segunda-feira, 19 de março de 2012

Aula 13 - SOMENTE EM JESUS TEMOS A VERDADEIRA PROSPERIDADE

Aula 13 - SOMENTE EM JESUS TEMOS A VERDADEIRA PROSPERIDADE:
Texto Básico: João 15:1-11


" O ladrão não vem senão a roubar, a matar e adestruir, eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância"(João10:10 )

INTRODUÇÃO

Graças a Deus chegamos ao finalde mais um trimestre letivo. Com certeza fomos edificados e exortados porintermédio da cada lição. Aprendemos que a verdadeira prosperidade nãosignifica acúmulo de riquezas e bens materiais, poder adquirido a partir destatus social, mas uma satisfação e bem-estar que vem quando nos relacionamosbem com aquilo que temos, quando vivemos satisfeitos em meio a toda e qualquercircunstância. Fazer a vontade de Deus e manter uma estreita comunhão com Ele éo segredo para se ter uma vida próspera. Independentemente das circunstânciasque estejamos passando, temos a certeza que o Bom Pastor e Bispo de nossasalmas nunca nos desampara. Ele está conosco em meio aos pastos verdejantes, enão nos abandona quando temos que enfrentar os vales e os desertos da vida.Somente em Jesus temos a verdadeira Prosperidade.

I- A VIDA ABUNDANTE CONSISTE NO EQUILÍBRIO


Jesus disse: “Eu vim paraque tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Em que consisteessa abundância? Muitos cristãos interpretam como sendo 'qualidade de vida'econômica e social. Porém, esquecem que o reino de Deus não é comida nem bebida- “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, ealegria no Espírito Santo” (Rm 14:17).

Se a “vida abundante” refere-seàs questões de ordem econômica e social, jamais Cristo alertaria para que osseus ouvintes não se inquietassem pelo dia de amanha - "Não andeis,pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nosvestiremos?" (Mt 6:31) -, pois a vida do ser humano não consiste nasriquezas - "E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza;porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui"(Lc 12:15).

Por que Jesus prometeria riquezas pertinentes a este mundo,se os cuidados deste mundo tornam infrutíferos os homens, o que poderá levá-losa serem cortado da Oliveira? - "Mas os cuidados deste mundo, e osenganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam apalavra, e fica infrutífera" (Mc 4:19).

Há também aqueles que apregoamque a “vida abundante” ofertada por Cristo tem em vista o alívio dossofrimentos causados pela pobreza, enfermidades, condições opressoras detrabalho, injustiças sociais, abusos dos direitos civis, etc., e que a vidaprometida por Cristo tem em vista uma melhoria das questões de ordem moral.Chegam a ponto de afirmar que a ‘vida é para a eternidade e a vida emabundância é promessa para o presente momento’, contrariando o que Cristofalou: “no mundo tereis aflições” (João 16:33).

Por certo, essa “vida abundante”que Jesus promete não se refere às condições existenciais do homem, pois todostêm uma expectativa de viver até os setenta anos, sendo que o que disso passaré canseira e enfado. Além disto, o homem comerá do suor do seu rosto, o queimplica em enfado e cansaço - "Os dias da nossa vida chegam a setentaanos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles écanseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando" (Sl 90:10).

Certamente, a “vida abundante”que Jesus prometeu refere-se ao que o reino de Deus proporciona: “justiça,paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17), pois em tudo os cristãos foramenriquecidos: “... em toda a palavra e em todo o conhecimento” (1Co 1:5); “Paraque os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidosda plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e deCristo” (Cl 2:2). O apóstolo Paulo enfatiza que os cristãos são abençoadoscom todas as bênçãos espirituais - “Bendito o Deus e Pai de nosso SenhorJesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugarescelestiais em Cristo” (Ef 1:3). E o salmista diz que nada tem falta os queO temem - "Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aosque o temem" (Sl 34:9).

Com absoluta certeza, a “vida abundante”que Jesus prometeu é a vida eterna, ela sim é abundante – “E esta é apromessa que ele nos fez: a vida eterna”(1João 2:25).

1. Amatéria superestimada. É antibíblica a superestimação dos bens materiais,do físico e do palpável em detrimento das coisas espirituais e do eterno. Istoé uma atitude inerente à filosofia materialista e ao ateísmo.

O materialismo estimula aspessoas a viverem para TER. Porem, a ênfase do cristianismo bíblico está emviver para SER. Somos desafiados a viver para sermos santos, luz do mundo e salda terra em meio a uma geração que vive para TER.

É evidente que como seresterrenos temos que trabalhar com ousadia, integridade e dedicação paraconquistar os recursos materiais necessários para nossa sobrevivência econtribuir para o reino de Deus. Contudo, a Bíblia condiciona a prosperidade dohomem a uma vida de obediência ao Senhor. Não é possível ter-se felicidade,bem-estar, alegria, sucesso e êxito se o indivíduo não cumprir a lei do Senhor,não O buscar de todo o seu coração. A Verdadeira prosperidade, portanto, é oresultado da obediência, é fruto de um estado espiritual de comunhão com Deus.

Jesus encontrou pessoasmaterialistas, como o jovem rico, que preferiu suas próprias riquezas em vez dasriquezas do reino. Mas ele também encontrou pessoas como Zaqueu, que foramcapazes de trocar o materialismo pelos valores do reino.

2. Amatéria negada. Não podemos negar e nem deixar de ser gratos poressa vida, pois, para os crentes e demais homens, ela é um testemunho dabondade e misericórdia de Deus. Os bens materiais, inclusive o dinheiro, sãobênçãos que Deus nos concede para usufruirmos dele e beneficiar o próximo e aobra de Deus. Seria hipocrisia de nossa parte negar que o dinheiro é um bem apreciável,pois quanto mais recursos financeiros uma pessoa possui, mais oportunidades elatem para oferecer uma educação melhor aos seus descendentes, investir em suasaúde, adquirir bens que serão utilizados de forma razoável e confortável, eabençoar a obra de Deus de forma generosa. Mas, precisamos entender também queo dinheiro é um ótimo servo, mas um senhor impiedoso se o colocarmos nessaposição também. Se não tivermos nossas vidas diante de Deus, perderemos o focoda verdadeira prosperidade: um relacionamento com o Doador, e não com a dádiva.Não foi à toa que Jesus falou contra Mamom e os perigos do relacionamento comEle.

A Bíblia é um verdadeiro manualsobre a questão do dinheiro. Aliás, A Bíblia fala mais sobre o dinheiro do quea respeito do céu. O dinheiro está profundamente conectado à vida espiritual. Aética cristã lida não apenas com a questão de como ganhar o dinheiro, mastambém com a maneira certa de usufruí-lo, investi-lo e distribuí-lo.

Não há nada nas Escrituras quecondene a posse de dinheiro a não ser o amor a ele (1Tm 6:10). A buscadesenfreada da riqueza produz efeitos desastrosos sobre a alma. Quais são osperigos produzidos pelo amor ao dinheiro? Vou citar aqui apenas três:

a) O amorao dinheiro conduz a pessoa à tentação. O desejopela riqueza conduz as pessoas à tentação. Que tentação? Vejamos isso à luz dosdois maiores mandamentos da Lei de Deus, segundo Jesus: Respondeu-lhe Jesus:“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todoo teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo,semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes doismandamentos dependem a lei e os profetas“ (Mt 22.37-40).

Quando você deseja ser rico, essedesejo o domina e o controla. O dinheiro torna-se seu senhor e seu deus. Entãovocê passa a buscá-lo mais do que a Deus e a procurar a sua felicidade mais doque o bem do seu próximo. Dessa maneira, o amor ao dinheiro o leva a violar osdois principais mandamentos da lei de Deus.

b) O amorao dinheiro coloca laços e ciladas no caminho da pessoa. Asriquezas são uma armadilha, pois conduzem à escravidão e não à liberdade. Emvez de saciar, as riquezas produzem outras concupiscências e desejos para seremsatisfeitos. Que armadilha é essa? A Bíblia responde: "Quem ama o dinheirojamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda"(Ec5.10). O amor ao dinheiro tem a capacidade de levar você a desejar sempre mais.Quanto mais você tem, mais quer ter. Você nunca se satisfaz. Esta é a cilada:insatisfação permanente. O dinheiro é um deus; é Mamom. Muitos trocam o Deusvivo por esse deus. Outros sacrificam a família e vendem a própria alma noaltar desse deus.

c) O amorao dinheiro atormenta a pessoa com muitas dores. Hádeterminados sofrimentos que só os ricos têm. Eles são inquietos, inseguros,medrosos. Vivem perturbados. O rico tem duas grandes perturbações: o desejodesenfreado de ganhar, ganhar e ganhar; e o medo de perder, perder e perder.

Muitos vivem atormentados por essedilema. Além do mais, o dinheiro nunca serviu para promover a união familiar.As famílias mais desunidas são aquelas que mais dinheiro possuem. O dinheironão tem liga. Ele divide e separa.

O amor ao dinheiro fez o jovem rico se afastar de Cristo(Mc 10:22). O amor ao dinheiro fez o rico pensar apenas em seus banquetes edesprezar "Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta..." (Lc16:19-21). O amor ao dinheiro fez Judas trair Jesus e se suicidar (Mt26:14-16). O amor ao dinheiro fez Ananias e Safira mentirem para o EspíritoSanto (At 5:1-11). O amor ao dinheiro fez os ricos reterem com fraude o saláriodo trabalhador (Tg 5:4). O amor ao dinheiro é a causa de muitas fraudes,casamentos destruídos, divórcios, perjúrios, roubos, sequestros, assassinatos eguerras.

Portanto amado irmão e amigo, fuja do amor ao dinheiro. Um homem feliz éconhecido por aquilo de que ele foge. Há momentos em que fugir é um sinal decovardia, como foi o caso de Neemais. Ele respondeu aos seus inimigos:"[...] homem como eu fugiria?" (Ne 6:11). Mas em outrasocasiões, fugir é sinônimo de sabedoria e prudência. José do Egito fugiu damulher de Potifar (Gn 39:12). Davi fugiu quando o rei Saul queria matá-lo (1Sm19:10). Paulo escreve a Timóteo: "Tu, porém, ó homem deDeus, foge destas coisas" (1Tm 6:11).

Se você se encontraperguntando: Ah!, se eu tivesse isto ou aquilo, se eu tivesse uma casamelhor, um carro mais novo eu seria mais feliz...Fuja! Se você perceber queestá olhando a prosperidade do ímpio e dizendo: Ah!, se tivesse o que eletem eu seria mais feliz... Fuja! Quando você vê uma propaganda, e pensar: Ah!,se eu pudesse comprar esse produto, eu seria mais feliz... Fuja!

Sua felicidade nãoestá nas coisas, mas em Deus. Alguém disse que as pessoas mais felizes sãoaquelas que voltam para casa com cheiro de graxa. A Bíblia diz que:"Melhor é um bocado seco e tranquilidade que a casa farta de carnes econtendas" (Pv 17:1).

A verdadeiraprosperidade é Cristo, nEle repousa todas as riquezas de Deus (Ef 2:7). ComEle, temos razões para estarmos sempre contentes, trabalhando sempre, comrespeito e dignidade (Ef 4:28; 1Ts 2:9; 2Ts 3:8), mas confiando nEle que nossupre do que temos real necessidade (Mt 6:33).

II - CORRIGINDO OS ERROS ACERCA DA POBREZA

1. Pobreza e pecado. Serpobre não é pecado. Há várias explicações para a pobreza no mundo, mas a piordelas é associar a pobreza à ausência da bênção de Deus. Quando se faz umaleitura correta das Sagradas Escrituras, observa-se que Deus ordena aos ricosque reservem uma parte de suas colheitas aos pobres. Essa ordenança é um sinalclaro de que Deus planejou abençoar os pobres utilizando recursos que Elemandaria a mais para os mais abastados. E Tiago questiona: “Ouvi, meusamados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para seremricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (Tg2:5). Como se vê, os pobres são especiais e preciosos para Deus (cf. Lc4:18;6:20;7:22). Eles, como muita mais frequência, são os mais ricos na fé enos dons espirituais e os que, na sua necessidade, clamam mais intensamente aDeus, com fome sincera por sua presença, misericórdia e ajuda(Lc 6:20,21).Portanto, jamais se pode avaliar a espiritualidade de uma pessoa pelo que elapossui de bens materiais.

Portanto, é necessário estarmosconscientes de que ser pobre não significa necessariamente estar em pecado.Veja as seguintes passagens da Bíblia: Pois nunca deixará dehaver pobre na terra; pelo que teordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teunecessitado, e para o teu pobre na tuaterra”(Dt 15:11). Disse Jesus: ”Porquanto sempre tendes convosco os pobres...”(Mt 26:11). “O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o que secompadece do necessitado o honra”(Pv 14:31). “Melhor é o pobreque anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo”(Pv 19:1). ”Orico e o pobre se encontram; a todos oSenhor os fez”(Pv 22:2). “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha deJerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre,e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta”(Zc 9:9).

2. Pobrezamagicamente extinta. Hoje quando se ouve algunspregadores falando sobre questões financeiras tem-se a impressão de que noAntigo Testamento não havia pobres, que todo Israelita era como Salomão.Desafiam os crentes a não aceitarem dificuldades financeiras e a determinar aprosperidade, exigindo as bênçãos materiais, principalmente as ligadasaoouro e a prata”. Acusam os crentes pobres de falta de fé, até deestarem em pecado, desviadosUsam, com frequência, duas passagensbíblicas: Deuteronômio 28:1-14 e 2Crônicas 1:7-17 para fundamentar seusargumentos em favor da riqueza.

A primeira passagem refere-se àNação de Israel, com uma condição: obediência - “...quandoobedeceres aos mandamentos do Senhor teu Deus, que hoje te ordeno, para guardare fazer”. Observe que a obediência vem antes da bênção e oservir a Deus antes de ser servido.

A segunda passagem refere-se uma promessa pessoalfeita por Deus a Salomão - Naquela mesma noite Deusapareceu a Salomão e disse-lhe: pede o que queres que eu te dê”. Deus,na sua Soberania, quis honrá-lo; deu o que ele pediu e deu, também, o que nãopediu - ele não pediu riquezas, porém Deus quis lhe dar - “... ete darei riquezas, e fazendas, e honras, qual nenhum rei antes de ti teve, edepois de ti não haverá...”. Foi uma promessa pessoal feita aSalomão. Não consta que esta riqueza foi dada para todos os israelitas fiéis.
Salomão tinha centenas, milhares de súditos, entre elesmuitos que eram sinceros, fiéis e tementes a Deus, porém a riqueza só foidada ao rei Salomão. Seus ministros, seus funcionáriosadministrativos, seus soldados, todos os serviçais do Palácio, todoscontinuaram vivendo com o “salário” que ganhavam, embora sendo israelitas fiéisa seu Deus. Na verdade quem era pobre continuou sendo, quem vivia de saláriocontinuou vivendo de salário, e dando graças a Deus pelo emprego, ou por suafonte de manutenção. Não adiantava determinar a bênção da riqueza combase na promessa que Deus fez a Salomão.
Portanto, se o crente, fiel e temente a Deus, tem poucosbens, ou mesmo que não tenha bens para administrar, saiba queDeus não tem compromissos de dar riquezas para todos os seus servos. Deusnão prometeu que todos os pobres ficariam ricos. O que Deus queria, e quer, éque os necessitados não fossem abandonados - “... peloque te ordeno, dizendo; livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para oteu necessitado e para o teu pobre da tua terra (Dt 15:11). Não seestá falando de estrangeiros, não se está referindo aos que estão lá fora. Láno passado está se referindo aos filhos de Israel, e hoje, está se referindo àIgreja. Fala-se em “teu irmão”, “teu necessitado”, “teu pobre”, “tua terra”.Jesus disse: “Porque sempre tendes os pobres convosco...”(Mc 14:7; Mt 26:11; João 12:8).
A Teologia da Prosperidade temfeito ricos, pobres da presença de Deus e dos pobres, ricos sem Deus. Por quê? Porqueo [amor ao dinheiro] é raiz de todos os males...(1 Tm6.10a). Tenhamos, pois, cuidado com este falso evangelho, com esta investidamaterialista travestida de cristã e de evangélica, pois, “… alguns, nessacobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm6:10b).
III- A VIDA ABUNDANTE NÃO SUPERESTIMA O CORPO E NEM NEGA A ALMA
1. A vida abundante éequilibrada. Somosperegrinos nesta Terra(cf 1Pe 1:17; Hb 11:8-10,13). Mas, muitos que se dizem cristãos vivem, de forma desequilibrada, em busca das coisasefêmeras, como se tudo fosse o aqui e o agora. É bom sabermos que a nossaesperança não está no aqui e agora, pois “os nossos dias sobre a Terra são como asombra, não há outra esperança”(1Cr 29:15). Em nossa peregrinação pela terra, devemos usar osinstrumentos necessários e disponíveis por Deus para que possamos não somentepreservar a nossa vida, mas também atingir objetivos. Isso exige de nósequilíbrio, domínio próprio, para sabermos como utilizar esses instrumentos emnossa caminhada. Portanto, devemos buscar o que nos é necessário, nem sermosluxuosos e nem demasiadamente rígidos, sempre buscando os princípios dasEscrituras que estabelecem o legitimo uso das coisas.

EmboraDeus tenha feito muitas coisas para o nosso deleite, e para que pudéssemoslouvá-lo por sua bondade e ser agradecidos, é preciso tomar cuidado para nãocometermos abusos, ou seja, usar do pretexto de liberdade e não nos privar denada. A nossa gratidão deve refrear os desejos carnais dos abusos, pois, nãoposso estar agradecido pelo “pão, o calçar e o vestir”, e ao mesmo tempo usarestes bens para me deleitar na lascívia. Jamais poderemos dar rédeas soltas aosnossos desejos naturais, pois, ultrapassam os limites da temperança e damoderação.

Amoderação é necessária, pois, sem ela convertemos o que o Senhor nos deu paraenriquecer a nossa vida, em pedra de tropeço. Em nada devemos ser exagerados,nem no comer, nem no beber, nem em nos deleitar nos prazeres, devemos evitar atudo quanto possa fazer diminuir a nossa espiritualidade e devoção. Não podemosesquecer do nosso interior e nos preocupar apenas com o exterior, pois, comodiz um provérbio antigo, quem põem muita atenção no corpo geralmente sedescuida da alma. Sejamos, pois, equilibrados.

2. Bem-estar físico e emocional. Tudo que se fizer será bom, trará bem-estar sefizermos de acordo com a Palavra de Deus. Muitos têm tudo, até dinheiro emdemasia, mas não têm o bem-estar emocional. Vivem inquietos, atribulados,apesar e por causa das muitas riquezas, não tendo qualquer alegria oucontentamento verdadeiros, porque não fazem as coisas de acordo com a sãdoutrina. Ser próspero é ter bem-estar em tudo o que se faz, ago muitodiferente e muito melhor do que possuir bens materiais.

Bem-estar físico. Vivemos em uma sociedade que cultua, entre tantas “divindades”, ocorpo. Há academias espalhadas em todos os lugares, oferecendo aosparticipantes a possibilidade de fazer exercícios que conservarão a estética docorpo perfeito. Infelizmente, há pessoas que se dedicam tanto ao cuidado com ocorpo que se esquecem de cuidar de sua alma, de nutrir uma vida espiritual.

Quando nos conscientizamos de que o nosso corpo não deve ser umfim em si mesmo, nossa conduta passa a ser diferente do comportamento que tantotem caracterizado os nossos dias de culto ao corpo e a tudo o que lhe dizrespeito, culto este que tem, inclusive, já invadido a comunidade evangélica.Vivemos, hoje, a época do domínio da moda, da aparência, da beleza estética,com um sem-número de distúrbios e desequilíbrios de toda a sorte. Muitos, até mesmocrentes, na busca do corpo perfeito, deixam de comer ou se submetem às dietasda moda, sem orientação médica, prejudicando a saúde.

A idolatria do Corpo éum erro bíblico que precisa ser evitado. O corpo tem que ser um instrumentopara glória de Deus, e não para a glória do homem – “... glorificai, pois,a Deus no vosso Corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”(1Co 6:20).

É claroque devemos cuidar do nosso corpo que, segunda a Bíblia nos ensina, é o templodo Espírito Santo(1Co 3:16). Mas tudo sem obsessão, com muito zelo eequilíbrio. Como crente em Jesus Cristo, você tem procurado viver demodo equilibrado? Tem procurado realizar uma alimentação saudável? Se alguémviver em um edifício de propriedade de outra pessoa, procurará violar as regrasdo edifício? Como seu Criador, Deus nos concedeu uma espécie de "manual dofabricante", que é a Sua Palavra. Precisamoster um corpo sadio, para que nossas faculdades mentais tenham condição detambém se desenvolver plenamente, sem o que não poderemos servir a Deus deacordo com a Sua vontade. Ter uma mente sã em corpo são é uma exigência divinapara que possamos servir a Deus a contento, de acordo com a excelência da Suasantidade.

3. O bem-estar espiritual. A “Teologia da Prosperidade” tem pregado que o bem-estar espiritual éirreconciliável com qualquer espécie de sofrimento. Se o crente sofre é porquenão é próspero. Todavia,a vida cristã não uma sala vip nem uma colônia de férias. O sofrimento é ocálice que o povo de Deus precisa beber, enquanto caminha rumo à glória. A cruzvem antes da coroa, o sofrimento antes da recompensa final. Nós entramos noreino de Deus por meio de muitas tribulações (At 14:22).

Os proponentes dessa falsa teologia ensinam que o crente fiel não podeadoecer – “se adoecer está em pecado, não entendeu o que é viver pela fé, alémde estar dominado pelo Diabo”. Propalam que todo cristão deve viver uma vidaplena, isenta de doenças; e que, na idade avançada, devem viver sem dor ousofrimento. Segundo esses "teólogos", quem fica doente não estáreivindicando seus direitos como filho de Deus ou não tem fé. Que falácia! Tudoisso porque as suas mensagens visam agradar o ser humano e atendê-lo em suasnecessidades restritas a essa vida, como saúde, prosperidade e bem-estar. Oensino bíblico, porém, é claro ao ensinar que “muitas são as aflições dojusto, mas oSenhor o livra de todas”(Sl34:19). Amém!

CONCLUSÃO

Somente em Jesus Cristo temos averdadeira prosperidade, que está associada a uma comunhão intima e estreitacom o Senhor Jesus, que nos promete uma vida abundante, conforme as EscriturasSagradas. Quando uma pessoa aceita Cristo como seu único e suficiente Salvadore Senhor de sua vida, essa pessoa passa a ter uma vida abundante: é liberta daindolência e da desonestidade e os agrilhoes da miséria são quebrados; aquela pessoaque vivia dominada pela preguiça começa a trabalhar com afinco; aquela quevivia desonestamente, agora trabalha com integridade; aquela pessoa queroubava, agora trabalha para suprir suas necessidades e ainda ajudar osnecessitados; aquela pessoa que gastava com vícios deletérios, jogos de azar edevassidão, agora só emprega o dinheiro naquilo que é pão, ou seja, naquilo quesatisfaz. Assim, a verdadeira prosperidade e a verdadeira riqueza sãobênçãos que jorram de Deus para todos aqueles que vivem piedosamente. Oapóstolo Paulo escreveu: "De fato, grande fonte de lucro é a piedadecom o contentamento" (1Tm 6:6).

Carosirmãos e amigos, agradeço-lhes muito por acompanhar-me durante este 1ºtrimestre/2012. Para mim, creio que também para todos vocês, foram momentosassaz edificantes e de superlativas aprendizagens. Espero que o conhecimentoadquirido ao longo deste trimestre possa nos garantir blindagem contra asinvestidas dos propagadores da falaciosa “teologia da prosperidade”. “... oFilho de Deus nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro...”(1João5:20). Que o Deus de Paz “vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes asua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, aoqual seja glória para todo o sempre. Amém”(Hb 13:21).

Esperoencontra-los novamente no próximo trimestre, se Deus quiser.

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Elaboração: Luciano de Paula Lourenço – Prof. EBD –Assembléia de Deus – Ministério Bela Vista. Disponível no Blog: http://luloure.blogspot.com

Referências Bibliográficas:

William Macdonald – Comentário Bíblico popular(Antigo Testamento).

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

Revista Ensinador Cristão – nº 49.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico Beacon – CPAD.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Caramuru AFONSOFrancisco – A mordomia cristã das finanças.

Rev.Hernandes Dias Lopes – Dinheiro, aprosperidade que vem de Deus.



 


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