sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Juízo Final


O final da história da humanidade é o instante em que o homem, constituído para ser o mordomo sobre a criação na Terra, terá de prestar contas para o seu Criador.

INTRODUÇÃO

Deus fez o homem dotado de livre-arbítrio, ou seja, o homem foi feito com poder de escolha, com liberdade para fazer o bem ou o mal. Entretanto, a liberdade tem um outro lado: a responsabilidade. Desta forma, todas as escolhas feitas pelo homem trazem consequências, que devem ser suportadas pelo próprio homem. O homem, queira ou não, é responsável pelos seus atos e deverá prestar contas ao seu Criador.

A responsabilidade é, portanto, um traço da humanidade, uma característica ínsita à natureza humana e, por isso, todos os homens, salvos ou pecadores, têm de ser julgados diante d’Aquele que é o Senhor de todas as coisas, do nosso Deus. O último destes julgamentos é o chamado “julgamento final”, ou “juízo final” ou, ainda, “juízo do trono branco”,que é, propriamente, o tema de nossa lição.

I – OS JULGAMENTOS PREVISTOS PARA OS HOMENS
Na continuidade do terceiro e último bloco de nosso trimestre, em que estamos a ter uma visão superficial e muito breve do livro do Apocalipse, a partir do capítulo 4, estudaremos hoje o julgamento do mal, que se mostra a partir do capítulo 16 do livro do Apocalipse.

O homem é livre e, portanto, responsável pelas suas escolhas. Isto é consequência da sua natureza humana. Deus o fez assim e, portanto, cada ser humano, independentemente de obedecer a Deus ou não, tem de responder pelos seus atos. A prova disto é que a responsabilidade do homem lhe foi anunciada antes mesmo que tivesse pecado. Ao colocar o homem no jardim que havia formado no Éden, Deus disse ao homem que ele poderia comer de todas as árvores do jardim, com exceção da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo, então, estabelecido a responsabilidade: “…no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17b). Quando julgou o primeiro casal, Deus invocou esta responsabilidade (cfr. Gn.3:11) e, em virtude disto, sentenciou-os à expulsão do Éden e à separação entre Deus e o homem.

A partir de então, Deus estabeleceu o primeiro julgamento a que deve se submeter cada homem: o juízo após a morte física. Em virtude do pecado, Deus ordenou que os homens morressem fisicamente, o que não lhes havia sido determinado ao princípio: “…até que se tornes à terra, porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gn.3:19 “in fine”). A morte física é o primeiro julgamento que é feito ao homem em virtude dos atos que praticou durante a sua existência terrena. É o que vemos em Hb.9:27: “ e, como aos homens, está ordenado morrerem uma vez, vinde depois disso o juízo.”

A morte física é o primeiro instante do processo de julgamento de cada ser humano. Cada homem (ou seja, ser humano, homem ou mulher) foi constituído como mordomo da criação na Terra, ou seja, foi constituído por Deus para dominar sobre a Terra e sobre tudo o que nela existe, tendo de prestar contas ao Senhor após o término de seu trabalho, assim como se ilustra na parábola dos talentos (Mt.25:14-30) ou das minas (Lc.19:11-27). Com a morte física, temos o que, na atualidade, denominaríamos de “juízo preliminar” ou “juízo provisório”.

Neste julgamento, é decidido onde o indivíduo aguardará o julgamento definitivo, que se dará em momentos diferentes, conforme as opções feitas pelo homem durante sua vida. Dois são os locais onde os homens, atualmente, aguardam o julgamento: o Paraíso e o Hades. É oportuno observar que, enquanto os homens já mortos não são submetidos a julgamento, mantêm-se plenamente conscientes, como nos ensina Jesus na história do rico e Lázaro (Lc.16:19-31) ou nos mostra o próprio livro do Apocalipse, ao falar das mártires na Grande Tribulação (Ap.6:9-11).

O primeiro julgamento definitivo que ocorrerá será o julgamento da Igreja, daqueles que creram em Jesus e Lhe foram fiéis até o fim, pois, como nos diz o apóstolo Pedro, o julgamento começa pela casa de Deus (I Pe.4:17). Este julgamento faz-se necessário porque a Igreja, embora tenha alcançado a salvação pela fé em Jesus, é formada de seres humanos e todos os homens devem responder pelo que fizeram em sua existência, independentemente da sua condição espiritual, pois isto decorre da própria natureza humana e Deus não faz acepção de pessoas (Dt.10:17; Cl.3:25).

O julgamento da Igreja é o chamado “tribunal de Cristo”, que ocorrerá logo após o arrebatamento da Igreja, antes das bodas do Cordeiro. Neste tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm.14:10; II Co.5:10). Este julgamento não envolve salvação ou perdição, pois todos os crentes que forem arrebatados estarão salvos,porque lhes foi dada a “pedra branca da absolvição” (Ap.2:17), mas serão julgadas as obras com vistas à entrega de recompensas, do “galardão” (Ap.22:12).

Nesta oportunidade, muitos serão surpreendidos, pois Deus conhece o coração do homem (I Sm.16:7) e sabe a qualidade de tudo o que está sendo feito em Sua obra, não atentando para a aparência, como sói ocorrer conosco. Diante disto, muitos que, aparentemente, terão feito muito pela obra do Senhor, nada receberão, porquanto suas obras serão consideradas como palha, como madeira, sem condição de resistir ao crivo divino e outros, que, aparentemente, nada teriam feito pelo Senhor, receberão galardões, pois trabalharam em silêncio, sem alarde, mas com dedicação e real devoção. Os critérios do julgamento e o seu tratamento são descritos em I Co.3:12-15.

O segundo julgamento é o julgamento de Israel, o povo escolhido de Deus. A Grande Tribulaçãoserá o instante em que Deus tratará com a nação israelita e, ao término da Grande Tribulação, Deus terá provado este povo e só o remanescente será salvo.

Aqui, de imediato, vemos uma diferença entre quem fez parte do arrebatamento e quem não fez: enquanto que o julgamento da Igreja não envolve salvação ou condenação eternas, os demais julgamentos têm em vista o destino eterno dos indivíduos. Na casa de Deus, na Igreja vitoriosa e glorificada, os crentes não correm risco de perder a vida eterna, conquistada pela fé em Cristo Jesus, mas, tanto em Israel quanto entre os gentios, o julgamento divino envolve a possibilidade concreta e bem provável de se viver eternamente sem Deus e sem salvação.

Por isso, aproveitemos enquanto é dia, enquanto o Senhor está perto, na atual dispensação, para ouvirmos ao chamado do Senhor e O aceitarmos como nosso único e suficiente Salvador! Estamos ainda no ano aceitável do Senhor e não percamos esta oportunidade, a fim de fugirmos do dia da vingança do nosso Deus (Is.61:2). Não desprezemos o refrigério que nos é oferecido pelo Senhor (At.3:19).

O julgamento de Israel e das nações se dará ao final da Grande Tribulação. Quem aceitar a Cristo e rejeitar a besta alcançará a salvação em Israel. É o remanescente que será salvo (Rm.9:27), porque se arrependerão de seus pecados e aclamarão a Jesus como o Messias (Zc.12:10). Os que, entretanto, se deixaram levar pelas promessas do Anticristo e cerraram fileiras ao lado dele, estarão irremediavelmente perdidos.

Os mortos que morreram pela causa de Cristo durante a Grande Tribulação ressuscitarão e reinarão com Cristo durante o milênio, juntamente com a Igreja, após terem sido julgados pelas suas obras, no juízo que se estabelecerá logo após a batalha do Armagedom, o chamado “julgamento das nações” (Ap.20:4). Este julgamento terá como finalidade apartar os bodes das ovelhas, ou seja, decidir quem passará com Cristo o reino milenial e quem não passará o milênio, ficando a aguardar o julgamento final e definitivo. Neste julgamento, serão ressuscitados apenas aqueles que desfrutarão o milênio com Cristo, os bem-aventurados que completam o número daqueles que tomam parte da primeira ressurreição (Ap.20:6). Os demais indivíduos, com exceção do Anticristo e do Falso Profeta, que já terão sido lançados vivos no lago de fogo e de enxofre, que será inaugurado naquela oportunidade (Ap.19:20), aguardarão o julgamento que ocorrerá somente ao término do Milênio.

O terceiro e último julgamento previsto para a história da humanidade é o chamado “julgamento final” ou “juízo final” ou, ainda, o “juízo do trono branco”, que terá lugar depois do término do reino milenial de Cristo, em seguida ao juízo que porá fim a esta dispensação. Logo após os rebeldes serem devorados pelo fogo do céu que cairá sobre os exércitos que estarão a cercar o lugar santo em Israel (Ap.20:7-10), terá findado a história humana. O tempo deixará de existir (Ap.20:11) e Deus chamará à Sua presença todos os seres humanos que foram criados e que ainda não tinham sido julgados até então, ou seja, todos os homens que não pertencem nem à Igreja, nem ao Israel salvo nem ao grupo dos mártires da Grande Tribulação, que já terão sido julgados. Estes outros homens são os que serão levados a julgamento neste último grande tribunal da história.

II – O LANÇAMENTO DO JUÍZO DIVINO SOBRE A HUMANIDADE NA GRANDE TRIBULAÇÃO; O JULGAMENTO DAS NAÇÕES E A EXECUÇÃO DO JUÍZO SOBRE O DIABO E SEUS ANJOS
Conforme vimos na lição anterior, após ter sido dada a última oportunidade para a humanidade se arrepender, através da pregação do evangelho eterno por três anjos evangelistas, iniciar-se-á a “hora de segar”, o instante da colheita, o momento de os homens receberem o que merecem por não terem aceitado a Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador (Ap.14:14,15).

Sabemos todos que, em virtude do pecado, o homem se encontra irremediavelmente perdido e destituído foi da glória de Deus (Rm.3:23) e, sem Cristo, não lhe resta senão sofrer a ira de Deus, que sobre ele permanece desde o momento em que pecou (Jo.3:36).

No entanto, desde o instante em que Cristo veio ao mundo, iniciou-se o tempo da graça de Deus, que, tendo trazido a salvação aos homens, não permitiu que o juízo fosse lançado enquanto o homem vivesse sobre a Terra, dando-lhe oportunidade para que se arrependesse dos seus pecados. Assim foi que, durante largo tempo na história da humanidade, manteve aqui a Igreja, com a missão de pregar o Evangelho a toda a criatura por todo o mundo (Mc.16:15), testificando de Cristo até os confins da Terra (At.1:8), além de, por sinais, prodígios e maravilhas, confirmar a palavra de salvação que fora pregada (Mc.16:20; Hb.2:3,4).

Mesmo após o arrebatamento da Igreja, consoante estudamos na lição passada, o Senhor, na Sua infinita misericórdia, fez com que os 144.000 (cento e quarenta e quatro mil) e as duas testemunhas pregassem o Evangelho do reino, que levou à conversão de muitos, todos estes, como também vimos, inevitavelmente mortos pelo Anticristo.

Mas, desde que a Igreja foi arrebatada, o Senhor, também, ao lado da pregação do Evangelho do reino, não deixou de demonstrar o Seu desagrado para com os impenitentes, iniciando a demonstração do juízo divino, numa paulatina e longânima diminuição do exercício da Sua misericórdia.

Ao permitir a ascensão do Anticristo, fez com que um rastro de destruição e morte acompanhasse a falsa paz propalada pela besta, como se vê no tocante à abertura dos seis primeiros selos(Ap.6), sendo que, no sexto selo (Ap.6:12-17), temos a evidência da soberania divina, quando uma série de fatos da natureza revelam aos homens, sem qualquer dúvida, de que o Anticristo não era um deus, nem tampouco poderia ser adorado.

Em seguida à abertura do sexto selo, que é seguido pela proclamação do Anticristo como um deus, no auge de seu reinado, o Senhor dá prosseguimento o derramamento de Sua ira sobre o mundo, mas o faz ainda parcialmente, através das sete trombetas (Ap.8,9 e 11:15-19), ainda abrindo a oportunidade para que os homens se arrependam através da pregação angelical.

Terminada esta pregação, porém, chega o momento da ceifa, da colheita, pois “…Deus não Se deixa escarnecer, porque tudo o que homem semear, isso também ceifará” (Gl.6:7). Este tempo da colheita, aliás, foi anunciado tanto por João Batista (Mt.3:12; Lc.3:17) como pelo próprio Jesus (Mt.13:40-42).

Esta ceifa será determinada pelo próprio Senhor Jesus(Ap.14:14-16), que, aliás, desde o início do livro do Apocalipse, é apresentado, glorificado, não só como sumo sacerdote mas, também, como o supremo juiz.

Esta ceifa começa com o lançamento das sete taçasque consumam a ira de Deus sobre a humanidade impenitente (Ap.15:1), as sete últimas pragas em que o Senhor completa o juízo iniciado com as sete trombetas. Eis um breve sumário das sete taças:

a) primeira taça– uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem (Ap.16:2);
b) segunda taça– morte de todas as criaturas marinhas (Ap.16:3), terminando-se, assim, o que havia sido iniciado com a segunda trombeta (Ap.8:8);
c) terceira taça– as águas doces tornam-se em sangue, ou seja, deixam de ser potáveis (Ap.16:4), completando-se, assim, o juízo da terceira trombeta (Ap.8:10,11);
d) quarta taça– os homens são abrasados com grandes calores, o verdadeiro “aquecimento global” (Ap.16:9);
e) quinta taça– o reino da besta torna-se tenebroso (Ap.16:10);
f) sexta taça– secam-se as águas do rio Eufrates e espíritos de mentira convencem os governantes do mundo a guerrear contra o remanescente de Israel para destruí-lo totalmente (Ap.16:12-16);
g) sétima taça– o maior terremoto de todos os tempos (Ap.16:17-21).

Por ocasião do grande terremoto, quando as nações da Terra já estarão reunidas no vale de Josafá (Jl.3:2), também chamado de vale do Armagedom (Ap.16:16), sob o comando do Anticristo, para a destruição do remanescente fiel de Israel, que, tendo rompido com o Anticristo logo após ter ele se declarado deus e profanado no templo, fugiu para esta região da Judeia (Mt.24:15-22), terá início a destruição do sistema gentílico rebelde contra Deus, a “Babilônia” de que fala o texto do livro do Apocalipse (Ap.17,18).

Na batalha do Armagedom, o próprio Jesus, acompanhado da Igreja, aparecerá em glória nas nuvens dos céus e será reconhecido como o Messias pelos judeus que estarão na iminência de serem destruídos (Is.63:1-6; Ap.1:7; 19:11-19) e, mediante o reconhecimento dos judeus de que Jesus é o Messias, serão eles salvos e sobre eles se derramará o Espírito Santo, tornando-os o reino sacerdotal para o Milênio (Zc.12, 14; Jl.3).

O Senhor vencerá o Anticristo e o Falso Profeta, como também os seus exércitos, e as duas bestas serão lançadas vivas no lago de fogo e enxofre(Ap.19:20), inaugurando este terrível local, que foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt.25:41).

Após o lançamento das bestas no lago de fogo e enxofre, o Senhor Jesus fará o julgamento das nações, ou seja, determinará quem participará do milênio e quem não o fará, separando, assim, os bodes das ovelhas (Mt.25:31-46). Todos que se levantaram contra Israel e creram nos espíritos de mentira que saíram da boca da trindade satânica, congregando-se contra o povo de Deus no vale do Armagedom (Ap.16:13,14), serão mortos (Ap.19:14).

Somente serão poupados, para participar do reino milenial de Cristo o remanescente de Israel e as nações que não se aliaram ao Anticristo, que não aceitaram pôr o sinal da besta em suas testas e mãos, que creram na mensagem da pregação angelical do evangelho eterno.

Em seguida a esta seleção, um anjo descerá do céu e aprisionará o diabo, que já terá sido precipitado na Terra por ocasião do início da manifestação da ira de Deus (Ap.12:7-9), lançando-o no abismo, lugar temido por todos os demônios (Lc.8:31; Jd.6), para que fique mil anos sem poder tentar a humanidade (Ap.20:1-3). “…O Senhor Jesus Cristo, o supremo juiz, já sentenciou Satanás a mil anos de prisão no abismo e não há advogado deste ou de qualquer outro mundo que possa anular ou mesmo atenuar esta sentença. Este abismo não é o inferno, o lago de fogo. O lago de fogo será inaugurado pela besta e pelo falso profeta (Ap.19:20). A prisão de Satanás terá duração de mil anos.…” (OLIVEIRA, José Serafim de. Desvendando o Apocalipse: o livro da revelação, p.128).

Ao término do milênio, o diabo será solto e voltará a enganar as nações, levando-as a se rebelar, uma vez mais, contra o Senhor. Os rebeldes se reunirão e cercarão Jerusalém, mas a rebelião será desfeita mediante a descida de fogo do céu que a todos devorará (Ap.20:7-10), ocasião em que o diabo, então, será, juntamente com seus anjos, lançado no lago de fogo e enxofre, onde já terão estado, há mil anos, as bestas.

“…A queda de Satanás nesta secção [Ap.20, observação nossa] alude, profeticamente, à queda de todos os poderes do mal, conforme se depreende da secção seguinte. Ele tinha já passado mil anos no abismo, mas isso foi uma ação intermediária. Agora, entretanto, ele sofrerá a sua derrota final e irá para seu destino. Finalmente, a cabeça da serpente é ferida para sempre (Gn.3:15). A vitória conseguida sobre o diabo no Calvário agora recebe operação completa. Sua queda será gradual. Ele será expulso dos ares para a terra e o mar no período da Grande Tribulação (Apo.12:9 e s.). Será aprisionado por mil anos (Ap.20:2 e s). E então, no texto em foco, derrotado completamente pela ação poderosa e imediata de Deus, mesclada de ira. Este capítulo do Apocalipse é a consolidação no que diz respeito a toda e qualquer revolta ou rebelião do ser humano ou de hostes espirituais do mal. O bem triunfará e o Cordeiro de Deus tirará definitivamente ‘…o pecado do mundo’ (Jo.1:29) e só existirá no Universo a semente do bem…” (SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo. 3.ed., p.258).

Temos, então, a execução do julgamento de Satanás e de seus anjos. Falamos em execução, pois o diabo e seus anjos já foram julgados no instante mesmo em que pecaram contra Deus. O próprio Jesus, em Seu ministério terreno, já afirmara que o príncipe deste mundo já estava julgado (Jo.16:11). Aqui haverá a execução, o cumprimento deste julgado.

III – O JUÍZO DO TRONO BRANCO
Como temos visto, Deus dotou o homem de liberdade e, portanto, o homem deve responder pelos seus atos. Esta responsabilidade exige um julgamento e Deus, como é justo, determina que todos os seres humanos sejam julgados pelos seus atos. Se entre os homens, tão falhos e imperfeitos, há a ideia de que é necessário fazer justiça, que podemos dizer de Deus, cujo caráter e natureza são em muito superiores aos dos homens?

Deus, então, não poderia, mesmo, em vista de Seu caráter, encerrar a história da humanidade sem que chamasse à responsabilidade cada ser humano pelos atos que tenha praticado durante a sua existência, a fim de definir se, na eternidade que se seguirá à história, poderá, ou não, desfrutar da convivência eterna com o seu Criador, que é o objetivo precípuo de todo o plano estabelecido por Deus ao homem (Ap.21:3).

O julgamento final é chamado de “juízo do trono branco”porque a narrativa bíblica se inicia com a visão de um “grande trono branco”, seguida da fuga da presença da terra e do céu (Ap.20:11). Ocorrerá depois do término do reino milenial de Cristo e, na Bíblia, este julgamento é explicitamente mencionado, pela primeira vez, por Daniel (Dn.7:9,10), sendo algo que era de pleno conhecimento dos judeus, como mostra Marta, irmã de Lázaro, quando se dirigiu ao Senhor quando Este chegou a Betânia quatro dias após a morte de Seu amigo (Jo.11:24).

Antes mesmo da profecia de Daniel, a ideia de que Deus julgará os homens não era desconhecida dos judeus. O Antigo Testamento já nos permite vislumbrar esta realidade de um julgamento divino em relação ao homem, como se vê, por exemplo, em alguns salmos, como os de número.50, 75 e 94.

O juízo do trono branco é o “último dia” da crença dos judeus, o dia em que todos irão ressuscitar e comparecer perante o Senhor para prestar contas do que tenham feito, entendido que não serão julgados nesta oportunidade nem a Igreja, nem os mártires da Grande Tribulação, nem o Israel salvo, que já terão sido julgados anteriormente, pois se constituem na “casa de Deus” (I Pe.4:17).

OBS: “…no último dia…se referia à noção judaica acerca do fim do mundo, isto é, do presente sistema mundano, quando o Messias chegasse a fim de estabelecer uma nova ordem neste mundo, restaurando a glória ao reino de Israel, ocasião em que haveria uma ressurreição geral dos justos, porquanto, segundo as ideias que os judeus faziam a respeito, os injustos ordinariamente não eram considerados dignos de fazer parte da ressurreição. O cristianismo, por outro lado inclui uma ressurreição geral para toda a humanidade, segundo se pode ver nos trechos de João 5:28,29 e Apo.20:4-6.…” ( CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento interpretado, com. Jo.11:24, v.2, p.468).

Jesus também menciona este julgamento, quando profere o Seu sermão escatológico, como vemos em Mt.25:31-46, onde, explicitando o que já havia sido predito em Dn.7:13, ou seja, de que Ele próprio, o Filho do homem, haveria de efetuar o julgamento, diz que este julgamento se iniciará logo após a Sua vinda triunfal em glória (o “julgamento das nações” mencionado supra) e terminará com o “juízo do trono branco”, quando, então, serão separados definitivamente aqueles que irão para o gozo eterno e os que padecerão o tormento eterno para todo o sempre (Mt.26:46). Este processo, iniciado no “julgamento das nações”, somente se findará no “juízo do trono branco”.

Este ensino de Jesus foi, depois, confirmado pelos apóstolos e pelos escritores do Novo Testamento. Paulo afirma que Jesus há de julgar os vivos e os mortos (II Tm.4:1), assim como Pedro (I Pe.4:5). Tiago, também, alerta para o fato de que todos serão submetidos ao julgamento divino (Tg.2:12,13; 3:1;4:12), assim como João (II Jo.8) e Judas (Jd.15).

A ideia de que Deus julgará os homens, aliás, é uma ideia que perpassa por todos os povos e civilizações, sendo uma demonstração de que se trata de um conhecimento dado ao homem desde as mais priscas eras, algo que o inimigo não conseguiu apagar da memória do ser humano, pois há certos aspectos da divindade que não podem ser eliminados, até porque os homens comparecerão diante de Deus sem condição alguma de se desculpar (Rm.1:18-20). Já entre os egípcios, havia uma crença a respeito do julgamento a que são submetidos os mortos, crença esta que alguns estudiosos entendem tenha até influenciado a concepção judaica a respeito do tema. De qualquer maneira, é uma daquelas noções que se encontram em todos os povos, a mostrar, claramente, que não há como alguém escapar do juízo divino.

Aliás, pelo que vemos nas Escrituras Sagradas, desde Enoque (Jd.14), o mundo tem sido confrontado com o julgamento divino, não tendo sido outro, aliás, o teor da mensagem de grandes homens de Deus ao longo da história da humanidade, como Noé (“o pregoeiro da justiça” – II Pe.2:5), Jonas (Jn.3:4 “in fine”) e João Batista (Lc.3:7-9).

IV – OBJETIVOS DO JULGAMENTO FINAL
Deus terá encerrado a história humana. Com o devorar dos últimos rebeldes com fogo descido do céu e a execução da sentença lançada sobre o diabo quando de sua rebelião contra Deus, dizem-nos as Escrituras que a terra e o céu fugirão da presença do Senhor (Ap.20:11), ou seja, chega-se ao clímax, ao término da existência do Universo relativo, da criação que o Senhor havia feito e posto sob o domínio do ser humano.

Assim, deixando de ter razão de ser a existência de todas as coisas que haviam sido criadas em função do homem, é chegado o instante de todos os seres humanos que já existiram e que ainda não foram julgados serem levados à presença do Criador, a fim de que prestem contas da mordomia de que foram investidos. Sem que isto ocorra, não é possível que sejam criados novos céus e nova terra, pois nosso Deus não é injusto nem Deus de confusão e a criação de novos céus e terra exigem a resolução de todas as questões morais pendentes na atual criação. Uma das finalidades do juízo final, portanto, é a de eliminar as pendências ainda existentes e, deste modo, ultimar e concluir a dimensão física hoje presente no Universo relativo.

Com o julgamento final, Deus, também, mostrará que é o Senhor de todas as coisas. Todo julgamento, nos nossos dias, é uma expressão de soberania, ou seja, de domínio e de poder. Toda vez que alguém é julgado por um tribunal, este tribunal está dizendo que o governo ou a organização a que ele pertence tem poder, tem supremacia, é superior a quem está sendo julgado, que, assim, lhe deve obediência. Não é por outro motivo, por exemplo, que os Estados Unidos têm se recusado a assinar o Tratado de Roma que criou o Tribunal Penal Internacional, uma corte que julga os crimes contra a humanidade, ligado à Organização das Nações Unidas, porque não aceitam a ideia de que a ONU possa lhes dizer o que devem fazer ou deixar de fazer com relação à segurança das nações.

No julgamento final, portanto, Deus irá mostrar que é o Senhor dos céus e da terra, que a terra Lhe pertence (Sl.24:1). É sintomático observar que a Bíblia diz que, ao se estabelecer a Corte Divina, terra e céu fogem da presença de Deus, porque “não se achou lugar para eles” (Ap.20:11), ou seja, não há quem possa sequer ter posição, lugar ou existência diante deste Deus, que é o Senhor de todas as coisas, o Eterno, Aquele que deu existência a tudo o mais.

Também é importante verificar que Deus Se instala como Soberano para julgar já tendo sentenciado o diabo e seus dois principais agentes (o Anticristo e o Falso Profeta), para nos ensinar, a nós que ainda estamos na dispensação da graça, de que só Ele é Soberano e que ninguém, nem mesmo o diabo, pôde, em algum momento, competir com Ele a respeito do controle e do domínio do mundo. O diabo nada governa nem nada tem, sendo apenas um ser atrevido e que tem agido única e exclusivamente por permissão divina, porque sua ação serve aos sublimes propósitos do Senhor. Assim sendo, não aceitemos os pensamentos, doutrinas e ensinos que procuram criar um falso dualismo entre Deus e o diabo no universo, pois “nosso Deus é Soberano, Ele reina desde a fundação do mundo”.

Mas, além da prova da Sua soberania sobre tudo e todos, o julgamento final também tem por finalidade fazer justiça. Deus tem exercido a Sua misericórdia e a Sua bondade desde o momento em que o homem pecou. Com efeito, expulsou o homem do jardim do Éden, mas não permitiu que ele tomasse do fruto da árvore da vida, impedindo-o de ter um destino eterno irremediável, como ocorreu com o diabo e seus anjos. Mas, apesar de ser bom e de Sua misericórdia alcançar todas as gerações (Ex.20:6; Dt.5:10), chegará o momento em que deverá executar a Sua justiça, pois Deus, além de ser amor, também é justo (Sl.11:7) e a justiça é a base do Seu trono (Sl.89:14; 97:2). Assim, se o julgamento final serve para mostrar a Soberania de Deus, também serve para mostrar a Sua justiça, pois, como indagou o próprio amigo de Deus, Abraão: “…não faria justiça o Juiz de toda a terra ?” (Gn.18:25).

A propósito, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) demonstrou a existência de Deus precisamente pela necessidade de que haja um julgamento que restabeleça a ordem moral no universo. Como todos os homens são responsáveis, diz o filósofo, e, nesta vida, perduram situações de injustiça, em que as pessoas não respondem pelos danos e males cometidos, é evidente que tenha de haver um outro mundo em que se faça justiça e, naturalmente, que exista um Juiz, superior aos demais, que execute esta justiça. Vemos, portanto, que o julgamento final cumpre o propósito de demonstrar não só a existência divina, mas o Seu caráter justo, que nem sempre ficou evidenciado ao longo da história humana.

Ao fazer justiça, Deus irá mostrar a cada ser humano que há, sim, diferença entre o homem que serve a Deus e o que não O serve. Muitas vezes, no mundo, somos levados a ilusões e nos embaraçamos com as aparências, achando, como Asafe, que não há qualquer vantagem em se servir a Deus e se chega, mesmo, a invejar os ímpios (cfr. Sl.73). Entretanto, o julgamento final, de forma pública, notória e diante de todos os seres humanos que já existiram sobre a face da Terra, será mostrada a verdade patente, nua e crua de que vale a pena servir a Deus. Nesse dia, como profetizou Malaquias, “…vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não O serve.” (Ml.3:18).

O julgamento final também tem o propósito de encerrar o cumprimento das promessas de Deus. Após ter restaurado todas as coisas, mostrando o Seu poder sobre o mal e o pecado, que é o objetivo precípuo do reino milenar de Cristo, o Senhor promoverá o cumprimento de tudo aquilo que prometeu e disse a cada ser humano que existiu: promessa de salvação àqueles que Lhe serviram e de condenação àqueles que não Lhe deram crédito, que contra Ele se rebelaram. É o momento do acerto de contas, da chamada à responsabilidade de todos os homens que, tendo recebido de Deus o livre-arbítrio, a liberdade, dela usaram como quiseram. Deus estará, então, finalizando o cumprimento da Sua Palavra para esta dimensão histórica.

O julgamento final é o triunfo do bem sobre o mal, a determinação da vida eterna para quem creu em Deus e O serviu e da morte eterna, a chamada “segunda morte” (Ap.20:14), para quem rejeitou a Deus e contra Ele se rebelou. Todos aqueles que se rebelaram contra Deus serão definitivamente julgados e lançados no lago de fogo e de enxofre, onde já estarão o diabo, o Anticristo e o Falso Profeta e os anjos caídos que, nesta oportunidade, terão, também, sido julgados (Jd.6), num julgamento que deverá ocorrer pouco antes da execução da sentença já lançada sobre Satanás e do qual participarão os santos do Altíssimo (cfr. I Co.6:9). O mal será extirpado e, então, terra e céus serão substituídos por nova terra e novos céus onde habitará a justiça (II Pe.3:13). Somente depois que a iniquidade, o pecado, a injustiça for retirada é que se poderá ter novos céus e nova terra, como nos ensina a Bíblia Sagrada e esta retirada se fará mediante o julgamento final.

V – OS FUNDAMENTOS DO JULGAMENTO FINAL
Todo julgamento tem de se basear em normas e regras que sejam claras e conhecidas de todos. Ninguém pode ser julgado sem que haja uma lei que sirva de critério e de base para este julgamento. É por isso que, na ciência jurídica, é sempre dito que a função de julgar nada mais é que “a atuação da vontade concreta da lei”, ou seja, a aplicação do que diz a lei para um caso concreto.

Os julgamentos divinos não fogem a este princípio, até porque este princípio adotado e acolhido pelos juristas é decorrência do que o próprio Deus estabeleceu para o homem, ao criá-lo e ao mundo onde ele vive.

O primeiro fundamento dos julgamentos divinos é a própria racionalidade humana, ou seja, a capacidade de entendimento de que o homem foi dotado por Deus, para ter consciência de si mesmo e do próprio Deus. Deus fez o homem um ser pensante, um ser racional precisamente para que ele pudesse saber que é um ser, que, enquanto ser, ocupa uma posição de inferioridade em relação a Deus e de superioridade em relação à criação na Terra, bem como que tem o poder de escolher entre obedecer a este Deus ou não. Consciência de si, de Deus, de sua posição na ordem universal e de sua liberdade, são os pontos da racionalidade humana e que são a primeira base para os julgamentos divinos.

Esta racionalidade e consciência geram uma liberdade que, como já vimos supra, traduz-se numa responsabilidade. Por mais que os homens possam ludibriar e enganar os seus semelhantes, conseguindo escapar aos julgamentos humanos, seja porque os homens não conseguiram obter provas suficientes para responsabilizar alguém, seja porque não houve interesse ou empenho dos julgadores em promover a responsabilização, o fato é que sempre o réu culpado sabe que está errado e que agiu contra a lei. Assim, ainda que seja absolvido, isto é, não seja responsabilizado num julgamento humano, o réu sabe muito bem que a solução correta e justa não seria esta, mas a sua condenação. Por quê? Porque a consciência recebida de Deus lhe mostra que ele está errado e que deveria ser condenado.

Vemos, portanto, o primeiro fundamento dos julgamentos divinos: o homem é livre e consciente e, portanto, responsável pelos seus atos. Sabe Deus, pois foi quem criou todos os homens, que não há um homem igual a outro em toda a história da humanidade. O Senhor conhece a estrutura de cada um (Sl.103:14) e, por isso, determinou que os julgamentos divinos sejam individuais. É importante observar que todos os julgamentos divinos são individuais: tribunal de Cristo – cada crente será julgado pelas suas obras; julgamento das nações – cada indivíduo de Israel e das nações gentílicas será julgado pelas obras apresentadas durante o período da Grande Tribulação para que se veja se é, ou não, digno de ingressar no milênio; julgamento final – cada um dos seres humanos não incluídos nos julgamentos anteriores será julgado segundo as suas obras. Os julgamentos são individuais porque Deus avaliará o grau de consciência e de responsabilidade de cada um, a fim de que os julgamentos sejam justos.

Mas, além da consciência e da responsabilidade de cada indivíduo, Deus, também, usará a Sua revelação como fundamento para o julgamento. Vimos que todo julgamento tem de se basear em uma lei e, além da consciência e responsabilidade, que são regras, normas inseridas por Deus em cada ser humano, há, também, a revelação do próprio Deus ao homem ao longo de toda a história da humanidade.

Deus, conhecendo a fragilidade do homem, mormente depois que caiu e se apartou do seu Criador, sempre teve interesse e desejo de Se revelar ao homem, fazendo-o seja pela natureza, seja por Israel, seja pela Sua Palavra, seja pelo Seu Filho (em carne, pela Igreja, pelos pregadores da Grande Tribulação, pelos anjos do evangelho eterno). Deus não quis deixar apenas sob um aspecto subjetivo, interno, pessoal de cada indivíduo o critério para alicerçar uma responsabilização, um julgamento, mas, por meio de elementos puramente objetivos, externos a cada ser humano, mostrou-Se ao homem, a fim de que ele pudesse conhecer qual era o caráter de Deus e ao que deveria se assemelhar. Esta revelação divina, portanto, será o critério e um dos fundamentos dos julgamentos divinos.

Aqui, também, se explica porque cada julgamento será individual. Deus irá tratar a cada indivíduo conforme a revelação divina que teve. É, aliás, este o sentido da expressão de Rm.2:12, onde Paulo diz que os que sem lei pecaram, sem lei serão julgados e os que conheceram a lei, pela lei serão julgados. Nesta passagem, Paulo nos mostra, com a clareza que lhe era peculiar, que Deus levará em conta, no julgamento, o tipo de revelação que a pessoa teve de Deus, a fim de que, segundo esta revelação, seja verificado se houve, ou não, observância e obediência ao Senhor. Lembremos, desde já, embora venhamos a tratar do assunto amiúde mais abaixo, que nenhum homem poderá se desculpar e dizer que não teve como perceber a revelação de Deus a si (cfr. Rm.1:18-20).

Mas, um julgamento justo não se baseia apenas nas normas e regras abstratas, mas, como deve ser a aplicação da lei ao caso concreto, é preciso que se apresentem, também, fatos, provas que demonstrem ter ocorrido a observância, ou não, da lei. É por isso que os julgamentos divinos não têm apenas a consciência, a responsabilidade do indivíduo que está sendo julgado ou a revelação divina a este indivíduo, mas também os registros de tudo aquilo que ele fez enquanto existiu sobre a face da Terra. É este o sentido dos “livros” mencionados em Ap.20:12 “in fine”. Não pensemos que haja um cartório no céu, com livros e mais livros, como os nossos cartórios judiciais e extrajudiciais, onde fisicamente haja registros das obras de cada indivíduo que já viveu sobre a face da Terra. Trata-se, evidentemente, de uma figura, de um símbolo, mas, sem dúvida alguma, estão registrados diante de Deus todos os atos praticados por todos os indivíduos e estes atos serão apresentados no momento do julgamento, diante de cada réu. O justo juiz mostrará a justiça julgando sempre com provas.

Abrimos aqui um parêntese no assunto da lição apenas para lembrar a todos nós que, sendo servos do Senhor e tendo de ser a Sua imagem e semelhança, de modo algum podemos proceder de forma diversa da que procede o nosso Deus. Se Deus que é onisciente, ou seja, sabe de todas as coisas; onipresente, ou seja, está em todos os lugares ao mesmo tempo e onipotente, pode todas as coisas, não dispensa a existência de provas para julgar alguém, por que eu e você, muitas vezes, aceitamos e julgamos as pessoas sem que tenhamos qualquer prova ou o menor indício? Por que confiar no “ouvir dizer” ou nas aparências, muitas vezes vindas de meios de comunicação altamente comprometidos e sem qualquer compromisso com Deus e, portanto, com a verdade? Pensemos nisso e mudemos nosso comportamento o quanto antes, porque, se continuarmos a agir erradamente, isto, sim, estará devidamente provado naquele dia…

Outro fundamento dos julgamentos divinos e, portanto, do julgamento final é o direito de defesa. Todos os julgamentos somente se justificam por causa do direito de defesa. Deus irá julgar um por um dos indivíduos que existiram sobre a face da Terra (e isto literalmente, se considerarmos os três julgamentos), única e exclusivamente para dar oportunidade aos julgados para se manifestar e ter acesso às provas e à aplicação das normas ao caso concreto. Não fosse este o motivo, o Senhor teria lançado os ímpios, de imediato, no lago de fogo e de enxofre, assim como fez com o Anticristo e o Falso Profeta, que assim serão tratados porque desafiaram abertamente a Deus e se deixaram dominar pelo diabo, num nível de rebeldia igual ao de Satanás, de plena consciência e rejeição ao senhorio divino. Com relação aos outros homens, porém, Deus lhes mostrará a Sua justiça, permitindo-lhes que se manifestem, assim como fez com os nossos primeiros pais (Gn.3:8-11). Tanto assim é que vemos os julgados, mesmo condenados, manifestando-se no julgamento final, como, por exemplo, em Mt.7:22 e Mt.25:44. Teremos um efetivo direito de defesa, inclusive com direito ao uso de palavra. Que Deus justo é o nosso Deus!

Não é por outro motivo que os juristas costumam chamar o direito de defesa de sagrado, já que o primeiro registro de sua criação e exercício remonta ao próprio Deus, neste episódio do Jardim do Éden. Aqui, aliás, abrimos um outro parêntese: se Deus que é Deus dá a cada ser humano na face da Terra a oportunidade de defesa, por que nós, muitas vezes, queremos suprimi-lo de nosso semelhante? Seríamos mais justos do que o Senhor, do que o Juiz de toda a Terra?

Outro fundamento dos julgamentos divinos é a sua publicidade. Todos os julgamentos divinos são públicos, são feitos à vista de todos os envolvidos. O tribunal de Cristo é feito diante de toda a Igreja arrebatada; o julgamento das nações e o julgamento final são vistos diante de tronos, numa típica cerimônia pública, onde todos os homens de todos os tempos estarão reunidos para se submeter ao Senhor dos senhores e Rei dos reis. Tanto assim é que Paulo afirma que, nesta oportunidade, ocorrerá a suprema exaltação de Cristo e todo o joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Fp.2:9-11).

Se Deus faz as coisas publicamente, à vista de todos, por que muitos insistem, inclusive na Igreja, que é o corpo de Cristo, em promover julgamentos às ocultas, às escondidas? Não devemos agir assim, até porque, se os membros da igreja local não veem, saibam todos que tudo o que se passa é visto pelo Senhor e, como diz o escritor aos Hebreus, “não há criatura alguma encoberta diante d’Ele, antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos d’Aquele com quem temos de tratar.”(Hb.9:13). Abramos nossos olhos e sigamos a publicidade demonstrada pelo caráter justo do Senhor, porque “…nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto, que não haja de saber-se” (Mt.10:26b), a fim de que não recebamos o mesmo juízo lançado sobre Davi, a saber: “porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol” (II Sm.12:12).

Logicamente que, quando dizemos que os julgamentos nossos devem ser públicos, a exemplo dos julgamentos divinos, devemos manter a mesma sobriedade e dignidade que o Senhor manterá nestes julgamentos. Em momento algum, mesmo quando vemos o Senhor condenando os homens, vemo-l’O humilhando ou retirando a dignidade humana de qualquer julgado. A própria sentença de condenação do Senhor não tem sequer uma palavra de injúria ou de ofensa aos condenados. Diz o Senhor tão somente o necessário, sem humilhar quem quer que seja. “Nunca vos conheci, apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt.7:23). “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos, porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; sendo estrangeiro, não Me recolhestes; estando nu, não Me vestistes; e enfermo e na prisão, não Me visitastes.” (Mt.25:41b-43). Qual diferente é o Senhor de certos indivíduos que, por se acharem autoridades eclesiásticas, sob a desculpa da publicidade, ao invés de darem a sentença, preferem ofender e injuriar as pessoas!

Por fim, outro fundamento dos julgamentos divinos é a imparcialidade e retidão do julgador. Dizem as leis humanas que um julgamento, para que seja justo, deve ser exercido por um juiz que seja imparcial, ou seja, não tenha qualquer inclinação para uma parte ou outra, como também que seja um juiz correto, uma pessoa de que tenha ilibada reputação. Nestes dois requisitos, vemos que os julgamentos divinos trazem o que de mais excelente há nesta matéria. Deus é imparcial, é a própria imparcialidade personificada, pois, para Ele, não há acepção de pessoas (Dt.10:17; Cl.3:25). Deus estará tratando a todos os homens igualmente, pois o julgamento final, inclusive, é para que prevaleça esta regra da imparcialidade, pois, com este episódio, todos os indivíduos terão tido a oportunidade de defesa antes de terem selado o seu destino eterno. Com respeito à reputação do Senhor, Ele é santo (Lv.11:45; I Pe.1:15) e terá demonstrado todo o Seu poder e fidelidade ao longo da história humana. Por isso, até, o julgamento final se realizará no final da história, para que o Senhor demonstre, cabalmente, a Sua dignidade para julgar os vivos e os mortos.

Vemos, portanto, que os julgamentos divinos têm como fundamentos os princípios mais límpidos e seguros de toda a justiça, possuindo todos os requisitos que, há séculos, os próprios homens tentam, sem êxito, impor aos seus próprios julgamentos. Indubitavelmente, todos aqueles que se submeterem ao julgamento final estarão sendo justa e retamente julgados.

VI – COMO SE DARÁ O JULGAMENTO FINAL
Lançado o diabo no lago de fogo e de enxofre, cessará o tempo histórico e será instalado o grande tribunal, a ser presidido por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Filho do homem que se apresenta ao ancião de dias na visão do profeta Daniel (Dn.7:13).

Instalado o tribunal, ante o grande trono branco, onde estará assentado Aquele que julgará os vivos e os mortos, ou seja, Jesus Cristo, serão chamados os réus, que são todos os homens e mulheres que ainda não tiverem sido julgados até então, ou seja, aqueles que não tomaram parte na primeira ressurreição e os que não foram submetidos ao julgamento das nações antes do início do Milênio (os que ficaram vivos no início do Milênio, sobreviventes da Grande Tribulação).

Neste instante da chamada dos acusados, haverá a ressurreição geral dos mortos, ou seja, a chamada “ressurreição do último dia”, mencionada por Marta quando abordada por Jesus no dia da ressurreição de Lázaro em Betânia e que é a ressurreição que é sempre mencionada nos rituais católicos romanos. Esta ressurreição será uma ressurreição em carne, ou seja, Deus promoverá a reunião da matéria e restabelecerá os corpos daqueles que, durante toda a história da humanidade, viveram sobre a face da Terra. Esta é uma das provas bíblicas de que ressurreição não se confunde com reencarnação, pois se Deus irá retomar toda a matéria de que foram criados os homens que viveram durante toda a história da humanidade dos locais em que eles morreram (Ap.20:13), isto é uma demonstração de que se morre apenas uma vez sobre a face da Terra, ao contrário do que afirmam os reencarnacionistas. Ainda mais, não há notícia de que venha a ser ressuscitado qualquer corpo que venha de outro planeta, a comprovar, também, que a teoria reencarnacionista, que sustenta a vida em outros planetas para justificar o crescimento populacional, não tem qualquer fundamento bíblico.

Esta ressurreição difere da primeira ressurreição, porquanto, nesta, como se vê em Ap.20:6, há uma bem-aventurança, enquanto naquela, o texto sagrado silencia, a indicar que sua ocorrência não traz, a princípio, qualquer benefício. Na primeira ressurreição, os que ressurgem, é verdade, não escapam do julgamento divino, mas escapam da condenação, estão salvos e ressurgem para reinar com Cristo. Os que ressurgem por conta do julgamento final, porém, além de não escapar do julgamento divino, não têm, por força da ressurreição, qualquer garantia de salvação. Por fim, na primeira ressurreição, o Paraíso, onde ficavam os que morriam no Senhor, será esvaziado, pois, depois do arrebatamento da Igreja e da complementação da primeira ressurreição, não haverá mais qualquer alma naquele local; já na outra ressurreição, promover-se-á o esvaziamento do Hades, onde estarão aqueles que não dormiram no Senhor e que estarão, por isso, esperando o julgamento definitivo sem ter a certeza da salvação.

É importante observar que a Bíblia diz que Jesus julgará os vivos e os mortos (II Tm.4:1; I Pe.4:5), pois, além dos mortos de todas as épocas que serão ressuscitados nesta oportunidade, também serão levados a julgamento as pessoas que estiverem vivas e assim se mantiverem por ocasião do término do Milênio, pois não serão todos os homens que se rebelarão contra o Senhor e contra Israel na rebelião final. Estas pessoas não terão morrido e compõem os vivos mencionados nos textos sagrados referidos.

Operada a ressurreição e a eles congregados os que estiverem vivos naquela oportunidade e não tiverem sido ainda julgados, que é a chamada dos acusados, o Juiz passa, então, a julgar um a um os indivíduos. Este julgamento terá, como já vimos, a apresentação das normas e regras aplicáveis a cada caso, a apresentação das provas, ou seja, dos atos cometidos pelo acusado, a oportunidade para a sua manifestação e a sentença final, que não terá recurso, vez que se trata da mais alta autoridade do Universo que está proferindo o julgamento e isto à vista de toda a humanidade e, quando dizemos toda a humanidade, não estaremos usando qualquer força de expressão, pois ali estarão presentes não só os acusados, mas também todo o povo dos santos do Altíssimo (cfr.Dn,7:27: Igreja, os que tomaram parte na primeira ressurreição e o Israel salvo).

Neste momento, é importante salientar que, ao contrário do que muitos afirmam, este julgamento não terá apenas condenação. Muitos entendem que o juízo do trono branco será apenas para condenação, mas não podemos extrair isto das Escrituras Sagradas. O texto bíblico afirma que, na análise das normas e das provas, isto é, da abertura dos livros, inclusive do livro da vida (Ap.20:12), os mortos são julgados segundo as suas obras, não diz, portanto, que são condenados segundo as suas obras, o que nos permite inferir legitimamente que não haverá sempre condenação, como muitos advogam por aí. A Bíblia diz apenas que aquele que não foi achado no livro da vida será condenado (Ap.20:15), livro da vida este que não é o mesmo livro da vida do Cordeiro que é mencionado em Ap.21:27.

O livro da vida do Cordeiro é o livro onde estão escritos os nomes daqueles que vão ingressar na Nova Jerusalém, ou seja, na cidade santa que descerá aos novos céus e terra no Estado Eterno e que será o objeto de nosso estudo na próxima lição (Ap.21:27). É uma espécie de passaporte, de visto, de “green card” para a cidade santa. Sendo assim, neste livro estarão tanto o povo dos santos do Altíssimo quanto aqueles que serão absolvidos e declarados salvos no julgamento final. Este livro só será aberto por ocasião do julgamento final e, mesmo não conhecendo seu teor até lá, sabemos que, deste livro, já estão fora, de antemão, todos aqueles que adorarem a besta na Grande Tribulação, porque esta adoração importará numa consciente e deliberada rejeição de Jesus (Ap.13:8 e 17:8).

O livro da vida mencionado em Ap.20:12, porém, é um outro livro, onde estarão apenas aqueles que serão julgados e absolvidos no julgamento final. Do livro da vida não consta o povo dos santos do Altíssimo, porque eles já terão sido julgados e não o serão novamente por ocasião do julgamento final e, o que é relevante, segundo muitos estudiosos, já terão, inclusive, entrado na Nova Jerusalém. Desta maneira, não sendo réus no julgamento final, não há como serem vistos no livro da vida, mas, por estarem ou terem direito de estar na Nova Jerusalém, terão seus nomes inscritos no livro da vida do Cordeiro, o que prova que se trata de dois livros diferentes, que não podem ser confundidos.

Daí temos a convicção de que, no julgamento final, haverá, sim, pessoas que se salvarão do lago de fogo e de enxofre e que ingressarão na nova Jerusalém. É precisamente aqui se resolvem muitas dúvidas a respeito da salvação de pessoas que não tiveram qualquer oportunidade de ouvir falar de Jesus (como os índios que moravam no Brasil até a época do descobrimento) ou das pessoas que viveram antes de Jesus e não tiveram como aceitá-l’O nem de chegar ao conhecimento da promessa messiânica (como os chineses do tempo de Confúcio ou Lao-tsé e os indianos do tempo de Buda). A Bíblia é clara ao afirmar que estas pessoas serão julgadas segundo as suas obras e estas obras terão de mostrar se, à luz da revelação que tiveram de Deus, foram, ou não, capazes de Lhe obedecer. Caso tenham sido obedientes a Deus, diante da revelação que tiveram de Deus, suas obras o demonstrarão e, assim, seus nomes estarão escritos no livro da vida e, portanto, serão achados dignos de ingressar na nova Jerusalém. Se, porém, não tiverem sido obedientes a Deus conforme a revelação que tiveram, seus nomes não estarão inscritos no livro da vida e, assim, serão condenados e lançados no lago de fogo (Ap.20:15).

É importante ressaltar, aqui, que Deus tem várias formas de revelação, mas que todo e qualquer ser humano terá tido a oportunidade clara de conhecer a Deus e à Sua vontade. Escrevendo aos Romanos, Paulo é bem categórico ao dizer que nenhum homem poderá se desculpar diante de Deus, dizendo não ter podido perceber a revelação do Senhor. A própria natureza, diz o apóstolo, é uma manifestação divina para que os homens fiquem inescusáveis, isto é, sem desculpa (Rm.1:18-20). A combinação das normas a serem utilizadas no julgamento (consciência, responsabilidade, formas de revelação divina) bem como os fatos registrados, ou seja, os atos praticados devidamente registrados, não deixam qualquer margem para que se tenha qualquer injustiça.

OBS: “…Existe uma pergunta no meio da cristandade e até fora dela baseada nos versículos 11-15 que temos nesta seção [Ap.20:11-15, observação nossa]: ‘ como serão julgados aqueles que morreram sem ouvir o Evangelho ?’. Essa pergunta, quando dentro da lógica da visualização do homem, pode ultrapassar qualquer possibilidade de entendimento da mente humana. Mas é evidente que Deus tem falado e vem falando ao homem de ‘muitas maneiras’ (Hb.1:1). Paulo diz que o Evangelho foi ‘pregado a toda criatura que há debaixo do céu’ (Cl.1.23). Deus pode alcançar, através de seus métodos, a todos os homens. Vejamos alguns dos métodos de Deus: (a) Deus fala através do Universo(…) Sl.19.1-4; (b) Deus fala através da percepção(…) Rm.1.19-20; (c) Deus fala través da consciência(…) Rm.2:14-16; (d) Deus fala através da vida dos animais(…) Jó 12:7-9; (e) Deus fala através dos meios geográficos (…)At.17.30-31(f) Deus fala através de sonhos (…) Jó 33.14-18; (g) Deus fala através dos anjos (…) Ap.14.6; (h) Deus fala través de Seu Filho (…) Hb.1.1; (i) Deus fala através de sinais e milagres (…) Hb.2.4a.(…) Perguntamos agora: havendo Deus falado tanto e de tantas maneiras, chegará alguém inocente diante do Grande Trono Branco?…” (SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo.2.ed., p.260-1).

Feito o julgamento, proceder-se-á à imediata execução, pois não se estará mais no instante da misericórdia divina ou da Sua longanimidade, manifestada ao longo de toda a história, mas no instante final da execução, da retirada dos obstáculos morais para a instalação dos novos céus e nova terra. Assim, terminado o julgamento, segue-se à imediata execução dos julgados, com o lançamento no lago de fogo de enxofre dos condenados (Ap.20:15).

Além dos condenados, a Bíblia também diz que, no lago de fogo, serão lançados tanto a morte quanto o Hades (Ap.20:14). Aqui temos, evidentemente, uma figura de linguagem, pois nem a morte nem o Hades são pessoas e, portanto, não se equiparam a elas para ser julgadas e sentenciadas. O fato é que, com o julgamento definitivo de todos os seres humanos, a morte física e o Hades, lugar onde ficavam os mortos aguardando o julgamento definitivo (lembremos que, desde o arrebatamento da Igreja e a primeira ressurreição, o Paraíso, onde eram colocados os que dormiam no Senhor, esvaziara-se), perdem completamente a sua razão de ser. Com efeito, os homens já foram definitivamente julgados e ninguém mais nascerá ou morrerá a partir de então, de modo que a morte física deixará de cumprir o seu papel, pois terá findado a dimensão surgida com o pecado do primeiro casal e, de igual modo, o Hades não terá porque existir. Por isso, dizem as Escrituras, eles serão lançados no lago de fogo, ou seja, serão simplesmente eliminados, não mais existirão.

Deus terá, então, cumprido plenamente o Seu plano para o homem neste Universo relativo, pendência alguma terá ficado e, assim, poderá instituir os novos céus e nova terra onde habitam a justiça e trazer, para eles, a cidade já há muito preparada para conviver eternamente com a sua criação: a Jerusalém celestial.


Autor: Ev Caramuru Afonso Francisco.
Divulgação: estudogospel.com.br 


A Maldição do Discurso Motivacional




No último domingo, um jovem veio falar comigo após o culto. Ele é o tipo de pessoas que aparece na igreja de vez em quando e desaparece por um longo período. Imagino que ele anda pelas igrejas experimentando sermões e procurando por respostas. Nessa vista, ele pediu que eu o ajudasse a superar uma falha em sua vida, e era uma falha em progredir. Ele disse que seu maior problema é que não acreditava em si mesmo. Como eu poderia ajudá-lo a acreditar em si mesmo de tal forma que ele se tornasse bem-sucedido?

Eu perguntei se ele era cristão. Sua resposta foi “Eu realmente preciso a fim de ser bem-sucedido? Você está me dizendo que todas as pessoas bem-sucedidas por aí são cristãs? Não existem princípios gerais que eu possa aplicar a minha vida – quer eu seja cristão ou não – que podem me alavancar ao sucesso?”. Eu o desafie a responder ele mesmo a essas perguntas. Afinal, eu tinha certeza de que ele tinha já passado bastante tempo entre palestrantes motivacionais para ter a resposta.

“Esse é o problema”, ele disse, “Me ensinaram que esses princípios existem e tentei colocá-los em prática. Eles parecem funcionar por um tempo e então eu volto ao meu antigo eu. Quero que você me ajude a encontrar uma fórmula que me ajudará a seguir adiante e nunca voltar a não acreditar em mim mesmo”. Para encurtar a história, finalmente o persuadi da necessidade de reconciliação com Deus antes que alguém possa libertar-se da rotina de frustração onde Deus acorrenta pecadores irreconciliados.

Eu o entreguei um livro para ler, chamado O que é um Cristão Bíblico? Quando nos encontramos no dia seguinte, ele foi honesto o bastante para me dizer que estava decepcionado com o que leu, pois não o estava ensinando o que ele queria ouvir. “O que eu quero saber é como posso ser bem-sucedido. Esse livro não diz nada sobre isso”. Repeti o que já tinha dito. O que ele precisava não era acreditar em si mesmo, mas crer em um Salvador enviado pelo céu. Ele precisava de perdão como fundamento de sua vida.

Ontem, um membro da igreja me contou que encontrou aquele jovem em um mercado. O rapaz tinha dois livros em suas mãos. O primeiro era aquele que eu o dei e o segundo era um de Joel Osteen. Ele disse a nosso membro: “Pastor Mbewe me deu esse livro, mas eu não gostei porque me faz sentir culpa. Prefiro o do Joel Osteen porque me anima, me motiva”. Fiquei muito preocupado com isso, então decidi apresentar alguns pensamentos sobre a maldição do discurso motivacional.

Infelizmente, o discurso motivacional tornou-se a dieta básica de muitos púlpitos evangélicos. A mensagem ouvida é “Deus te deu potencial e tudo o que você precisa para liberar esse potencial é acreditar em si mesmo. Tenha uma grande visão e viva essa grande visão. Você deve ser um homem ou uma mulher de futuro e o céu não será o limite para você. Não deixe que seus fracassos passados obstruam seu caminho para o sucesso. Olhe além deles, como Jesus olhou além da cruz e, portanto, a superou. Você é cabeça, não cauda”.

À luz dos excessos do discurso motivacional, fica a questão: “É dessa forma que os pregadores do Antigo e do Novo Testamento pregavam?”. Se resumirmos a pregação de Noé, Moisés, Elias, Isaías, Jonas, Paulo, Pedro etc., na Bíblia, é esse o tipo de mensagem que encontraremos? Eu acho que não. Certamente os palestrantes motivacionais pegam algumas palavras emprestadas, mas emprestar as palavras de alguém não é dizer o mesmo que essa pessoa diz. “Um texto sem contexto é pretexto.

Minha principal discordância com o discurso motivacional é que reduz Deus a um meio ao invés de o fim. Homens e mulheres não são capazes de perceber que a natureza do pecado se encontra no “eu”. O discurso motivacional, por outro lado, alimenta esse mesmo ego e aponta para Deus como aquele que pode mimá-lo a ponto de intoxicar-se. Isso é uma mentira! É somente Deus quem deve ser o centro de nossas vidas. O cristianismo exige a morte do ego, carregar a sua própria cruz, seguir um Salvador sofredor.

Sempre que ouço o discurso motivacional, parece que ouço a mensagem “Paz, paz” onde não há paz. Me parece um médico assegurando a um paciente com câncer terminal nos estágios finais de que ele não precisa se preocupar porque tudo ficará bem se ele apenas acreditar em si mesmo. Ele está morrendo, avise-o! É o cúmulo da insinceridade um pregador saber que o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23) e fazer aqueles que caminham para o matadouro apenas sentirem-se bem.

O discurso motivacional faz as pessoas sentirem-se bem, enquanto o Evangelho faz primeiro as pessoas sentirem-se mal – até que elas encontrem seu tudo em Cristo. A verdadeira pregação deve fazer as pessoas encararem o fato de que estão vivendo em rebelião contra Deus e que precisam arrepender-se ou perecerão. É somente quando as pessoas reconhecem isso e clamam “O que devemos fazer para sermos salvos?” (At 2.37, 16.30) que a verdadeira pregação as dá boas notícias: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13).

O discurso motivacional é um tentativa de matar um leão ameaçador com uma pequena zarabatana de feijão, usando como munição feijões recentemente cozinhados, preparados com os temperos mais aromáticos. O cheiro pode até atrair o alvo, mas será inútil para derrubar aquela fera selvagem. Homens e mulheres fora de Cristo estão MORTOS em transgressões e pecados. Estimular seus sentidos com frases de efeito banais não lhes dera vida. Eles precisam da Lei para matar seus egos caídos e do Evangelho de Jesus Cristo para receber vida.

Eu sei que o discurso motivacional está enchendo nossas igrejas até que elas pareçam com estádios de futebol. Em um mundo de miséria e melancolia, todos nós precisamos de algum encorajamento. Mas isso é tudo para o que fomos chamados como pregadores? Quem bem há se homens se sentem inspirados e motivados, e então voltam para casa vivendo uma vida de pecado e egoísmo? Infelizmente, essa é a norma em muitas igrejas evangélicas. As igrejas estão lotadas de pessoas determinadas a beber o pecado como água por toda a semana.

Discurso motivacional não é pregação bíblica. É uma praga na paisagem do verdadeiro evangelicalismo. Está enchendo as igrejas com pessoas mortas que estão sendo ensinadas a viver como se estivessem vivas. Precisamos retornar ao bom e velho Evangelho que verdadeiramente dá vida aos mortos e liberta homens e mulheres. Como Paulo fazia, cada púlpito verdadeiramente evangélico deve soar a clara mensagem do “arrependimento para com Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (Atos 20.21). Fujamos dessa maldição do discurso motivacional!



por Conrad Mbewe
Fonte: iPródigo



Como se exerce autoridade em oração?


Satanás faz mais oposição às orações do povo de Deus do que a qualquer outra coisa.
Assim como José, que prosperou no Egito, embora passando por reveses temporários, Daniel também foi usado por Deus. No primeiro ano do governo de Dario, futuro governante universal do Oriente Médio, Daniel recebeu uma interpretação especial do texto de Jeremias 25.13. Ao perceber as implicações dessa nova interpretação para Jerusalém, começou sua conhecida oração intercessora, em favor de seu povo.
Principiou por confessar seus pecados, embora sua inabalável fidelidade a Deus fosse reconhecida por todos os judeus que se encontravam no cativeiro. Depois passou a pedir perdão para o seu povo, como vemos no capítulo nove. Em seguida, ele se põe a pedir o favor de Deus para seu povo: Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparta-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, de teu santo monte; porquanto por causa dos nossos pecados, e por causa das iniquidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós...” (Dn 9.16,17).
Em Zacarias 3, encontramos um verso em que o Senhor diz o seguinte  a  Satanás: ” O Senhor te  repreende, o Satanás, sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende; não é este um tição tirado de fogo? ” ( V. 2. ).
Paulo também compreendeu bem a batalha espiritual que temos de enfrentar, pois disse: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais  do mal, nas regiões celestes.”( Ef 6. 12. ).
Satanás foi derrubado da posição que ocupava nos lugares celestiais, uma posição aliás bastante elevada. Nós fomos criados como seres um pouco mais elevados que os anjos, já que podemos entender as realidades espirituais. Satanás já sabe, desde os tempos do jardim do Éden, que seu reino será destruído por meio da humanidade. Deus lhe deu o titulo de “príncipe da potestade de ar”. (Ef 2. 2.). Como ele pode exercer autoridade sobre a atmosfera da terra, ele tem conseguido exercer influencia sobre as nações. 
Contudo, Deus tinha dado autoridade ao homem, mas este a perdeu por ocasião da queda, devido ao pecado de Adão. Entretanto, nunca houve uma época em que não houvesse uma testemunha de Deus no mundo. Seu povo sempre pôde exercer autoridade através da oração e intercessão. Depois Cristo veio ao mundo e permitiu que os homens o julgassem e crucificassem. Contudo, pela sua vida sem pecado, sua morte propiciatória na cruz, e sua gloriosa ressurreição, Ele ficou com as chaves da morte e do túmulo, e percebeu “toda autoridade”. (Mt 28. 18.).
E hoje, temos diante de nós a ordem de ir ao mundo todo, e fazer discípulos de todas as nações, para o reino de Deus. E essa ordem é fundamentada no fato de que Cristo conquistou toda a autoridade no céu e na terra.
Quando aprendemos a orar no Espírito Santo, e entendemos que recebemos autoridade espiritual, podemos imobilizar as forças de Satanás que atuam numa pessoa, em comunidades e até em nações, entretanto, Satanás, que é um mentiroso e o pai da mentira, tenta convencer-nos de que ele está no controle de tudo. Mas quando aprendemos a jejuar, orar e exercitar nossa legítima autoridade espiritual, Satanás e suas hostes são obrigados a se renderem à vontade de Deus.
Como é essencial que conheçamos e compreendamos a importância da oração. Mas, se não aprendermos a orar, não haverá meios de ver a vontade de Deus realizada em nossa vida e ministério. Contudo, primeiro precisamos ter o desejo de orar.
Nosso problema é que pensamos muito sobre a oração, lemos muito coisa a respeito dela, e até recebemos instruções acerca da oração, mas não oramos.
Chegou a hora de compreendermos que a oração é a fonte do poder.
Chegou a hora de permitirmos que o Espírito Santo opere em nós um novo quebrantamento e submissão a Deus.
Chegou a hora de aprendermos a exercitar nossa autoridade espiritual procurando impedir a operação de demônio.
Chegou a hora de orarmos.




Inspirado no Livro Oração, a chave do avivamento de Paul Y. Cho
Fonte:http://www.reflexoesevangelicas.com.br

Deve o Cristão Apostar na Loteria?


A Loteria - Podemos usá-la para a glória de Deus?Será que é errado pensar em jogar na loteria? Quero dizer, eu não quero riquezas por mim mesmo, mas para a minha família, a obra de Deus, as obras de caridade na minha cidade, e, bem, se eu quisesse tudo somente para mim, um cristão, isto seria ruim? Vamos comparar esse assunto com os princípios Bíblicos. Se levemos “cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” nos faremos uma bênção para nós mesmos (II Cor 10:5).

Trabalhar é necessário
Quando o homem estava no jardim do Éden, antes mesmo de pecar, ele era contentíssimo com a presença do Senhor na viração dos dias e com todas as suas necessidades supridas abundantemente. Viver para a glória de Deus era a sua felicidade maior. Mesmo assim, sim, antes do pecado, o homem trabalhava. Adão tinha a ordem divina de “lavrar e guardar” o jardim onde o Senhor o pôs (Gên. 2:15). Isso era a sua responsabilidade e necessitava esforço e obediência. Lembramo-nos que foi Adão que colocou o nome em todos os animais também (Gên. 19), e isso não deveria de ser um piquenique. Mas, apesar da responsabilidade e a necessidade de fazer esforço, o trabalho não era lhe pesado. O trabalho somente tornou pesado quando o homem pecou. Foi naquela circunstância que o trabalho tornou a ser uma necessidade, e, uma necessidade constante.

A sentença divina que veio por causa do pecado foi: “no suor do teu rosto comerás do teu pão” (Gên. 3:19). Isso “porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore do que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causas de te, com dor comerás dela todos os dias da tua vida” O princípio divino sobre a necessidade de trabalhar para comer não somente começou na hora do surgimento do pecado, quanto continuou até os dias do Novo Testamento pois Paulo, pelo Espírito Santo, escreveu: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos MANDAMOS isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (II Tess. 3:10).

Que tal maldição continua até os nossos dias não deve ser uma surpresa pois Deus declarou no dia da maldição, “com dor comerás dela TODOS OS DIAS DA TUA VIDA”. O pecado de Adão trouxe todos nós a sermos pecadores (Rom 5:12). A maldição que Adão receber, nós recebemos juntamente. O princípio do trabalho-comer é para nós ainda hoje. A loteria não submete-se à essa necessidade.

“A riqueza de precedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará.” Prov. 13:11

A loteria reflete o desejo eterno do homem livrar-se dos efeitos do pecado em sua vida, ou, melhor, em viver como não haja ordem superior sobre ele. A loteria alimenta a idéia errônea que podemos ter algo de valor com boa consciência, sem trabalhar ou suar por ele. A nossa natureza pecaminosa já compra essa idéia na primeira apresentação pois temos um coração enganoso (Jer 17:9). Os que têm uma nova natureza por Cristo já lutam contra a carne (Gal 5:17) e por isso raciocina que pode fazer algo que é contra o princípio bíblico de somente ganhar através do trabalho e usar tal fruto do pecado para a glória de Deus (Rom 3:8). E, é verdade que queremos crer que podemos fazer o bem enquanto nos ocupamos com o que Deus não abençoa! Mas não devemos nos iludir. Se não estamos obedecendo, estamos desobedecendo (Mat. 12:30).

A confiança no Senhor
O Cristão tem quem cuida de si: o próprio Senhor. A promessa de Deus é que Ele nunca nos deixará nem nos desamparará (Heb 13:5). Este Senhor bondoso e poderoso sabe o que necessita o Seu filho comprado pelo sangue de Cristo (Mat. 6:32), e, com amor, suprirá “muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos; segundo o poder que em nós opera” (Efés 3:20).

Sem dúvida Deus pode suprir as nossas necessidades de maneiras extraordinárias mas deve ser observado que é Ele que faz tais prodígios. Para nos colocar em posições comprometedoras ou em lugares questionáveis não é de praticar a fé mas é de tentar Deus (Mat. 4:6-7). Quando confiamos no poder e nas promessas do Senhor, temos verdadeiro descanso de espírito. Os que querem confiar no braço de carne, somente terão o auxílio que um braço de carne pode dar. Melhor é confiar no Senhor (II Crôn. 32:8). Para confiar no Senhor, em vez de confiar em nossas próprias capacidades, precisamos morrer a nós mesmos. É louvável tal atitude e nos conforma à imagem de Cristo (I Pedro 4:1).

O Contentamento
Um estudo sobre a loteria não seria completo sem uma menção de contentamento. A loteria não incita o crescimento nessa virtude mas contrariamente inflama os excessos das obras da carne (Gal 5:19-21). Quando Jó perdeu tudo o que tinha, a sua piedade com contentamento era louvável (Jó 1:21). Ele não culpou Deus nem correu para a sua “esperteza” para resolver a sua situação desesperadora. Ele confiou no Senhor. É assim o contentamento com piedade é ganho (I Tim 6:6). Preocupar com o dia de amanhã não é louvável pois evidencia pouca fé (Mat. 6:25-30). Não é fácil de ser contente com o que temos, mas é um alvo de crescimento para o Cristão sério. Paulo, o apostolo, pela experiência na vida Cristã, aprendeu de ser contente com o que tinha (Fil. 4:11-13). Viver com o que temos nos ensinará a termos essa virtude. Jogar na loteria nunca nos ensinará contentamento. Muito menos nos levará à piedade.

Exemplos Bíblicos
Será que os exemplos Bíblicos podem nos ensinar a participarmos na loteria? Quais exemplos Bíblicos temos dos servos de Deus ocupando-se nessa prática? O Cristão é para ser uma testemunha: uma luz nas trevas, um elemento que preserva e conserva boas qualidades na sociedade (Mat. 5:13-16). A ocupação do Cristão é de anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas paras a sua maravilhosa luz (I Pedro 2:9). Nas Escrituras Sagradas achamos louvor para os justos (II Pedro 2:7) e os fieis (I Cor 4:2; Col. 12:2; Efés 6:221; Heb 3:5) mas nunca são louvados por Deus os que confiam na sorte ou no braço de carne.

O lançar sortes na Bíblia
Apesar de tudo que foi estudado sobre a loteria pode ser que pela prática de “lançar sortes” na Bíblia alguém quisesse apoiar a loteria. Seria bom de estudar este assunto num estudo separado mas seria suficiente notar que tal prática foi usada para determinar a vontade de Deus (Lev 16:8; Atos 1:26). Hoje temos a Palavra de Deus para nos ensinar, corrigir e nos aperfeiçoar (I Tim 3:16,17) não precisando mais praticar tal costume para sabermos a vontade de Deus. O lançar sortes foi útil também para agilizar uma divisão justa (Josué 18:6-10; Neemias 11:1; Sal 22:18).

Não achamos proibição de tal prática pois é útil (Prov. 18:18). Todavia, na Bíblia, nunca temos o exemplo da loteria comum que dá prêmios em dinheiro sendo usado para este fim. O uso de sortes também foi usado biblicamente para determinar a verdade (II Sam 14:42; Jonas 1:7). A Palavra de Deus é perfeita agora e podemos usá-la para testar toda a filosofia, pregação e prática, uma maneira nobre de determinar a verdade (Atos 17:11).

Que Deus abençoe a sua vida. Se está passando por dificuldades e está sendo tentado, o conselho bíblico não é de lançar sortes mas de lançar tudo sobre o Senhor porque Ele tem cuidado de vós (I Pedro 5:7).

As tentações na carne devem nos levar a morrermos à carne e viver pela fé (Tiago 1:2-6), e, portanto, úteis. Os princípios Bíblicos não mudam com a nossa situação socio-econômica mas são imutáveis. Espere no Senhor e achará alivio em Seu tempo para a glória de Deus (Isa 40:31). O buscar o Senhor sempre tem as suas recompensas (Mat. 6:33).



Autor: Pr. Calvin Gardner
Fonte: http://www.estudogospel.com.br 

A Religião Pura e Sem Macula Diante de Deus


“ Se alguém supor ser RELIGIOSO, deixando de REFREAR A SUA LÍNGUA, antes enganando o próprio CORAÇÃO, a sua RELIGIÃO é vã, a RELIGIÃO pura e sem mácula, para com o NOSSO DEUS E PAI é esta: VISITAR os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar- se incontaminado do mundo“. Tiago 1:26,27

Milhões de pessoas se dizem RELIGIOSAS, a prova disto é a quantidade enorme de RELIGIÕES no mundo, acrescente se a estas as que vão sendo criadas pelos homens, mesmos os ATEUS que dizem não professar nenhuma religião, são religiosos, pois escolheram não servir aquele que os CRIOU e servem aos seus próprios pensamentos. Existem basicamente dois tipos de RELIGIÕES, a relgião humana, criada pelos homens, com suas próprias regras e que nâo leva as pessoas para DEUS, o máximo que podem alcançar é praticar algumas boas ações, e o segundo tipo de RELIGIÃO, é a criada por DEUS, DEUS estabeleceu que para qualquer ser humano se RE LIGAR a ELE, precisa reconhecer JESUS CRISTO como o meio, ligação entre DEUS e os homens. Os homens criaram muitas religiões, DEUS criou uma somente, JESUS CRISTO. A religião humana cria confusão pois divide as pessoas e não as ensina como viver na terra nem como viver a vida eterna. Os espíritas dizem que existe a REENCARNAÇÃO, processo humano pelo qual o espírito humano passa por vários corpos durante diferentes épocas, visando o aperfeiçoamento desta pessoa. Que confusão, pois quem REENCARNARÁ esta pessoa? ela mesma DEUS? a pessoa escolhe que tipo de corpo terá? quando termina este processo? Observe a confusão de uma religião humana. Na religião de DEUS, JESUS CRISTO, a pessoa conhece JESUS, aceita - o como o seu SENHOR e SALVADOR e apartir deste momento começa viver uma vida maravilhosa na terra, tendo o ESPÍRITO SANTO habitando o seu coração, levando - o a se arrepender de seus erros na terra, levando - o a adorar a DEUS, levando - o a perdoar os erros das pessoas, levando - o aos céus depois de sua morte. Observe a simplicidade da RELIGIÂO DIVINA, qualquer pessoa, de qualquer nível intelectual entende isto, só não vive esta vida quem não quizer, DEUS é tão maravilhoso, que dá a oportunidade para as pessoas escolherem a vida que querem viver.

Antes de nos aprofundarmos no que o texto de Tiago nos ensina, precisamos definir a palavra RELIGIÃO. Vejamos o que o dicionário AULETE diz sobre o assunto. Vejamos :

(re.li.gi.ão)

sf.

1 Crença na existência de forças ou entidades sobre-humanas responsáveis pela criação, ordenação e sustentação do universo: Há religião em quase todas as sociedades humanas.
2 Forma particular que essa crença assume com base em cada uma das diversas doutrinas formuladas: Apesar de serem de religiões diferentes, casaram-se.
3 Existência vivida em obediência estrita aos princípios de um sistema religioso: Ela trocou os prazeres do mundo pela religião.
4 Respeito ou reverência às coisas sagradas; FÉ; PIEDADE: Ela não tem religião.
5 Fig. Concepção de vida ou atitude diante do mundo: Falar mal dos outros vai contra a minha religião.
6 Vínculo a uma forma de pensamento ou crença que encerra uma concepção filosófica, ética etc.
7 O que se considera dever sagrado, obrigação: Tem a religião do trabalho.

[Pl.: -ões.]

[F.: Do lat. religio, -onis. Ant. ger.: irreligião.]


Religião comparada
1 Estudo comparativo e objetivo das religiões que visa a compreender e descrever a religião como conceito e como fenômeno universal.

Religião de possessão
1 Antr. Etnol. Aquela que envolve crenças e práticas centradas na possessão por espíritos, divindades etc.

Religião do caboclo
1 Bras. Ver Linha do caboclo no verbete linha.

Religião reformada
1 Rel. O protestantismo.

Em síntese RELIGIÃO é a crença em FORÇAS ou ENTIDADES sobre humanas responsáveis pela CRIAÇÃO do universo. Em alguns temas alguns religiosos estão de acordo, a de que existe um SER SUPERIOR CRIADOR DO UNIVERSO, alguns creem que existe vários deuses.

SE ALGUÉM SUPÕE SER RELIGIOSO DEIXANDO DE REFREAR A SUA LÍNGUA, ANTES ENGANANDO O PRÓPRIO CORAÇÃO A SUA RELIGIÃO É VÃ ....Existem milhões de pessoas que escolheram uma das religiões criadas no mundo pelos homens para seguir. Alguns pensam que religião é como um time de futebol, cada um escolhe o seu e o segue. Na realidade RELIGIÃO é um assunto muito importante, pois se uma pessoa seguir uma religião errada, pode acabar diante de demônios e não de DEUS.

Um verdadeiro RELIGIOSO deve usar a sua LÍNGUA, pois com ela, esta pessoa irá proclamar sua religião e os benefícios que ela proporciona aos seus seguidores. Mas DEUS usando Tiago, nos ensina que um RELIGIOSO deve REFREAR a sua LÍNGUA, ou seja, deve aprender a CONTROLAR a sua LÍNGUA , mas porque ? porque a com o uso devido da língua voce pode cantar uma linda canção sobre amor, paz e felicidade e EMOCIONAR milhares de pessoas, ou voce pode cantar um canção que fala sobre drogas, demônios, rebeldia e levar milhares de pessoas as drogas, a desobedecer autoridades e trazer o caos.

Com a Língua, um político pode com seu discurso, convencer multidões e ser eleito por elas, mas um mal orador pode usar sua língua e nunca ganhar nenhuma eleição.

Com a língua, um pai ou mãe pode ao ensinar e educar seus filhos e tirar deles todo o seu potencial, estes pais ao elogiarem o bom rendimento de seus filhos, os motivam para um futuro brilhante, e quando os filhos não vão bem estes pais jamais chamarão seus filhos de “ burros “, eles encontrarão motivos para motivá- los .

Com a língua os professores podem formar futuros mestres ou desestimular alunos a continuarem estudando. Com a língua um bom professor pode usar sua metodologia e ensinar com facilidade matérias , que de outro modo jamais seriam aprendidas.

Observamos pelos pequenos exemplos aqui demonstrados que A LÍNGUA tem poder, poder para construir ou destruir, poder para motivar ou deprimir, poder para educar ou tornar alguem ignorante.

Um VERDADEIRO RELIGIOSO, um religioso que segue a RELIGIÃO que DEUS estabeleceu, tem que refrear a sua LÍNGUA, caro leitor RELIGIOSO voce tem refreado suas palavras? voce tem usado as palavras corretas nos momentos apropriados? em seu vocabulário existe muitas palavras sujas, gírias e palavrões? que possamos aprender com o irmão de JESUS como falar corretamente de forma que ajudemos as pessoas a se achegarem mais perto de DEUS e mais perto das pessoas necessitadas.

ANTES ENGANANDO O PRÓPRIO CORAÇÃO ..........v. 26 b
Um detalhe importante observado por Tiago, que tem afligido milhões de religiosos em todo o mundo, é a capacidade de ENGANO. Quando um líder religioso e uma religião se coloca no lugar de JESUS CRISTO e de sua igreja, este líder está ENGANANDO as pessoas. Pois RELIGIÃO tem duas funções, primeiro a de RE LIGAR o homem com DEUS, re ligar, porque o homem esteve LIGADO no passado com Adão e Eva com DEUS, ao pecarem se DES LIGARAM do criador, JESUS veio para RE LIGAR esta conexão perdida do homem com DEUS. A segunda função de uma religião é LIGAR uma pessoa com as pessoas ao seu redor, é o que a Bíblia chama de PRÓXIMO, é o familiar, o amigo, o vizinho, o colega de trabalho, as pessoas de sua rua, seu bairro, sua cidade, estado, país, planeta.

Se fomos privilegiados em conhecer JESUS CRISTO, temos o dever de proclamar JESUS para todas as pessoas que pudermos. Já vimos então que a VERDADEIRA RELIGIÃO, a bíblica, a divina, a celestial, a que vem de DEUS é JESUS, portanto TECNICAMENTE falando não pode haver outra RELIGIÃO, somente JESUS. Quer base bíblica para o que estou dizendo? então vamos lá, veja I Timóteo 2:5, que diz: “ porquanto há UM SÓ DEUS e UM SÓ MEDIADOR entre DEUS e os HOMENS, CRISTO JESUS, homem “.

Duas mentiras ouvidas por aí caem por terra, só existe UM DEUS, portanto nosso criador é DEUS e a outra mentira desmascarada é a de que existem vários caminhos para se chegar até DEUS, alguns dizem que TODOS OS CAMINHOS levam a DEUS, ledo engando, somente JESUS É O MEDIADOR ( o espiritismo chama de MEDIUM ) entre DEUS e os homens.

Estes líderes religiosos acabam ENGANANDO - SE a si mesmos, enganando o seu PRÓPRIO CORAÇÃO. Se uma pessoa engana a si mesmo, certamente vai acabar enganando os outros, por isto é bom que saibamos da verdade imediatamente. Um pessoa que se engana a si mesmo tem sido a causa de inúmeros problemas em nossa sociedade. Tem pessoas que se acham TALENTOSAS, mas são um fiasco, tem pessoas que se acham lindas, mas nem com plástica ficam lindas, tem pessoas que se acham ótimos chefes, mas seus funcionários estão loucos para se livrarem dele. Tem pais que se acham os melhores pais do mundo para os seus filhos, mas estes filhos estão cheio de seus sermões, tem pessoas que se acham muito humildes, mas não passam de um ser arrogante narcisista.

Caro leitor, muitas pessoas andam por aí tentando enganar as pessoas, mas voce tem a oportunidade de ouvir a palavra de DEUS agora, DEUS te ama, DEUS te criou, DEUS te salvou, DEUS tem te ajudado e consolado nos momentos mais difíceis de suas vida, em DEUS voce pode realmente confiar, voce é uma pessoa do bem, voce quer ajudar outras pessoas, voce quer ser um religioso correto, por isto preste bem atenção nas palavras de Deus pra voce.

A SUA RELIGIÃO É VÃ ..... v. 26 c
Observe o detalhe das palavras de Tiago, veja como uma pessoa cheia de DEUS diz coisas que somente DEUS poderia dizer, Tiago, o irmão de JESUS brilha mais uma vez, comprovando que existem dois tipos de RELIGIÕES, a RELIGIÃO de DEUS, JESUS é verdadeira e cumpre seu papel de nos conectar com DEUS e com as pessoas, as “ RELIGIÕES “ criadas pelos homens é vã, ou seja não tem consistência, não conecta as pessoas a DEUS e consequentemenete não nos conecta adequadamente com as pessoas.

Quem não controla a sua lîngua e humilha as pessoas com suas palavras jamais verá a DEUS, quem vive a xingar os outros, sua religião é vã, quem na igreja prega maravilhosamente, mas em casa chama o filho de burro, sua religião é vã. Quem pede dinheiro para orar ou abençoar alguém, sua religião é vã. Quem usa o sagrado para enriquecer, usando as PALAVRAS para estimular as pessoas a darem tudo “ para DEUS “ mas deposita este dinheiro em sua conta pessoal , sua religião é vã . Quem em vez de estimular as pessoas a conversarem com DEUS em oração , diz que podem orar a “ santos “, sua religião é vã. Quem diz que odeia os gays e lésbicas por causa de sua forma de viver, em vez de orar e amar estas pessoas, sua religião é vã. Nosso mundo já tem guerras demais, em nome de DEUS temos que proclamar a paz, a alegria, a comunhão com DEUS, desta forma, estaremos proclamando a VERDADEIRA RELIGIÃO.

A RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA , PARA COM O NOSSO DEUS E PAI, É ESTA ....v. 27 a
Tiago já nos mostrou que existe RELIGIÃO VÃ e agora fala da RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA. Tiago também mostra para quem temos que MOSTRAR nossa religião, temos que ser RELIGIOSOS para DEUS. Este detalhe é incrível , pois o tempo todo vemos pessoas sendo relgiosas para elas mesmas e para os outros. O orgulho abunda no meio religioso. Tem gente que quer ser religioso para ser visto na mídia, um dia ouvi um destes padres cantores da igreja católica dizendo a uma apresentadora de tv, para que ela sempre o convidasse, pois ele não consegue mais viver longe da mídia.

Nossa religião para agradar a DEUS tem que ser PURA E SEM MÁCULA, esta é uma declaração clara e inequívoca da citação de JESUS como a forma de RE LIGAR o homem a DEUS, que religião no mundo é PURA E SEM MÁCULA, a religião que Buda que criou tem estas características? seus seguidores meditam, praticam o bem, mas o seu criador era um homem, e todo homem já nasce pecador. Os Muçulmanos podem dizer que sua religião é PURA E SEM MÁCULA, claro que não, Maomé jamais foi um homem PURO E SEM MÁCULA, e hoje no mundo inteiro vemos a ala radical, xiita, causar mortes a inocentes no mundo inteiro, com homens, mulheres e crianças com bombas no corpo, matando a si mesmos e a outras pessoas. O catolicismo é uma religião PURA E SEM MÁCULA? certamente que não quem conhece a história dos papas e o que os padres tem feito nos Estados Unidos e outros países com crianças, mostram que esta religião não é pura.

E a igreja evangélica também é PURA E SEM MÁCULA ? a igreja , como instituição humana tem sido acometida pelos males de outras religiões e de conceitos e filosofias de fora, a ganância de alguns tem manchado eles mesmos, a imoralidade também tem entrado pelos templos, a mentira, a fofoca, a rebeldia, as divisões, o pentecostalimo e seu desapego ao estudo bíblico e do foco da vida cristã centrada em JESUS, mudando o seu foco para adorar o ESPÍRITO SANTO e ouvir somente as “ revelações ‘ de seus profetas, também tem tirado a credibilidade de muito de seus líderes, mas precisamos entender um pequeno detalhe, existe a IGREJA VISÍVEL e a IGREJA INVISÍVEL, nossos templos estão abarrotados de gente, pessoas de todo o tipo, pessoas que veem de uma cessão de centro espírita e assiste o culto normalmente, outros saem da umbanda e participam dos cultos, “ correntes “, “ campanhas “, etc.. Antigamente as pessoas que iam aos templos eram convidadas a ACEITAREM JESUS CRISTO como SALVADOR, se cantava uma música sobre o tema e se convidava a pessoa a aceitar JESUS.

O apelo foi exterminado dos cultos, hoje se louva, as vezes se prega e se pergunta: “ QUEM QUER RECEBER SUA BENÇÃO? “ claro todos querem e como não são ensinados a se arrepender de seus pecados e ter uma vida NOVA e PURA diante de JESUS, poucos sabem deste assunto.

A IGREJA VISÍVEL é a que vemos nos templos, a IGREJA INVISÍVEL é a que DEUS vê, são aquelas pessoas que de maneira anônima ORAM pelo pastor, pela igreja e pelos necessitados, são aqueles verdadeiros evangelistas, que pregam nas ruas, nas praças ou em qualquer lugar onde se juntem pessoas, proclamando JESUS sem nada receber em troca, na IGREJA INVISÍVEL estão aqueles que como missionários do estilo Pedro e Paulo, gastam de seu próprio bolso para comprar bíblias e viajam levando a mensagem verdaeira do FILHO DE DEUS.

Entre estes estão aqueles músicos e levitas que usam sua voz e instrumento para louvar a DEUS, estes não estão preocupados em gravar CDS, DVDS e outros produtos, eles querem somente entrar na sala do trono e sentir a PODEROSA PRESENÇA DE SEU CRIADOR. Entre estes estão também os diáconos, diaconisas e outros servidores de DEUS, que chegam cedo nos cultos, limpando a igreja, orando, recebendo as pessoas na entrada com amor e alegria por terem sido SALVOS por JESUS.

Esta é a RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA que Tiago se refere. A constatação que temos da igreja evangélica hoje é a de que nem todos PRATICAM a RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA DIANTE DE NOSSO DEUS, mas certamente a maioria dos cristãos amam a DEUS e lêem, estudam e praticam os princípios da Bíblia sagrada e estes, com seu talento, dom e capacidade tem levados milhares de pessoas para DEUS, DEUS tem se agradado do trabalho destas pessoas.

Caro leitor, que DEUS possa abençoar sua vida e a cada dia voce possa praticar A RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA DIANTE DE DEUS.

A RELIGIÃO ..... É ESTA ...VISITAR OS ÓRFÃOS E AS VIÚVAS NAS SUAS TRIBULAÇÕES .... v. 27 b
A RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA PARA COM O NOSSO DEUS é esta . Quem define religião é DEUS, pois o assunto se refere a ELE. Quem tem religião se conecta com DEUS, portanto DEUS é a única AUTORIDADE a dizer como esta religião se manifesta.

O VERDEIRO RELIGIOSO deve REFREAR A SUA LÍNGUA, outra caracterìstica é o de VISITAR, ou seja sair do conforto de sua vida e conhecer a vida das pessoas TRIBULADAS. É fácil ver pela tv pesssoas perdendo entes queridos, sua casa, e dizer “ ah que pena que DEUS os abençoe“. Deus abençoa as pessoas também através de outras pessoas. Hoje existe a CRUZ VERMELHA, ONGS e outros organismos que se dedicam a dar uma vida melhor aos desafortunados. Estas instituições não são instituições RELIGIOSAS, são da sociedade civil, mas cumprem uma FUNÇÃO RELGIOSA, pois ajudam aqueles filhos de DEUS que precisam tanto de ajuda.

Porque Tiago usa como exemplo os ÓRFÃOS E AS VIÚVAS? Órfãos são aqueles que perderam seus pais, ou seja estão sem o apoio da figura inicial da vida de uma pessoa. Estas pessoas sem seus pais, ficam desorientados e precisam que o PAI CELESTIAL apareça para eles, mas quem levaráo o PAI CELESTIAL para estas pessoas? os filhos de DEUS, os servos de DEUS, mas para levar, tem que SAIR de onde está, tem que visitar, tem que chegar perto destas pessoas para que duas coisa aconteçam, primeiro esta pessoa vai valorizar a vida que tem e jamais vai ficar reclamando da vida, a segunda coisa que acontece, é que ao ver a dor e sofrimento de alguém bem de perto, esta pessoa vai poder ajudar outras pessoas e a si mesmo na hora em que a dor e sofrimento bater a sua porta.

E quem são as VIÚVAS? são aquelas mulheres que perderam seus MARIDOS? Um marido geralmente falando, é aquele que é o arrimo de família, ou seja é que trabalha para sustentar a esposa e filhos. Quando um marido morre, a viúva fica emocionalmente abalada e precisa da ajuda de outras pessoas para continuar a vida. Tiago não está aqui dizendo que somente se deve visitar órfãos e viúvas para cumprir sua função religiosa, estes são apenas dois bons exemplos. A bíblia não é somente o carta de Tiago, precisamos conhecer toda a bíblia para, conhecermos a VONTADE DE DEUS completamente. Veja o que o profeta Isaías diz em Isaías 61:1 : “ O ESPÍRITO DO SENHOR DEUS, está sobre MIM, porque o SENHOR DEUS me UNGIU ( chamou , capacitou , me deu todas as ferramentas para cumprir minha missão ). para pregar BOAS NOVAS (Que JESUS é o salvador, quem existe solução para os PROBLEMAS) aos QUEBRANTADOS, enviou - me a CURAR ( mesmo sem sermos médicos, podemos levar a CURA DIIVNA aos problemas esprituais das pessoas ) os QUEBRANTADOS DE CORAÇÃO, e proclamar LIBERDADE AOS CATIVOS, e por em LIBERDADE ( Temos poder para libertar os presos a filosofias, religiões vâs, a mentira, a falsidade, a fofoca, a depressão )OS ALGEMADOS.

Caro leitor, se voce quer agradar a DEUS, o seu CRIADOR, o seu SALVADOR, o seu CONSOLADOR, então separe um tempo de seu tempo e visite um hospital, ou a casa de alguém que precisa de ajuda, voce conhece JESUS mas outras pessoas não conhecem.

A VERDADEIRA RELIGIÃO É ......A SI MESMO GUARDAR- SE INCONTAMINADO DO MUNDO ....... v. 27 c
Tiago encerra seu tratado religioso escrito em dois versículos dizendo qual é a postura do RELIGIOSO para consigo mesmo. Tiago disse inicialmente que o RELIGOSO deve ser RELIGIOSO para DEUS, na parte b do verso ele fala como o RELIGIOSO deve ser RELIGIOSO para com as pessoas ao redor, o próximo, agora ele fala sobre como SER RELIGIOSO para consigo mesmo. Ele pede o que para algumas pessoas parece impossível alguns dizem: “ como possar não me contaminar no mundo se vivo no mundo? “ o problema é que algumas pessoas confundem o termo MUNDO com o termo PLANETA TERRA. Vivemos no planeta terra, mas o SISTEMA CHAMADO MUNDO age no planeta como outros sistemas também. Biblicamente falando MUNDO significa o SISTEM HIERARQUIZADO liderado por satanás, que visa destruir a humanidade, neste empreendimento satanás usa pessoas e instituições.

No PLANETA TERRA, os principais sistemas que agem são o SISTEMA DO MAL, liderado por satanás e a IGREJA, liderada por JESUS. É por isto que Tiago diz que quem é da IGREJA, DE JESUS, da RELIGIÃO PURA E SEM MÁCULA não pode se CONTAMINAR com o outro sistema, para que entendamos este assunto, vejamos um vidro com vinagre e azeite, quando olhamos para o recipiente vemos claramente o vinagre e o azeite bem separados mesmo estando no mesmo recipiente, o recipiente é o planeta terra , o azeite ( IGREJA ) e vinagre ( sistema de satanás ) naturalmente não se misturam, a não ser que membros de um grupo se infiltre e finja ser parte deste grupo .

Não existe meio termo em termos de DEUS, ou somos de DEUS ou não somos, ou vamos para os céus ou não vamos. Para conhecermos o SISTEMA DE DEUS precisamos aceitar JESUS como SALVADOR e desta forma o ESPÍRITO SANTO habita em nós, apartir daí, temos que LER, MEDITAR E PRATICAR a bíblia sagrada, cumprindo a vontade de DEUS expressa na bíblia nos SANTIFICAMOS, ou seja nos separamos do MUNDO ( SISTEMA DE SATANÁS ).

A santificação então se dá em tres fases. Quando reconhecemos JESUS CRISTO como SALVADOR, ELE nos salva, ou seja nos SEPARA DO SISTEMA MALIGNO que antes atuava em nossa vida, mas continuamos morando na TERRA. Então a segunda etapa da SANTIFICAÇÃO deve ser executada, só que agora não mais por JESUS, mas por cada um de nós. Enquanto estamos no PLANETA TERRA devemos nos afastar da fofoca, da mentira, da falsidade, da prostituição, do adultério, da fornicação, das drogas, das bebedeiras, das glutonarias, da rebeldia, da homosexualidade ( masculina ou femenina ) do orgulho, da ambição negativa, digo negativa pois existe a ambição no sentido de desejar mudar de vida de crescer. Estas coisas DEUS não pode fazer por nós, nós é que temos que praticar.

A terceira fase da santificação envolve JESUS novamente. Ele um dia voltará para levar do PLANETA TERRA todos aqueles que passaram pelas duas fases de SANTIFICAÇÃO anteriores. Alguns podem se decepcionar por viverem tantos anos dentro de uma igreja e não poderão ser levados por JESUS. É a hora da verdade, é a hora de separar a IGREJA INVISÍVEL DA VISÍVEL, é a hora de saber quem foi RELIGIOSO de verdade.

Mateus 7 : 21 -23 confirma este fato acima, vejamos: “ Nem todo o que me diz : SENHOR; SENHOR, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a VONTADE DE MEU PAI que está nos céus. Muitos naquele dia, hão de dizer - me: SENHOR, SENHOR! porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi EXPLICITAMENTE: NUNCA VOS CONHECI. Apartai -vos de mim, os que praticais a INIQUIDADE. Todo aquele pois que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou sua casa sobre a ROCHA .

Jesus diz que não basta alguém se dizer cristão, não basta alguém chamar JESUS de SENHOR, não basta alguém dizer que profetizou, que expeliu demônios, e que fez milagres, não basta dizer que fez estas coisas. pois quem fez não foram estas pessoas, quem usa os profetas, quem expulsa demônios e quem faz milagres é JESUS, portanto JESUS não deve nada a estas pessoas, estas pessoas diziam que conhecia e servia JESUS, mas JESUS diz : “ EU NÃO VOS CONHEÇO “.

Caro leitor, vemos tantas coisa extranhas acontecendo nas igrejas evangélicas, tantos escândalos, tantas pesssoas ambiciosas querendo se aproveitar da fé das pessoas, mas temos que nos lembrar que JESUS está vendo tudo isto, ELE não tem pressa, existe tempo pra tudo, o tempo destes falsos profetas chegará, mas temos que saber que a maioria das pessoas que servem a DEUS são pessoas fiéis, pessoas sérias, pessoas que certamente alegram o coração de JESUS.

Se voce já professa a RELIGIÃO SEM PURA E SEM MÁCULA, se voce não faz parte da RELIGIÃO VÃ, se voce visita os órfãos, as viúvas e os necessitados, então voce certamente será recebido por JESUS com honras de servo de DEUS e viverá toda a eternidade com ELE. Que DEUS abençoe voce


Autor: Pr. Julio Neris