a igreja, mas no Dia do Senhor, a Igreja, a Noiva do Cordeiro, triunfará sobre todos os seus inimigos. Todos os inimigos de Deus terminam seus dias da mesma maneira: julgados e aniquilados.

O Dia do Senhor virá sobre os ímpios. Não importa quão grande seja seu poder. Eles terão de beber o cálice da ira de Deus. Serão julgados e condenados. Diz o profeta Isaías: "O forte se tornará em estopa, e a sua obra em faísca; ambos arderão juntamente, e não haverá quem os apague" (Is 1:31).

2. Estrutura e mensagem.

a) Estrutura. Obadias começa com um título que identifica a profecia como “visão de Obadias” e que atribui o pronunciamento do Senhor Jeová (v.1). O livro possui duas seções principais:

· Na primeira seção (vv. 1-14), Deus expressa, através do profeta, sua ardente ira contra Edom, e exige deste uma prestação de contas por sua soberba originada de sua segurança geográfica, e por ter-se regozijado com a derrota de Judá. O juízo divino vem sobre eles. Da sua posição de soberba e falsa segurança, Deus irá derribá-lo (vv 2-4). A terra e o povo serão saqueados e espoliados (vv 5-9). Por quê? Por causa da violência que Edom praticou contra seu irmão Jacó (v.10), porque Edom se regozijou com o sofrimento de Israel e juntou-se com seus atacantes para roubar e violar Jerusalém no dia da sua calamidade (vv 11-13) e porque os edomitas impediram a fuga do povo de Judá e os entregou aos invasores (v.14).

· A segunda seção (vv. 15-21) refere-se ao Dia do Senhor, quando Edom será destruído juntamente com todos os inimigos de Deus, ao passo que o povo escolhido será salvo, e seu reino triunfará. Apesar do julgamento pelo qual Israel passou, Obadias deixou claro que a nação se ergueria novamente, e que possuiria a terra dos filisteus e dos edomitas, e que iria se alegrar com o reino do Messias (vv 19-21).

b) Mensagem. A mensagem de Obadias é um brado de Deus às nações, às instituições humanas, às igrejas, alertando a todos nós que Deus resiste ao soberbo, e o mal que praticamos contra os outros cairá sobre nossa própria cabeça.

O núcleo da profecia de Obadias é dirigido aos edomitas, por estarem sob o juízo de Deus em virtude da crueldade para com Israel nos dias do seu sofrimento (v.10). Os crimes de Edom são citados na ordem de progressão do seu horror (vv. 11-14): o Senhor não permitirá que fique sem castigo o que Edom fez. O que os edomitas fizeram vai cair sobre as suas próprias cabeças. No entanto, Obadias progride do geral para o particular, do juízo de Deus sobre Edom para o “dia do Senhor”, que vai significar o seu juízo sobre todas as nações, inclusive Israel, e o estabelecimento do reino de Deus.

Os reinos do mundo têm os pés de barro; um Dia eles se tornarão pó, mas o Reino de Deus se erguerá invencível, vitorioso e eterno. Edom caiu, a Babilônia caiu, o império medo-persa caiu, o império grego caiu, o império romano caiu, e todos os demais impérios caíram ou ainda cairão, mas o Reino será do Senhor (Ob 21). O Reino de Deus sobrepuja todos os reinos deste mundo. “Ele cobrirá toda a terra como as águas cobrem o mar” (Hc 2:14). O Reino será do Senhor e do seu Cristo eternamente. Escreveu João: "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Ap 11:15).

3. Posição no Cânon. Obadias não declara quando entregou sua severa denúncia profética. Datar o escrito, que é o livro mais curto do Antigo Testamento, é um problema. Talvez a chave encontre-se no versículo 11, mas os estudiosos discordam entre si quanto a que evento especifico na historia de Jerusalém se refira a profecia de Obadias. É provável que tenha entregado sua mensagem logo em seguida à queda de Jerusalém diante de Nabucodonosor, em 586 a.C. Caso prevaleça esta posição, então a colocação de Obadias entre Amós e Jonas não está baseada na cronologia.

Embora o Novo Testamento não se refira diretamente a Obadias, a inimizade tradicional entre Esaú e Jacó, que subjaz a este livro, também é mencionado no Novo Testamento. Paulo refere-se à inimizade entre Esaú e Jacó em Rm 9:10-13, mas passa a lembrar da mensagem de esperança que Deus nos dá: todos os que se arrependerem de seus pecados, tanto judeus quanto gentios, e invocarem o nome do Senhor, serão salvos (Rm 10:9-13).

III. EDOM, O PROFANO

1. Origem. Os edomitas eram os descendentes de Esaú, e Judá era a descendência de Jacó. Esaú e Jacó eram irmãos gêmeos, portanto essas duas nações nasceram do mesmo ventre (o ventre de Rebeca, esposa de Isaque). Eram nações gêmeas. Porém, a inabilidade de Isaque e Rebeca acabou provocando ciúmes nos filhos e abrindo uma brecha para o ódio, que não cessou de arder por cerca de dois mil anos.

Tudo começou com um erro de Isaque e Rebeca, pais de Esaú e Jacó. Esses pais cometeram o grave erro de ter preferências por um filho em detrimento do outro. Isaque amava mais a Esaú, e Rebeca tinha predileção por Jacó (Gn 25:28). Essa falta de sabedoria dos pais plantou no coração dos filhos a semente maldita da inimizade, do ódio e da competição. Esse ódio trouxe profundas feridas na vida dos pais, separou os irmãos e atravessou as gerações, desembocando agora em uma atitude irracional de maldade dos edomitas, ao associar-se com os invasores que arrasaram os seus irmãos judaítas. Essa atitude perversa e cruel dos edomitas unindo-se aos caldeus para oprimir, escravizar e matar os judeus foi a gota que transbordou do cálice, trazendo o juízo peremptório de Deus aos edomitas (Ob 10; Ml 1:2-5).

Esaú tornou-se um jovem profano e rejeitou sua herança por um prato de lentilhas (Gn 25:30; Hb 12:16). Alguém disse que essa refeição foi a mais cara da história, jamais alguém pagou um preço tão alto por uma sopa. Esaú demonstrou seu desprezo pelas coisas espirituais. Por ser um homem profano, era materialista. Os valores espirituais não tinham importância para ele. Essa mesma atitude é seguida pelos seus descendentes. Eles se tornaram profanos e materialistas. Embora tivessem divindades, foram essencialmente irreligiosos, vivendo para comer, saquear e vingar-se.

2. O orgulho leva à ruína. Obadias descreve Edom como um povo orgulhoso (Ob 3). Edom habitava no monte Seir, uma cordilheira de montanhas rochosas. Ali estava a capital Petra, a inexpugnável cidade edomita. Do alto de suas rochas escarpadas, os edomitas se vangloriavam de colocar o seu ninho entre as estrelas (Ob 4). Jamais aquela fortaleza havia sido saqueada. Eles se sentiam seguros, blindados por uma fortaleza natural. Mas Deus diz por meio do profeta Obadias que, ainda que eles colocassem o seu ninho entre as estrelas, de lá seriam derrubados. A soberba é a sala de espera do fracasso. Onde o orgulho levanta sua bandeira, a derrota fragorosa é inexoravelmente imposta.

A arrogante cidade dos edomitas foi tomada, seus bens foram saqueados, seu povo foi disperso e eles colheram exatamente o que plantaram. O mal que eles despejaram sobre a cabeça dos judeus caiu sobre a sua própria cabeça.

Assim como o povo de Edom foi destruído por causa de seu 
s.orgulho, todos os que desafiam a Deus também serão aniquilado.

IV. A RETRIBUIÇÃO DIVINA
1. O princípio da retribuição. Retribuição significa “pagar na mesma moeda”. Tal princípio acha-se na Lei de Moisés (Ex 21:23-25; Lv 24:16-22; Dt 19:21). Os pecados de Edom foram orgulho e crueldade. A soberba econômica e política, associada a uma posição geográfica privilegiada fez dos edomitas um povo altivo e soberbo. Alem da soberba, Edom entregou-se à crueldade, associando-se aos caldeus na matança do povo de Judá, seus parentes chegados. Essa atitude abriu feridas no coração de seus irmãos e também atingiu o coração de Deus. A retribuição divina não se fez esperar. O mal que Edom fez a Judá caiu sobre a sua própria cabeça.

A vida é uma semeadura. Colhemos o que plantamos. Aqueles que plantam o mal colhem o mal. Aqueles que semeiam vento colhem tempestade. Aqueles que semeiam na carne, da carne colhem corrupção. Aquilo que fazemos aqui determinará nosso destino amanhã. Querer fazer o mal e receber o bem é zombar de Deus, e de Deus ninguém zomba (Gl 6:7).

2. O castigo de Edom. O castigo de Edom foi profetizado por Obadias de forma segura: "... porque o SENHOR o falou" (Ob 18). Essa expressão é como a assinatura do Eterno, que afirma a verdade da profecia. Uma vez que Jeová falou, essas declarações têm autoridade e são seguras.

Edom não agiu com urbanidade nem com fraternidade em relação aos judaítas. Eles olhavam para os judaítas como inimigos. Não defenderam seus irmãos nem choraram pela tragédia que sobre eles se abateu. Antes, vibraram com sua ruína e participaram de sua pilhagem. Esse gesto não apenas fez amargar a vida dos judaítas, mas provocou a ira de Deus. Foi a quebra desse princípio do amor fraternal que levou Edom à sua derrota final e definitiva.

A derrota de Edom não procede de homens, mas de Deus. Sua sentença de morte não foi lavrada num tribunal da terra, mas no tribunal do céu. A inescapabilidade de sua derrota não se deve ao juízo dos homens, mas à sentença de Deus: "... porque o SENHOR o falou" (Ob 18). A sentença de Deus é irrevogável e inapelável. Não há um tribunal superior a quem recorrer. O tribunal de Deus é a última instância, e sua sentença é definitiva e final. Insurgir-se contra Deus e contra seu povo é marchar rumo a uma derrota inevitável, inexorável e irreversível.

O rev. Hernandes Dias Lopes, citando Clyde Francisco, diz que, em 312 a.C, os árabes nabateus expulsaram os edomitas do seu reduto próximo ao mar Vermelho, capturando a capital dos idumeus, Sela, e rebatizando-a como Petra. Segundo a profecia de Obadias, os seus descendentes vieram a se estabelecer no Neguebe e, por meio de casamentos com outros povos, tornaram-se os idumeus do Novo Testamento. Herodes, o Grande, veio desta linhagem, de modo que nela e em Jesus podemos ver, por outro ângulo, a luta e o contraste entre edomitas e israelitas. Em 70 d.C, Tito destruiu tanto os idumeus (edomitas) como os israelitas, fazendo os primeiros desaparecer definitivamente da história.

3. A história está rigorosamente nas mãos de Deus. Os edomitas pensaram que estavam ajudando a colocar uma pá de cal sobre Judá. Eles pensaram que a Babilônia estava no controle da situação e que eles eram seus coadjuvantes na empreitada de destruir Jerusalém. Mas as rédeas da história não estão nas mãos dos poderosos deste mundo. Quem está assentado na sala de comando do Universo é o Deus Todo-poderoso. É Deus quem conduz a história para o seu fim glorioso, quando seu povo será exaltado e glorificado. 

CONCLUSÃO

Deus julgará e punirá com rigor a todos os que maltratarem seu povo. Podemos confiar em sua vitória final. Ele é nosso Defensor e podemos ter a certeza de que Ele fará com que a verdadeira justiça prevaleça. Todos os que são orgulhosos um dia ficarão perplexos ao descobrirem que ninguém está isento da justiça divina.

A mensagem de Obadias culminará no dia em que o Messias voltar, de uma vez por todas, para reunir seu próprio povo dentre todas as gentes e para reinar sobre ele por mil anos, e após, nos novos céus e nova terra, em seu reino eterno. Amém!


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com
Referências Bibliográficas:
William Macdonald – Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão – nº 52 – CPAD.
A Teologia do Antigo Testamento – Roy B.Zuck.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 – CPAD.
Obadias e Ageu (uma mensagem urgente de Deus à igreja contemporânea) – Rev.Hernandes Dias Lopes.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O perdão e a cura


“Porque se perdoardes aos homens as suas ofendas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens ( as suas ofensas), tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.“( Mt 6. 14-15).

Muitas pessoas têm sido prejudicas por familiares, sócios ou amigos, e buscam justiça, e como acreditam que a justiça deve ser buscada. E se não for feita justiça dentro dessas circunstancias, elas se tornam amarguras e cheias de ódio. Muitos desses indivíduos podem ter sintomas físicos que podem ser diretamente relacionados com essa atitude de rancor. Eles criam uma raiz de amargura que produz toxinas que passam ao seu organismo, e assim começam a passam ao seu organismo, e assim começam a sofrer distúrbios metais e físicos.

Quando somos prejudicados de uma forma ou de outra, temos que perdoar. Mesmo que nosso ofensor não nos peça perdão, precisamos perdoa-lo.

Jesus é o exemplo perfeito desse fato. Quando Ele estava pregado na cruz, ninguém lhe pediu perdão; pelo contrário, eles estavam zombando dEle e o atormentando. Mas Ele disse: “Pai, perdoa-lhes.“ Portanto, o perdão não é um ato apcional; é um mandamento. Não é uma ação que praticamos ocasionalmente; é a maneira como vivemos diariamente.

Quando perdoamos uma pessoa que nos causou algum mal, estamos permitindo que o Espírito Santo coloque convicção de erro naquele que nos prejudicou. Nada escapa aos olhos de nosso Pai celeste. Ele conhece todas as intenções, as motivações do coração. O Espírito Santo pode convencer de pecado, da justiça e do juízo.

Se você, leitor, tem dificuldade em perdoar alguém, não deixa que seu orgulho tome conta da situação e impeça que você obedeça à Palavra de Deus. Tome logo a decisão de caminhar a segunda milha, e abandone sua atitude de auto-afirmação, perdoando aquela pessoa. Aí então experimentará uma grande liberação, ficará livre das sensações de hostilidade para com o outro, e se sentirá muito melhor.

Deus resiste aos soberbos, mas concede graça aos humildes. Portanto, se percebe que não está gozando da graça de Deus com abundância em sua vida, pode ser que esteja se firmando mais em seu orgulho do que na graça do Senhor. O que você ganharia com isso? Apenas amargura, ressentimento e, talvez enfermidade.

“E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará;e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ao perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e oro uns pelos outros para serdes curados...“ ( Tg 5. 15-16 ).

Hoje em dia os psicólogos, médicos e psiquiatras afirmam que a atitude mental de seus pacientes tem um peso muito grande na cura deles.

Essa é a hora em que a Igreja, o Corpo de Jesus Cristo, deve ser curada. A atitude de Deus está explícita na terceira carta de João: “Amado, acima de tudo faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.” (3 Jo 2. ). O segredo para se obter prosperidade espiritual e material está relacionado com a prosperidade da alma ( mente ), obtida pelo perdão.

Assim vemos que o jejum e a oração, somados a um espírito de perdão, resultarão em melhores condições de saúde para a Igreja. Desse modo, este veículo que Deus escolheu para trazer o avivamento ao mundo, se tornará um instrumento útil e saudável nas mãos do Espírito Santo.

Nós nos encontramos diante de um grande desafio. E também de uma grande oportunidade. O de que precisamos é pessoas mais consagradas – mais dispostas a perdoar, sacrificar-se, a obedecer e a comprometer-se profundamente com Deus. Já me coloquei à disposição do Espírito Santo para fazer o que estiver ao meu alcance, no sentido de ser um instrumento para vermos um avivamento e o crescimento as Igreja na terra. Você quer se colocar ao meu lado?


Extraído do Livro Oração A chave do avivamento de Paul Y Cho
Por Litrazini
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O valor que você tem...


Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. Mateus 10.29-31

Um Jovem diz ao seu professor:

- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou: - Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.

- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

– Importante que disse meu jovem, contestou sorridente. – Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. – Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

– 58 MOEDAS DE OURO!!! Exclamou o jovem.

– Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.

– Senta. Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:

- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert.

- Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor??? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Somos como esta joia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

“Ninguém pode te fazer sentir inferior sem seu consentimento”.

Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Depois da glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Zacarias 2.8


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