quinta-feira, 19 de julho de 2012

SUPERANDO OS TRAUMAS DA VIOLÊNCIA SOCIAL


CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O assunto desta lição diz respeito a violência social e qual deve ser a resposta da Igreja de CRISTO a este desafio. A Bíblia ensina que o pecado é a transgressão da lei (I João 3:4). Esta palavra "transgressão" poderia ser traduzida por "delinqüência". Jesus indicou que, à medida que os homens se aproximassem do final da história, haveria uma rebelião mundial contra a lei e a ordem. A rebelião e a delinqüência já se acham presentes em escala tal como jamais o mundo as conheceu. Filhos rebelam-se contra os pais a tal ponto que muitos destes chegam mesmo a ter medo dos filhos. Jovens se rebelam contra os mestres, estudantes universitários se revoltam contra as autoridades administrativas. Existe uma tentativa organizada de rebaixar o policial, torná-lo objeto de ridículo e desprezo. Tudo isso é parte de um desrespeito geral pela lei e pela ordem.

A violência se alastra por todas as metrópoles. Semanalmente presídios se convulsionam em rebeliões. Multiplicam-se favelas com a falta de políticas habitacionais. Idosos gastam seus últimos e valiosos dias em filas da previdência. A prostituição infantil no Brasil virou notícia internacional. As grandes capitais ganham campeonatos mundiais de assassinatos de adolescentes. Políticos se comportam com uma desfaçatez revoltante. Entidades e assessores de políticos evangélicos são presos por envolvimentos em esquemas e fraudes com ambulâncias superfaturadas, igrejas (templos) usadas como firmas criminosas e propinas abundantes.

Deveríamos ficar escandalizados com o fato de que, em muitos países, o crime organizado é o maior dos negócios.

O crime organizado move, em todo mundo, 870 bilhões de dólares por ano. No Brasil forma um Estado dentro do Estado. Custa-nos mais do que os programas combinados de educação e saúde. Com seus sindicatos, demi-monde, quadrilhas e a Máfia, chega praticamente a dominar algumas das maiores cidades do país. Além disso, existe o crime não-organizado, que se mostra tão perigoso, senão pior.

O crime está aumentando com tal rapidez que nos encontramos agora bem perto da rebelião aberta e da anarquia. É perigoso passear a pé pelas ruas de qualquer cidade do Brasil, depois do entardecer. Em algumas regiões as pessoas vivem numa atmosfera de medo e pavor. É como se alguma força sinistra e sobrenatural estivesse à solta. As ruas de nossas cidades se transformaram em selvas de terrorismo, assaltos, estupros e morte. A praga da criminalidade ameaça destruir a nossa sociedade, e à medida que sobe o índice de criminalidade, desabam os alicerces morais da nação.

Onde está a resposta para o problema do crime? Estará em mais ação da polícia? Em mais elevada educação? Numa punição mais rigorosa? Por que motivo, na sexta maior economia, existe um quadro de tamanha violência?

No curso dos últimos decênios tem-nos sido ensinado que a moralidade é relativa, e estamos agora colhendo a safra dessa semeadura. A tendência do sistema educativo, dos tribunais e dos meios de comunicação em massa, muitas vezes, é ignorar a vítima e mimar o criminoso. Em alguns casos, chegamos a tornar o criminoso num herói. Verifica-se que, por todo o país, os agentes da lei, ou estão envolvidos com o crime, ou se mostram desanimados, achando que os tribunais não lhes estão dando qualquer cooperação. As estatísticas criminais atingem níveis astronômicos, e os órgãos de aplicação da lei não contam com a verba ou pessoal necessários para deter sequer uma fração dos criminosos. Ninguém parece ter resposta para aquelas perguntas. Devemos nos preocupar.

DEUS não fez chover fogo e enxofre nas cidades gêmeas por causa da generalização do mal, mas pela ausência do bem. Abraão não contabilizou dez justos ali. Se mostrasse um punhado de gente íntegra, DEUS evitaria SEU juízo. Portanto, DEUS não considerou a presença do mal tão danosa quanto a ausência do bem.

O objetivo deste estudo é trazer algumas informações e textos, colhidos dentro da literatura evangélica, com a finalidade de ampliar a visão do papel da Igreja diante da violência social. Não há nenhuma pretensão de esgotar o assunto ou de dogmatizá-lo, mas apenas trazer ao professor da EBD alguns elementos e ferramentas que poderão enriquecer sua aula.

A VIOLÊNCIA É UM PROBLEMA DE TODOS

O que você faria hoje, se soubesse que amanhã se encontraria preso a mais terrível e indescritível crise existencial? Se amanhã você se desse conta de que seu melhor e mais íntimo amigo lhe houvesse faltado ao dever humano e fraternal de solidariedade? O que você faria se, de repente, aquela pessoa de quem você nem de longe desconfiara, na qual você tanto investiu e que tanto usufruiu de sua cultura, seus afetos, inclinações e bens maiores o traísse? O que você faria se a religião na qual você foi criado, em meio a qual foi inspirado, dentro da qual foi instruído, subitamente, estabelecesse uma penalidade contra você? Como você reagiria se, de hábito, se visse escarnecido, vilipendiado, com a honra enxovalhada, a dignidade exposta a uma situação de zombaria, motejo, galhofa e ironia?

O que faria se fosse alvo de grave violência física, de um estupro, por exemplo, ou de uma surra absurda?

Qual seria a sua atitude se você tivesse certeza absoluta do que lhe aconteceria nos próximos dias?

Houve um dia, na vida de Jesus, quando, olhando adiante, ele só conseguia ver coisas absurdas e semelhantes a essas a que acabo de me referir. Seu dia seguinte seria o dia do Getsêmani; dia da depressão, da agonia; dia do encaramujar da alma; dia da vertiginosa descida à região mais abissal; dia do choro, gemido, solidão profunda.

O dia seguinte seria aquele no qual faltaria a solidariedade dos amigos. Ele gemeria, choraria, pediria, reclamaria; solicitaria apoio, companhia, mas os amigos estariam dormindo. Voltaria a eles e em vão questionaria: "Não pudestes vigiar comigo?”

Não pudestes investir em mim sequer alguns minutos? Não conseguistes vencer o sono? Será que a minha dor é menos importante que o conforto e o sossego? Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar comigo uma hora? (Marcos 14:37)

O dia seguinte também foi dia de traição, dia no qual Judas Iscariotes -discípulo, apóstolo, amigo, amado - o troca por dinheiro. Judas que fora investido de autoridade, aquele a quem se descortina o reino de Deus, a quem é permitido sonhar com os que sonham na intervenção de Deus na história; alguém aquinhoado com poder divino para realizar curas, prodígios, expulsão de demônios; aquele que vivenciara realidades concretas da chegada e da demonstração do Reino. E justamente ele que, em função de um bom negócio, trai a amizade; é esse Judas que beija e apunhala. É ele que dá um susto - não um susto no coração de quem não sabia o que ocorreria, mas um susto naquele que, mesmo ciente do que iria suceder, reserva-se, ainda assim, o direito de enfrentar cada momento da vida como cada momento da vida, com seus temores, sonhos e ambigüidades.

O dia seguinte é o dia no qual a religião judaica - segundo a qual foi criado, na qual aprendeu a ler (porque naqueles dias aprendia-se a ler nas escolas rabínicas, lendo a Torá, ou Escrituras), sendo instruído desde a mais tenra infância - após o julgamento, o acusa de herético, não recebe sua mensagem, rejeita sua proposta, considera-o demoníaco, expurga-o.

O dia seguinte é o dia da negação, negação de um dos melhores amigos, amigo que diante de uma situação pública afirma jamais tê-lo conhecido, não ter com ele a menor relação, não guardar a lembrança de nenhum encontro; não haver história entre eles, hipótese alguma de cumplicidade. Amigo que declara: "Não sei quem é esse homem; jamais o vi, nunca lhe ouvi o nome; tampouco andei com ele." Amigo que nega a fraternidade, o compromisso, a paixão e o sonho comum.

O dia seguinte seria dia de preterição, de troca: "Que preferes, a Jesus, chamado Cristo, ou ao ladrão?" Seria dia no qual o poder público faria opção pelo corrupto, em vez do justo; pela devassidão, e não pela integridade. Seria dia no qual os sistemas e a máquina governamental, por questões políticas, entregariam o inocente para ser condenado e libertariam - com todas as condições de libertação e seus privilégios - o assassino. Dia, pois, de ser trocado de maneira vil; de ser escarnecido - soldados lhe poriam uma coroa de espinhos na cabeça para brincar com a sua realeza (realeza, sim, mas de dor). Colocar-lhe-iam na mão um caniço quebrável, como a dizer que o seu cetro é o cetro da fraqueza. Vesti-lo-iam com um manto aparatoso, para significar que tipo de rei era ele: rei-momo; rei-palhaço; rei do festival; debochariam dele expondo-o a cenas ridículas. Para honrá-lo, cuspir-lhe-iam. A fim de declararem sua sapiência profética, fechar-lhe-iam os olhos para lhe perguntar: "Quem foi que te bateu?"

Sarcasmo, ironia. O dia seguinte é o dia da cruz. Dia da violação. Dia da profanação física. Dia da agressão. Dia de ser trespassado. Dia de ser objeto.

O que você faria, se soubesse que os três próximos dias da sua vida seriam dessa qualidade? O que você faria, se soubesse que o que o aguarda é a depressão, a facada, a traição, o agravo, a perfídia, a barganha, o julgamento, a exclusão da instituição, o desprezo, a rejeição, a falta de solidariedade e ingratidão dos que se afirmavam amigos?

O que você faria se nos próximos dias você perdesse o emprego, ou lhe roubassem a posição em favor do maior corrupto, de pessoas mais convenientes àquela posição? O que faria você, se amanhã fosse o dia do escárnio, do desdém, da injúria, do descrédito, do enodoamento do seu nome, de sua imagem e do seu caráter?

O que você faria, se amanhã, ao entrar no táxi, fosse vítima de um ato sádico, um assalto pavoroso, um seqüestro? Ou fosse dia no qual seu marido chegasse bêbado a casa, e tomado pelo machismo arrebentasse seu rosto, esmurrasse-a, atirasse-a ao chão, enchendo-a de hematomas, ferindo-lhe os ouvidos com palavrões e impropérios?

Tenho certeza de que não estou sendo irreal, nem estou falando de coisas que não lhe digam respeito. Porque todos nós, de um modo ou de outro, corremos sempre o risco de estarmos na iminência de sofrer algo desse tipo.

Viver é correr o risco de tragédia. Estar vivo é estar assistindo à possibilidade de conflito, traição, preterimento, negação, fraude, injustiça, roubo, desonra, calúnia, violência, depressão e "ilhamento".

Hoje, não sabemos o que nos pode acontecer amanhã ou depois. Mas o Cristo ao qual me refiro conhecia o futuro - se bem que não do ponto de vista de uma exacerbada onisciência, que lhe tirasse o direito e o privilégio de rir e de chorar, de alegrar-se ou de sofrer a cada instante, a ponto de a cada nova situação poder afirmar: "Eu já estava esperando que isso acontecesse..." Porque o paradoxo da onisciência de Jesus é que ele sabe tudo, mas vive tudo o que lhe acontece como se ignorasse que lhe ocorreria. É o mistério que só se explica em Deus: saber tudo, e, no entanto, viver tudo com a surpresa da chegada de cada coisa.

E qual a atitude de Jesus na véspera do tudo mal? Na véspera do trágico? Na véspera do tudo-nada? Marcos conta, no cap. 14, v.22 e 23 que, partindo o pão, ele disse: "Isto é o meu corpo"; e tomando o cálice, acrescenta: "Isto é o meu sangue" - prova de que estava plenamente consciente do que o aguardava. O v.26 diz mais: "Tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras".

O que esperava por Jesus era o ser ele partido, rasgado, moído, ultrajado, usado. No entanto, ele canta um hino! E que hino era esse? Era justamente o hino que o judeu cantava na Páscoa, o Salmo 115, que afirma o amparo de Deus; salmo que admoesta: "Não confieis em ídolos. Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta".

Ele exorta a que se confie no Senhor, em quem há amparo, refúgio, conforto, segurança.

Parece ironia cantar um hino desses à véspera do que Cristo sabia ser a moenda da sua alma, o trilhar do seu corpo, o lacerar e escalpelar da sua carne. Sim, Jesus foi neste planeta o único homem que soube crer no que Paulo articularia teologicamente mais tarde: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8:28).

Qualquer um só faz arremedar essa prática, somente Jesus de Nazaré cantou antes da agonia; cantou louvores no gemido. E diga-se: em Cristo, o cantar, antes de tudo, equivale a cantar depois. Porque ele canta não antes da surpresa absoluta, mas sabendo o que está por vir. O que significa terminar a cruz em louvor.

O que estará a vida fazendo em nós? Que estará ela fazendo de nós? O que o chicotear, o deprimir, o esmagar, o humilhar, o tripudecer, o caluniar, o escarnecer, o decepcionar, o desacreditar, o roubar, o espatifar de ilusões estarão criando em nós?

Será que os gestos, jeitos, modos, palavras e tudo mais que a vida nos negou, não estariam gerando em nosso ser uma alma desértica, um coração duro, frio, incapaz do amor, da dádiva, da troca, do sossego e da paz? Será que não teria arrancado de nós a capacidade de sonhar, de crer, de renunciar e de ser grato? Ou ainda não teriam criado em nós uma mente inepta, paralisada ao fervor e à adoração?

Será que os fatos e as ocorrências do dia seguinte estão gerando em nós a idéia de que Deus tem o braço encolhido? Que ele é um Deus impotente, inoperante e alienado; um Deus-ídolo?

Ou será que, por sua graça, seremos capazes de enfrentar o que vier, chorando e gemendo com louvor, com gratidão, na certeza de que aquilo que dói em nós, magoa e fere fundo; aquilo que nos embaraça e tonteia pelo impacto; que nos surpreende, decepciona e assusta, de maneira nenhuma revela e retrata a inoperância e pouco-caso de Deus, que não traduz sua fuga ou omissão. Ao contrário, espelha a certeza de que, por trás do que se pode chamar bueiro da dor, espasmo da decepção, negrume da solidão, haverá finalmente a estrada em direção ao único Pai - o único Amigo - e à única vitória e certeza.

No entanto a programação de novas igrejas não contempla a vida com realimo. A grande maioria dos sermões que se ouve, principalmente na mídia, se resume a técnicas de sucesso ou ao arremetimento a um mundo espiritual onde se lida com a história humana, não como resultado de escolhas que fazemos, e sim como desdobramentos de maldições e da sina divina. Lotam as igrejas com pessoas ávidas por atalhos para o sucesso e despreparadas para enfrentar a realidade da vida como verdadeiros cristãos.

Para reverter estruturas malígnas da violência social, não basta exorcismos e declarações de que tal cidade é do SENHOR JESUS, precisa-se de cidadania, educação cívica, virtude moral e, acima de tudo, ser o reflexo de CRISTO dentro desta sociedade.

A IGREJA DEVE DENUNCIAR A VIOLÊNCIA ATRAVÉS DAS AÇÕES

Como cristãos, temos duas responsabilidades. Uma é proclamar o Evangelho de Jesus Cristo como solução única para as necessidades humanas mais profundas. Outra é aplicar tão bem quanto possamos os princípios do cristianismo às condições sociais em redor de nós.

Jesus ensinou que o cristão é "o sal da terra" (Mateus 5:13). Falou em sal, porque essa substância confere sabor à comida e, além disso, conserva. Há alimentos que se deteriorariam sem ele. Nossa sociedade nacional se tornaria corrupta, a cobiça e concupiscência, juntos ao ódio, levariam a nação a verdadeiro inferno, se não fosse o sal cristão. Basta tirar todos os cristãos do Brasil e ver o caos que se formaria da noite para o dia. É, em parte, porque a igreja perdeu a sua qualidade de sal que temos agora necessidades morais e sociais tão grandes. Uma pitada de sal apresenta valor inteiramente fora de proporção com a sua quantidade.

Ele disse também: "Vós sob a luz do mundo" (Mateus 5:14). A escuridão de nosso mundo é cada vez mais tenebrosa e só resta uma luz verdadeira, a de Jesus Cristo, refletida por aqueles que nEle confiam e crêem. O próprio Jesus viera trazer luz para que os homens pudessem ver a Deus por Seu intermédio. Os que O seguem devem fazer brilhar e irradiar Sua luz. Ele disse: "Brilhe a vossa luz diante dos homens" (Mateus 5:16).

Cristo indica que o mundo é a esfera da luz e do sal. Os problemas atuais em nossa vida nacional são graves e todos os cristãos possuem uma responsabilidade definida. O cristão é cidadão de dois mundos e, diante dessa cidadania dupla é-lhe dito nas Escrituras não só que ore pelos que ocupam a autoridade política mas também que participe e sirva ao seu governo. O cristão é o único e verdadeiro portador de luz no mundo. Assim como existe o perigo de que o sal perca a sua qualidade, há também o de que a luz se perca nas trevas se não tiver a oportunidade de brilhar. As vidas dos primeiros cristãos foram seu testemunho invencível e o mundo pode argumentar contra um credo, mas não contra vidas transformadas.

É o que faz o simples Evangelho de Jesus Cristo, quando pregado sob o poder e a autoridade do Espírito Santo.

O cristão não apenas segue Cristo e aprende com Ele, mas também tem de agir. O mundo julga o cristão por sua vida, não por sua crença, e seus atos são indicação de sua fé. Disse o Apóstolo Tiago: "Mas alguém dirá: Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras te mostrarei a minha fé" (Tg, 2:18).

Perguntaram certa feita a um evangelista se ele não achava que o mundo estava ficando pior, e ele respondeu: "Se estiver, nesse caso estou decidido a que o seja a despeito de mim." Podemos parafrasear, e dizer: "Se o mundo está ficando pior, então, o será a despeito do Evangelho de Cristo e dos que nEle confiam."

CONCLUSÃO

Nós temos visto nos últimos dias uma incontida alegria causada pelo crescimento da igreja no Brasil. O censo de 2010 afirma que já somos 22% da população; por volta de 42 milhões de cristãos. Se isto é verdade, louvado seja Deus. O crescimento da igreja, não importando aqui o percentual exato, tem que ser visto também de uma outra dimensão: quanto mais a igreja cresce mais a sociedade espera dela.

Estou querendo dizer que enquanto a igreja tem um número reduzido de membros em relação à população, esta população não sabe o que pensa e prega esta igreja, todavia, a partir do momento em que a igreja cresce, a sociedade começa a descobrir qual é o propósito e mensagem da igreja. A sociedade vai descobrir que a igreja não foi chamada para ter somente atividades limitadas ao templo ou a vida dos seus membros, ou que a igreja não foi chamada somente para levar almas para o céu. A sociedade perceberá que à igreja cabe também o papel de transformadora do mundo e seus valores, cabe o papel de auxiliar nos problemas sociais, políticos e econômicos que afligem o nosso povo.

Está chegando, portanto o momento em que a própria sociedade já sabe qual é a missão da igreja. E em sabendo, ela começa a questionar quando é que a igreja vai colocar em prática os ensinos de Jesus. A igreja hoje tem que ser necessariamente a igreja participativa nas soluções e problemas da nossa sociedade. Ela não pode mais continuar enterrando a cabeça na areia alheia a tudo que se passa ao seu redor.

Concluindo, espero em DEUS ter contribuído para despertar o seu desejo de aprofundar-se em tão difícil tema e ter lhe proporcionado oportunidade de agregar algum conhecimento sobre estes assuntos. Conseguindo, que a honra e glória seja dada ao SENHOR JESUS.



Ev. José Costa Junior
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