terça-feira, 26 de setembro de 2017

O Futuro Governo Mundial

Dentro de pouco tempo, um governo cruel, perverso e totalitário, mas com um discurso impecável de paz, amor e fraternidade, tomará conta do planeta Terra. Nada pode impedir que isso aconteça. Os Estados Unidos, depois de um colapso repentino e misterioso, serão impotentes, um mero peão no desenrolar dos acontecimentos. Mas será que essa transformação será provocada pelos lendários Trilateralistas? Não! A conspiração é muito maior do que isso e poderosa demais para ser controlada pelos Trilateralistas.
Há muitos rumores alarmistas de que importantes líderes políticos de Washington estariam envolvidos numa conspiração para trair os interesses nacionais dos Estados Unidos. Esses homens, todos membros ou ex-membros da Comissão Trilateral e/ou do Conselho de Relações Exteriores (CFR, em inglês), estariam trabalhando lado a lado com certos líderes comunistas importantes numa conspiração internacional para estabelecer um governo mundial [...]. Não há dúvida de que esses relatos têm um fundo de verdade. Mas as pessoas invariavelmente exageram quando se referem aos Trilateralistas e ao pessoal do CFR, parecendo atribuir onisciência e onipotência aos “internacionalistas”.
De fato, membros de várias organizações políticas importantes, tanto nos EUA como no exterior, fazem parte de uma conspiração internacional para estabelecer um governo mundial. Mas será que isso é tão ruim assim? De que outra forma pode haver uma paz mundial justa e duradoura? Com certeza, um governo mundial não seria considerado algo ruim, mas sim a maior esperança de se evitar um holocausto nuclear. Porém, muitos argumentam que esse governo só poderia ser estabelecido através do sacrifício de liberdades preciosas para o Ocidente [...].
Em vários de seus livros, H. G. Wells parece ter previsto com precisão assustadora os passos que levarão ao surgimento do futuro governo mundial. Embora defendesse um socialismo internacional benevolente, ele não tinha ilusões com relação ao Comunismo, que rejeitou com estas palavras:
Na prática, vemos que o Marxismo [...] recorre a atividades perniciosamente destrutivas e [...] é praticamente impotente diante de dificuldades materiais. Na Rússia, onde [...] o Marxismo foi testado [...] a cada ano fica mais claro que o Marxismo e o Comunismo são desvios que se afastam do caminho do progresso humano [...]. O principal erro dessa teoria é a suposição simplista de que pessoas em situação de desvantagem se sentirão compelidas a fazer algo mais do que a mera manifestação caótica e destrutiva de seu ressentimento [...]. Nós rejeitamos [...] a fé ilusória nesse gigante mágico, o Proletariado, que irá ditar, organizar, restaurar e criar [...].

Em vez disso, Wells previu que a nova ordem mundial estaria nas mãos de “uma elite de pessoas inteligentes e com um pensamento religioso”. A religião desses conspiradores sinceros, que Wells explicou e confessou seguir, é exatamente o que a Bíblia descreve como a religião do futuro Anticristo! Mas poucas pessoas perceberão isso, pois todos estarão muito empenhados em salvar o mundo do holocausto nuclear. Seus objetivos serão tão sinceros e parecerão tão lógicos: uma paz genuína e duradoura só pode ser obtida através do controle mundial sobre os interesses nacionalistas que, de outra forma, geram disputas por territórios, recursos, riqueza e poder, provocando guerras para atingir seus objetivos [...].
Criado pela mãe para ser evangélico, Wells tornou-se um apóstata inimigo de Cristo. Amigo íntimo de T. H. Huxley, Wells era ateu e ávido evolucionista. Porém, tinha uma religião, uma crença de que uma elite de homens-deuses evoluiria no tempo oportuno, “tomaria o mundo em suas mãos e criaria uma ordem racional”. O mundo seria transformado através dessa religião apóstata. Duvido que Wells soubesse que estava profetizando o cumprimento de uma profecia bíblica:
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição”.
Entretanto, Wells parecia saber que isso não aconteceria em sua geração, mas ocorreria provavelmente na seguinte:

Para a minha geração, desempenhar o papel de João Batista deve ser a maior ambição. Podemos proclamar e revelar o advento de uma nova fase da fé e do esforço humano. Podemos indicar o caminho cuja descoberta tem sido o trabalho de nossa vida [...]. Aqui – dizemos – está a base para um mundo novo.
A idéia de um governo mundial está em circulação há muito tempo. A novidade hoje é o fato de que quase todo mundo está chegando à mesma conclusão e, no desespero do momento, milhões de pessoas estão fazendo algo a respeito [...]. Como H. G. Wells previu, a “conspiração” agora se tornou um movimento evidente que envolve centenas de milhões de “crentes”. A maioria desses “conspiradores declarados”, como Wells profetizou, tem em mente uma unidade mundial baseada mais no relacionamento interpessoal do que propriamente num governo, como querem os internacionalistas. A maior demonstração de que isso já é totalmente possível são as redes formadas por milhares de grupos de cidadãos comuns trabalhando em conjunto, no mundo inteiro, no novo e poderoso movimento pela paz. Isso também parece ter sido previsto por Wells, que escreveu:
“O que estamos procurando alcançar é a síntese, e esse esforço comunal é a aventura da humanidade”.

Alguma coisa importante está tomando forma – um imenso e crescente movimento popular cujo caráter é mais religioso do que político, embora não no sentido comum da palavra. É uma nova espiritualidade, um misticismo grande demais para ser confinado nos limites estreitos de qualquer religião.
O Dr. Fritjov Capra, brilhante físico-pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley, declarou:
Vivemos hoje num mundo interconectado globalmente [...] que requer uma perspectiva ecológica [...] uma nova visão da realidade, uma transformação fundamental das nossas idéias, percepções e valores [...].

É interessante o que H. G. Wells declarou, ao escrever sobre a “conspiração declarada” que acabaria por estabelecer a nova ordem mundial:
“Esta é a minha religião [...] a verdade e o caminho da salvação [...]. Ela já está se desenvolvendo em muitas mentes [...] uma imensa e esperançosa revolução na vida humana [...]”.

Existem evidências suficientes de que o que Wells previu está finalmente acontecendo. Isso não é obra do acaso e já está grande demais para ser controlado pelos Trilateralistas [...].
Estamos diante não só de um futuro governo mundial, mas também de uma futura religião mundial. Na era espacial, ela precisará ter o aval da ciência. Mas que religião seria essa? Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que, se a Bíblia chama seu líder de Anticristo, então ela tem que ser anticristã. Entretanto, o próprio Senhor Jesus avisou que esse homem fingiria ser o Cristo e que seu disfarce seria tão astuto e convincente que enganaria “se possível, os próprios eleitos”.

Autor: Dave Hunt
Por: Wílmar Antunes
 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Os Prejuízos da Auto Imagem Negativa


INTRODUÇÃO
Se você pensa em ser diferente do que é, ou mesmo ser alguma outra pessoa, possivelmente tem algum problema relativo à sua própria auto-imagem. Você se sente feliz e realizado em ser o que é? A resposta a esta indagação pode ser a chave para determinar como você vive e a maneira como você se relaciona com Deus e com o próximo. A sua vida será determinada por aquilo que você pensa ser.

Auto-imagem, auto-conceito, auto-valorização, auto-estima são freqüentemente usadas com o mesmo sentido. Através delas estamos nos referindo à avaliação que o indivíduo faz, e costumeiramente mantém acerca de si mesmo. Portanto, a auto-estima de alguém pode ser tanto alta como baixa, positiva ou negativa. Normalmente, o senso de valorização influenciará no tipo de vida que a pessoa vai levar. No contexto racista americano, uma criança negra pendurou um cartaz no seu quarto que dizia: "Eu sou eu e sou bom, porque Deus não faz porcaria."

1. O conceito bíblico de auto-imagemSerá que podemos encontrar o conceito de auto-imagem na Bíblia? Claro que sim. Auto-imagem é um conceito da psicologia para um antigo conceito bíblico. Se entendemos a auto-imagem como a idéia que fazemos de nós mesmos, encontraremos várias ilustrações bíblicas.

Porque, como imagina seu coração, assim ele é (Pv 23.7). Há muito tempo Salomão observou a relação existente entre o que o homem pensa e o modo como age.

Também vimos ali gigantes, e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos " (Nm 13.33). O texto mostra que a impressão que os espias tinham de si mesmos afetou até o modo pelo qual os inimigos os viam foram considerados apenas como um punhado de gafanhotos. A idéia que os espias fizeram de si mesmos influenciou em sua própria ação.

Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um " (Rm 12.3). O ponto importante para Paulo é que cada crente deve formar um auto-conceito em resultado de uma avaliação realista de si mesmo.

Encontramos em outros personagens bíblicos descrições objetivas de auto-conceito: Caim (Gn 4.5-7), Davi, (2 Sm 12 e SI.51), Pedro (Lc 22.33-34, 54.62) e Paulo (1 Co 4.16, 11.1 e 15.9-10; 1 Tm 1.15).

Para uma definição verdadeiramente bíblica citamos Josh McDowell: "Uma auto-imagem saudável é ver a si mesmo como Deus o vê, nem mais nem menos. Em outras palavras, uma auto-imagem saudável significa uma visão realista de nós mesmos dentro da perspectiva de Deus, como somos retratados em sua Palavra ".


2. A necessidade de auto-imagemÉ indescritível a necessidade que as pessoas têm, hoje em dia, de se sentirem amadas e valorizadas. Infelizmente, a sociedade em que vivemos nos transmite uma mensagem de desvalorização e de degradação do indivíduo, como pessoa humana. Assim, em vez de se sentirem amadas e valorizadas, as pessoas são levadas a se sentirem isoladas, emocionalmente rejeitadas pelos demais ou por eles usadas, sendo, cada uma, apenas mais um dente em uma grande engrenagem.

A auto-imagem é necessária, pois, ela se tornará a chave para o sucesso e a felicidade em sua vida. "A sua visão, acerca de você mesmo, é muito mais importante do que tudo o que a maioria das pessoas possa pensar a seu respeito " (John Devines). Quem se considera inferior aos outros produzirá trabalho de qualidade inferior, enquanto quem se considera mais capaz produzirá melhor.


3. O caminho para uma auto-imagem positivaAlgumas pessoas têm uma visão vaidosa de si mesmas (orgulho), enquanto outras se auto-despreciam (falsa humildade). Precisamos de uma visão equilibrada e realista, conforme a Bíblia. Vejamos alguns passos que precisamos dar na caminhada para uma auto-imagem positiva.


3.1. A Auto-Estima é uma Experiência NaturalA expressão "amar o próximo como a si mesmo " é encontrada cinco vezes na Bíblia (Lv 19.18; Mt 19.19; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9). De acordo com Jesus, é o segundo grande mandamento. Devemos notar, entretanto, que amar a si mesmo não constitui um mandamento, pois, a auto-estima é subentendida como uma experiência normal.


3.2. Uma Auto-imagem Positiva é Ver a si mesmo como Deus o Vê, nem mais nem menosPrecisamos ter uma visão realista do que somos. A Bíblia mostra, de várias maneiras, que os seres humanos são especiais para Deus. São o ápice da criação de Deus (Gn 1), criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), com a possibilidade de virem a ser filhos de Deus (Jo 1.12-13). Você pode dizer, como Francis Schaeffer "O homem é pecador e maravilhoso." No Velho Testamento o salmista se maravilhava de que tivéssemos sido criados "um pouco só menor que os anjos" e com um propósito específico (Gn 1.28). Os escritores do Novo Testamento também reconheciam os seres humanos como uma criação especial de Deus. Somos o objeto do propósito redentor de Deus neste mundo (Jo 3.16).


4. Sugestões para uma auto-imagem melhor:1. Não se rotule de forma negativa (Sou desajeitado, e assim por diante). A tendência é conformarmo-nos com rótulo que nos damos.

2. Comporte-se de maneira firme (mas não agressiva) mesmo em situações ameaçadoras, especialmente quando não se sinta tão firme.

3. Quando falhar, admita ou confesse a Deus, seu Pai, e então se recuse a auto-condenar-se. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1). Lembre-se de que você está no processo de se tornar como Cristo. Crescer leva tempo. Seja bondoso consigo mesmo da mesma forma que seria, ou esperaria ser, para uma outra pessoa qualquer.

4. Não se compare aos outros. Você é uma pessoa singular. Deus aprecia sua singularidade, tenha uma atitude semelhante em relação a si mesmo.

5. Concentre-se e medite na graça, no amor e na aceitação de Deus – não nas críticas dos outros.

6. Relacione-se com amigos confiantes, que gostem de você e que apreciem a vida.

7. Comece a ajudar os outros a verem-se, a si mesmos, como Deus os vê, aceitando-os, amando-os e encorajando-os. Dê-lhes a dignidade que merecem como seres ímpares diante de Deus.

8. Aprenda a rir; atente para o lado humorístico da vida e prove-o.

9. Tenha expectativas realistas em relação aos outros, levando em conta os talentos, dons, capacidade e potencial específicos de cada pessoa.

10. Tenha calma e vá devagar. Se Jesus, que não tinha pecados, esperou por trinta e três anos em preparativos para um ministério de três anos, talvez Deus não tenha tanta pressa a seu respeito quanto você supõe.

Autor: Pr Josias Moura
Por: Wilmar Antunes

Estudo Um Homem de Deus em Depressão

Sim, homens e mulheres de Deus podem sofrer de depressão. Grandes gigantes da fé já confessaram que tiveram de lutar contra os males da depressão, e outros ainda lutam.

Antes de comentar sobre a depressão, quero chamar a atenção para alguns números:
"Cerca de 16% da população mundial já teve depressão nervosa pelo menos uma vez na vida." (Wikipédia)

Cerca de 340 milhões de pessoas de ambos os sexos no mundo inteiro padecem desse tipo de sofrimento profundo. O Brasil possui 13 milhões de depressivos de todas as idades, classes sociais e raças, mergulhadas numa melancolia atroz que altera seus hábitos de vida, afastando-as do convívio social e do trabalho. 33% dos filhos de pais depressivos têm depressão. O mundo gasta 7 bilhões de dólares por ano com antidepressivos. Segundo a OMS, depressão e ansiedade são responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais existentes no mundo (Veja e Boehringer)

"Apesar de atingir uma grande parte da população - 17 milhões apenas no Brasil -, a depressão, muitas vezes, não é diagnosticada nem tratada de maneira adequada. Hoje a doença é a quarta causa global de incapacidade e deve se tornar a segunda até o ano de 2021. Além disso, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 75% das pessoas com depressão não recebem tratamento adequado." (Booehringer)

"A média etária de sua primeira manifestação baixou de 40 para 26 anos. Crianças e adolescentes hoje integram o rol dos consumidores de antidepressivos." (Época)


1. Definição de Depressão
Observemos algumas definições para a depressão:"A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por continuada alteração no humor e falta de interesse em atividades prazerosas. O estado depressivo se diferencia do comportamento "triste" ou melancólico que afeta a maioria das pessoas por se tratar de uma condição duradoura de origem neurológica acompanhada de vários sintomas específicos. Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que tem tratamento." (Wikipédia)

"A depressão é um distúrbio da emoção que afeta o corpo, o humor e o pensamento: altera o apetite e o sono, a forma como a pessoa se sente e como pensa. Não é uma tristeza passageira, não é sinal de fraqueza pessoal ou uma condição que possa ser revertida com força de vontade." (Roche Brasil)

"A depressão é muito, muito mais profunda e resistente do que a tristeza. [...] Para se ter uma idéia do que é uma depressão severa, tente entender o desconforto de várias noites sem dormir misturado à dor causada pela perda de um parente querido." (Peter Whybrow in Veja)

2. Sintomas, Sinais e Sentimentos Relacionados à Depressão
Vários são os sintomas, sinais e sentimentos da depressão. Os sintomas essenciais, são descritos por várias autoridades médicas como são:- Humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio;
- Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas (Wikipédia)

Os demais sintomas envolvem:- Dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, sentimento de pesar ou fracasso, diminuição da autoestima, sentimento de culpa, irritabilidade, agressividade, ideia recorrente de suicídio e morte etc. Manifestações físicas também ocorrem, tais como: dores de cabeça, dores no peito, dores musculares, desinteresse pela atividade sexual.


3. As Causas da DepressãoA depressão pode ter como causa os fatores psico-sociais, biológicos, físicos e outros (veja detalhes na Wikipédia)

Fatores químicos também se relacionam com as causas da depressão:
"Classicamente chamada de 'doença da alma', a depressão ganhou um caráter químico quando se descobriu sua ligação com a falta de duas substâncias no cérebro: a serotonina e a noradrenalina." (Época)

"Depressão severa é uma doença, um desarranjo na química cerebral [...]. (Veja)

"Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina." (Wikipédia)

"A causa exata da depressão permanece desconhecida. a explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos". (Psicosite)

4. Casos Bíblicos de Depressão
Collins (1995, p. 85) cita alguns de depressão na Bíblia:- Moisés: "Então, Moisés ouviu chorar o povo por famílias, cada um à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. Disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a teu servo, e por que não achei favor aos teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? Concebi eu, porventura, odo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que, sob juramento, prometeste a seus pais? Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: Dá-nos carne que possamos comer. Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois me é pesado demais. Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu te peço, se tenho achado favor aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria." (Nm 11.10-15)

- Davi: "Ó SENHOR, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Chegue à tua presença a minha oração, inclina os ouvidos ao meu clamor. Pois a minha alma está farta de males, e a minha vida já se abeira da morte. Sou contado com os que baixam à cova; sou como um homem sem força, atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras; são desamparados de tuas mãos." (Sl 88.1-5)

- Elias: "Ele mesmo, porém, se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta; toma agora, ó SENHOR, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais. [...] Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos [...]" (1 Rs 19.4; Tg 5.17)

- Jeremias: "Maldito o dia em que nasci! Não seja bendito o dia em que me deu à luz minha mãe! Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho!, alegrando-o com isso grandemente. Seja esse homem como as cidades que o SENHOR, sem ter compaixão, destruiu; ouça ele clamor pela manhã e ao meio-dia, alarido. Por que não me matou Deus no ventre materno? Por que minha mãe não foi minha sepultura? Ou não permaneceu grávida perpetuamente? Por que saí do ventre materno tão-somente para ver trabalho e tristeza e para que se consumam de vergonha os meus dias?" (Jr 20.14-18)

- Jonas: "Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. E orou ao SENHOR e disse: Ah! SENHOR! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Peço-te, pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver." (Jn 4.1-3)

- Jó: "Por que não morri eu na madre? Por que não expirei ao sair dela? [...]. Porque já agora repousaria tranquilo; dormiria, e, então, haveria para mim descanso [...]. Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo, que esperam a morte, e ela não vem? Eles cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos. Eles se regozijariam por um túmulo e exultariam se achassem a sepultura. Por que se concede luz ao homem, cujo caminho é oculto, e a quem Deus cercou de todos os lados? Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água? Aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece. Não tenho descanso, nem sossego, nem repouso, e já me vem grande perturbação. [...] Eu sou íntegro, não levo em conta a minha alma, não faço caso da minha vida." (Jó 3.11, 13, 20, 21-26; 9.21)

Segundo Collins (ibd., p. 74), o próprio Jesus no Getsêmani, manifestou sintomas de depressão: "e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo." (Mt 26.37-38)


5. A Cura Para a Depressão
A Wikipédia apresenta algumas sugestões de tratamentos comuns para a depressão:- Medicação
- Psicoterapia comportamental
- Eletroconvulsoterapia
- Estimulacao Magnetica Transcraniana
- Suplementos alimentares
- Atividades físicas

Em todas as situações, cabe ao crente deprimido buscar a ajuda médica, sem negligenciar o auxílio espiritual. O inverso também deve ser feito. Não se deve espiritualizar todas as doenças, achando que tudo é de origem diabólica. Procurar um especialista da área da saúde corporal e mental é no mínimo prudente.

Nos casos bíblicos citados, pode-se perceber claramente a possibilidade da intervenção divina para a cura da depressão.

Após a intervenção sobrenatural (1 Rs 19.5-8), Elias ouviu do anjo palavras de encorajamento: "Levanta-te e come, porque o caminho será sobremodo longo."

Autor: Altair Germano
Por: Wilmar Antunes

quinta-feira, 2 de março de 2017

PROTEJA SEU CORAÇÃO


A grande batalha do ser humano é travada em seu coração, que é a sede da alma, onde nascem os pensamentos, desejos e vontades. Todos os nossos pecados têm origem em nossa alma.

Daí a importância de proteger o nosso coração para que o pecado não tenha domínio sobre nós. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti (Salmos 119.11).

É fundamental analisarmos, diariamente, o que se passa em nosso coração; fazer uma faxina para não ficarmos intoxicados com pensamentos e emoções que podem afetar a nossa vida física, emocional e espiritual.

Cuidar do nosso interior é vital para sermos saudáveis. Por isso, a importância de aprendermos a nos comunicar com o nosso coração, observando o que está sendo guardado e o que sai dele.

O salmista Davi tinha o bom costume de conversar com o seu coração. Ele perguntava a si mesmo: Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença (Salmos 42.5).

Diga a você mesmo o que sente em seu íntimo. O simples fato de falar em voz alta produzirá dois efeitos: você enxergará com mais clareza o que está realmente sentindo e liberará um pouco das suas emoções reprimidas.

Davi não apenas admitiu para si mesmo que sua alma estava abatida, mas disse espera em Deus e verbalizou a decisão que tomaria: ainda o louvarei.

Depois de falar a si mesmo o que sente, fale com Deus e não se envergonhe de expor suas emoções para Ele. O Senhor estará sempre pronto para ouvi-lo e atendê-lo.

Verbalize a sua decisão de confiar no Senhor e declare textos da Palavra de Deus que tragam à sua memória a fidelidade do Pai.

Foque seu coração nos aspectos positivos da sua vida e não nos traumas e circunstâncias negativas do passado; aprenda a transmitir sentimentos positivos de amor à sua própria alma. Essa mensagem proporcionará bem-estar ao seu corpo por meio da liberação de hormônios e neurotransmissores benéficos.

Nosso coração tem a habilidade de sincronizar todos os outros sistemas do corpo com o seu ritmo. Se o seu coração estiver cheio de amor, paz, alegria, fé, bondade, mansidão e domínio próprio, transmitirá harmonia ao restante do seu corpo.

Daí a grande necessidade de analisarmos diariamente o nosso coração e retirarmos todo lixo tóxico que pode haver nele, como ódio, ira, ressentimento, inveja, raiva, amargura, vingança, culpa, medo e ansiedade excessiva. Essas emoções alteram os batimentos cardíacos tornando-os irregulares.

Quando vivenciamos o amor de Deus e o amor pelo próximo, o coração, por sua vez, transmite esse amor à nossa mente e a todo o nosso corpo. Quando nosso coração se enche de amor, nosso corpo se torna saudável.

O maior médico que já existiu, Jesus Cristo, explica esse fenômeno: o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca (Matheus 15.11).

Reserve diariamente um tempo para ouvir seu coração, conversar com ele e fazer uma limpeza diária. Tenha um lugar reservado e sossegado para orar todos os dias e deixe o seu coração experimentar aquilo que você deseja.

Quando o coração está em paz e cheio de amor, ele transmite harmonia ao restante do corpo. Aprenda a escutar, apreciar e proteger essa parte mais preciosa e sensível do seu ser. O coração do sábio instrui a sua boca e acrescenta doutrina aos seus lábios (Provérbios 16.23); o coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate (Provérbios 15.13).

Dra. Elizete Malafaia
Por Wilmar Antunes

sábado, 3 de dezembro de 2016

Orações Materialistas


A prioridade de Jesus é solucionar o problema espiritual do homem.

Certo dia, alguém aproximou-se de Jesus e lhe disse: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe respondeu: Homem, quem me constituiu a mim juiz ou repartidor entre vós? E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui” (Lc.12.13-15).

Aquele homem procurou o Senhor Jesus para pedir providências a respeito de um problema material, mas sua solicitação não foi atendida.

Seria bem diferente se o seu desejo fosse outro e ele dissesse: “Mestre, quero ser seu discípulo, ouvir seus ensinamentos, aprender mais da tua palavra. Quero ser salvo”.

Nada disso. Ele trouxe um problema material para Jesus resolver e esse tipo de coisa nunca foi prioridade para Cristo e continua não sendo.


Se aquele homem estivesse buscando salvação, pode ser que até o seu problema financeiro fosse resolvido. Além disso, havia um agravante na situação: Jesus viu que aquele coração estava contaminado pela cobiça. Sua motivação era pecaminosa. Portanto, Jesus não poderia atendê-lo.

Embora, tenha chamado Jesus de “Mestre”, o homem não tinha nenhum interesse pelos ensinamentos de Jesus. Ele também não queria ser discípulo, ou seja, não queria compromisso algum com Jesus, mas apenas uma bênção particular. Ele não tinha intenção de fazer a vontade do Senhor, mas sim que a sua própria vontade fosse feita. Sua atitude era de quem reconhecia a sabedoria de Cristo e talvez o seu poder, mas não a sua divindade. Para ele, estava claro que Jesus era um solucionador de problemas, mas não um salvador.

Chamou Jesus de Mestre, mas tratou-o como se fosse juiz e repartidor de bens. Seus lábios diziam uma coisa, mas seu conceito sobre Cristo era outro. Ele tinha uma idéia errada sobre Jesus, assim como muitas pessoas têm hoje.

O pedido daquele homem não parecia algo ruim, mas coisas boas também podem ser prejudiciais quando a vontade de Deus não é o principal em nossas vidas. Jesus não atendeu aquela petição, assim como deixa de atender muitas orações materialistas hoje. Ele estava bem consciente do propósito de sua vinda ao mundo. Ele veio resolver o problema espiritual do homem. É verdade que ele resolveu também muitos problemas físicos, mas não de pessoas que tivessem motivos pecaminosos no coração.


As questões físicas e financeiras são secundárias para Jesus. Ele veio salvar os pecadores, restabelecendo a comunhão dos homens com Deus. Esta era e continua sendo a sua prioridade máxima.

Aquele homem tentou desviar Jesus do seu propósito. Aquilo pode ter sido uma tentação, mas poderia também parecer uma oportunidade. Se Jesus se dedicasse a resolver aquele problema da herança, certamente ele conseguiria, e da melhor forma possível. Então, quem sabe, ele se tornaria um famoso solucionador de conflitos relacionados a questões familiares, etc. Poderia tornar-se um juiz famoso, mas não teria mais todo o tempo disponível para pregar o evangelho do Reino de Deus.

Isto pode acontecer conosco hoje. Muitas são as propostas que tentam nos desviar do propósito de Deus para nós.


Assim como Jesus estava bem consciente de sua identidade, função e propósito, nós também precisamos saber que o propósito do evangelho é espiritual. Não tentemos colocar Jesus como nosso servo para resolver uma série de questões deste mundo.

Ele pode resolver tudo, desde que nos aproximemos dele pelos motivos certos. Se Cristo for o mais importante para nós, então deixaremos que ele cuide do resto, seja para nos atender ou para negar nossos pedidos. Acima de tudo, saberemos que, a sua graça nos basta.


Autor: Pr Anísio Renato de Andrade
Por: Wilmar Antunes

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Crescimento das igrejas: três armadilhas


Os riscos dessa expansão são invisíveis, mas muito grandes
Para mim não é fácil escrever um artigo sobre os perigos do crescimento das igrejas. Primeiro, porque nunca fui pastor de uma igreja numerosa. Não sei o que isso significa. Segundo, porque a realidade que envolve o crescimento de uma igreja é sempre muito complexa. Espera-se que uma igreja saudável – que ensina a Palavra de Deus, evangeliza e faz discípulos de Cristo ¬– cresça numericamente.
Porém, a saúde e a fidelidade de uma igreja podem levá-la a crescer e ser relevante, bem como a sofrer e ser marginalizada. No entanto, como o crescimento e a visibilidade das igrejas despertam grande interesse e o status decorrente é muito sedutor – o que não acontece quando o que está em jogo é o sofrimento, a marginalidade e o martírio –, gostaria de refletir sobre os riscos, ou quem sabe, sobre os ídolos, que o crescimento numérico das igrejas pode apresentar.
A preocupação com o crescimento da igreja é legítima e necessária. Sempre foi. O desafio dessa expansão envolve afirmar a prioridade da missão, a centralidade do evangelho, a necessidade de falar para os de fora, bem como o esforço para ser relevante no contexto social e cultural, no estabelecimento de alvos objetivos, na importância de estratégias e no uso correto das ferramentas sociais e tecnológicas.
Embora esta preocupação com o crescimento seja percebida em toda a história cristã, as mudanças sociais das últimas décadas trouxeram novas realidades, que precisam ser analisadas criticamente. Há três décadas, a preocupação dos evangélicos era com a missão integral e a luta por transformação política e social. A preocupação hoje é com a igreja local, seu crescimento, e sua presença na sociedade. Antes o foco estava na esfera pública; agora, na esfera privada da vida comunitária. Antes a palavra de ordem era "revolução", hoje é "relevância".
A busca por uma igreja relevante abre portas para um novo mundo, trazendo novos desafios e possibilidades. Por outro lado, abre brechas para o risco de a igreja se comprometer, muitas vezes sem perceber, com o espírito desta era. Modernizar e inovar não são um problema em si. Porém, é preciso olhar criticamente para a forma como se faz a busca por relevância e de que maneira se lança mão dos recursos modernos de crescimento. É necessário discernir os riscos que tais ações representam para o futuro do cristianismo.
A expressão "crescimento" pode ser compreendida em termos quantitativos (número de membros, orçamento, projetos) e qualitativo (maturidade, caráter, profundidade). Ambos são importantes, e um não exclui, necessariamente, o outro. No entanto, o crescimento quantitativo nem sempre promove um crescimento qualitativo, mas sempre desperta um fascínio em função da visibilidade e do prestígio que uma grande igreja proporciona para seus líderes e membros. É aqui que enfrentamos um grave risco: o de se construir a casa (igreja) sobre a areia e não sobre a rocha, segundo a parábola de Jesus.

CARACTERÍSTICAS DAS IGREJAS QUE CRESCEM

As igrejas que mais crescem possuem, pelo menos, três características comuns: uso intenso de modernas ferramentas tecnológicas, forte liderança pessoal e uma poderosa marca institucional. É claro que existem outras características, mas quero me deter nestas três e refletir sobre os riscos que elas representam para o futuro da igreja.
A revolução tecnológica da segunda metade do século 20 e deste início de século 21 mudou o cenário religioso. A busca pela excelência funcional e por uma comunicação eficiente ocupa o topo das prioridades de muitas igrejas. Possuímos tecnologia para um bom planejamento estratégico, música de excelente qualidade, projetos de crescimento eficientes.
O problema é que a tecnologia tem o poder de substituir aquilo que Deus faz por aquilo que é feito pelo homem. Vivemos o risco de um perigo semelhante ao que Paulo percebeu na igreja de Éfeso, cujos crentes, segundo o apóstolo, tinham aparência de piedade e no entanto lhe negavam o poder. Ter uma boa música, não nos torna, necessariamente, adoradores. Um bom planejamento estratégico não tem o poder de transformar mentes e corações. Projetos eficientes não fazem de nós verdadeiros discípulos de Cristo.
Igreja bem estruturada não é sinônimo de comunhão. A crítica à Igreja de Laodicéia é de que ela era rica e abastada e não precisava de coisa alguma. Inclusive de Deus. A tecnologia vem se tornando um substituto para a fé. Mas essa eficiência não substitui o poder transformador do evangelho. Precisamos perguntar: é possível discernir o que Deus está fazendo? O primeiro risco que a igreja enfrenta hoje é o da negação de Deus. Não a negação de sua existência, mas do seu poder.
Uma segunda característica comum é a forte liderança pessoal. A liderança forte, bem como a tecnologia, em si, não constitui um problema. O risco está naquilo que nem sempre é percebido. Se a tecnologia traz o risco de uma igreja sem Deus, a liderança forte traz o risco de uma igreja sem netos ou bisnetos. Hoje, o que mais atrai os fiéis a uma igreja, além de sua funcionalidade, é o carisma de seu líder.
Ao ser perguntado pela igreja que frequenta, a resposta mais comum é "a igreja de fulano de tal". Essa liderança confere uma posição de destaque ao membro desta igreja. A pergunta é: igrejas assim sobreviverão à uma segunda ou terceira geração? Sobreviverão depois que seus grandes líderes saírem de cena? Sabemos que algumas megaigrejas na América do Norte entraram em rápido declínio na segunda geração de líderes.
O velho problema da igreja de Corinto se repete: uns são de Paulo, outros de Apolo, outros de Pedro e alguns chegam a dizer que são de Cristo. O personalismo intensifica o narcisismo, que muda o objeto da adoração. Tanto na política como na igreja, a figura forte de um líder compromete o futuro. Vive-se um apogeu glorioso seguido por um rápido vazio e declínio.
A terceira característica é a forte marca institucional, que a torna atraente. Aqui vejo dois perigos. O primeiro diz respeito à busca por relevância. Porém, o que precisa ser relevante, a igreja (instituição) ou o evangelho de Cristo? É possível ser relevante e, ao mesmo tempo, comprometido com a verdade? Sem o evangelho e sem a verdade, qualquer esforço para ser relevante se mostrará, cedo ou tarde, totalmente irrelevante. A imagem que Paulo usa é a do tesouro em vasos de barro.
Não é o evangelho de Cristo que desperta o interesse de muitos para a igreja hoje, mas a própria igreja com seus métodos, programas, música e tecnologia. Isso não é necessariamente ruim. Nem sempre as pessoas serão atraídas pelos motivos mais nobres. O problema é que o vaso vai se transformando não só na porta de entrada, mas num fim em si mesmo. Quanto mais atenção se dá ao vaso, menor valor terá o evangelho.
O outro perigo é a perda da consciência de ser povo de Deus, Corpo de Jesus Cristo. Algumas igrejas que crescem rapidamente atraem uma quantidade considerável de cristãos frustrados com suas igrejas de origem, que ali chegam como a última alternativa institucional de sua jornada cristã. Envolvem-se com paixão, adquirindo uma forte identidade com aquele grupo em particular. O problema é que não são mais capazes de se verem como parte do povo de Deus em uma determinada região ou cidade, mas apenas como povo de Deus de uma igreja particular. É a negação do "povo de Deus" e a afirmação perigosa de uma elite religiosa superior.

CUIDADOS NO CRESCIMENTO

O desafio do movimento moderno de crescimento de igrejas requer alguns cuidados. O primeiro é o de preservar Deus como Deus na igreja. A tecnologia pode nos ajudar em muitas coisas, mas não transforma o coração e a mente caída do ser humano. Só seremos relevantes enquanto permanecermos envolvidos pelo que é eterno. Podemos usar os recursos modernos, mas precisamos nos assegurar que o que virá pela frente serão vidas transformadas pelo poder do evangelho de Jesus Cristo e não consumidores de programas e entretenimento religiosos.
O segundo cuidado é reconhecer a virtude da humildade. O testemunho de João Batista era: convém que ele cresça e que eu diminua. Este deve ser o espírito de qualquer líder. Jesus advertiu seus discípulos em relação ao risco do poder quando disse que entre os grandes e poderosos deste mundo, o maior manda nos menores. No entanto, disse ele, entre vocês não será assim. Quando a admiração por um líder diminui a devoção a Cristo, é sinal de que o espírito desta era já nos capturou.
O terceiro cuidado é compreender que fomos batizados num corpo. Somos o povo de propriedade exclusiva de Deus. Adoramos a Deus em uma comunidade local – grande ou pequena –, mas o Deus que adoramos fez uma aliança com seu povo do qual somos parte. O precioso tesouro foi confiado a um vaso de barro. Seja este vaso grande e inovador, ou pequeno e discreto, o que importa é o tesouro confiado a ele, sempre. Se a relevância pertencer ao vaso, o tesouro será negado à humanidade. É o Corpo de Cristo, todo ele, que revela a glória do cabeça da Igreja.
Os riscos do crescimento são invisíveis, mas muito grandes. Construir uma casa sobre a areia sempre foi uma opção atraente e sedutora. Mas formar discípulos fiéis e obedientes de Jesus Cristo, ensiná-los a guardarem seus mandamentos e obedecê-los, integrá-los em uma comunidade de adoração e serviço sacrificial, sempre foi uma tarefa difícil, lenta e trabalhosa.
Porém, quando vierem as tempestades e os vendavais testando o valor da fé, esta igreja, edificada sobre a rocha, testemunhará a glória da verdade redentora de Jesus Cristo.

Escrito por Ricardo Barbosa de Sousa
No Blog Cristianismo Hoje
Por Wilmar Antunes

domingo, 20 de novembro de 2016

Estudo Bíblico Adoração e Adoradores


“Um fariseu lhe ofereceu um jantar. E uma mulher da cidade, uma pecadora, levou um vaso de alabastro com ungüento. E estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento” Lucas 7.37-38

Introdução: Meus amados, o assunto adoração é um tema que por todos é discorrido ou comentado, e ainda que muitos digam, eu não faço isto (adoro) é porque só conhece uma definição de adoração, mas, para se definir adoração de forma correta precisaremos das paginas Sagradas da Bíblia, pois, a minha idéia ou próprio conceito do que é adoração, não pode ser medida ou comparada com a revelação das palavras de Deus. Através do dicionário encontramos a primeira definição de adoração o qual é: Prestar culto; e a segunda é: Amor profundo, esta segunda definição se encaixa com a adoração exigida por Deus em suas palavras, pois, o amor profundo de alguém por uma pessoa, por coisas e objetos e para que possamos adorá-lo de forma perfeita devemos ter por Ele um profundo amor. E para podermos identificar a diferença de adoração aceita e adoração não aceita por Deus Jesus; o servo de Deus São Lucas deixou registrado no capitulo 7 v 36-50, o momento que Simão um fariseu adorou ao Senhor Jesus e o momento que uma mulher pecadora também o adorou.

• FALEMOS DE SIMÃO
Simão era um homem religioso que por sua fez pertencia ao grupo denominado de fariseus, grupo este que seguia rigorosamente as Leis de Moisés servo do Senhor e também as tradições de seus antepassados e como a maioria dos fariseus possivelmente era rico.

• COMO SIMÃO PROPÔS A ADORAR AO SENHOR JESUS? Lucas cap 7 v 36


“Convidou Jesus para jantar”

Comentário: Pode se dizer que convidar o Senhor Jesus para jantar, foi um pequeno investimento para Simão diante de tudo aquilo que aprenderia ao ouvir as sabia palavras do Mestre, de poder velo fazer milagres em sua frente (grifo meu). Também é possível concluir no texto sagrado que esta foi a adoração de Simão ao Senhor Jesus e nada mais é mencionado daquilo que ele fez ao Senhor Jesus, pelo contrario; é mencionado tudo aquilo que ele (Simão), deixou de fazer pelo Filho de Deus, mas antes de mencionarmos tudo o que Simão nas fez, veja a seguir, o que uma Mulher pecadora fez!

• FALEMOS DA MULHER
Meus queridos vejam o paradoxo de referências entre a mulher e Simão, pois, enquanto ele recebe o titulo de Fariseu, que significa separado ou santo; sendo que um fariseu também é associado a possíveis riquezas e alta educação; já com a mulher o seu titulo é de pecadora que é o contrario de separado ou santo e os que carregam este título não são associados com posses e riqueza visto que a benção de Deus não está com pecadores, e também é certo lembrar que nem o seu nome aparece no Relato Sagrado.

• ADORAÇÃO DA MULHER PECADORA - Lucas cap 7 v 38


“ E a mulher pecadora soube onde ele estava”

Ao saber onde o Senhor Jesus estava a mulher enfrentou o primeiro desafio da adoração o qual é: Superar tudo aquilo que as outras pessoas vão pensar de você. Analise comigo o texto: A casa não era dela, ela não foi convidada e jamais seria; pois a religiosidade de Simão não permitiria a presença de tal mulher em sua casa. É possível também percebemos nessa reflexão, que a adoração de Simão é discreta e particular, pois, sendo fariseu não poderia mostrar-se dando abrigo ao Mestre Jesus tão publicamente, mas este não foi o único caso de adoração moderada e discreta, pois, certo homem chamado Nicodemos mestre dos fariseus procurou ao Senhor Jesus de noite; Por que? Porque tinha vergonha de adorar ao Senhor Jesus diante do povo, tinha vergonha do que os outros diriam dele, temia perder seu prestigio junto a comunidade judaica da época (João cap 3 v 1-2), todavia, o verdadeiro adorador não está preocupado com que os outros dizem ou pensam de sua atitude de adoração, pois, seu desejo é adorá-lo e seu profundo amor por Deus o fará superar todos os obstáculos, ou seja, ele louva ao Senhor Deus tendo ou não tendo uma voz bonita, pois, bem disse o poeta “DEUS RECEBE O LOUVOR DO PASSARO CANARIO ASSIM COMO RECEBE O LOUVOR DA CORUJA”. Desejas ser um adorador com profundo amor pelo Senhor Jesus? Então venças o primeiro obstáculo!

- A mulher levou um vaso de ungüento (perfume caríssimo) (Lc 7 v 37)
A mulher pecadora levou um presente para o Senhor Jesus; quero aqui ressaltar que este presente está muito alem do jantar oferecido por Simão, pois, este vaso de ungüento (perfume), representava a economia anual daquela mulher, isto eu comparo a uma poupança em nossos dias; onde em momentos de apertos nós fazemos uso dela como socorro; sendo que todos que possui (economias), jamais pensa em utilizá-las para outro fim. Agora eu pergunto: Você daria sua economia anual ao Senhor Jesus? Talvez você diga: Se Deus aparecer para mim e me pedir eu darei, todavia, o adorador não tem isto em mente, pois, em sua mente esta a certeza que tudo que ele possui não é exclusivo seu, mas de Deus, e quando o verdadeiro adorador dá a Deus as suas economias, para ele é o mesmo que devolver o que já é Dele antes de ser nosso. Então por que a maioria dos adoradores não faz isto? A resposta não pode ser outra senão pelo fato de estarmos divididos em amar a Deus profundamente, e também amarmos o dinheiro profundamente. Meus queridos, se isto acontece com você, sua adoração não pode ser perfeita.

• O VERDADEIRO ADORADOR SABE SEU LUGAR
Ao entrar na diante do Rei Jesus a mulher logo viu seu lugar de adoração; e foi nos pés do Senhor Jesus que ela encontrou descanso, pois, ali ela chorou, beijou seus pés podendo com seus cabelos enxugá-los e ao mesmo tempo ungi-los (Lucas cap 7 v 38). Meus amados se desejamos, se verdadeiros adoradores, mas procuramos lugar de destaque na mesa; saiba que foi este tipo de adoração que Simão ofereceu ao Senhor Jesus. Mas, se hoje queres torna-se verdadeiro adorador o seu lugar é nos pés, chorando, beijando e ungindo.

• POR QUE A ADORAÇÃO DE SIMÃO NÃO FOI ACEITA?
- Porque Simão não tinha convicção de quem era o Senhor Jesus, ele achava que Jesus era um profeta, mas ao ponto que viu o Mestre receber a adoração daquela mulher pecadora; até a pouca certeza que tinha de Jesus se um profeta ele perdeu “Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora” (Lucas cap 7v 39). Quero aqui ressaltar, que o Senhor Jesus na terra também foi profeta, mas para os verdadeiros adoradores; cito a mulher pecadora; o Senhor Jesus é muito mais que profeta; Ele é enxergado como sendo Deus, e por isto; todos que assim o enxergam o adoram e o exaltam com amor profundo.

- Simão também caiu no pecado de Caim, pois diz; as Escrituras Sagrada (Biblia), que na ocasião de adoração e louvor a Deus, Caim trouxe o fruto da sua colheita para adorar ao Senhor Deus (Genesis cap 4 v 3), já o seu irmão Abel, trouxe o primogênito de suas ovelhas, ou seja, trouxe para Deus a ovelha mais bonita, a mais gorda e suma deu o melhor de seu trabalho para Deus (Genesis cap 4 v 4). E assim como Caim ficou descontente e nervoso ao ver Deus receber o sacrifício de Abel e não o seu, também Simão ficou descontente perdendo a fé e murmurando em seu coração (Lucas cap 7 v 39).

• A EXPLICAÇÃO DO SENHOR JESUS A SIMÃO

Quero aqui com muita alegria louvar a Deus Jesus! Pois ainda que erramos o alvo como aconteceu com Simão, o Salvador Jesus não o deixou sem uma explicação e ajuda para que a partir deste ponto, Simão se converte-se e passa-se a ser um verdadeiro adorador veja.

- E disse Jesus a Simão: Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. (Lucas 7.44-46)

Comentário: O Senhor Jesus é o único capaz de julgar toda e qualquer adoração, e neste texto Ele expõem o coração de Simão e o da mulher pecadora, em outras palavras é possível vê-lo dizendo a Simão: Como você quer receber as benções de um verdadeiro adorador; sendo que, nem as coisas básicas tal qual: beijar-me ao me receber em sua casa, lavar os meus pés e antes que eu me senta-se na em sua mesa,e não ungiu os meus cabelos! Já esta mulher fez tudo isto sem que houvesse obrigação de fazê-lo, pois, afinal foi você que me convidou a estar em sua casa (grifo meu). Meus amados, infelizmente esta verdade relacionada a Simão, ainda esta em alta em nosso dias, pois, queremos ter o Senhor Jesus, mas, não queremos amá-lo com amor profundo e darmos a Ele as devidas honras de Rei, Senhor, Mestre, Salvador e Deus.

• A BENÇÃO MAXIMA DO ADORADOR É O PERDÃO

Através da revelação de Deus e de sua palavra, podemos ver que todo o verdadeiro adorador : Tem convicção de seus pecados, e a convicção que Deus é santo e bom o suficiente para abrigá-lo em seus braços e salva-lo de seus pecados. Já o falso adorado: Não tem convicção de seus pecados, se julga santo e de Deus quer receber louvor; observe o caso da parábola do fariseu e do publicano (cobrador de impostos da época) veja:

- Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. 11 - O fariseu, estando em pé, orava desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. 12 - Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. 13 - O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! 14 - Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado (Lucas cap 18 v 10-14)

Conclusão: Meus queridos através das verdades da palavra de Deus (Bíblia Sagrada), é possível enxergarmos que a adoração a Deus, não só se refere com louvores e rituais litúrgicos pré definidos, pois, a verdadeira adoração se refere as nossas atitudes para com Deus, e esta verdade ficou clara nas palavras do Senhor Jesus ao dizer: “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim” (Marcos cap 7 v 6), voltemos por um instante em Simão, pois, honrava por fora com um jantar, enquanto que no seu coração rejeitava ao Senhor Jesus não aceitava o que Ele fazia; e ao passo que a mulher intitulada pecadora, não só oferecer seu perfume de ungüento que representava suas economias, mais também ofereceu suas lagrimas e seus beijos ao Senhor. Quero aqui ressaltar que as lagrimas representa o reconhecimento de seus pecados, que os beijos a expressão dos seus sentimentos em louvá-lo e o ungüento o investimento em dinheiro na sua obra aqui na terra, e isto; trará para você na eternidade muitos galardões e honras diante de Deus e de seus santos servos e anjos. Queres ser verdadeiro adorador? Deus está procurando você! Disse Jesus: “O Pai procura os tais que assim o adore” (João cap 4 v 23)


Autor: Ev. Eli Hudson
Por Wilmar Antunes

Estudo Bíblico O Que é a Liberdade no Espírito?


Um dos argumentos mais usados para se justificar coisas estranhas que acontecem nos cultos evangélicos neopentecostais é a declaração de Paulo em 2Coríntios 3:17:

Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

O raciocínio vai mais ou menos assim: quando o Espírito de Deus está agindo num culto, Ele impele os adoradores a fazerem coisas que aos homens podem parecer estranhas, mas que são coisas do Espírito. Se há um mover do Espírito no culto, as pessoas têm liberdade para fazer o que sentirem vontade, já que estão sendo movidas por Ele, não importa quão estranhas estas coisas possam parecer. E não se deve questionar estas coisas, mesmo sendo diferentes e estranhas. Não há regras, não há limites, somente liberdade quando o Espírito se move no culto.

Assim, um culto onde as coisas ocorrem normalmente, onde as pessoas não saltam, não pulam, não dançam, não tremem e nem caem no chão, este é um culto frio, amarrado, sem vida. O argumento prossegue mais ou menos assim: o Espírito é soberano e livre, Ele se move como o vento, de forma misteriosa. Não devemos questionar o mover do Espírito, quando Ele nos impele a dançar, pular, saltar, cair, tremer, durante o culto. Tudo é válido se o Espírito está presente.

Bom, tem algumas coisas nestes argumentos com as quais concordo. De fato, o Espírito de Deus é soberano. Ele não costuma pedir nossa permissão para fazer as coisas que deseja fazer. Também é fato que Ele está presente quando o povo de Deus se reúne para servir a Deus em verdade. Concordo também que no passado, quando o Espírito de Deus agiu em determinadas situações, a princípio tudo parecia estranho. Por exemplo, quando Ele guiou Pedro a ir à casa do pagão Cornélio (Atos 10 e 11). Pedro deve ter estranhado bastante aquela visão do lençol, mas acabou obedecendo. Ao final, percebeu-se que a estranheza de Pedro se devia ao fato que ele não havia entendido as Escrituras, que os gentios também seriam aceitos na Igreja.

Mas, por outro lado, esse raciocínio tem vários pontos fracos, vulneráveis e indefensáveis. A começar pelo fato de que esta passagem, "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2Cor 3:17) não tem absolutamente nada a ver com o culto. Paulo disse estas palavras se referindo à leitura do Antigo Testamento. Os judeus não conseguiam enxergar a Cristo no Antigo Testamento quando o liam aos sábados nas sinagogas pois o véu de Moisés estava sobre o coração e a mente deles (veja versículos 14-15). Estavam cegos. Quando porém um deles se convertia ao Senhor Jesus, o véu era retirado. Ele agora podia ler o Antigo Testamento sem o véu, em plena liberdade, livre dos impedimentos legalistas. Seu coração e sua mente agora estavam livres para ver a Cristo onde antes nada percebiam. É desta liberdade que Paulo está falando. É o Senhor, que é o Espírito, que abre os olhos da mente e do coração para que possamos entender as Escrituras.

A passagem, portanto, não tem absolutamente nada a ver com liberdade para fazermos o que sentirmos vontade no culto a Deus, em nome de um mover do Espírito.

E este, aliás, é outro ponto fraco do argumento, pensar que liberdade do Espírito é ausência de normas, regras e princípios. Para alguns, quanto mais estranho, diferente e inusitado, mais espiritual! Mas, não creio que é isto que a Bíblia ensina. Ela nos diz que o fruto do Espírito é domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Ela ensina que o Espírito nos dá bom senso, equilíbrio e sabedoria (Isaías 11:2), sim, pois Ele é o Espírito de moderação (2Tim 1:7).

Além do uso errado da passagem, o argumento também parte do pressuposto que o Espírito de Deus age de maneira independente da Palavra que Ele mesmo inspirou e trouxe à existência, que é a Bíblia. O que eu quero dizer é que o Espírito não contradiz o que Ele já nos revelou em sua Palavra. Nela encontramos os elementos e as diretrizes do culto que agrada a Deus.
Liberdade no Espírito não significa liberdade para inventarmos maneiras novas de cultuá-lo. Sem dúvida, temos espaço para contextualizar as circunstâncias do culto, mas não para inventar elementos. Seria uma contradição do Espírito levar seu povo a adorar a Deus de forma contrária à Palavra que Ele mesmo inspirou.

Um culto espiritual é aquele onde a Palavra é pregada com fidelidade, onde os cânticos refletem as verdades da Bíblia e são entoados de coração, onde as orações são feitas em nome de Jesus por aquelas coisas lícitas que a Bíblia nos ensina a pedir, onde a Ceia e o batismo são celebrados de maneira digna. Um culto espiritual combina fervor com entendimento, alegria com solenidade, sentimento com racionalidade. Não vejo qualquer conexão na Bíblia entre o mover do Espírito e piruetas, coreografia, danças, gestos. A verdadeira liberdade do Espírito é aquela liberdade da escravidão da lei, do pecado, da condenação e da culpa. Quem quiser pular de alegria por isto, pule. Mas não me chame de frio, formal, engessado pelo fato de que manifesto a minha alegria simplesmente fechando meus olhos e agradecendo silenciosamente a Deus por ter tido misericórdia deste pecador.


Autor: Augustus Nicodemus Lopes
Por Wilmar Antunes

sábado, 22 de outubro de 2016

A Face Desconhecida de Jesus


“Por aquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, e disse a seus servos: Este é João Batista; ressurgiu dos mortos, e por isso nele operam estes poderes miraculosos” (Mt.14:1).

Depois de haver ordenado que João fosse degolado, Herodes passou a ser assombrado pela culpa. Depois de passado o efeito da bebida, ele se deu conta de que havia sido manipulado. Agora, ouvindo sobre os milagres que Jesus fazia, julgou que João havia voltado dos mortos para assombrá-lo.

Por que razão Herodes confundiu Jesus com João? Será por serem primos? Não! O fato é que Jesus, ao receber a notícia da morte de seu primo, foi para o deserto, lugar onde João desenvolvera seu ministério, e ali, realizou milagres, e alimentou uma multidão com cinco pães e dois peixinhos.

O cenário em que Jesus fizera tal milagre era o mesmo em que João conclamara seu povo ao arrependimento. Mesmo afastado da sociedade, frequentando lugares inóspitos como o deserto, a mensagem de João ecoou nos palácios e nas avenidas dos grandes centros urbanos da época.

O excêntrico profeta, que se alimentava de mel e gafanhotos, e se vestia como um eremita, tornou-se uma ameaça ao status quo. Principalmente, quando passou a denunciar os erros praticados pelas autoridades. Nem o rei fora poupado, pois tomara por esposa Herodias, a mulher de seu próprio irmão.

Alguém teria que calá-lo a qualquer custo. Porém, Herodes deparava-se com outro problema: a grande popularidade de João. Mandar matá-lo poderia provocar uma reação inusitada na população. Portanto, executar o profeta seria um suicídio político.

A alternativa foi tirá-lo de circulação por algum tempo, até que sua popularidade caísse. E para isso, Herodes ordenou sua prisão. Aparentemente, o problema estava resolvido. Mas havia alguém que ainda não estava satisfeito: Herodias. Para ela, o problema não era apenas político, mas pessoal. Sua honra precisava ser lavada.

“Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante de todos e agradou tanto a Herodes, que este prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse. Então ela, instruída por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista” (6-8).

Era agora ou nunca!
Herodes caiu como um pato! Encantado pela sensualidade de sua enteada, o rei prometeu lhe dar qualquer coisa. Em outra passagem correlata, diz-se que Herodes ofereceu até metade do seu reino, caso ela quisesse. Havia algo mais valioso do que a metade do seu reino: A cabeça daquele anunciava a chegada do reino de Deus. O próprio Jesus dissera que dentre os nascidos de mulher, ninguém era maior do que João. Mesmo triste em ter que tomar uma decisão que lhe custaria a popularidade, Herodes, o rei fantoche, “mandou degolar a João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. Então chegaram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram. Depois foram anunciá-lo a Jesus” (10-12).

Qual seria a reação de Jesus? Uma explosão de raiva? Não! Amaldiçoaria Herodes? Nem pensar. Em vez disso, Jesus retirou-se para o lugar onde tivera Seu primeiro encontro com João, depois de adulto. Naquele momento de dor, Jesus preferiu o silêncio e a solidão. Era a hora de revelar Sua outra face. E sabe qual foi a resposta de Jesus a Herodes?

O texto diz que quando o povo soube onde estava Jesus, “seguiu-o a pé desde as cidades.” Jesus poderia ter dito: Deixem-me em paz! Respeitem o meu luto! Em vez disso, quando viu a multidão, “possuído de grande compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (v.14). Eis a resposta que Jesus deu a Herodes. No mesmo cenário onde João desenvolvera seu ministério, Jesus agora fazia obras ainda maiores. Herodes até poderia calar a voz de um profeta, mas não poderia impedir a expansão do Reino de Deus. Mas não pára aqui.

Como Rei, Cristo demonstrou possuir um perfil completamente diferente de Herodes e dos demais reis deste mundo. Herodes estava preocupado era com sua popularidade. Jesus se preocupava com o bem-estar dos que O seguiam. São motivações completamente opostas. Herodes era movido pelo amor-próprio. Jesus era movido por compaixão.

Veja o que diz o texto:
“Chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada. Despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si” (15).

Quem ousaria dizer o que Jesus deveria ou não fazer?
Jesus não era marionete nas mãos de ninguém, nem mesmo dos Seus discípulos. O Jesus que tem sido difundido em nossos dias não passa de uma caricatura, uma espécie de Cristo Genérico, que vive em função dos caprichos dos seus seguidores. E muitos crentes acham que podem até “seduzi-lo” com suas danças e performances. Se agradá-lO suficientemente, a ponto de deixá-Lo ‘fora de si’, pode-se pedir o que quiser, que Ele atende imediatamente.

Quanta tolice.
Mas a culpa não é deles. Como a culpa não era da enteada de Herodes. Ela foi apenas massa de manobra nas mãos de sua mãe. A culpa é dos líderes, que se acham detentores do monopólio do reino dos céus. Mais duro juízo virá sobre eles. São guia de cegos! E por causa deles, muitos profetas genuínos têm sido calados em nossos dias.

Anos atrás, tínhamos um programa de rádio no Rio de Janeiro, que estava alcançando uma grande audiência. O dono de umas dessas indústrias religiosas, mandou chamar o dono da emissora em sua catedral em SP para uma reunião. Lá ofereceu-lhe uma maleta com trezentos mil dólares para que fôssemos tirados do ar. O dono da rádio, nosso amigo há muitos anos, perguntou a razão que o levara a fazer tal proposta. Sabe o que ele ouviu do tal líder?

- Neste ramo de negócios só há duas maneiras de se manter. Primeiro é fazendo-se ouvir, e segundo é fazendo calar a concorrência.

Este mesmo líder tinha um programa nesta emissora que era precedido por uma programação espírita afro-brasileira. O dono da rádio ofereceu-lhe aquele horário, dizendo que os espíritas não conseguiriam pagar por causa do aumento no preço. Sabe o que ele fez? Ofereceu pagar pela manutenção da programação espírita, para que seu programa não perdesse aquela audiência. Por vários anos, o programa de macumba foi mantido pelas ofertas e fogueiras santas daquela ‘igreja’.

Tenho pena das filhas de Herodias! Elas dançam conforme a música. Mas não tenho pena de Herodes, nem tampouco de Herodias. Em vez disso, glorio-me na valentia dos profetas cuja cabeça acaba num prato, por não negociarem com a verdade.

Os discípulos de Jesus acharam que poderiam ditar o que Jesus deveria fazer naquele instante. Foi, de fato, um momento decisivo em Seu ministério. Se Jesus cedesse, Ele Se tornaria mais uma marionete nas mãos dos Seus seguidores. Em vez de despedir da multidão, Jesus lhes disse: “Não é preciso que se retirem. Dai-lhes vós de comer” (16).

E há quem se atreva a querer colocar Deus contra a parede!

Se Ele é Deus, Ele é quem dá as ordens.

Ele não é rei de enfeite. Nem fantoche de ninguém.

Quando nos sentamos no banco carona de um carro, vemos a face direita de quem o conduz. Esta é a face da autoridade. Mas se a pessoa que conduz o veículo trocar de lugar com a que está no carona, em vez da face direita, sua face esquerda é que será vista. Nos acostumamos tanto com a face esquerda de Cristo, isto é, com o Cristo que Se entrega, que Se faz servo, que acabamos estranhando, quando O vemos de outro ângulo, em Sua majestade e poder.

De fato, Cristo Se fez servo. Revelou-nos a Sua face de compaixão e amor. Mas isso não nos dá o direito de achar que Ele viva em função de nossos caprichos, e que nossos pedidos lhe soem como uma ordem.

O mesmo Cristo que esvaziou-Se, deixou Sua glória para caminhar por nossas ruas empoeiradas, agora está assentado em Seu trono de glória. O mesmo Cristo que nasceu numa manjedoura, foi também o parteiro das estrelas. As mãos que foram fixadas pelos cravos no madeiro, são as que sustentam as galáxias, e mantém presos os planetas em suas órbitas.

Não podemos nutrir uma visão míope de Cristo. Ele é 100% Homem, mas também é 100% Deus.

Quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixinhos que um menino oferecera, Jesus disse: “Trazei-mos.”

Não sei o que Herodes fez com o prato contendo a cabeça de João. Mas sei o que Jesus fez com aquele punhado de pães e peixes. Quem vai querer levar uma cabeça humana pra casa? Que serventia teria?

A resposta de Jesus àquele prato infame foram os doze cestos cheios de pães e peixes que sobraram depois que alimentara a multidão. Imagino o que os convidados de Herodes devem ter sentido quando viram aquela cena repugnante. Talvez tenham até vomitado sobre a mesa. Porém, a multidão alimentada por Jesus saiu satisfeita, arrotando peixe e palitando os dentes.

Dois reis. A qual deles servimos?

O rei fantoche ou Rei dos reis?

Duas igrejas, a que entretém o rei e seus convidados, e a que busca agradar ao rei, alimentando os famintos de justiça. Não quero estar num palácio onde se perde a cabeça. Prefiro estar no deserto, onde multidões são alimentadas.

Aquele menino que oferece seu lanche a Jesus é a antítese da enteada de Herodes. A propósito, Deus não tem enteados. A menina pede... o menino oferece o que tem. Ela quer ser atendida, ele quer servir.

O resultado do desevangelho que tem sido pregado em nossos dias, é o surgimento de uma igreja pirracenta, mimada, que não reconhece a outra face do Seu Rei.


Autor: Hermes C. Fernandes
Por: Wilmar Antunes

O Rebanho de Deus


Poucos animais são tão indefesos como as ovelhas. Com muito pouca defesa contra inimigos naturais, pouco senso de direção e nenhuma capacidade para encontrar seu próprio alimento, elas são muito dependentes do homem para prover suas necessidades. No tempo em que não havia cercas, os proprietários de ovelhas tinham que ficar com elas no deserto, algumas vezes durante meses de uma só vez.

O pastor tinha que providenciar para as ovelhas tudo que elas não podiam providenciar para si mesmas. Ele procurava pastos verdes onde pudessem encontrar comida (1 Crônicas 4:39-40) e as conduzia gentilmente para lá, sempre cuidadoso com as que estavam com filhotes (Isaías 40:11). Ele as protegia até com sua própria vida. O jovem Davi relatou a Saúl como tinha arrancado um cordeiro da boca de um leão e tinha matado tanto leões como ursos (1 Samuel 17).

Dando tanto de si mesmos ao cuidado das ovelhas e estando tão freqüentemente sem companhia humana, o pastor desenvolvia uma íntima amizade com as ovelhas. Ele dava um nome a cada uma; as ovelhas conheciam sua voz e vinham quando ele as chamava (João 10:3-4). Ele as contava todas as noites para ter certeza de que estavam todas a salvo no aprisco (Jeremias 33:13). Se ao menos uma estivesse faltando, ele esquadrinhava o campo para encontrá-la (Lucas 15:4).

O desamparo das ovelhas, sua total dependência do pastor e do amor dele por elas tornavam esta relação uma das mais finas e a figura da relação de Deus com seu povo mais freqüentemente usada. Somos tão parecidos com ovelhas, que bênção é ter um Deus amoroso, que tudo conhece, todo poderoso e todo sábio como nosso pastor! Davi, o pastor, expressou isso tão lindamente naquelas palavras familiares: "O SENHOR é meu pastor; nada me faltará" (Salmo 23). Davi, contudo, não podia conhecer a absoluta perfeição do Divino Pastor como podemos, depois de tê-lo visto na cruz, entregando sua vida pelas ovelhas.

Proprietários de ovelhas algumas vezes tinham problemas quando o número delas ficava tão grande que já não podiam mais atendê-las pessoalmente. Afortunado, na verdade, era qualquer homem como Jessé, que tivesse um filho como Davi, que pudesse amar e cuidar das ovelhas como se fossem dele. Freqüentemente, as ovelhas tinham que ser divididas em rebanhos e deixadas sob os cuidados de empregados. Jesus explicou: "O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então o lobo as arrebata e dispersa" (João 10:12). Jesus estava realmente descrevendo os sacerdotes e mestres de Seu tempo que, como pastores de Israel, tinham mostrado uma total despreocupação com as ovelhas na sua perseguição egoísta de riqueza pessoal e glória.

Hoje em dia, cada congregação local é um rebanho de ovelhas de Deus. Os presbíteros são aqueles que estão encarregados: "Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho" (1 Pedro 5:2-3)

É freqüente demais o quadro que temos de presbíteros "dois ou três homens de pé num canto tomando decisões pela igreja" ou sentados em volta de uma mesa entrevistando um candidato a pregador ou trabalhando num orçamento. Muitas das nossas orações pedem que eles presidam bem (1 Timóteo 5:17), mas isto não é sua função maior. Os pastores tomam certas decisões e supervisionam o rebanho, mas a maior parte do seu tempo é gasto com as ovelhas, provendo suas necessidades e cuidando delas individualmente.

O "Supremo Pastor" tem todo direito a esperar que os pastores das igrejas locais reflitam Seu próprio amor e cuidado pelas ovelhas. Eles, também, precisam defender o rebanho (Tito 1:9-11); eles precisam alimentar as ovelhas labutando "na palavra e no ensino"(1 Timóteo 5:17); e precisam conduzir sendo exemplos para o rebanho (1 Pedro 5:3). Para cumprir tudo isto, eles precisam conhecer o rebanho, fazendo um esforço para conhecer cada ovelha pelo nome e ser conhecido por elas. Eles precisam contar o rebanho, não por orgulho, mas para saber exatamente quantas ovelhas estão sob sua responsabilidade. Se uma estiver faltando (não apenas à assembléia, mas à fidelidade diária), eles precisam estar prontos a ir e encontrá-la para que possam admoestar os insubmissos, consolar os desanimados, amparar os fracos, e ser longânimes para com todos (1 Tessalonicenses 5:14). Eles deverão estar dispostos a sacrificar até suas vidas.

Os pastores de um rebanho local têm que dar conta de cada ovelha (Hebreus 13:17). Considere o julgamento de Deus sobre os pastores de Israel: "Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! ... Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. ... as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque" (Ezequiel 34:2-6).

Considerando a temerosa inevitabilidade de tal relato, quem aspiraria ao episcopado? A resposta: somente aqueles que amam as ovelhas tão sinceramente que não podem suportar vê-las sem pastores. Estes são os únicos homens a quem Deus daria tal trabalho, e para eles é a promessa: "Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória" (1 Pedro 5:4)

Autor: Sewell Hall
Via: www.estudosgospel.com.br
Por Wilmar Antunes

terça-feira, 18 de outubro de 2016

ONDE ESTÃO OS PREGADORES DA VOLTA DE CRISTO?

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:1-3.

É muito maravilhoso saber que um dia, partiremos daqui, desse mundo. É muito maravilhoso saber que está próxima a nossa partida.

JESUS DIZ: NÃO SE TURBE: Turbar é ficar pensativo, atribulado, temeroso. JESUS falou isso aos seus discípulos, porque percebeu neles medo, angustia de ficarem sozinhos. Veja a ênfase de JESUS: “vos levarei para mim mesmo”. Isso é traduzido como “Quero vocês bem pertinho de mim, vocês são meus e não abro mão disso. Fiquem tranquilos, eu voltarei para levar vocês para casa!!” Fala a verdade, existe amor maior que esse? João 3:16

JESUS percebeu que eles estavam perturbados pelo fato que talvez não O veriam mais. Eles então tiveram a grande promessa que não ficariam órfãos nem seriam deixados para trás. Algumas décadas passaram e essa chama ainda queimava na igreja primitiva, todos eles tinham sua convicção, FÉ e CONFORTO no retorno de Cristo.

O DISCURSO DA IGREJA PRIMITIVA NÃO ERA UMA VIDA PRÓSPERA NA TERRA.

Nada prendia os crentes primitivos, nenhuma mensagem era mais impactante, confortante e maravilhosa do que o arrebatamento deles. A igreja primitiva não queria saber de prosperidade, nem riquezas, eles abriam mão de tudo isso, pois para aqueles crentes o céu era seu maior tesouro.

O tempo passou e aos poucos a Igreja foi perdendo o encanto das Bodas, passou o tempo e hoje a mensagem é outra nos púlpitos. Nasce uma geração de crentes que não são mais apaixonados pelo retorno de Cristo, para eles uma vida de vitórias e prosperidade já são comparados ao céu aqui na terra. Quem sabe que alguns já estão torcendo que Cristo demore bastante a voltar, pois eles terão muito tempo para gozar a vida aqui.

A PROMESSA PARECE DEMORADA? NÃO VAI ACONTECER?

Quantas pessoas já perderam definitivamente a esperança do retorno de Cristo? Quantos já não acreditam mais que Ele está voltando? Cada dia que passa essa mensagem fica cada vez mais escassa nos templos, nos sermões.

Quando foi a última vez que você ouviu uma mensagem sobre a volta de Cristo? Olhe, examine os grandes pregadores, vejam os ditos “programas evangélicos”, que ainda estão passando na TV. Você vai observar que eles trocaram a mensagem do retorno de Cristo por uma VIDA DE PROSPERIDADE AQUI NA TERRA.

PORQUE JESUS ESTÁ DEMORANDO?

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. 2 Pedro 3:9

MISERICÓRDIA DE DEUS, ESSE É O MOTIVO DA DEMORA?

Lembre-se o tempo de Deus não é o nosso tempo! Pode demorar mais uns mil anos para que Ele cumpra a promessa, mas veja esse texto a seguir: Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. 2 Pedro 3:8

Não perca nunca essa promessa, mesmo que pareça distante, guarde sua fé, não desanime, e espere confiante em seu retorno. Saber que Ele está voltando e cada dia que passa fica mais próxima a sua chegada, nos dá confiança para enfrentarmos as adversidades, as dores, as lágrimas, os sofrimentos.

Um dia tudo isso findará e estaremos para sempre com o nosso Senhor.

Extinguirá a morte de uma vez por todas. O Eterno Yahweh enxugará as lágrimas de todo rosto e retirará de toda a terra a zombaria e a humilhação que seu povo vem sofrendo. Palavra de Yahweh, o SENHOR! Isaías 25:8

Ele lhes enxugará dos olhos toda a lágrima; não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porquanto a antiga ordem está encerrada!” Apocalipse 21:4

Maranata ou Misericórdia???

Pb Josiel Dias
Por Wilmar Antunes

SAL NÃO É TEMPERO


Uma das coisas mais chocantes que aprendi na faculdade de gastronomia foi isso: O sal não é um tempero! Eita, mas o que ele é então? Bom, o sal é um realçador de sabor. O que acontece é que quando você coloca sal em um alimento você faz com que o sabor do próprio alimento se torne mais notório! É claro que tem a medida certa, se você colocar muito sal, apenas o sal aparece e o alimento perde toda a graça, dizemos que ele: salga; e aí não fica tão bom assim!

Aposto que você já ouviu dizer que os cristãos são o sal da terra, se não, eis aqui sua oportunidade: “Vocês são o sal da terra” Mateus 5:13. Pronto, podemos prosseguir!

Vamos às análises agora. Primeiro, o sal não é o foco em si do prato, o foco é o alimento, ele apenas realça o sabor do próprio alimento. E é assim que nós devemos ser, o alimento é Jesus, Ele disse: “Eu sou o pão da vida”, nos alimentamos de Sua palavra, de Sua companhia, Ele é o foco!

Nós cristãos precisamos ser sal no mundo, precisamos ser sal para as pessoas, precisamos realçar Jesus, pra que Ele apareça mais e mais, pra que mais e mais pessoas possam se encantar com Sua presença, assim como os sabores são exponenciados pelo sal, nossa função é exponenciar o amor de Jesus para que mais pessoas sejam atingidas!

E o que falamos que acontece quando a gente coloca sal demais?
Salga! Perde o sabor, não sentimos mais o alimento, apenas o sal! Pois é exatamente isso com a gente, somos o sal, e devemos aparecer nesse processo numa medida equilibrada, quando colocamos uma quantidade excessiva de nós, deixamos Jesus de lado, ninguém mais consegue sentí-lO, nós salgamos Seu amor e agora tudo não passa de um grande prato salgado e impossível de ser tragado.

Saiba dosar o sal! Deixe Jesus agir em você, Ele sabe a quantidade de sal exata pra se usar, pra deixar cada prato perfeito, pra chef nenhum botar defeito! E quanto mais realçarmos Seu amor ao invés de querer salgar tudo, mais as pessoas poderão enxergar de fato Jesus!


Mariana Mendes
Por Wilmar Antunes

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Estudo Bíblico O Jejum Que Agrada a Deus


Seria esse o jejum que eu escolhi? O dia em que o homem aflija a sua alma? Consiste porventura em inclinar o homem a cabeça como junco e em estender debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aceitável ao Senhor? Acaso não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes ir livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? Que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?' Isaías 58:5-7

É um costume do povo cristão a prática do jejum em momentos de dificuldade. Quando jejuamos estamos abdicando das nossas necessidades primárias essenciais em prol da busca de resposta e direção de Deus. O jejum é uma arma que o cristão dispõe em momentos de guerra espiritual. No entanto, muitas vezes, o jejum não é praticado da forma correta ou, em certas ocasiões, nem mesmo é aceito pelo Senhor!

Em primeiro lugar, o jejum não pode ser tratado como uma 'penitência' ou 'carga' suportada por aquele que o pratica. Não é do agrado de Deus o sofrimento de seu povo, como está escrito no início dos versículos citados: 'Seria esse o jejum que eu escolhi? O dia em que o homem aflija a sua alma? Consiste porventura em inclinar o homem a cabeça como junco e em estender debaixo de si saco e cinza?' Isaías 58:5.

Também não adianta jejuar se a nossa vida não mudou conforme o evangelho de Cristo! Se continuamos no pecado, na mentira, no engano e na prostituição, desobedecendo a Palavra, estaremos simplesmente 'passando fome à toa', pois o Senhor não atentará para nós.

O jejum que realmente agrada a Deus é aquele feito com um coração sincero, por uma pessoa que teve sua vida transformada pelo poder da Palavra e, desta forma, tem ações e comportamento dignos da atenção e do cuidado de Deus: 'Acaso não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes ir livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? Que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?' Isaías 58:6-7.

Não é para o ato do jejum em si que o Senhor está olhando, mas para o coração daquele que jejua. Quando uma pessoa decide obedecer a Palavra, agindo com retidão e justiça, ajudando seus semelhantes e sendo misericordioso com os desamparados, está entregando um verdadeiro jejum ao Senhor, como um perfume suave e agradável.

Que Deus os abençoe em Nome de Jesus Cristo!

Autor: Fernando Heitor de Siqueira
Por Wilmar Antunes