sábado, 14 de junho de 2014

Ansiedade, uma ameaça à nossa vida


Referência: Lucas 12.22-34


INTRODUÇÃO

1. Você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade tem tomado conta da sua vida nos últimos dias? Você é daquilo tipo de gente, que vive roendo as unhas? Antecipando os problemas? Os problemas ainda estão longe e você pensa que eles estão batendo à sua porta? Sofrendo antes dos problemas e até criando problemas? Você sofre pensando no que vai comer, no que vai vestir? Onde vai morar? Onde vai trabalhar? Onde seu filho vai estudar? Como vai ser sua aposentadoria? E se você ficar doente? E se alguém da sua família morrer?

2. A ansiedade é o mal deste século. Atinge a homens e mulheres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. As pessoas andam com os nervos à flor da pele. São como um vulcão prestes e entrar em erupção. São como um barril de pólvora prontas para explodir.

3. Há várias causas de ansiedade:

a. Ameaça – Tem muita gente ansiosa pela ameaça de uma doença. Ficam ansiosas só em pensar em ficar doentes. Outras têm medo de morrer. Ficam perturbadas só em pensar em morrer. Um amigo meu chorava muito e eu lhe perguntei: Por que você está chorando? Eu tenho medo de perder minha mãe? Ela está doente? Não, mas eu choro só em pensar que um dia ela vai morrer. Outras sentem-se ameaçadas pelo medo da solidão. Outras sentem-se inseguras de perder o emprego.

b. Medo – O medo é mais do que um sentimento, é um espírito (2 Tm 1:7). Medo de não casar, medo casar e medo de divorciar; medo da vida e medo da morte; medo da solidão e medo da multidão; medo do hoje e medo do amanhã; medo do conhecido e medo do desconhecido.

4. Há vários efeitos da ansiedade:

a. Reações Físicas – Mais de 50% das doenças são psicossomáticas. As pessoas estão buscando uma paz química. Vivemos o hoje o império do calmantes. As pessoas dormem um sono artificial. A Bíblia diz que “o ânimo sereno é a vida do corpo” (Pv 14:30).

b. Reações Espirituais – A ansiedade nos afasta de Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé. A ansiedade é o útero onde é gestada a incredulidade.

I. O QUE NÃO É ANSIEDADE?

1. Não é desprezar as necessidades do corpo – Jesus nos ensinou a orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Mas, o mundo está adotando um conceito reducionista, degrando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único objetivo da vida.

2. Não é proibir a previdência quanto ao futuro – A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construíndo ninhos e alimetando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a preocupação ansiosa. O apóstolo Paulo aconselha: “Não andeis ansiosos de coisa alguma…” (Fp 4:6-7). O apóstolo Pedro exorta: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).

3. Não é estar isento de ganhar a própria vida – Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados, dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar. Cristo usou o exemplo das aves e das plantas: ambos trabalham. Os pássaros buscam o alimento que Deus proveu na natureza. As plantas extraem do solo e do sol o seu sustento.

4. Não é estar isento de dificuldades – Estar livre de ansiedade e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, ele não nos isenta de aflições e apertos, inclusive financeiros.

II. O QUE É ANSIEDADE?

1. A ansiedade é destrutiva

A palavra ansiedade (v. 22) significa RASGAR. A palavra inquietação (v. 29) signica CONSTANTE SUSPENSE. Essas duas palavras eram usadas para descrever um navio surrado pelos ventos fortes e pelas ondas encapeladas de uma tempestade. A palavra ansiedade vem de uma velha palavra anglo-saxônica que significa ESTRANGULAR. Ela puxa em direção oposta. Gera uma esquizofrenia existencial. Corrie Ten Boon disse que a ansiedade não esvazia o amanhã do seu sofrimento, ela esvazia o hoje do seu poder.

Ansiedade é ser crucificado entre dois ladrões: 1) O ladrão do remorço em relação ao passado e 2) O ladrão da preocupação em relação ao futuro – O apóstolo Paulo venceu esses dois ladrões da alegria: “Esquecendo-me das coisa que para trás ficaram….Não andeis ansiosos de coisa alguma…”.

2. A ansiedade é enganadora -

A ansidade tem o poder de criar um problema que não existe – Muitas vezes sofremos não por um problema real, mas um problema fictício, gerado pela nossa própria mente perturbada. Os discípulos olharam para Jesus andando sobre as águas, vindo para socorrê-los e cheios de medo pensaram que ele era um fantasma.

A ansiedade tem o poder de aumentar os problemas e diminuir nossa capacidade de resolvê-los – Uma pessoa ansiosa olha para uma casa de cupim e pensa que está diante de uma montanha intransponível. As pessoas ansiosos são como os espias de Israel, só enxergam gigantes de dificuldades à sua frente e vêem a si mesmos como gafanhotos. Davi e os soldados de Saul. Todos vêem o gigante, Davi olha a vitória. Geazi olhou os inimigos e ficou com medo, Eliseu olhou com outros olhos.

A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos de Deus e colocá-los nas circunstâncias – A ansiedade é um ato de incredulidade, de falta de confiança em Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé.

A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos da eternidade e colocá-los apenas nas coisas temporais – Uma pessoa ansiosa restringe a vida apenas ao corpo e às necessidades físicas. Jesus disse que aqueles que fazem provisão apenas para o corpo e não para a alma são loucos. John Rockefeller disse que o homem mais pobre é aquele que só tem dinheiro.

3. A ansiedade é inútil – v. 25

Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação, segundo Jesus, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. A ansiedade nos mata pouco a pouco. Ela rouba nossas forças, mata nossos sonhos, mina a nossa saúde, enfraquece a nossa fé, tira a nossa confiança em Deus e nos empurra para uma vida menos do que cristã.

Os hospitais e as sepultas estão cheios de pessoas ansiosas. A ansiedade mata! O sentido da palavra ansiedade é estrangular, é puxar em direções opostas. Quando estamos ansiosos teimamos em tomar as rédeas da nossa vida e tirá-las das mãos de Deus.

A ansiedade nos leva a perder a alegria do hoje por causa do medo do amanhã. As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimentos, dinheiro, casamento, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão. A ansiedade é incompatível com o bom senso. É uma perda de tempo. Precisamos viver um dia de cada vez. Devemos planejar o futuro, mas vivermos ansiosos por causa dele.

Preocupar com o amanhã não nos ajuda nem amanhã nem hoje. Se alguma coisa nos rouba as forças hoje, significa que vamos estar mais fracos amanhã. Significa que vamos sofrer desnecessariamente se o problema não chegar a acontecer e vamos sofrer duplamente se ele chegar.

4. A ansiedade é cega – v. 23

A ansiedade é uma falsa visão da vida, de si mesmo e de Deus. A ansiedade nos leva a crer que a vida é feita só daquilo que comemos e vestimos. Nós ficamos tão preocupados com os meios que nos esquecemos do fim da vida, que é glorificar a Deus.

A ansiedade não nos deixa ver a obra da providência de Deus na criação. Deus alimenta as aves do céu. Os corvos não semeiam, não colhem, não têm despensa (provisão para uma semana) nem celeiro (provisão para um ano).

Vejamos alguns dos argumentos de Jesus contra a ansiedade:

Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida e se o nosso corpo é mais do que o alimenta e as vestes, ele nos dará alimentos e vestes – v. 22-23 – Deus é o responsável pela nossa vida e pelo nosso corpo. Se Deus cuida do maior (nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)

Do menor para o maior. As aves e as flores como exemplo – v. 24,27 – Martinho Lutero disse que Jesus está fazendo das aves nossos professores e mestres. O mais frágil pardal se transforma em teólogo e pregador para o mais sábio dos homens, dizendo: Eu prefiro estar na cozinha do Senhor. Ele fez todas as coisas. Ele sabe das minhas necessidades e me sustenta. Os lírios se vestem com maior glória que Salomão. Valemos mais que as aves e os lírios. Se Deus alimenta as aves e veste os lírios do campo, não cuidará ele de seus filhos? O problema não é o pequeno poder de Deus; o problema é a nossa pequena fé (v. 28).

5. A ansiedade é incrédula – v. 30

A ansiedade nos torna menos do que cristãos. Ela é incompatível com a fé cristã. Ela nos assemelha aos pagãos. A ansiedade não é cristã. Ela é gerada no ventre da incredulidade, ela é pecado.

Quando ficamos ansiosos com respeito ao que comer, ao que vestir e coisas semelhantes nós estamos vivendo num nível inferior aos dos animais e das plantas. Toda a natureza depende de Deus e Deus jamais falha. Somente os homens quando julgam depender do dinheiro se preocupam e o dinheiro sempre falha.

Como nós podemos encorajar as pessoas a colocarem a sua confiança em Deus com respeito ao céu, se nós não confiamos em Deus nem em relação às coisas da terra. Um crente ansioso é uma contradição. A ansiedade é o oposto da fé. É uma incoerência pregar a fé e viver a ansiedade.

Peter Marshall diz que as úlceras não deveriam se tornar o emblema da nossa fé. Mas geralmente, elas se tornam!

A ansiedade nos leva a perder o testemunho cristão. Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios e dos pagãos, daqueles que não conhecem a Deus. Mas um filho de Deus, tem convicção do amor de Deus e do cuidado de Deus (Rm 8:31-32).

IV. COMO VENCER A ANSIEDADE

1. Saber que Deus é nosso Pai e ele conhece todas as nossas necessidades – v. 30

Vencemos a ansiedade quando confiamos em Deus (v. 28). A fé é o antídoto para a ansiedade. Deus nos conhece. Ele nos ama. Ele é o nosso Pai. Ele sabe do que temos necessidade. Se pedirmos um pão, ele não nos dará uma pedra; se pedirmos um peixe, ele não nos dará uma cobra. Nele vivemos e nele existimos. Ele é o Deus que nos criou. Ele é o Deus que nos mantém a vida. Ele nos protege, nos livra, nos guarda, nos sustenta.

O apóstolo nos ensinou a vencer a ansiedade orando a Deus (Fp 4:6-7). A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado. Quando olhamos para a vida na perspectiva de Deus, a nossa mente é guardada pela paz de Deus. Quando alimentamos nossos sentimentos com a verdade de que Deus conhece as nossas necessidades e as supre, então a paz de Deus guarda o nosso coração.

A paz é uma sentinela que guarda a cidadela da nossa alma.

Saiba que o nosso Deus é o Jeová Roí, Jeová Jirá, Jeová Shalom, Jeová Shamá, Jeová Rafá, Jeová Nissi. Ele cuida de nós. Exemplo: George Muller e o orfanato sustentado pela fé.

2. Saber que Deus já se agradou em nos dar o seu Reino – v. 32

Devemos saber que Deus já nos deu coisas mais importantes do que bens materiais. Deus já nos deu tudo. Ele nos deu o seu Filho. Deu-nos a salvação. Deu-nos o seu Reino. Nós somos ovelhas do seu rebanho, filhos da sua família, servos do seu Reino. Se ele já nos deu o maior, não nos daria o menor. “Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Deus nos amou com amor eterno. Ele nos enviou seu Filho unigênito. Ele provou o seu amor por nós quando enviou o seu Filho para morrer em nosso lugar, para nos dar o Reino.

3. Saber que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades – v. 31

Aqui temos uma ordem e uma promessa. A ordem é buscar o governo de Deus, a vontade de Deus, o reinado de Deus em nossos corações em primeiro lugar. Deus e não nós, deve ocupar o topo da nossa agenda. Os interesses de Deus e não os nossos devem ocupar a mente e o nosso coração. Somos desafios a buscar o governo e o domínio de Cristo em todas as áreas da nossa vida: casamento, lar, família, vida profissional, lazer.

A promessa é que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades. “Todas as essas coisas vos serão acrescentadas”. Ele faz hora extra em favor dos seus filhos. Ele trabalha em favor daqueles que nele confiam.

4. Saber que devemos mudar o rumo dos nossos investimentos – v. 33-34

O nosso problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer muito pequeno. Deus deve ser o nosso maior prazer. Nada menos do que Deus e seu Reino devem ocupar a nossa mente e o nosso coração. O nosso problema não é fazer investimentos, mas fazer investimentos errados. Somos desafiados a buscar uma riqueza que não perece. A ajuntar tesouros não na terra. A colocarmos nosso dinheiro, nossos bens, nossa vida a serviço de Deus e do seu Reino, em vez de vivermos ansiosos ajuntando tesouros para nós mesmos.

No Reino de Deus você tem o que você dá e perde o que você retém. No Reino de Deus há ricos pobres e pobres ricos. A grande questão é onde está o nosso tesouro. Se ele estiver nas coisas, então iremos fazer um investimento errado e vivermos ansiosos. Mas o nosso tesouro estiver no céu, no Reino de Deus, então, buscaremos esse Reino em primeiro lugar e viveremos livres de ansiedade para nos alegrarmos em Deus e deleitarmo-nos nele para sempre.

http://hernandesdiaslopes.com.br

A DISTORÇÃO DO EVANGELHO

A DISTORÇÃO DO EVANGELHO

John Stott, no seu livro "Cristianismo Equilibrado" fala sobre o perigo dos extremos. Quando superenfatizamos uma verdade em detrimento de outras, distorcemos essa mesma verdade e ela perde sua proporcionalidade. Por exemplo, a batalha espiritual é uma verdade bíblica (Efésios 6.10-20), mas a superênfase que muitos estudiosos deram ao assunto na década passada distorceu o assunto e muitas igrejas passaram a falar mais sobre o diabo do que sobre Jesus. A contribuição cristã é uma verdade bíblica (2 Coríntios 8-9), porém, o uso extremado dessa verdade para os fins duvidosos da chamada teologia da prosperidade é um desvio da fé cristã. Sigamos o conselho do apóstolo Paulo: "Tenha cuidado de ti mesmo e da doutrina".

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Estudo Bíblico É Possível Não Ser Cristão e Ser Salvo?


Estudo Bíblico É Possível Não Ser Cristão e Ser Salvo?

Como interpretar João 10.16: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco”?

Todos os salvos têm a certeza da salvação porque creram no Senhor Jesus e se arrependeram de seus pecados (Jo 3.16 e Rm 10.9,10). Mas, o que o Mestre quis dizer em João 10.16, ao mencionar “outras ovelhas”, de outro aprisco? Estaria Ele aludindo à salvação fora do cristianismo? Haveria, a partir dessa passagem, uma abertura para acreditarmos que muçulmanos, budistas, espíritas, etc. poderão ser salvos, mesmo permanecendo nessas religiões?

Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5 e At 4.12). Qualquer religioso, ao se converter de verdade, passa a trilhar o único caminho para a salvação (Jo 14.6), visto que é impossível receber a Cristo como Salvador e continuar abraçando a reencarnação ou outras doutrinas anticristãs. A quem, pois, o Mestre se referiu em João 10.16? Alguns estudiosos argumentam que as “outras ovelhas” seriam os judeus helenistas, dispersos pelo mundo. Mas o próprio Evangelho de João mostra que o Mestre se referiu aos salvos do mundo todo. Considerando que, em João, o Senhor afirma que a mensagem de salvação é para o mundo inteiro (1.10 e 12.32), as “outras ovelhas” seriam judeus e gentios, indistintamente (7.35-39). Aliás, nesse mesmo Evangelho, o Senhor Jesus é chamado textualmente de “o Salvador mundo” (4.42).

Não existe salvação fora de Cristo e, consequentemente, do verdadeiro cristianismo, posto que este é formado por indivíduos que obedecem àquEle. Ao dizer “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco”, o Senhor se referiu, à luz do Novo Testamento, ao resultado da Grande Comissão (Mt 28.19 e Mc 16.15), que teria início após sua morte e sua ressurreição (Jo 11.46-52; 17.20-23). Aliás, no próprio capítulo 10 de João, o Senhor Jesus asseveou: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo” (v9 – ARA).

Diante do exposto, a resposta bíblica à pergunta em apreço é a seguinte: as condições para se obter a salvação em Cristo Jesus — que se dá exclusivamente pela sua graça (Tt 2.11) — são duas: arrependimento e fé, as quais estão casadas (Mc 1.15 e At 2.38ss). O infrator crucificado ao lado de Jesus, por exemplo, não era evangélico, mas, ao arrepender-se de seus pecados e crer no Salvador, ouviu deste a seguinte promessa: “hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).

Ser evangélico não é uma condição para ser salvo. Mas pertencer a uma igreja evangélica — compromissada com a Palavra de Deus, que ama o próximo, prega o Evangelho e obedece à sã doutrina — em geral indica que houve conversão (At 3.19). Por outro lado, diferentemente do que assevera o papa Bento XVI, a salvação não é exclusividade de uma religião pretensamente cristã, como o catolicismo. Religião alguma pode salvar alguém (Ef 2.8-10). Pertencemos a uma igreja porque temos a necessidade de cultuar a Deus de modo coletivo, desfrutar de comunhão e aprender uns com os outros etc.


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Autor: Ciro Sanches Zibordi | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |

sábado, 25 de janeiro de 2014

As Duas Igrejas - A de Abinadabe e a de Obede-Edom



As Duas Igrejas - A de Abinadabe e a de Obede-Edom

TEXTO
"E sucedeu que, desde aquele dia, a Arca do Senhor ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias s

e passaram que até chegaram vinte anos, e lamentava toda a casa de Israel pelo SENHOR." I Samuel 7:2

Original hebraico
Shemuel Alef 7:2
2. E passaram-se muitos dias desde que a Arca ficou em Kiriate-Iearim, que chegaram a 20 anos, e toda a casa de Israel ansiava pelo Eterno.

INTRODUÇÃO
Com certeza a boa e agradável palavra do Senhor virá a nós todas as vezes que nos dispusermos a abrir nossos miseráveis corações e nos alimentar da verdadeira palavra que é o verdadeiro alimento para o sustendo da vida de um homem.

A mensagem que irei compartilhar veio diretamente do coração de Deus para todo o homem que desejar e almejar uma verdade grandiosa. Essa mensagem é o néctar que desce do céu para nossas bocas.

Eu sempre fui amante da verdade, ainda que está fosse doída, pois eu sempre digo que é melhor uma verdade doída, do que uma mentira finjida. A verdade nos dói mas nos leva a ver o que é certo e a palavra de Deus é a verdade, pois Jesus disse que Ele mesmo era e é a verdade que o homem precisa em sua vida. Essa verdade está explicita em toda a palavra de Deus, a bíblia sagrada, e é isso que muitos não mais conseguem ver. Hoje um sentimento de revolta está instalado no coração de Deus, pois Ele está vendo os pastores transformarem a palavra verdadeira em “teoria da prosperidade”. Estão transformando a bíblia em um “Baú da felicidade” onde se você não for sorteado, no final das prestações você retida o que pagou em prêmios. E o pior é que com essa teoria estão levando muitos ao engano e eu me pergunto: “As pessoas não mais pesam a palavra que ouvem? É isso que está acontecendo, pois as pessoas estão desesperadas em busca de dinheiro que acabam correndo para as igrejas que pregam a riqueza financeira. Eu abomino todos que pensam que o Senhor faz barganha de bênçãos.

Nisso meditei ao Senhor e esta mensagem veio fortemente ao meu coração e com muita alegria eu a preguei e a digitei para que algumas pessoas pudessem dela se alimentar e que possa ser difundida para outros tantos em nome de Jesus.

Minha labuta na igreja que pastoreio é mostrar aos fieis que a igreja é a noiva do cordeiro, que no lugar onde nos reunimos, que também se chama igreja é o lugar onde a Presença do Senhor se manifesta e que uma igreja não pode se apresentar ao seu noivo de vestes sujas, sem beleza. Uma igreja deve estar sempre apresentável ao noivo. Por isso dei esse título a essa mensagem. Vejo que nos dias de hoje muitas “pseudas igrejas” estão se instalando e levando muitos ao erro fatal.

Amados irmãos, me ajudem a ajudar as pessoas difundindo esta palavra.


A CONFECÇÃO DA ARCA DO SENHORPara que possamos conhecer as duas igrejas dos dias de hoje, se faz necessário que antes conheçamos um pouco do maior artefato religioso de todos os tempos, a Arca da Aliança, que naqueles dias era a representatividade da presença de Deus.

No livro de Êxodo (Ex 37:1) a bíblia relata que um artista de nome Bezalel foi chamado por Moisés para construir a arca do Senhor, e segundo a Sagrada Escritura, Bezalel a fez de madeira de Acácia, que era uma madeira nobre e de muita durabilidade, uma madeira que nenhum cupim se aproximava. E depois de feita a Arca nas medidas dadas por Deus, Bezalel a cobre de ouro puro. Depois ele faz também dois varais de madeira de Acácia, que também foram cobertos de ouro puro para condução da Arca do Senhor. Fez também Bezalel a tampa da arca chamada de a Tampa do Propiciatório, de ouro puro que pesava aproximadamente 32 kg, com dois querubins ajoelhados onde a ponta de suas azas tocavam uma nas outras, simbolizando os guardiões da presença de Jeová.

Deus diz a Moisés que esta arca representaria a sua Presença, que no hebraico de pronuncia SHEKINAH, e onde a arca estivesse ali também estaria a presença do Senhor Jeová. Ele também disse que somente os levitas deveriam conduzir a Arca do concerto, arca da aliança, arca do Senhor, como queira.

Eu aprendo aqui que a presença de Deus é incorruptível, imutável, indestrutível e que sua presença esta coberta de glória e majestade, pois se a Acácia é a madeira mais nobre e o ouro é o metal mais precioso, então assim é a presença do Senhor Jeová para cada um de nós. Essa era a Arca do Senhor vista por fora, pois por dentro é uma outra história, e só para que saibam, o que foi gasto para construir a Arca do Senhor por dentro, daria para fazer sete do que foi feito por fora.


A PERDA DA PRESENÇA DE DEUSEli, era o juiz que antecedeu a Samuel, era já velho. Segundo alguns estudiosos nestes dias o futuro juiz de Israel, um moço chamado Samuel era jovem, mas Hofini e Finéias, sacerdotes e filhos de Eli andavam por caminhos tortuosos, em pecado diante da face do Senhor Eterno.

Certo dia em uma batalha contra os inimigos Filisteus e vendo que a situação de Israel não era boa, Hofini e Finéias decidem e mandam buscar a Arca do Senhor para a trazerem até o campo de batalha para que ganhassem a guerra. Aqui eu vejo a cegueira de ambos que acreditava que a Arca era um amuleto e os livrariam, pois estavam cegos pelos pecados que vinham cometendo e a Arca da Aliança não era um amuleto da sorte, mas um objeto que representava a presença de Deus.

Ao levarem a Arca para o campo de batalha, acreditando que venceriam, estavam totalmente enganados, e os Filisteus então venceram os Israelitas, mataram Hofini e Finéias e muitos homens israelitas e o pior de tudo, levaram a Arca da Aliança nos mostrando que por não valorizarem a palavra e a real presença de Deus e antes andando em pecado se pode ter aliança com o Eterno e assim Ele não tem parte com aqueles que vivem em pecado, mas antes, o Eterno ama os pecadores e odeia o pecado.

Quem anda em pecado está ultrajando o nome de Deus, pois as atitudes dos filhos de Eli nos mostram que mesmo eles sendo da tribo de Levi, sacerdotes do templo, descendentes de Arão, envergonharam o nome do Senhor, pois a história nos mostra que a Arca do Senhor foi colocada aos pés de Dagon, o deus filisteu, isso numa ação de tentarem humilhar o grande Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Eterno, Hashem, o Adonai. Mas ainda havia corações dispostos a buscarem a verdadeira presença de Deus. E ainda hoje eu creio que há homens e mulheres que desejam a presença de Deus não através de amuletos, como tijolinhos, garrafinhas de água, ou rosas, mas através da adoração verdadeira.

Assim por não valorizarem a presença de Deus, os filhos de Eli perderam a Arca da Aliança, que era a palavra do Senhor, pois todas as vezes que agirmos de forma pecaminosa para com Deus, sua presença não se fará presente em nosso meio.

A Arca do Senhor ficou por cerca de sete meses com os Filisteus, que ficaram atemorizados com o que ela provocou em suas vidas, pois aquilo que era benção para os Israelitas, tornou-se maldição para os Filisteus, e eles depois de sete meses decidiram mandar a Arca embora e a colocaram em cima de um carro de boi e tocaram os animais e os bois iam gemendo e berrando pelo caminho, diz a bíblia. Então disseram a Samuel que já se passaram-se vinte anos, desde que os Filisteus mandaram a Arca embora e ela foi parar na casa de Abinadabe, e lá ficou esquecida e desprezada, pelo povo e pela família de Abinadabe.

Mas um dia ao assumir o trono de Israel, Davi decide mudar tudo. Ele decide buscar a Arca do Senhor, ou seja, decidiu buscar a Presença de Deus, a Shekinah e a colocar em seu devido lugar, coisa que hoje não se vê mais.

Eu acredito, como alguns estudiosos que a Arca ficou fora de seu lugar por cerca de 70 anos, uma vez que ela foi levada nos dias de Eli, depois vem o período de Samuel, seguido pelo reinado de Saul que durou 40 anos (Atos 13:21) e somente com Davi se buscaram a presença de Deus.


DAVI, UM NOVO REI EM ISRAEL.Davi é ungido rei em Hebrom, e ali governa fielmente sete anos sobre aquele pequeno povo, e como a palavra de Deus nos relata que aquele que é fiel no pouco, Deus o colocará no muito, então logo após a morte de Saul, chega à vez de Davi ser colocado no muito, então ele é ungido rei sobre todo o Israel, e logo quando chega ele chama o profeta Abiatar (Deus é pai) e pergunta: Abiatar, onde estará a Arca do Senhor? E Abiatar lhe respondeu que a muitos anos ela foi tomada do meio do povo de Israel e lhe conta toda a história dos filhos de Eli.

Então Davi resolve buscar a Arca do Senhor e trazer de volta a presença de Deus. E Davi reúne a elite da igreja, os melhores, os músicos, os cantores, os empresários e outros para trazer de volta a Arca que estava na casa da família de um homem chamado Abinadabe.

Olhando claramente a intenção de Davi, ela parece ser louvável, e até acreditamos que Deus possa ter ficado muitíssimo feliz, mas quero lhe dizer uma coisa, Deus não se alegra com nossas intenções, ele quer que tomemos a atitude certa, correta, tudo conforme a palavra Dele nos ensinou, pois a boa intenção de Davi o conduziu ao erro. Eu costumo dizer para a igreja a seguinte frase: “Palavras movem o coração de Deus, mas as atitudes movem as mãos de Deus”.

Mas não é das intenções de Davi que quero me dirigir nesta mensagem e sim falar de duas igrejas dos dias de hoje usando em analogia o contexto acima.

A Arca ficou na casa da família de Abinadabe, que era o patriarca da família, mas consagraram seu filho de nome Eleazar (Aquele que Deus socorre) para que cuidasse da Arca do Senhor e lá ficou por muitos e muitos dias. Certo dia Davi em que já era rei de Israel, ele decide buscar a Arca do Senhor e vai até a casa de Eleazar e assim como fizeram os filisteus, Eleazar faz o mesmo, colocam a Arca em cima de um carro de boi e no meio do caminho, precisamente na Eira de Nacom, os bois tropeçam e um dos filhos de Eleazar chamado Uzá (Força) toca na Arca e é fulminado por um raio do céu causando em sue corpo uma rotura, ou seja, um buraco. Davi decide deixar a Arca no meio do caminho e a deixa na casa de um homem pobre que morava no meio da estrada que dava a Jerusalém, chamado Obede-Edom, que lá ficou por um tempo e depois de três meses da Arca ter ficado na casa Obede-Edom, Davi retorna e a leva da forma que se deveria ser feito desde o começo.

Com esse intento quero ministrar uma palavra que nos foi revelada pela ação de Davi, que é as duas igrejas que possuem a presença de Deus.


A IGREJA DE ABINADABE.Após ser consagrado, Eleazar conduz para sua casa a Arca do Senhor, o maior artefato religioso de toda a história que quando foi levado a sério realizou infinitas maravilhas no meio do povo de Israel. E lá ficou, na casa de um homem que tinha dois filhos, ou seja, era uma família, porém conhecedores da palavra de Deus, conhecedores das leis do Senhor e de tudo quanto a presença de Deus já havia feito na história vitoriosa de Israel.

Vamos levar em consideração o que está escrito em I Samuel 7:2, pois não importa o tempo, se foi 20, 30, 70 ou 100 anos que a Arca ficasse na responsabilidade de Eleazar, pois ele errou e muito, pois ela foi para ele assim como foi para com os Filisteus, uma grande maldição.

Quero conjecturar com os amados leitores e peço, por favor, que não me julguem, pois me sinto um menino na presença da bíblia. Mas ficando a Shekinah, Presença do Senhor por tanto tempo na casa de Eleazar não seria de se estranhar que as atitudes da família mudassem, mas foi o contrário, nada mudou.

Esse é o meu entendimento, minha conjectura: “Eleazar recebeu a Arca em sua casa e a colocou no cômodo mais nobre, talvez a sala de estar, e lá ela ficou, e pela manhã ele abria a janela e deixava o brilho do sol entrar na sala e aumentar o brilho do ouro que cobria a Arca, mas com a janela aberta também entrava o pó, e vez em quando Eleazar pegava um espanador e espanava o pó, mas os dias foram passando e com a chegada de uma nova mobília a Arca teve que ser empurrada para um canto. Mas os dias não eram somente de sol, pois em dias de chuva os dois filhos de Eleazar, Uzá e Aio tinham que brincar dentro de casa e ambos corriam pela casa, e pulavam por cima da Arca empoeirada, e talvez Eleazar os chamasse a atenção para que tomassem cuidado com a Arca, mas criança parece que ouve pouco e eles não davam muita atenção. Os filhos de Eleazar se acostumaram com a Arca e não o que ela representava e cresceram sem aprenderem a dar a Arca do Senhor o devido valor, a devida reverência, pois aquele que tinha a obrigação de ensiná-los não o fez, pois na verdade Eleazar também já havia perdido tais valores.”

Essa é a igreja de Abinadabe, uma igreja em que seus pastores até começam bem, suas intenções e seus conhecimentos eram no começo os melhores, e acredito que Deus até acreditava que eles não desviariam do caminho certo. Mas os dias passaram e sabemos que nossos dias não somente de sol, mas também de escuridão e frio. E estes pastores deixaram de acreditar no amor infinito e sobrenatural de Deus e começaram encostar a presença de Deus e passaram a acreditar em suas próprias habilidades de pregar, e manusear a palavra viva, e viram que era mais fácil tirar dinheiro dos fieis e se enriquecerem muito e assim comprariam impérios televisivos; Iates e aviões; fazendas e apartamentos, em locais paradisíacos. Deixaram de ensinarem que a presença de Deus é a maior riqueza que uma pessoa pode ter, e um exército de pseudos cristãos começou a crescer por todo o mundo. Homens e mulheres que estão preocupados com suas próprias vidas, e passam a semana arrumando um tempinho para Deus, mas não encontram.


Hoje as pessoas não têm mais expectativa de saírem de suas casas e se dirigirem até a casa de Deus, somente arrumaram um tempinho, para o culto, e quando chegam lá ficam olhando para os relógios ansiosos por voltarem para suas pobres casas, que não tem a presença do Eterno, pois são os membros da Igreja de Abinadabe. Hoje já não há mais prazer pela casa de Deus.

Outro dia voltando para a casa, eu passei em frente a uma “igreja”. Ela estava com as porta bem abertas e vi um jogo de luz com várias cores, com efeito de fumaça, e um som estridente que mau se entendia a letra do que chamavam de louvor, e achei no mínimo estranho, parecia uma “discoteca” e perguntei a Deus o que seria aquilo. E Ele me disse que era uma das Igrejas de “Abinadade” que estão cheias de pastores “Eleazares”, que criam estratégias para atraírem pessoas para enriquecerem seus bolsos. Me parece que tem mais pecado dentro da igreja do que fora, pois estamos atraindo maldição para nossas vidas, o mundo tá entrando na igreja, até as festas das igrejas tem nomes mundanos, como “Arraiá Quadrangulá”, com bebidas chamada “crentão”, é o cúmulo do absurdo.

As igrejas Abinadabe desviaram do caminho levítico, e se enveredou por caminhos perigosos e escuros que levaram as pessoas a serem fulminadas pela lei de Deus assim como aconteceu com o jovem Uzá.

As igrejas Abinadabe estão agindo como os filisteus, que por nunca terem a presença de Deus no meio deles, colocaram a Arca da Aliança em cima de um carro de Boi e expulsaram de meio deles. E hoje me parece que vivemos no passado, pois queremos levar a presença de Deus de qualquer forma e sem reverência, e assim agimos como os filisteus, enviando a Shekinah em cima de animais.

As igrejas Abinadabe morrem na Eira de Nacom, e o interessante é que o nome Nacom, quer dizer “lugar onde não se pode tropeçar”. E tem sido aí que a igreja de Abinadabe tem tropeçado “na palavra de Deus”.

As igrejas de Abinadabe estão cheias de morte espiritual, só barulho, gritaria, e nada de arrependimento, pois entram gritam e pulam, e saem para fazer as mesmas coisas que faziam.

Precisamos conhecer a igreja de Obede-Edom que não tem nada a ver com a igreja de Abinadabe, e isso vermos agora.


A IGREJA DE OBEDE-EDOM.Com a terrível morte de Uzá, filho de Eleazar, Davi percebeu que fazia tudo errado e teve tremendo temor no coração e viu que estava fazendo tudo igual aos filisteus e a Abinadabe, tratando a Arca do Senhor, a que é a Presença do Eterno com irreverência. Então Davi com pranto e amargura, faz uma pergunta: Como trarei a mim a Arca do Senhor? Resumindo ele estava perguntado: Como devo agir para ter de volta a maravilhosa e grandiosa presença do Eterno? Pois até aqui fiz tudo errado!

Davi precisava aprender a tratar a Arca do Senhor como deveria. Então Davi olha e vê uma casinha pequena, bem a beira da estrada, e decide deixar a Arca na casa que era de Obede-Edom para então aprender e depois a levá-la. Davi vai até a casa, e assim eu acredito que foi: “Davi bate a porta e um homem simples que abraçado a sua amada esposa abre a porta e quando vê o rei de Israel se ajoelha, sem saber do que se trata, e que algo maior do que o rei Davi estava preste a entrar em sua casa. Mas Davi o manda levantar e lhe conta o acontecido e pede para que deixasse a Arca do Senhor em sua casa até que prendesse e voltasse para levá-la. Então Obede-Edom que já tinha ouvido falar da tão maravilhosa Arca da Aliança aceita a honra de guardar em sua humilde casa a Shekinah do eterno. Obede-Edom colocou a Arca no meio de sua sala, assim como fez Eleazar, com uma pequena diferença, que mesmo sem nada acontecer ele nunca deixou de reverenciar a Arca do Senhor, e nas madrugadas que se seguiram ele se levantava e se ajoelhava perante a Arca para agradecer a sua nobre presença. Obede-Edom se apaixonou pela Arca, e lá ela ficou por três meses, e o rei Davi ficou sabendo que a Presença de Deus havia abençoado a vida de Obede-Edom, e percebe que a ira de Deus já se havia aplacado, e agora sabendo o jeito certo vai e leva da casa de Obede-Edom a Arca do Senhor, mas para a surpresa de Davi Obede-Edom também foi junto e jamais saiu de perto da Shekinah do Eterno, pois aprendeu que somente a presença de Deus pode mudar a vida de um homem”.

Essa é a Igreja de Obede-Edom, uma igreja que aceita receber a presença de Deus e que mesmo sem muito conhecê-la, sabe como tratar a chegada da Arca em seus humildes corações. Uma igreja que reverencia de forma correta e sincera.

A igreja de Obede-Edom é a igreja que faz a diferença, é a igreja que nas madrugadas se jogam de joelhos que choram e se humilham diante da presença do grande e Eterno Senhor. Creio que ainda existam tais igrejas.

A igreja de Obede-Edom dispensa comentários, pois essa igreja tem intimidade com a Shekinah, que é a presença de Deus, que é a Arca do Senhor. E saibam meus amados irmãos leitores, que a igreja de Obede-Edom existe, ela não se afasta de perto da Arca do Senhor, assim como fez o grande “Servo-Vermelho”. Obede-Edom entendeu que ele precisava estar onde a Arca estivesse e ele se esforçou para isso se capacitando em adoração como porteiro, musico, guardião, e entrou para a história do contexto bíblico nos mostrando como uma igreja deve ser.

A igreja de Obede-Edom é diferenciada, pois não se mistura com o mundo e nem com as coisas que o mundo oferece. Esta igreja causa terror no inferno e nela acontecem muitos milagres, pois ela não precisa vender tijolinho ou garrafinha de água para que seus fieis sejam abençoados, nela as pessoas ofertam e dizimam de livre e espontânea vontade e sentem amor e prazer em fazer isso.


CONCLUSÃO.Eu creio que virá um tempo novo onde as Igrejas de Obede-Edom se levantarão e mostrarão as igrejas de Abinadabe o erro e o pecado. Um tempo em que o povo buscará realmente a SHEKINAH DE DEUS, um tempo que a presença de Deus fará a diferença. Hoje temos visto um povo relaxado, pessoas que vão para as Igrejas e ficam olhando o relógio, ou atendendo parelhos celulares, pessoas que vão a igreja só para beber água, ou usar o banheiro. Realmente, estamos perdendo a reverência para com a ARCA DO SENHOR. E pior do que isto, pastores que sobem nos púlpitos e dizem coisas absurdas. Mentirosos, só estão tentando mexer com a emoção e com o bolso do povo, e dinheiro e emoção não traz a presença de Deus.


Como trarei a mim a Shekinah de Deus?Então o rei Davi busca as escrituras e lá ele lê como se fazia. Davi volta à casa de Obede-Edom e novamente toma a arca do Senhor, só que agora da maneira certa, sem boas intenções e pressa, pois de “boas intenções o inferno está cheio” e a “pressa é inimiga da perfeição”, essa é a maneira errada. A Shekinah de Deus, não pode ser levada em uma carroça, e muito menos levada por animais, pois essa é a atitude da igreja de Abinadabe. Deus não tem prazer em ver um povo ignorante. Aprenda que uma coisa, as IGREJAS DE OBEDE-EDOM simbolizam os filhos de Deus, que são pecadores, mas tem o sangue do cordeiro para purificá-los, representa aqueles que não tem herança na terra mas tem a presença de Deus, representa os humilhados que serão exaltados, representa a elite da terra, a noiva do cordeiro,

Amados irmãos, aprendam uma coisa: O Cordeiro Santo não vem buscar a Igreja de Abinadabe, e sim a Igreja de Obede-Edom, que é a Noiva.


Como trarei a mim a Shekinah de Deus?Leia I Coríntios 3:16, talvez você não leia e eu não quero que seja ignorante, então eu lhe mostrarei o contexto.

“16-Não sabeis vós que sois o templo “DA ARCA DA ALIANÇA” e que o Espírito de Deus habita em vós? 17-Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo “DA ARCA DO SENHOR”, que sois vós, é santo.”

Deus está a procura das igrejas de Obede-Edom, e eu te pergunto e gostaria que você respondesse para você mesmo: Qual igreja é a sua?

Autor: Pr. Alexandre Augusto  
Divulgação: EstudosGospel.Com
Por Wilmar Antunes

domingo, 15 de setembro de 2013

O Acusador e o Advogado

O Acusador e o Advogado
Satanás possui muitos nomes. Satanás tem muitos esquemas. Satanás age de diferentes maneiras. Sataná surge em muitos disfarces. Contudo, uma de suas táticas favoritas e de maior sucesso é ser um acusador. O livro de Apocalipse nos assegura de que, noite e dia, ele permanece como nosso acusador.

acusador (substantivo)
1: aquele que acusa de uma falta ou ofensa.
2: aquele que acusa em uma ofensa judicial ou por um processo público.

Satanás é um Acusador e você conhece suas acusações. Você já o escutou acusá-lo de alguma falta, você já o ouviu proclamando sua culpa. Você o escuta na côrte de seu coração, mente e consciência.

Você comete um pecado. Você cai naquele mesmo velho pecado contra o qual você está lutando, aquele pecado que você jurou que não cometeria novamente. Você descobre um novo pecado e, por um tempo, diverte-se nele. Então, você ouve a acusação. “Você é culpado. Você cometeu uma ofensa e precisa ser punido. Você ofendeu Deus e ele não quer nada com você. Você pecou além da graça de Deus. Desista”.

Satanás fica entre você, o ofensor, e Deus, o ofendido, e grita que você é culpado, ele grita que você deve ser punido, ele grita que você merece ter as consequências desse crime sobre si.

Há um Acusador.
Há também um Advogado.


João, que escreveu as palavras de Apocalipse, também escreveu essas palavras (1 João 2.1-2): “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”


Advogado (substantivo)
1: aquele que intercede pela causa de outro; especificamente: aquele que defende a causa de outro diante de um tribunal ou corte de justiça.
2: aquele que defende ou mantém uma causa ou proposta
3: aquele que apoia ou promove os interesses de outro

Quando nós pecamos e entramos naquele tribunal, há alguém que grita que somos culpados. E, se ele fosse o único falando sobre nós diante do juiz, nós estaríamos perdidos. Nós estaríamos sem esperança.

Mas, há outro. Quando esse Acusador, esse promotor termina seu pronunciamento, outro homem se levanta. Ele é um advogado, um advogado de defesa. Sua tarefa é defender a causa de outro, ficar entre o ofensor e o juiz.

Ele não pode afirmar que o ofensor não tem culpa. Isso seria uma mentira. Ele não falará o que é falso e não obscurecerá os fatos. Ele não negará o que é irrefutável. Pelo contrário, ele fará somente esse apelo: expiação. Ele virará para o juiz e dirá: “Sim, ele cometeu a ofensa. Sim, ele fez o que o Acusador diz que ele fez. Mas, ele não é culpado. Ele não pode ser culpado porque eu já cumpri a sentença por essa ofensa. Eu cumpri completamente aquela sentença para que sua ira contra essa ofensa fosse expiada. Não há mais culpa. Não há nada a ser punido.”

O veredito é, e deve ser, inocente. Porque a justiça já foi feita.

Entretanto, dia após dia, ano após ano, o Acusador continua naquele tribunal e fala da sua culpa. E dia após dia, ano após ano, o Advogado faz um discurso mais poderoso.

Mas, um dia, esse tribunal será desnecessário. Ele será desmantelado. Pouco depois, Satanás como Acusador já não existirá. Satanás, o Acusador, será lançado fora e destruído. “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”.


Você anseia por esse dia?
Tim Challies /Traduzido por Josaías Jr 


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Cuidado Com os Pastores Que se Apascentam a Si Mesmos


Texto: Ezequiel 34 :2

Ez 34:2 - Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?

O ministério pastoral não é para qualquer um, somente os chamados por Jesus podem exercer esta função na igreja. Neste verso, o profeta Ezequiel nos chama a atenção para um tipo de "pastorado" que havia em sua época e que continua a ser observado nos nossos tempos. O ministério é: “dos pastores que apascentam a si mesmos, com a Bíblia em mãos e com a orientação do Espírito Santo de Deus esperamos que todos nós, pastores do rebanho não estejamos incluído neste grupo que causa repulsa a Deus, aos verdadeiros servos de Deus e a sociedade onde vivemos. Prepare -se caro leitor para enriquecer sua vida com a Palavra de Deus.

3- Assim diz o Senhor Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram!
4-Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos.

Caros leitores, antes de falarmos sobre os pastores que apascentam a si mesmos, vejamos o que o profeta Ezequiel diz sobre os falsos profetas que ele chama de profetas loucos, porque estes profetas são loucos na visão de Deus? Porque somente um louco, uma pessoa fora da razão pode se atrever a dizer que Deus disse algo sem que Ele tenha dito, o interessante é que Ezequiel diz que estes profetas seguem seus espíritos, mas se um profeta que tem o Espírito de Deus agindo sobre sua vida não profetiza seguindo o Espírito de Deus? Quem fala a estes profetas? a resposta é: o orgulho humano , estes loucos seguem eles mesmos, seus desejos, suas vontades. Ezequiel diz que eles dizem que viram algo da parte de Deus, mas na realidade nada viram, estão mentindo, estão blasfemando contra Deus, são loucos, pois quem age desta forma terá consequências sobre suas vidas. É por isto que Ezequiel diz: “Ai dos profetas loucos” esta expressão na profecia bíblica significa dor, sofrimento da parte de Deus sobre estas pessoas.

Caro leitor, será que esta mensagem de Deus era somente para os profetas loucos do tempo de Ezequiel? Hoje em dia temos visto muitos se apresentando como profetas e profetizas de Deus, e profetizam tudo o que se pode imaginar, desde que corte de cabelo a pessoa pode ter, até que marido uma pessoa deve escolher, prometem o que Deus nunca prometeu. Veja o que o profeta diz sobre eles: 5 Não subistes às brechas, nem reparastes o muro para a casa de Israel, para estardes firmes na peleja no dia do Senhor.

6- Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor disse; quando o Senhor não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra.
7- Porventura não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz, sendo que eu tal não falei?
8- Portanto assim diz o Senhor Deus: Como tendes falado vaidade, e visto a mentira, portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Deus.

Caro leitor este assunto é seríssimo e Deus quer falar não somente com os profetas loucos para que voltem a sanidade, Deus quer falar com você que vive atrás de profetas e profetizas, Deus quer falar com você que não estuda a bíblia, Deus quer falar com você que depende de homens e mulheres para trazer palavras de vida sobre você, caro leitor como cristão você não precisa da profecia de profetas e profetizas loucos, você precisa das profecias divinas expressas claramente nas escrituras sagradas.

Deus disse que Seria contra estas pessoas, caro leitor você imagina como vai ser a vida de uma pessoa que em vez de receber as bençãos e o favor de Deus receba os AIS de Deus? O que você quer receber para a sua vida? Caro irmão e irmã que em vez de profetizar a palavra revelada de Deus da bíblia vive a profetar o futuro que Deus nunca profetizou pra você que fica prometendo o que Deus nunca prometeu pra você que fica todo orgulhoso ou orgulhosa se achando um profeta ou profetiza de Deus, mas na realidade quem dirige sua vida não é o Espírito de Deus, mas seu ego insuflado pelo seu orgulho e ufanismo . Deus convida você a se arrepender agora mesmo, peça perdão a Deus agora mesmo, o Sangue de Jesus pode purificar você de todo o pecado.

Não devem os pastores apascentar as ovelhas?Já vimos qual é a mensagem de DEUS para aqueles que andam pelas igrejas profetando suas próprias palavras, agora vejamos o que Deus tem a dizer aos líderes do rebanho de Jesus, Ezequiel pergunta qual deve ser a função de um pastor, um pastor cristão é um servo de Deus escolhido por Jesus para apascentar as ovelhas de jesus, hoje os pastores modernos realizam tantas atividades que não tem tempo para apascentar as ovelhas, tem pastores cantores, pastores evangelistas, pastores conferencistas, pastores escritores, pastores radialistas, pastores apresentadores de programas, pastores consultores, pastores milionários que investem nas bolsas e aumentam suas riquezas, pastores de pastores, etc...

Caro pastor que lê este artigo que tipo de pastor ê você? que tipo de pastorado é o seu? em sua agenda lotada você tem tido tempo para pastorear? se você não tem tempo para pastorear transfira o pastorado de sua congregação para alguém que tem tempo para cuidar do rebanho de Jesus, caro servo de Deus, Jesus tem dois principais objetivos na terra, o primeiro é salvar vidas, o segundo é cuidar destas vidas que Ele salvou e salva, Jesus escolheu você para cuidar do seu rebanho, das pessoas que Ele pagou um preço altíssimo, o seu sangue, as ovelhas de jesus não podem andar soltas por aí nas mãos dos profetas loucos e dos mensageiros da mentira, você precisa cuidar das ovelhas de Jesus Cristo, pense nisto.

Pedro confirma Ezequiel e diz que pastor tem que pastorear, tem que cuidar do rebanho de Jesus.1- AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
2- Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
3- Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
4- E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.

Caro leitor veja como a bíblia se completa, o mesmo Deus que usou Ezequiel é o mesmo que usou Pedro, DeuS usou Ezequiel para falar aos pastores de sua época e usou Pedro para falar aos pastores de hoje e de todos os tempos.

Pedro usa a expressão presbítero que é sinônimo de líder, de pastor, e ele diz que ele também é um pastor, Pedro informa que o pastor tem que ter cuidado do rebanho, o Bom Pastor deve ensinar a Palavra de Deus para o povo de Deus, esta é uma forma de cuidar, mas o pastor também deve cuidar aconselhando, orando, estando por perto, procurando conhecer as necessidades do rebanho.

Pedro tem uma mensagem especial para alguns pastores de hoje, ele diz que o pastor não pode apascentar usando a força da ameaça, de maldições, mas deve apascentar voluntariamente, veja o que ele também diz para os que almejam o pastorado para ficar ricos, para extorquir dinheiro dos servos de Deus, Pedro diz que não se deve pastorear por torpe ganância, ele diz que o pastor deve pastorear com o ânimo pronto, ou seja, sempre animado, sempre motivado por servir a Jesus.
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Pedro diz que pastorear não é dominar, mas é servir de exemplo, tem pastores que quererm controlar a vida das ovelhas, querem controlar a vida financeira, a vida sentimental, querem proibir a ovelha de assistir cultos em outras igrejas, isto nunca foi pastoreio, esta conduta é típica de ditadores não de pastores.

Um pastor deve ser como Jesus, um exemplo, a vida do pastor no meio de sua família, no meio da igreja, no meio da sociedade tem que ser sempre bíblica, as pessoas estão lendo nossas vidas todos os dias, nossos exemplos tem mais força do que nossas palavras.

Pedro finaliza dizendo algo extraordinário sobre o pastoreio, ele informa que a igreja espalhada na terra tem um pastor dos pastores, O Sumo Pastor, Jesus Cristo, ele informa que Jesus subiu aos céus e deixou as ovelhas na responsabilidade dos pastores, mas um dia Jesus aparecerá e vai oferecer coroas aos seus pastores, caro leitor você sabe que tipo de coroa é esta? sabemos que jesus recebeu uma coroa de espinhos antes de receber a coroa de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, aos seus servos ele não promete coroa de brilhantes, de ouro, de prata, mas coroa de glória, as coroas que os atletas recebiam nos jogos olímpicos era de planta que murchava depois de algum tempo, jesus promete uma coroa imarcessível, ou seja uma coroa que nunca vai murchar, jesus, o sumo pastor vai dar aos seus pastores, uma imarcescivel coroa de glória, uma coroa de brilho, de luz, uma coroa que expressa o cuidado que cada pastor teve com as ovelhas de jesus, um coroa que não vai ser vista somente em sua cabeça, mas uma coroa que fará parte de toda a sua vida, a coroa de glória, é a coroação do serviço cristão de qualidade que o servo de deus prestou na terra. caro pastor, você pensa que merece um coroa assim?

Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos!
Caro leitor o que é pior? não apascentar o rebanho de Jesus? Ou apascentar a si mesmo? Ambas as condutas são reprováveis diante de Deus.

3- Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
4- As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado.

Caro leitor observe as características dos pastores que apascentam a si mesmos eles em vez de cuidar do rebanho, em vez de dar ensinamento, dar conselhos, dar apoio, eles tiram, comem a gordura da ovelha, matam a ovelha cevada ou bem alimentada e se vestem da lã delas.

Caro leitor não é isto o que vemos alguns pastores fazendo com o rebanho de jesus? eles olham para a ovelha não como uma pessoa com sentimentos que precisa de cuidado e amor, mas como uma oportunidade para tirar o que puder dela para beneficiar a si próprio, se você pastores milionários por aí com jatinhos e helicópteros, que moram em mansões, que viajam de primeira classe, que só se hospedam em hotéis 5 estrelas e que nos cultos em vez de pregar a palavra de deus, só vivem a pedir, pedir, pedir, pedir, pedir tentando tirar o máximo de dinheiro de vocês, não permitam que eles façam isto com vocês, lembrem -se eles são pastores que deus condena, caro leitor, somente oferte o que o espírito santo tocou em seu coração, não aceite ameaças de ninguém em seu momento de adoração a Jesus através das ofertas.

As fracas não fortalecestes, e a doente não curastes,

Veja a falta de responsabilidades destes pastores com JESUS, caro leitor para que serve um pastor? para pastorear o rebanho de Jesus, então o que deve fazer um pastor quando no rebanho de sua responsabilidade, uma ovelha se encontra fraca e doente? o trabalho do pastor é fortalecer e curar esta ovelha, como um pastor fortalece e cura uma ovelha? o pastor é um representante de jesus, portanto ele deve conhecer jesus cristo muito bem, deve conhecer jesus mais do que a maioria das pessoas, este pastor deve estar acostumado a orar, a estudar a bíblia, este pastor provavelmente tem experiência com jesus com libertação, cura e salvação. por ter todo este conhecimento teórico e prático sobre Jesus e seu poder este pastor pode fortalecer qualquer ovelha, orando, ensinando e apoiando nos momentos difíceis desta pessoa.

O que tem acontecido com alguns pastores, ou seja, os pastores que apascentam a si mesmos, é que eles estão preocupados com eles mesmos, estes “pastores” não fazem parte do grupo do bom pastor, pois o Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas, estes querem explorar as ovelhas.

e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes;

Caro leitor, veja como Deus, através de seu profeta avalia a conduta destes charlatães e oportunistas da fé, eles vêem uma ovelha quebrada, ferida, maltratada e nada faz para restaurá - la, esta é a explicação de vermos templos superlotados de pessoas nos cultos, mas ao avaliarmos a vida individual de cada um veremos que boa parte delas não tem sido cuidadas por seus pastores, os templos estão lotados de ovelhas, tristes, oprimidadas, deprimidas, doentes e fracas.

Ezequiel diz que este tipo de pastor sabe que uma ovelha está desgarrada e ele não procura trazê - la para o rebanho do senhor. como pode um pastor agir desta maneira? caro leitor sabe porque isto acontece? muitas pessoas hoje querem ser consagradas ao pastorado, mas boa parte destas pessoas que hoje estão na igreja e que se chamam de pastores nunca foram pastores, em geral eles não são pastores nem deles mesmos, pois eles são guiados pela ganância e cobiça, eles não costumam pastorear nem suas esposas e filhos, como podem então pastorear o rebanho de jesus?

Caro leitor, Deus è sempre sábio por isto tem estabelecido sua igreja em vários lugares da terra e sempre haverá um bom pastor do Senhor em algum lugar, as vezes julgamos porque as ovelhas mudam de rebanho, mas somente deus sabe as verdadeiras razôes que fazem uma ovelha a procurar outros pastores, é melhor ver uma ovelha que se desgarrou e se perdeu em outro rebanho de jesus do que fora nas mãos do maligno.

Mas dominais sobre elas com rigor e dureza.

Caro leitor veja outra característica dos pastores que apascentam a si mesmos, já vimos que eles comem a gordura e usam a lã das ovelhas, já vimos que eles não curam as feridas e quebradas, já vimos que eles não buscam as desgarradas e perdidas, mas vejam o que eles ainda fazem com as ovelhas de Jesus, eles dominam sobre elas com rigor e dureza.

Caro leitor a maneira que o senhorio de Jesus se manifesta na vida de seus servos é pelo amor, todos nós que servimos Jesus, o servimos por amor, por reconhecer que Ele morreu na cruz por nós, e por saber tudo o que Jesus fez, faz e fará por nós, nos submetemos ao senhorio de Jesus, se Jesus não domina sobre seu povo com rigor e dureza como podem seus pastores agirem desta forma?

Um pastor que quer dominar a ovelha não age como pastor, tem pastores que querem dominar cada área da vida de um membro, ele quer saber onde o membro trabalha, quanto ganha, quanto dá de dízimo e oferta, quando pretende casar, com quem vai casar, quanto tem na poupança, etc...

Tem pastores extremamente mal educados, gritam dos púlpitos, esbravejam quando sua vontade não é aceita, caros pastores, um bom pastor tem que ter domínio é de si mesmo, tem que ter tranquilidade, equilíbrio e domínio próprio.

“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus”.
Caro leitor, espero que estas meditações tenham transformado você, talvez você seja apenas um membro apaixonado por Jesus, mas talvez você seja um pastor, presbítero, diácono, diaconisa, missionário, evangelista, ou talvez você seja um pai ou mãe, se você tem algumas ovelhas de Jesus sob sua responsabilidade, pense bem sobre a forma de cuidar das ovelhas de Jesus, nunca extorquindo, explorando, abandonando, dominando, trate todas elas da mesma forma que você, como ovelha de deus gostaria de ser tratado.

Caro leitor, se você percebeu que seu pastor está agindo como um pastor que apascenta a si mesmo, não se levante contra ele, não participe nunca de grupos de rebeliões para tirar o pastor de seu cargo, como um servo maduro de deus, você deve orar por seu líder, a oração tem poder, deixe Jesus, o Sumo Pastor cuidar de seu próprio rebanho, o mais importante é que você seja a ovelha dos sonhos de Deus, uma ovelha fiel, obediente, que ora, que estuda a bíblia, que obedece seus líderes, que ama as ovelhas de outros grupos cristãos, que perdoa seus inimigos, que participa dos cultos, que leva visitante aos cultos, que dizima, que oferta, que adora a Jesus.

Se você não está satisfeito com a forma que seu PASTOR te trata, converse com ele ou ela, exponha seus desejos, e se por acaso pensar em congregar em outro grupo, peça seu pastor para te abençoar e vá em paz, afinal de contas a igreja de Jesus está espalhada sobre a terra, todos os templos cristãos são a casa de Deus, são a casa de seu Pai CelestiaL.

Obrigado mais uma vez caro leitor por me acompanhar nestas meditações bíblicas que sua vida com Deus possa ser cada vez mais intensa, que as bençãos do Sumo Pastor possam sempre estar sobre sua casa.


Autor: Júlio Néris
Por Wilmar Antunes

O compromisso com o testemunho do evangelho



O apóstolo Paulo menciona três disposições inabaláveis do seu coração em relação ao evangelho:

"Eu estou pronto" (Rm 1.14); "eu sou devedor" (Rm 1.15) e "eu não me envergonho" (Rm 1.16). Temos aqui três verdades: A obrigação do evangelho: "sou devedor"; a dedicação ao evangelho: "estou pronto"; e a inspiração do evangelho: "não me envergonho".

Vamos examinar esses três compromissos com o evangelho.

Em primeiro lugar, eu estou pronto a pregar o Evangelho (Rm 1.14).

A demora de Paulo em ir a Roma não era falta de desejo do apóstolo, mas impedimentos circunstanciais alheios à sua vontade. Esse atraso, na verdade, enquadra-se no sábio arbítrio de Deus, pois resultou na escrita desta epístola, que tem merecido o encômio de ser "o principal livro do Novo Testamento e o evangelho perfeito".

Paulo sempre esteve pronto a pregar. Ele pregava em prisão e em liberdade; nas sinagogas e nas cortes; nos lares e nas praças. Pregava em pobreza ou com fartura. Ele chegou a dizer: "ai de mim, se não pregar o evangelho" (1Co 9.16). Pregar o evangelho era a razão da sua vida.

Em segundo lugar, eu sou devedor do Evangelho (1.15).

Há duas maneiras de alguém se endividar. A primeira é emprestando dinheiro de alguém; a segunda é quando alguém nos dá dinheiro para uma terceira pessoa. É no segundo caso que Paulo se refere aqui. Deus havia confiado o evangelho a Paulo como um tesouro que ele tinha que entregar em Roma e no mundo inteiro. Ele não podia reter esse tesouro. Ele precisava entregá-lo com fidelidade.

Deus nos confiou sua Palavra. Ele nos entregou um tesouro. Precisamos ir e anunciar. Sonegar o evangelho é como um crime de apropriação indébita. O evangelho não é para ser retido, mas para ser proclamado. Ninguém pode reivindicar o monopólio do evangelho. A boa nova de Deus é para ser repartida. É nossa obrigação fazê-la conhecida de outros.

Proclamar este evangelho em todo o mundo e a toda criatura não é questão de sentimento ou preferência; é uma obrigação moral; é um dever sagrado.

Em terceiro lugar, eu não me envergonho do Evangelho (1.16).

Paulo se gloria no evangelho e considera alta honra proclamá-lo. Ao considerarmos, porém, todos os fatores que circundavam o apóstolo, nós poderíamos perguntar: Por que Paulo seria tentado a envergonhar-se do evangelho ao planejar sua viagem para Roma? Porque o evangelho era identificado com um carpinteiro judeu que fora crucificado. Porque naquela época como ainda hoje os sábios do mundo nutriam desprezo pelo evangelho.

Porque o evangelho, centralizado na cruz de Cristo, era visto com desdém tanto pelos judeus como pelos gentios. Porque pelo evangelho Paulo já havia enfrentado muitas dificuldades. Porém, a despeito dessas e outras razões, Paulo pode afirmar, com entusiasmo: "Porque não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16).

Hoje há três grupos bem distintos: Primeiro, aqueles que se envergonham do evangelho. Segundo, aqueles que são a vergonha do evangelho. Terceiro, aqueles que não se envergonham do evangelho. Em quais desses grupos você se enquadra? Qual tem sido o seu compromisso com a proclamação do evangelho?

Que Deus desperte sua igreja, para que como um exército poderoso, cheio do Espírito Santo, se levante para proclamar com fidelidade o evangelho da graça. Pregar outro evangelho ou sonegar o evangelho é um grave pecado; porém, anunciar o evangelho, é o maior de todos os privilégios!

Rev. Hernandes Dias Lopes
Por Wilmar Antunes

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

"Marca da Besta" é imposto em escola.


"Marca da Besta" é imposto em escola.

Aluna evangélica não aceitou a imposição da direção da escola para colocar chip rastreador em si.

Aos 15 anos de idade, a evangélica Andrea Hernandez está no centro de um debate nos Estados Unidos sobre segurança e liberdade de expressão. Ela foi expulsa no final de 2012 da escola de ensino médio John Jay, em San Antonio, Texas, porque não aceitou receber o que chama de “marca da besta”.
Trata-se de um microchip de rastreamento que faz parte dos novos crachás de identificação dos alunos. Ele serve para indicar a localização dos alunos durante o tempo que eles permanecem na escola. Através de dispositivos de leitura ‘escondidos’ em lugares como portas, paredes, telas e pisos da escola, as informações contidas nos chips RFID são lidas. Andrea acredita que isso é uma ofensa a sua fé cristã, pois seria uma forma de monitoramento previsto no Livro de Apocalipse.
Sua postura gerou um grande debate depois que recebeu atenção da mídia. De um lado a escola assegura que é uma medida de segurança para os alunos. Por outro, muitos evangélicos da cidade apoiaram a adolescente, exigindo que lhe seja garantido o direito de expressão e o de culto.
Uma batalha judicial está sendo travada no tribunal do Texas e a primeira vitória de Andrea já ocorreu. De maneira preventiva, a escola decidiu interromper o “programa de monitoramento de estudantes” até a decisão legal definitiva. O projeto de San Antonio era um piloto que deveria ser expandido para todas as escolas do Texas num futuro próximo.
Quando Andrea pediu que seu crachá não tivesse esse chip, a escola a alertou que haveria sérias consequências se ela se negasse. Por ser cristã, ela temia que esse seria o primeiro passo para a “marca da besta” e alegou seu direito à liberdade religiosa. Não foi ouvida e posteriormente expulsa.
Os RFID estão disponíveis no mercado com opções subcutâneas. Já são usados em larga escala, por exemplo, para o rastreamento de animais de estimação. Recentemente, um programa parecido com esse tipo de chip RFID colocado sob a pele, foi testado pelo exército americano.
Porém, também sofreu críticas e foi interrompido. Há propostas nos EUA que chips desse tipo fossem usados na área da saúde. Eles contendo o histórico de saúde dos pacientes e poderiam facilitar os atendimentos em hospitais e clínicas. Na Arábia Saudita eles já são usados para controle nos aeroportos.
Aqui no Brasil, o uso desses chips está previsto no Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos, criado em 2006 e que tem como objetivo fiscalizar o tráfego em tempo real. A colocação compulsória em automóveis deve iniciar em breve.

Do Blog http://conselhodepastorescpb.ning.com
Postado por Pr.Álvaro de campos lobo

domingo, 28 de julho de 2013

Aula 04 – JESUS, O MODELO IDEAL DE HUMILDADE


3º Trimestre_2013

Texto Básico: Filipenses 2:5-11

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5)

INTRODUÇÃO

A encarnação de Cristo foi a maior demonstração de humildade. O Filho de Deus deixou o céu, a glória, o Seu trono, e se fez carne, fez-se homem, se encarnou. O eterno Filho de Deus não nasceu em um palácio. O Rei dos reis não nasceu num berço de ouro nem entrou no mundo por intermédio de uma família rica e opulenta; ao contrário, nasceu num berço pobre, numa família pobre, numa cidade pobre. Jesus nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10:45). Ele renunciou a Sua glória celestial. Ele tinha glória com o Pai antes que houvesse mundo (João 17:5). No entanto, voluntariamente deixou a companhia dos anjos e veio para ser perseguido e cuspido pelos homens. Do infinito sideral de eterno deleite, na própria presença do Pai, voluntariamente Ele desceu a este mundo de miséria a fim de armar a Sua tenda com os pecadores. Ele, em cuja presença os serafins cobriam o rosto, o objeto da mais solene adoração, voluntariamente desceu a este mundo, onde foi "... desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer" (Is 53:3). Jesus é o modelo ideal de humildade.

I. O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (Fp 2:5,6)

“Se alguém não entendeu o que Paulo quis dizer quando falou de agir por humildade (Fp 2:3) e olhar primeiro para as preocupações dos outros (Fp 2:4), então Paulo esclareceu as suas palavras, dando um exemplo a seguir. Os crentes deveriam adotar a mesma atitude ou estrutura de pensamento que foi encontrado em Jesus Cristo, nosso Senhor”.

1. Ele deu o maior exemplo de humildade - “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5). Paulo faz passar diante dos olhos dos Filipenses o exemplo do Senhor Jesus Cristo.

Qual foi a atitude que Cristo manifestou? O que caracterizava seu comportamento em relação aos outros? O Senhor Jesus pensava sempre nos outros. Ele serviu aos pecadores, às meretrizes, aos cobradores de impostos, aos doentes, aos famintos, aos tristes e enlutados. Quando os Seus discípulos, no cenáculo, ainda alimentavam pensamentos soberbos, Ele pegou uma toalha e uma bacia e lavou os seus pés (João 13:1-13).

Certa feita, ao entrar numa cidade Ele tocou no corpo imundo de um leproso e na língua de um mundo. Ele Se preocupava com os homens loucos de quem ninguém mais conseguia aproximar-se. Ele aceitava convites para jantar nas casas de pecadores, publicanos, bem como fariseus e hipócritas. Jesus não evitava nenhuma classe de gente. Mulheres de má reputação chegaram a Ele sabendo que encontrariam compreensão, perdão, e também a ordem de arrependerem-se do mal.

Jesus tirava tempo de sua apertada agenda para falar com todos, respondendo perguntas, tirando dúvidas e mostrando o melhor caminho. Ele visitava as casas do povo, assistia casamentos, pescava com amigos, falava com crianças no Seu colo. Ele sempre parava no caminho para atender um chamado de ajuda. Em Jesus podemos ver todas as atitudes associadas com uma pessoa pobre de espírito: humildade, submissão, serviço e amor. Sem dúvida, Jesus é o modelo ideal de humildade.

2. Ele era igual a Deus. “Que, sendo em forma de Deus”(v.6). Quando lemos que Cristo Jesus subsistiu “em forma de Deus”, aprendemos que ele existiu desde a eternidade como Deus. Ele não é apenas semelhante a Deus, mas de fato é Deus, no melhor sentido da palavra.

No entanto, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus”. É da máxima importância distinguir aqui entre igualdade pessoal com Deus e igualdade posicional. Quanto à sua Pessoa, Cristo sempre foi, é e há de ser igual a Deus. Era-lhe impossível abrir mão disso, mas igualdade posicional já é outra coisa. Desde a eternidade, Cristo era posicionalmente igual ao Pai, desfrutando as glórias do Céu. Ele não julgou, porém, que fosse necessário agarrar-se a essa posição a qualquer custo. Quando foi necessário redimir a humanidade perdida, ele abriu mão livremente de sua igualdade posicional com Deus, ou seja, os confortos e a alegria do Céu. “Não julgou” necessário agarrar-se a eles para sempre e sob qualquer circunstância.

Assim estava pronto para vir a este mundo e padecer a contradição dos pecadores contra ele mesmo. Ninguém jamais cuspiu em Deus Pai, tampouco foi ele agredido fisicamente ou crucificado. É neste sentido que o Pai é maior que o Filho; não é maior quanto à Sua Pessoa, e, sim, quanto à sua posição e à maneira em que viveu. João exprime esse pensamento: “Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu” (João 14:28). Os discípulos deviam se alegrar com a noticia de que ele ia para o Céu. Enquanto viveu na terra, Jesus foi tratado cruelmente e por fim rejeitado. Vivera em circunstâncias muito inferiores às de seu Pai. Nesse sentido, o Pai lhe era superior. Quando voltou para o céu, porém, passou a ser igual ao Pai quanto às circunstâncias e à Pessoa deste.

3. Mas “não teve por usurpação ser igual a Deus” (v.6). Este texto descreve a posição que Cristo tinha em sua existência antes da criação do mundo, isto é, o seu estado pé-encarnado. Jesus Cristo era Deus. Tudo o que Deus é, Cristo é; a igualdade está em características essenciais e atributos divinos. Mas Jesus não teve como usurpação ser igual a Deus, antes colocou os seus direitos de lado por um tempo, a fim de se tornar humano. Quando Cristo nasceu, Deus tornou-se um homem. Jesus não era parte homem e parte Deus; ele era completamente humano e completamente divino. Cristo é a perfeita expressão de Deus na forma humana. Como um homem, Jesus estava sujeito ao lugar, ao tempo, e às outras limitações humanas. O que tornou a humanidade de Jesus excepcional foi o fato de não ter pecado. Ele não abandonou o seu poder eterno quando se tornou humano, mas deixou de lado a sua glória e os seus direitos. Em sua humanidade plena, podemos ver tudo aquilo que está relacionado ao caráter de Deus que pode ser transmitido em termos humanos.

II. O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (Fp 2:7,8)

1. “Aniquilou-se a si mesmo “ (Fp 2:7). Diante dessa afirmação, surge logo a pergunta: “O Senhor Jesus se esvaziou em que sentido?”.

Devemos ter cuidado ao responder a essa pergunta. Muitas vezes, ao tentar definir esse esvaziamento, muitos acabam por roubar de Cristo os atributos da Divindade. Por exemplo, dizem alguns que o Senhor Jesus, quando andava aqui na Terra, não era onisciente nem onipotente; que ele não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo; que ele voluntariamente pôs à parte esses atributos da divindade quando entrou no mundo como homem. Uns dizem até que ele estava sujeito às mesmas limitações que os homens, que era passível de erro e que aceitava as opiniões e os mitos comuns de seus dias! Refutamos isso com veemência. O Senhor Jesus Cristo não pôs à parte nenhum dos seus atributos divinos quando veio a este mundo. Ele continuou a ser onisciente (sabendo tudo); continuou a ser onipotente (todo-poderoso); continuou a ser onipresente (presente em todas as partes ao mesmo tempo).

O que ele fez foi desfazer-se de sua posição de igualdade com Deus Pai e ocultou sua glória por baixo de um corpo de carne humana. A glória ainda estava lá, mas escondida, brilhando apenas em certas ocasiões, como, por exemplo, no monte da Transfiguração. Não houve um momento sequer, em toda a sua existência sobre a terra, em que ele ficasse sem os atributos da Divindade.

Portanto, é preciso ter muito cuidado ao explicar a frase: “Aniquilou-se a si mesmo”, ou, conforme a Revista e Atualizada, “a si mesmo se esvaziou”. O método mais seguro é deixar que as expressões que se seguem providenciem a explicação. Ele se esvaziou “assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens”(ARA). Ou seja, Ele se esvaziou, assumindo uma coisa que nunca teve antes: humanidade. Não pôs à parte sua divindade, e, sim, seu lugar nos céus, e isso ele fez apenas temporariamente.

“Assumindo a forma de servo”. Jesus “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28). O apóstolo Paulo exorta os cristãos de Filipos a manifestar o mesmo sentimento que havia em Cristo. Os argumentos cessariam se todos se mostrassem dispostos a assumir o lugar mais humilde.

2. Ele “humilhou-se a si mesmo” (Fp 2:8). O Filho de Deus não estava apenas pronto para deixar a glória dos céus. Ele esvaziou-se! Tomou a forma de servo! Fez-se Homem! E, também, “se humilhou”! Não havia profundidade a que ele não estivesse disposto a se rebaixar para salvar as almas perdidas. Bendito seja seu glorioso nome para sempre!.

3. Ele foi “obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2:8). Jesus Cristo serviu sacrificialmente e foi obediente até à morte e morte de cruz. Cristo se esvaziou e se humilhou quando se fez homem. Depois desceu mais um degrau nessa escalada da humilhação, quando se fez servo; mas desceu as profundezas da humilhação quando suportou a morte e morte de cruz. Por seu sacrifício, Ele transformou esse horrendo patíbulo de morte no símbolo mais glorioso do cristianismo (Gl 6:14).

Segundo Hernandes Dias Lopes, a cruz de Cristo é a grande ênfase de toda a Bíblia, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento (Ec 24:25-27). Dois quintos do Evangelho de Mateus são dedicados à última semana de Jesus em Jerusalém. Mais de três quintos do Evangelho de Marcos, um terço do Evangelho de Lucas e quase a metade do Evangelho de João dão a mesma ênfase.

O apóstolo João fala da crucificação de Cristo como "a hora" vital para a qual Cristo veio ao mundo e o Seu ministério foi exercido (João 2:4; 7:30; 8:20; 12:23; 12:27; 13:1; 17:1).

Cristo morreu para remover o pecado (1Pe 2:24; 2Co 5:21), satisfazer a justiça divina (Rm 3:24-26) e revelar o amor de Deus (João 3:16; 1João 4:10).

Concordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que a morte de Cristo foi dolorosíssima, ultrajante e maldita. Todavia, não devemos olhar a morte de Cristo na cruz apenas sob a perspectiva do sofrimento físico.

A grande questão é: por que Ele morreu na cruz? Cristo não foi para a cruz porque Judas O traiu por ganância, porque os sacerdotes O entregaram por inveja ou porque Pilatos O condenou por covardia. Ele foi para a cruz porque o Pai O entregou por amor e porque Ele a si mesmo se entregou por nós. Ele morreu pelos nossos pecados (1Co 15:3). Nós O crucificamos. Nós estávamos lá no Calvário não como plateia, mas como agentes da Sua crucificação.

A cruz de Cristo é a maior expressão do amor de Deus por nós e a mais intensa expressão da ira de Deus sobre o pecado. O pecado é horrendo aos olhos de Deus. A santa justiça de Deus exige a punição do pecado. O salário do pecado é a morte. Então, Deus num ato incompreensível de eterno amor, puniu o nosso pecado em Seu próprio Filho, para poupar-nos da morte eterna. Na cruz, Jesus bebeu sozinho o cálice amargo da ira de Deus contra o pecado.

Na cruz, Jesus foi desamparado para sermos aceitos. Ele não desceu da cruz para podermos subir ao céu. Ele se fez maldição na cruz para sermos benditos de Deus. Ele morreu a nossa morte para vivermos a Sua vida. Glórias sejam dadas ao seu glorioso Nome!!

III. A EXALTAÇÃO E CRISTO (Fp 2:9-11)

Cinco verdades devem ser declaradas sobre a exaltação de Cristo: Em primeiro lugar, a exaltação de Cristo é obra de Deus (Fp 2:9); Em segundo lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação incomparável (2:9); Em terceiro lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação que exige rendição de todos (2:10); Em quarto lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação proclamada universalmente (2:11); Em quinto lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação que tem um propósito estabelecido (2:11).

1. “Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2:9). Jesus Cristo se humilhou, mas foi exaltado, e essa exaltação lhe foi dada pelo Pai. O caminho da exaltação passa pelo vaie da humilhação; a estrada para a coroação passa pela cruz. Deus exalta aqueles que se humilham (Mt 23:33; Lc 14:11; 18:14; Tg 4:10; 1Pe 5:6). Foi por causa do sofrimento da morte que essa recompensa lhe foi dada (Hb 1:3; 2:9; 12:2).

Deus Pai não deixou seu Filho na sepultura, mas O levantou da morte, O levou de volta ao céu e O glorificou (At 2:33; Hb 1:3). Deus Pai deu a Jesus "toda autoridade no Céu e na Terra" (Mt 28:18). Deu a Ele autoridade para julgar (João 3:27) e O fez Senhor de vivos e de mortos (Rm 14:9), fazendo-O assentar à sua destra, acima de todo principado e potestade, constituindo-O cabeça de toda a Igreja (Ef 1:20-22). Fica claro que essa elevação de Jesus não foi a restituição da natureza divina, porque Ele jamais a perdeu, mas foi a restituição da glória eterna que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, da qual voluntariamente havia se despojado (João 17:5,24).

Porque Jesus se humilhou, Ele foi exaltado. Jesus mesmo é a suprema ilustração de Sua própria afirmação: "... todo o que se exalta será humilhado: mas o que se humilha será exaltado" (Lc 18:1,4b). Os homens cuspiram nEle, mas Deus O exaltou. Os homens Lhe deram nomes insultuosos, mas o Pai Lhe deu o nome que está acima de todo nome.

2. “Dobre-se todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Fp 2:10). Deus Pai estava tão contente com a obra redentora de Cristo que determinou que todo joelho haverá de se dobrar perante Ele – dos seres “que estão nos céus, na terra e debaixo da terra”. Isso não quer dizer que todas as criaturas serão salvas. Os que não dobram o joelho perante Cristo agora por livre vontade serão obrigados a fazê-lo um Dia. Os que não querem ser reconciliados com Ele na era da graça serão subjugados no Dia do juízo.

A expressão “nos céus” refere-se aos anjos; “na terra” significa toda a humanidade; “debaixo da terra” refere-se ao mundo dos mortos – possivelmente as pessoas não salvas que morreram ou os demônios. Aqueles que amam a Jesus se dobrarão em adoração e reverência; aqueles que se recusaram a reconhecê-lo se dobrarão em submissão e medo (ler Ef 4:9,10; Ap 5:13). Isto ocorrerá na segunda vinda de Jesus, quando as forças do mal serão completamente derrotadas e Deus formará um novo Céu e uma nova Terra (Ap 19:20,21; 21:1).

3. “Toda língua confesse” (v.11). Toda língua confessará a verdade básica do cristianismo:Jesus Cristo é Senhor. Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Todo-poderoso Deus, diante de quem os poderosos deste mundo vão ter de se curvar e confessar que Ele é o Senhor. Aqueles que zombaram dEle, vão ter de confessar que Ele é o Senhor. Aqueles que O negaram e nEle não quiseram crer, vão ter de admitir e confessar que Ele é Senhor. Essa confissão será pública e universal. Todo o Universo vai ter de se curvar diante daquele que se humilhou, mas foi exaltado sobremaneira!

Isso não significa, obviamente, que todas as pessoas serão salvas. Somente os que agora reconhecem que Jesus é o Senhor e O confessam como tal serão salvos (Rm 10:9). Entretanto, na segunda vinda de Cristo, nenhuma língua ficará silenciosa, nenhum joelho ficará sem se dobrar. Todas as criaturas e toda a criação reconhecerão que Jesus é o Senhor (Fp 2:11; Ap 5:13).

É válido ressaltar que esses versículos foram introduzidos em razão de um pequeno problema na igreja de Filipos. Não era ideia de Paulo no inicio escrever um tratado sobre o Senhor. Pelo contrário, ele queria apenas corrigir o egoísmo e o espírito de partidarismo entre os santos. Para curar essa condição, é preciso ser governado pela mente de Cristo. Em todas as situações da vida, Paulo apresenta o Senhor Jesus como solução. Devemos fazer o mesmo!

CONCLUSÃO

Entre o povo de Deus, a humildade é um imperativo, pois "Deus escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes" (Pv 3:34). Tiago diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4:6), e o apóstolo Pedro ordena: "Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (1Pe 5:6). A humildade deve ser a marca do cristão, pois seu Senhor e Mestre foi "... manso e humilde de coração" (Mt 11:29). Jesus dizia aos discípulos que maior é o que serve e que Ele mesmo veio não para ser servido, mas para servir (Mc 10:45). Alguém ainda tem dúvida de que Jesus é o modelo ideal de humildade?


Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD – Assembleia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Comportamento dos Salvos em Cristo


Texto Básico: Filipenses 1:27-30; 2:1-4
“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho”(Fp 1:27)

INTRODUÇÃO
Nesta aula trataremos acerca do comportamento dos cristãos. Uma vez que a pessoa convertida recebe a justificação por meio de Jesus Cristo, “deve andar como Ele andou” (1João 2:6). Isto será demonstrado através de sua conduta, do seu viver diário, independente das circunstâncias. A conduta do crente deve refletir a de uma pessoa transformada, que foi lapidada pelo poder do Espírito Santo. Somente por meio da Palavra de Deus é que iremos saber se o comportamento do crente é correto ou não. Somos exortados, pela Palavra de Deus, como deve ser a nossa conduta “para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2:15). O crente deve manter um padrão exemplar de conduta, para que em tudo, Cristo venha a ser glorificado. A Palavra de Deus nos exorta a nos portarmos dignamente diante de Deus e dos homens - “Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo” (Fp 1:27).

I. O COMPORTAMENTO DOS CIDADÃOS DO CÉU (Fp 1:27)
“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (Fp 1:27).

Paulo escrevia de Roma, o centro do Império Romano. Foi o fato de ser cidadão romano que o conduziu à capital do império. Filipos era uma colônia romana, uma espécie de miniatura de Roma. Nas colônias romanas, os cidadãos jamais esqueciam que eram romanos: falavam o latim, usavam vestimentas latinas, davam a seus magistrados os títulos latinos. Desse modo, Paulo está dizendo aos crentes de Filipos que assim como eles valorizavam a cidadania romana, deveriam também valorizar, e ainda mais, a honrada posição que ocupavam como cidadãos do céu - “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20).

1. O crente deve “portar-se dignamente”. Os crentes de Filipos deviam viver como pessoas convertidas tanto dentro da igreja quanto fora, no mundo. A fé que abraçamos precisa moldar o nosso caráter. O Rev. Hernandes Dias Lopes, citando Juan Carlos Ortiz, diz que a vida do cristão é o quinto evangelho, a página da Bíblia que o povo mais lê. Precisamos viver de modo digno para não sermos causa de tropeço para os fracos. Precisamos viver de modo digno para não baratearmos o evangelho que abraçamos. Precisamos viver de modo digno para ganharmos outros com o nosso testemunho.

2. Para que os outros vejam. Neste texto de Fp 1:27, Paulo deixa transparecer sua preocupação com a unidade na Obra de Deus. Havia um pequeno foco de cizânia naquela igreja. A igreja de Filipos estava sendo atacada numa área vital, a quebra da comunhão (Fp 2:1-4; 4:1-3). Seus membros estavam fazendo a obra de Deus, mas divididos. Paulo os exorta a estarem firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica. Por isso ele escreve num tom de exortação: “…para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho“.
Não podemos ter nenhuma dúvida, todos aqueles que fazem a igreja local devem lutar juntos, não por modismos, doutrinas de homens, mas pela unidade da fé em Cristo Jesus, pela unidade doutrinária. A igreja não é apenas um amontoado de gente vivendo num parque de diversão, mas um grupo de atletas trabalhando juntos pelo mesmo objetivo. Paulo diz que os crentes devem trabalhar como atletas de um time, todos com a mente focada no mesmo alvo: o avanço do evangelho. A desunião trás escândalos à Obra de Deus, inibe o progresso do evangelho. Pense nisso!

II. O COMPORTAMENTO ANTE A OPOSIÇÃO (Fp 1:28-30)
“E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas, para vós, de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e, agora, ouvis estar em mim”.

1. O ataque dos falsos obreiros. Paulo havia enfrentado uma oposição severa em muitas cidades, incluindo Filipos. Se ele foi perseguido por causa de sua fé, os cristãos deveriam esperar o mesmo tratamento. Os inimigos do cristianismo incluíam o império romano, a população filipense pagã(a quem Paulo havia enfrentado - At 16:16-24) e falsos obreiros que haviam se infiltrado em muitos círculos cristãos e a quem Paulo censurou em muitas de sua cartas. A igreja precisaria ser forte dentro da comunhão, a fim de suportar as investidas dos inimigos da obra de Cristo. É triste perceber que muito tempo e esforço são perdidos em algumas igrejas, pelas brigas de umas pessoas contra as outras, em vez de se unirem contra a verdadeira oposição! É necessário que uma igreja corajosa resista à luta corpo a corpo e mantenha o propósito comum de servir a Cristo.

2. Padecendo por Cristo. “E em nada vos espanteis… Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele…”. A igreja de Filipos estava enfrentando uma ameaça interna (a quebra da comunhão) e uma ameaça externa (a perseguição). Paulo os exorta a trabalharem unidos e também a enfrentarem os adversários sem temor, sabendo que o padecimento por Cristo é uma graça (Fp 1:29), pois até mesmo a perseguição à igreja vem da parte de Deus. É bem verdade que somente pela fé, que vem pela graça, pode o sofrimento ser considerado um privilégio.

O rev. Hernandes Dias Lopes, citando Ralph Martin, diz que os planos de Deus incluem o sofrimento das igrejas (Fp 1:29), visto que a natureza da vocação cristã recebeu o seu modelo do próprio Senhor encarnado que sofreu e foi humilhado até à morte e morte de cruz (Fp 2:6-11). A vida da igreja deriva daquele que exemplificou o padrão do “morrer para viver”. Dessa forma, não há absolutamente nada incoerente, nem inconsistente, no “destino dos cristãos como comunidade perseguida, inserida em um mundo hostil” (Fp 2:15). Enquanto muitos pregam que a glória é a insígnia de todo cristão, Paulo afirma que a marca distintiva do crente é a cruz. O sofrimento por causa do evangelho não é acidental, mas um alto privilégio, nada menos do que um dom da graça de Deus! A cruz dignifica e enobrece.

III. PROMOVENDO A UNIDADE DA IGREJA (Fp 2:1-4)
Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que a unidade espiritual da igreja é uma obra exclusiva de Deus. Não podemos produzir unidade, mas apenas mantê-la. Todos aqueles que creem em Cristo, em qualquer lugar, em qualquer tempo, fazem parte da família de Deus e estão ligados ao corpo de Cristo pelo Espírito. Essa unidade não é externa, mas interna. Ela não é unidade denominacional, mas espiritual. Só existe um corpo de Cristo, uma Igreja, um rebanho, uma noiva. Todos aqueles que nasceram de novo e foram lavados no sangue do Cordeiro fazem parte dessa bendita família de Deus.
Essa unidade é construída sobre o fundamento da verdade. Fora da verdade, não há unidade (Ef 4:1-6). Por isso, a tendência ecumênica de unir todas as religiões, afirmando que a doutrina divide enquanto o amor une, é uma falácia.
Muitos cristãos fraquejam, ensarilham as armas e fogem do combate na hora da tribulação. Outros se distanciam não da obra, mas dos irmãos, e rompem a comunhão fraternal. Paulo os exorta a estarem juntos e firmes, lutando pela fé evangélica.

1. O desejo de Paulo pela unidade - “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (Fp 2:1,2).

Paulo queria a unidade na Igreja filipenses para que eles pudessem dar continuidade ao ministério do Evangelho; mas tal unidade só seria possível se eles estivessem unidos a Cristo, para que houvesse relacionamentos harmoniosos entre os próprios crentes.

Os filipenses haviam dado a Paulo grande alegria (Fp 1:4). Contudo, Paulo estava ciente de uma falta de unidade na igreja filipense. Por exemplo, os crentes estavam demonstrando um falso senso de superioridade espiritual sobre os outros (Fp 2:3), e alguns não estavam trabalhando harmoniosamente com outros (Fp 4:2). Paulo sabia que até mesmo o inicio de uma divisão poderia causar grandes problemas, a menos que as “rachaduras” fossem consertadas rapidamente.

Por causa de sua experiência comum em Cristo e sua comunhão comum com o Espírito Santo, eles deveriam concordar sinceramente uns com os outros. Isto não significa que os crentes tenham que ter a mesma opinião em tudo; em vez disso, cada crente deve ter a mente (ou atitude) de Cristo, que Paulo descreve com detalhes em Fp 2:5-11.
Paulo também queria que os membros da Igreja estivessem amando uns aos outros. O amor de Cristo o trouxe do Céu, em uma situação humana humilde, para morrer em uma cruz em favor dos pecadores. Embora os crentes não possam fazer o que Cristo fez, eles seguem o exemplo de Cristo quando expressam o mesmo amor no seu trato com os outros (veja Gl 5:22).

O Espírito Santo deve unir os crentes em um só corpo. Quando eles permanecem firmes no Espírito, superam pequenas diferenças e trabalham vigorosamente em direção a um só propósito - um só objetivo (Fp 3:14,15). O objetivo da Igreja é anunciar o Evangelho.
Uma igreja unificada é uma fortaleza extraordinária contra qualquer inimigo. A própria unidade da igreja filipenses iria garantir que ela pudesse se opor a qualquer perseguição ou falsa doutrina que pudesse surgir em seu caminho.

2. O foco no outro como em si mesmo -” Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo“(Fp 2:3).

Os membros da igreja de Filipos estavam causando discórdia por suas atitudes ou ações. Eles desejavam reconhecimento e distinção, não por motivos puros, mas meramente por serem egoístas. As pessoas deste tipo não podem trabalhar com outras pessoas na igreja com o mesmo pensamento e amor (Fp 2:2). Quando as pessoas são egoístas e ambiciosas e tentam apenas causar uma boa impressão, elas destroem a unidade da igreja. Portanto, não se deve fazer absolutamente nada por ambição egoísta ou vanglória, uma vez que são dois dos maiores inimigos da união entre o povo de Deus.

Quando encontramos alguém desejoso de reunir um grupo em torno de si, a fim de promover os próprios interesses, ali encontramos as sementes da contenda e da porfia. O remédio está na ultima parte do versículo: “por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo“. Isso não quer dizer que devemos pensar que um criminoso pode ter um caráter melhor que o nosso, mas que devemos viver para os outros sem egoísmo algum, colocando os interesses dele acima dos nossos.
É fácil ler uma exortação dessas na palavra de Deus; absorver seu verdadeiro significado e pô-lo em prática é outra história. Considerar os outros superiores a nós mesmos é coisa estranha à nossa natureza, e não conseguiremos fazer isso por esforço próprio. Somente pelo Espírito Santo e fortalecido por ele podemos assumir tal atitude. Considerar os outros superiores a nós mesmos significa que estamos cientes dos nossos próprios defeitos e estamos, assim, dispostos a aceitar os defeitos nos outros sem menosprezá-los.

3. Não ao individualismo. Paulo ainda adverte: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros ”(Fp 2:4).
Ter interesse em proteger os interesses alheios faz parte dos alicerces da ética cristã. No mundo, cada um cuida primeiro de si, pensa somente em si, e seu olhar está atento apenas aos próprios interesses. Os interesses dos outros estão fora de seu verdadeiro campo de visão. Por isso, tampouco existe no mundo verdadeira comunhão, mas somente o medo recíproco e a ciumenta autodefesa contra o outro. Na irmandade da Igreja de Jesus, pode e deve ser diferente. Cada crente não deve ficar completamente absorvido pelo que é “propriamente seu”, mas deve também estar interessado nos “outros”, observando os seus pontos positivos e qualidades. Precisamos ter a mesma atitude de Cristo, que sacrificou a si mesmo, para que possamos olhar além de nós mesmos e enxergar as necessidades dos outros. É quando entregamos nossa vida em serviço dedicado aos outros que nos erguemos acima da luta egoísta dos homens.

CONCLUSÃO
“Abstende-vos de toda aparência do mal” (1Tes 5:22). A conduta certa, o modo de viver certo, o comportamento correto, tudo isso depende única e exclusivamente de uma submissão de nosso próprio ser ao senhorio de Jesus Cristo. Só assim, seremos capazes de praticar os princípios contidos em Sua Palavra. “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus“ (Ef 5:15,16).

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço - Prof. EBD
Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com