segunda-feira, 19 de março de 2012

O cristão, a universidade e os desafios do presente século!

O cristão, a universidade e os desafios do presente século!:
Novos tempos! Novos desafios!
Por Gutierres Fernandes Siqueira

É ainda comum pensar que o principal desafio do jovem cristão na universidade seja o ateísmo militante dos professores incrédulos. Talvez isso fosse verdade na década de 1970 e 1980, ou seja, o período que os teólogos-apologistas estudaram. Mas hoje a realidade é outra, completamente outra.

Ainda há professores ateístas, mas não em número suficiente para afirmar que a universidade brasileira seja um templo do ateísmo. Na minha opinião, o principal desafio do cristão universitário não é intelectual, mas sim moral. É o hedonismo. É a "farra" como modo de vida. É o relativismo prático. Aliás, é um desafio que passa pela universidade, mas nasce intensamente no Ensino Médio.

Mas não há desafios intelectuais? Sim, há. Os principais dogmas contemporâneos, como o relativismo e o politicamente correto, são abundantes nas universidades, mas a pregação é ouvida também nas redes de televisão, nas redes sociais, nas conversas de bar e no próprio Ensino Médio. Os dogmas das universidades já são conhecidos mesmo antes que o jovem vire um universitário. A questão intelectual, eu insisto, é menor.

Eu sei que minha experiência não é parâmetro de metodologia científica, mas eu nunca conheci um universitário cristão que se desviou por desafios intelectuais. A minha geração abandona mais o cristianismo por causa da loira do bar do que pelo barbudo Karl Marx. Os jovens que conheço são mais atraídos pelo relativismo moral prático do que pelo relativismo teórico dos filósofos pós-modernos. E eles são relativistas não porque leem Friedrich Nietzsche, mas sim porque assistem Pânico na TV. Sim, não há sofisticação nesse relativismo.

Talvez a única exceção seja entre os estudantes de teologia, mas aí é assunto para outro post.

Eu nunca esqueço quando apresentei um trabalho para o meu professor de filosofia, um homossexual assumido e especialista em Nietzsche. Eu disse para ele que faria um paralelo entre o filósofo prussiano e Richard Dawkins, o papa do neoateísmo. Ele me respondeu: "Nossa, esse Dawkins é um boçal. Sua pregação é terrível. Acho que todos nós devemos ter uma espiritualidade". Seria o ateísmo essa ameaça toda? Precisamos ler melhor os nossos tempos. Não digo que hoje estejamos melhor ou pior, mas os tempos mudam e os desafios também.
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