quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A REBELDIA DOS FILHOS


TEXTO ÁUREO = “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviara dele”(Pv 22.6).

VERDADE PRÁTAICA = Os pais que negligenciam a educação dos filhos, estão cometendo grave pecado diante de Deus;

LEITURA BIBLICA = Ef. 6: 01 – 04 = Ml 4: 06 = I Samuel 2: 12-14,17,22-25

INTRODUÇÃO

Os filhos são he­rança do Senhor (Sl 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em algumas responsabili­dades para os pais: um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc); um estômago para alimentar; uma personalidade para formar; uma mente para educar e uma pessoa completa para ser conduzida a Cristo, seu Salvador e Senhor.

A forma como interagem os membros da família é extremamente significativa para a construção de relações familiares saudáveis. A Bíblia, enquanto Palavra de Deus, é o manual mais completo que conhecemos sobre relacionamentos humanos. Desde o principio, Deus sempre se mostrou preocupado em instruir o seu o povo prescrevendo leis e mandamentos que tornem possíveis e abençoadoras as relações n seio da família, ( Ex 20; 12 ). É o que veremos nesta lição.


O que os filhos devem aos pais

No intuito de confirmar a família como o berço e a fortaleza da fé cristã, o apóstolo Paulo procura estabelecer princípios de mutualidade que devem orientar as relações entre pais e filhos. Sem estes preceitos a família ficaria extremamente vulnerável tornando-se caótica e a sua existência comprometida.
A casa do sacerdote Eli (1 Sm 2.27-36) faz parte do universo de famílias que se extinguiram em razão do desprezo dos seus filhos aos deveres que eles tinham que cumprir na relação com o pai. Sua historia, embora triste, serve de advertência, chamando-nos a observa,? Algumas orientações que não podem ser ignoradas, sob pena de colocarmos a nossa família em risco e vermos todo um projeto se desmoronar de repente.

Os filhos devem obediência aos pais

O apóstolo Paulo falando da depravação humana (Rm 1.28- 32), inclui a desobediência dos filhos aos pais, como uma condição abominável a Deus. Vivemos tempos de insubmissão, o que se percebe é a falência da disciplina nestas unidades fundamentais da vida: no casamento e nas relações familiares.

O estudo das culturas traz consigo o reconhecimento e o valor da obediência dos filhos aos pais como fator da boa ordem social. Imagine o estado de caos numa sociedade que por um instante os pais devessem obediência aos filhos, no mínimo é uma condição antinatural, uma vez que até no reino animal se percebe esse princípio.

De acordo com Paulo (Ef 6.1) essa obediência é justa, pois a mesma segue a ordenança divina, sendo amplamente exposta tanto no Antigo Como no Novo Testamento, além do que é socialmente correta, por refletir uma disposição conveniente e adequada na sociedade humana.
Os filhos devem honra aos pais

A palavra honra (Ef 6.2) é tradução do termo grego “timao”, que significa “dar um preço à”, “valorizar”, “estimar”, ou seja, honrar através do respeito apropriado. Isto deve ser feito não apenas por palavras, mas por ações e gestos que reflitam o amor enquanto virtude mediadora da relação entre pais e filhos. Além de ser agradável é também uma ordenança divina, o quinto mandamento (Ex 20.12) acentua a maneira de agir do filho temente a Deus para com os seus pais. De acordo com a Lei, um filho que agredisse o pai ou a mãe ou que os amaldiçoasse deveria ser morto (Ex 21.15,1 7).

Frutos colhidos devido à honra e à obediência.

São muitos os frutos colhidos pelos filhos que honram e obedecem aos seus pais. E a segunda promessa do decálogo, sendo que a primeira é em relação a Deus. Aqui a promessa não é vida longa apenas, é a permanência na terra que seria dada (Ex 20.12). Certamente é conhecido por nós os vários exemplos de filhos que se deram bem nas várias áreas da vida tais como: a espiritual, profissional e matrimonial por terem obedecido e honrado a seus pais. A Bíblia nos traz vários exemplos tanto negativos quanto positivos.
Um exemplo negativo foi õ de Sansão, que por não honrar e nem obedecer aos seus pais teve uma história de vida marcada pelo sofrimento (Jz 16. 21), enquanto que Timóteo foi um obreiro valoroso tendo a honra e a obediência aos pais como princípio norteador da sua vida de fé (2 Tm 1.5).

0 que os pais devem aos filhos

Se os filhos devem aos pais obediência e honra estes também possuem deveres em relação aos filhos. Ser pai é uma responsabilidade imensa, pois aquilo que afeta o desenvolvimento dos filhos é primeiramente fruto das relações que se estabelecem dentro de casa, principalmente nas relações entre pais e filhos. A admoestação veterotestamentária mais conhecida feita aos pais é: “ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho não se desviará dele” (Pv 22.6).
Os pais devem buscar direção de Deus na condução da educação dos filhos a exemplo do que fizeram os pais de Sansão (Jz 13.8).

Não provocar a ira dos filhos

A relação entre os pais e os filhos é extremamente irritadiça e hostil quando o cotidiano familiar é mediado pela supervisão estressante. Os pais cobram e os filhos se justificam, O tom, na comunicação verbal, é sempre agressivo.

O sentimento de ambos é o de frustração. Os filhos sentem que jamais serão compreendidos e os pais que jamais serão obedecidos, criando um círculo vicioso. Os pais apesar de terem a obrigação pela educação dos filhos precisam ter cuidado com os excessos, não espancar, não gritar, não ameaçar, são condutas paternas que levam uma criança a ter segurança na vida. Paulo escrevendo aos pais de Colossos recomendou: “Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (Cl 3.2 1).

Criá-los na disciplina e admoestação do Senhor

Estudiosos afirmam que a família ainda é o lugar privilegiado para a promoção da educação infantil. Embora a escola, a igreja, as amizades e a televisão exerçam grande influência na formação da criança, os valores morais e os padrões de conduta são adquiridos essencialmente através do convívio familiar. E preciso instruir e educar para a vida, disciplinando os filhos (Pv 23.13, 14). A compreensão bíblica de educação é que ela seja nos âmbitos moral e espiritual (Dt 6.6, 7). Pais devem criar os filhos no temor do Senhor e para que isto aconteça é necessário conversar com eles, disponibilizarem-se para eles no momento em que eles precisarem, corrigir os maus comportamentos e reforçar aqueles que são assertivos. Há pais que abriram mão de educarem espiritualmente os seus filhos e transferiram a responsabilidade para a igreja abrindo mão de um privilégio que é deles.

Quando os pais negligenciam seus deveres e deixa de transmitir esses valores mente os demais veículos formativos ocupam seu papel. Criar na disciplina é condição básica para o pleno desenvolvimento mental, moral e do caráter dos filhos. A disciplina deve ser exercida com amor, a exemplo de Deus em relação aos seus filhos (Ap 3.19), e compreende num sentido mais amplo a ideia de educar.

Relações familiares convertidas

Os nossos corações não devem ser convertidos apenas a Deus, até porque ninguém se converte a Deus e consegue permanecer inflexíveis nas outras relações. Pais e filhos devem se converter uns aos outros. Foi isso que Jesus Cristo veio fazer na terra, O evangelho começa no lar. Conforme Lucas (1.17), o ministério de João Batista, seria marcado pela conversão dos corações dos pais aos filhos.

Essa convergência de corações produz mudanças, cura relações e abranda os ânimos e é uma realidade possível, pois se o evangelho não funcionar na família certamente não funcionará em lugar algum. A mais bela expressão do evangelho é o lar feliz, onde os vínculos familiares são saudáveis, permeados de amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5.22,23).

Pais convertidos aos filhos

A situação do momento é preocupante, marcada acentuadamente pela deterioração das relações familiares decorrente de um estilo de vida em que as pessoas priorizam mais os valores materiais do que a família.
Isso resulta em distanciamento das relações, que por sua vez gera no seio do lar: ódio, violência, desentendimentos, separações, etc. A conversão do coração dos pais aos filhos é uma das propostas bíblicas para harmonizar a família e afastar qualquer possibilidade de maldição. Pais convertidos aos seus filhos são notadamente: a) pais que assumem o compromisso de amar seus filhos de forma in condicional. b) pais que se fazem presentes na vida dos filhos. Mesmo depois de ter levado o pequeno Samuel para servir ao Senhor, no templo, Ana e seu marido continuavam presentes na vida do filho (1 Sm 2.18-20). c) pais que perdoam os filhos.

Um dos exemplos mais triste da história bíblica é o de Davi e Absalão. O relacionamento entre os dois terminou de forma trágica, porque o pai falhou em perdoar o filho, ou seja, seu coração não se converteu ao coração de Absalão (2 Sm 18.33); d) pais que vivem intensamente o privilégio e a alegria da paternidade. Os filhos para eles não são um peso a ser carregado, mas bênção e herança do Senhor (Si 127. 3-5). Cada fase da vida do filho é vivenciada como uma experiência única e celebrada com gratidão. Ser convertido ao filho é assumir o compromisso de uma aliança para a vida inteira.

A parábola do filho pródigo (Lc 15.11-24) é a mais bela história de amor incondicional. As principais pesquisas na área da educação infantil têm demonstrado que, em família nas quais os pais acompanham de forma positiva as atividades da criança e dos adolescentes, não são encontrados usuários de drogas e indivíduos com comportamentos antissociais.
Filhos convertidos aos pais
De igual modo os filhos devem estar comprometidos com os pais em uma aliança de amor e respeito. Mesmo que esses filhos já tenham alcançado a idade adulta e conquistado certa autonomia na vida, eles precisam continuar cultivando uma relação de afeição e cuidado com os pais. Causa-nos perplexidade ver através dos meios de comunicação situações em que filhos maltratam e até abandonam os seus pais.
Outra vez aparece como exemplo a história de Davi com o seu filho Absaláo, este se revoltou contra o seu pai a quem passou a perseguir (2 Sm 15.1- 18).

Filhos convertidos aos pais são aqueles que demonstram: a) amor incondicional: é saudável para os pais saberem que os seus filhos os amam e os aceitam como eles são; b) cuidados especiais com os pais: a velhice é uma condição inevitável na vida e quando ela chega traz consigo um peso a ser carregado. c) atitudes de honra: mesmo que haja divergências de ideias, os filhos saberão entender as opiniões dos pais e nada farão para desonrá-los. Filhos que assim se comportam, poupam seus pais de muitos sofrimentos, lágrimas e dores; d) gratidão, enquanto sentimento de reconhecimento por tudo que seus pais lhes fizeram. Não há melhor maneira de expressar gratidão do que através de palavras e gestos. Os filhos precisam aprender a reconhecer o valor e a dedicação dos pais para as suas vidas. Pais cujos filhos são convertidos não passam pela experiência do abandono. José cuidou de .Jacá até a sua morte (Gn 47.7-12; 50.1-4).

Irmãos como amigos

A rivalidade entre irmãos vem desde o princípio mais remoto através da história de Caim e Abel (Gn 4.1-8) e passa por tantas outras como Esaú e Jacó, José e seus irmãos. O que leva irmãos à rivalidade são relações adoecedoras que se estabelecem no sistema familiar. Os pais são grandes responsáveis e têm uma enorme influência na qualidade dos relacionamentos entre irmãos.

Há pais que suscitam competitividade entre irmãos, quando estabelecem aliança com um dos filhos em detrimento do outro, é o que se chama comumente de tratamento diferenciado. O exemplo bíblico mais contundente é o de Isaque e Rebeca (Gn 27.1-10). Irmãos precisam ser estimulados a se tornarem os melhores amigos entre si, deixando de lado as disputas e as brigas que por vezes chegam às barras da violência.

FILHOS REBELDES

Os filhos maus de Eli (I Sm 2.12-17). Hofni e Finéias são descritos como filhos de Beijai e não conheciam o Senhor. (12) Veja os comentários de 1.16 sobre os filhos de Belial. Nas Escrituras, “conhecer” ou “não conhecer” o Senhor normalmente se refere a um conhecimento pessoal de Deus em adoração e obediência. Os hebreus não consideravam o conhecimento primeiramente como algo intelectual, mas sim como algo completamente pessoal. O termo usado significava “ter proximidade de”, em vez de simplesmente “conhecer” treinados no ritual e nas cerimônias do Antigo Testamento e, sem dúvida, familiarizados com as exigências da lei, esses dois jovens eram maldosos e inescrupulosos em caráter pessoal.

A lei prescrevia cuidadosamente a natureza das ofertas que deveriam ser trazidas ao altar do Senhor, juntamente com a maneira pela qual o sustento dos sacerdotes era provido (cf. Lv 7.28-34). A iniqüidade dos filhos de Eli residia em suas exigências magnânimas e pouco razoáveis de receberem sua porção antes de o sacrifício ser formal- mente dedicado ao Senhor. O resultado foi que os homens desprezavam a oferta do Senhor (17).

Por todo o texto dos capítulos 1 a 4 o autor inspirado estabelece um contraste entre a maldade dos filhos naturais de Eli com a espiritualidade crescente e o discernimento de Samuel, filho adotivo do sumo sacerdote. Sem dúvida, o ambiente do início da vida desempenha um papel importante no caráter moral e na experiência espiritual das crianças. Contudo, uma das mais certas evidências de liberdade e autodeterminação da alma humana é vista em situações como as apresentadas aqui.

As Visitas de Ana a Samuel ( I Sm 2.18-21). A visita anual de Elcana e sua família a Siló tinha um duplo significado agora, pois, além da adoração religiosa, havia a alegria de se reunir com o filho que fora dedicado ao serviço do Senhor. O éfode de linho (18) era um traje cerimonial usado por aqueles que serviam em um local religioso. E provável que ele cobrisse apenas a parte frontal do corpo e, por isso, às vezes era chamado de avental. Ana também trazia para Samuel, a cada ano, uma túnica feita por ela. A família de Elcana foi abençoada com mais três filhos e duas filhas (21), todos de Ana.

O desconsolo de Eli (2.22-26). A razão do fracasso de Eli em lidar com a imoralidade de seus filhos pode ser explicada parcialmente em função de sua idade avançada. Tal imoralidade era agravada por ser cometida no próprio Tabernáculo. A presença de mulheres ligadas ao funcionamento do Tabernáculo é expressa em Exodo 38.8. O escândalo era evidente (24).

A advertência de Eli a seus filhos abrangia tanto o efeito da conduta deles sobre os outros — fazeis transgredir o povo do Senhor (24) — como as conseqüências sobre eles mesmos (25).
A conduta ética imprópria — o pecado de um homem contra outro — poderia ser julgado nas cortes da lei; mas o pecado religioso contra Deus seria punido pelo próprio Senhor. Pelo fato de o termo hebraico traduzido como juiz ser ha-Elohim, que também significa “Deus”, a ARA e outras traduções modernas trazem: “Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro”, ou “Deus o julgará”. Em vista do mal agravado, a repreensão de ELI parece ser muito branda. Para pecados “com alta mão” — desafio e rebelião contra o próprio Deus — o Antigo Testamento não apresenta uma solução. Somente Cristo pode ser o mediador entre o homem e Deus (1 Tm 2.5,6).

Porque o Senhor os queria matar — a partícula primitiva hebraica kee, porque, é usada em relações causais de todos os tipos, antecedentes ou conseqüentes. Também pode ser apresentada como “portanto”.
Os homens não eram pecaminosos porque Deus desejava matá-los, mas, porque eles se tornaram ímpios, o Senhor os julgaria e traria uma morte dolorosa e prematura.

Mais uma vez, a piedade de Samuel é contrastada com a pecaminosidade dos filhos de Eli. No mesmo ambiente, o jovem Samuel ia crescendo e fazia-se agradável, assim para com o Senhor como também para com os homens (26). Uma declaração similar é feita em relação ao menino Jesus (Lc 2.52). Isso demonstra aprovação completa, tanto em sua conduta ética como religiosa.

O ESTUPRO DE TAMAR (I Sm 13.1-39)

Há um contraste patético entre os grandes sucessos de Davi como um soldado e general, e a rápida desintegração moral dos membros de sua própria casa. Os frutos tanto da poligamia (casamentos múltiplos) como da decadência moral de Davi podem ser vistos nos acontecimentos que se seguem. O exemplo do pai só poderia ter tido um efeito nocivo sobre os filhos.

Absalão e sua formosa irmã Tamar eram filhos de Davi com Maaca, com quem ele tinha se casado durante os anos em que fugia de Saul. Amnom, cuja luxúria foi exacerbada pela beleza de Tamar, era filho de Davi com Ainoã, também uma das primeiras esposas dele (cf. 3.2,3). Tal era a paixão descontrolada deste filho do rei, e a sua satisfação parecia tão impossível, que o resultado foi ele realmente ficar doente. O casamento entre irmão e irmã era proibido na lei (Lv 18.11); portanto, a união legal parecia impossível. O isolamento de Tamar no cômodo das mulheres no palácio, bem como seu caráter admirável (12), mostram que o desejo de Amnom também não poderia ser satisfeito de modo ilícito (2).

Tinha, porém, Amnom um amigo, cujo nome era Jonadabe (3) — um amigo muito superficial e desumano, conforme 32-35. Ele era seu primo, filho do irmão de Davi, Siméia, ou Samá como é chamado em 1 Samuel 17.13. Este jovem era conhecido como um homem mui sagaz (3), astuto e ardiloso, e a partir do conselho que deu, percebe-se que não passava de um homem perverso. Jonadabe notou o estado de tormento de Amnom e perguntou: Por que tu de manhã em manhã tanto emagreces, sendo filho do rei? (4) Literalmente, “filho do rei”, pode sugerir que Amnom já tivesse demonstrado ser como seu pai. Emagrecer é dai em hebraico, “fraco, magro, débil”. Quando o príncipe confessou a sua paixão incestuosa por Tamar, Jonadabe aconselhou-o a fingir estar gravemente enfermo. Então quando Davi viesse para vê-lo, ele deveria pedir que fosse permitido que Tamar viesse e preparasse comida para ele (5).

A trama covarde funcionou como Jonadabe havia previsto e como Amnom tinha planejado. Quando ela apresentou a comida ao falso doente, ele se recusou a comer, e ordenou que todos saíssem da casa. Ao entrar Tamar em seu quarto, ele fez a sua proposta infame, e quando ela resistiu, ele a forçou (6-14).
Não se faz assim em Israel (12), um apelo a um código moral e espiritual que distinguia Israel das nações pagãs vizinhas. Tal loucura (12); um dos loucos de Israel (13) — louco ou tolo diz respeito à conduta ética, e não a qualquer tipo de deficiência mental.

O mau caráter de Amnom está refletido em seu tratamento com Tamar, uma vez que a sua luxúria foi satisfeita. A paixão foi seguida de repulsa, e ele ordenou que ela saísse da casa. Não há razão (16), “não, meu irmão”, ela respondeu; mas ao protestar, ele chamou seu servo pessoal para levá-la embora e trancar a porta atrás dela (15-17).

Tamar estava vestida com uma roupa de muitas cores (18), a túnica de mangas compridas que era usada pelas filhas solteiras do rei. Ela foi para casa chorando, com cinzas em sua cabeça e vestes rasgadas, os sinais convencionais de profunda tristeza (18-20).

Absalão rapidamente suspeitou do crime que Amnom tinha cometido. Suas palavras para Tamar não foram tão insensíveis quanto parecem; pois ele evidentemente nutriu um ódio profundo e a determinação de vingar a honra de sua irmã (20; cf. 22). Tamar esteve desolada [ou solitária] (20) — em hebraico: “aturdida, desconsolada, carente”. Davi soube destas coisas e ficou furioso, mas nada fez para punir o malfeitor (21), uma fraqueza que não só lhe custaria a vida de seu filho mais velho, Amnom, mas ao final a lealdade e também a vida de Absalão. Este, por sua vez, aguardou um momento favorável para vingar-se (22).

Dois anos depois,Absalão sentiu que o momento havia chegado. Seus servos tosquiavam as ovelhas em Baal-Hazor, não longe de Jerusalém. Este era um tempo festivo, e ele convidou os outros filhos do rei para compartilhar das festividades. Para ter certeza do comparecimento de Amnom, o jovem insistiu em convidar Davi, ciente que ele não deixaria a sua capital para comparecer. Para não te sermos pesados (25), isto é, “poderíamos ser um fardo para ti”, foi a desculpa de Davi (Moffatt).

Em seu lugar, então, Absalão sugeriu que Davi mandasse Amnom, o herdeiro legítimo. Embora Davi tenha contestado, instando Absalão com ele (27), ele consentiu em enviá-lo e todos os outros filhos. Absalão havia instruído seus servos a estarem prontos para quando Amnom estivesse um tanto embriagado, e ao seu sinal, feri-lo. O plano foi executado, e quando este príncipe foi morto todos os outros filhos do rei fugiram (28,29).
Embora o ódio por Amnom e um desejo de vingança fossem sem dúvida alguma os principais motivos para o ato de Absalão, parece posteriormente que isto o coloca na linha de sucessão ao trono como o próximo filho mais velho dentre os herdeiros do rei (cf. 15.1-6). Assim, a morte de Amnom satisfez tanto a vingança de Absalão como a sua ambição.

O relatório que primeiro chegou a Jerusalém dizia que Absalão havia massacrado todos os filhos do rei (30). Davi e seus criados prantearam, mas Jonadabe, cujo mau conselho havia causado toda a seqüência destes eventos, informou a seu tio que somente Amnom havia sido morto (31-33). A chegada dos filhos do rei confirmou o relatório, mas Absalão fugiu para o exílio, a Talmai... rei de Gesur (37), de quem sabemos a partir de 3.3 que era seu avô. Gesur era uma cidade-estado na Síria. Davi chorou por seu filho morto diariamente por três anos, até que se consolou pela morte de Amnom (34-39).

UMA REFLEXÃO PARA OS PAIS E SEUS DEVERES COM OS FILHOS
A) Proteção. É responsabilida­de dos pais prover no lar paz, har­monia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.

B) Afeto. As relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propí­cio e acolhedor, que a criança re­cebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e apren­de a praticá-lo.

A família de Deus = Deus valoriza tanto a família que a tomou como exemplo para ilustrar o seu relacionamento com a igreja.

Deus, nosso Pai. Deus é o nosso supremo exemplo quanto ao papel da paternidade. Vejamos algumas de suas características como nosso Pai celestial.

a) Pai cuidadoso e provedor que Jamais falha. Ele cuida de cada um de seus filhos (Mt 10.31) e de suas necessidades (Mt 6.8). Ele, que já nos deu a suprema dádiva do céu — Jesus, não nos daria também com Ele todas as coisas? (Rm 8.32).

b) Pai amorável. Não há maior amor que o de Deus por nós (Jo 3.16; 15.13; 1 Jo 4.10,19; Rm 5.8). Ele é de igual modo compassivo e amoroso para com o filho que erra (Lc 15.20).

c) Pai que disciplina. O filho sempre está sujeito à disciplina amorosa de seu pai. A disciplina é um sinal do amor de Deus para com seus filhos, visando seu bene­fício (Hb 12.5ss). Mediante a dis­ciplina, Deus visa nos tornar me­lhores discípulos dEle. Os termos disciplina e discípulo têm sua ori­gem no mesmo radical latino que significa aprender.

d) Pai perdoador. Não há pas­sagem que ilustre tão bem esta característica quanto a parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32).

e) Pai conciliador. Na mesma parábola do Filho Pródigo, Jesus nos mostra que, muitas vezes, os pais são os apropriados e idôneos mediadores de conflitos na famí­lia (Lc 15.31,32).

CONCLUSÃO

Grande parte da crise do mundo é oriunda de lares desajustados. São padrões de interações familiares adoecedoras que desembocam em crises que muitas vezes levam a destruição total da família. Que neste dia possamos refletir sobre a grande contribuição que cada um de nós pode oferecer a fim de tornar os nossos lares ambientes de saúde física, espiritual, pscicológia e social.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Pentecostal
Comentário Bíblico Beacon
Lições bíblicas BETEL 2010

PAIS E FILHOS

Cl 3.21 = “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.” É obrigação solene dos pais (gr. pateres) dar aos filhos a instrução e a disciplina condizente com a formação cristã. Os pais devem ser exemplos de vida e conduta cristãs, e se importar mais com a salvação dos filhos do que com seu emprego, profissão, trabalho na igreja ou posição social (cf. Sl 127.3).

(1) Segundo a palavra de Paulo em Ef 6.4 e Cl 3.21, bem como as instruções de Deus em muitos trechos do AT (ver Gn 18.19 nota; Dt 6.7 nota; Sl 78.5 nota; Pv 4.1-4 nota; 6.20),

É responsabilidade dos pais dar aos filhos criação que os prepare para uma vida do agrado do Senhor. E a família, e não a igreja ou a Escola Dominical, que tem a principal responsabilidade do ensino bíblico e espiritual dos filhos. A igreja e a Escola Dominical apenas ajudam os pais no ensino dos filhos.

(2) A essência da educação cristã dos filhos consiste nisto: o pai voltar-se para o coração dos filhos, a fim de levar o coração dos filhos ao coração do Salvador (ver Lc 1.17 ).

(3) Na criação dos filhos, os pais não devem ter favoritismo; devem ajudar, como também corrigir e castigar somente faltas intencionais, e dedicar sua vida aos filhos, com amor compassivo, bondade, humildade, mansidão e paciência (3.12-14,21).

(4) Seguem-se quinze passos que os pais devem dar para levar os filhos a uma vida devotada a Cristo:


(a) Dediquem seus filhos a Deus no começo da vida deles (1 Sm 1.28; = Lc 2.22).

(b) Ensinem seus filhos a temer o Senhor e desviar-se do mal, a amar a justiça e a odiar a iniqüidade. Incutam neles a consciência da atitude de Deus para com o pecado e do seu julgamento contra ele (ver Hb 1.9 ).

(c) Ensinem seus filhos a obedecer aos pais, mediante a disciplina bíblica com amor = (Dt 8.5; = Pv 3.11,12; = 13.24; = 23.13,14; = 29.15,17; = Hb 12.7).

(d) Protejam seus filhos da influência pecaminosa, sabendo que Satanás procurará destruí-los espiritualmente mediante a atração ao mundo ou através de companheiros imorais (Pv 13.20; = 28.7; = 2.15-17).

(e) Façam saber a seus filhos que Deus está sempre observando e avaliando aquilo que fazem, pensam e dizem (Sl 139.1-12).

(f) Levem seus filhos bem cedo na vida à fé pessoal em Cristo, ao arrependimento e ao batismo em água (Mt 19.14).

(g) Habituem seus filhos numa igreja espiritual, onde se fala a Palavra de Deus, se mantém os padrões de retidão e o Espírito Santo se manifesta. Ensinem seus filhos a observar o princípio:
“Companheiro sou de todos os que te temem” (Sl 119.63; ver At 12.5 ).

(h) Motivem seus filhos a permanecerem separados do mundo, a testemunhar e trabalhar para Deus (2 Co 6. 14—7. 1; Tg 4.4). Ensinem-lhes que são forasteiros e peregrinos neste mundo (Hb 11.13-16), Que seu verdadeiro lar e cidadania estão no céu com Cristo (Fp 3.20; = Cl 3.1-3).

(i) Instruam-nos sobre a importância do batismo no Espírito Santo (At 1.4,5,8; = 2.4,39).

(j) Ensinem a seus filhos que Deus os ama e tem um propósito específico para suas vidas(Lc 1.13-17; = Rm 8.29,30; = 1 Pe 1.3-9).

(L) Instruam seus filhos diariamente nas Sagradas Escrituras, na conversação e no culto doméstico (Dt 4.9; 6.5,7; 1 Tm 4.6; 2 Tm 3.15).

(m) Mediante o exemplo e conselhos, encorajem seus filhos a uma vida de oração (At 6.4; = Rm 12.12; = Ef 6.18; = Tg 5.16).

(n) Previnam seus filhos sobre suportar perseguições por amor à justiça (Mt 5.10-12).Eles devem saber que “todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm 3.12).

(o) Levem seus filhos diante de Deus em intercessão constante e fervorosa (Ef 6.18; = Tg 5.16- 18; ver J0 17.1, ) nota sobre a oração de Jesus por seus discípulos, como modelo da oração dos pais por seus filhos.

(p) Tenham tanto amor e desvelo pelos filhos, que estejam dispostos a consumir suas vidas como sacrifício ao Senhor, para que se aprofundem na fé e se cumpra nas suas vidas a vontade do Senhor (ver Fp 2.17 ).

Bíblia de Estudo Pentecostal

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