quinta-feira, 15 de março de 2012

ORIENTAÇÃO AOS EDUCADORES CRISTÃOS

ORIENTAÇÃO AOS EDUCADORES CRISTÃOS:



No sentido de cooperar com os colegas que exercem a nobre função de educar, em especial aos docentes cristãos, faço uso da teoria de Carl Rogers, a qual é de fundamentalrelevância para o processo de ensino-aprendizagem que envolve, obviamente,educadores e educandos, pois induz ambos os grupos a buscarem racionalmentemudanças para dentro e fora da sala de aula.

A teoria deRogers, portanto, consiste em uma aprendizagem centrada na pessoa, desenvolvidaa partir de relacionamentos afetuosos interpessoais onde ocorra um interesse deambos os lados, professor e aluno, objetivando atingir um nível de significativoaprendizado. Todavia, este processo envolve o exercício de humildade por partedo educador, que resultará em autenticidade e transparência na relação com odiscente.

Para Rogers oprocesso de aprendizagem não deve resumir-se a “tarefas”; aliás, contraria estaidéia, considerando que o indivíduo deve ser observado em sua totalidade e nãoapenas através do mero desenvolvimento delas, que segundo ele, por não afetar aestrutura sentimental e emocional do ser, conseqüentemente não produzirá nenhumtipo de curiosidade no educando, e, com o passar do tempo tudo aquilo que foidesenvolvido terminará no esquecimento.  Comfulcro no que anteriormente foi exposto, vale salientar então, que Rogersdefende a idéia de que o processo de ensino aprendizagem não se restringeapenas a transmissão de conhecimento, mas é muito mais do que isso; consisteem instigar no aluno a curiosidade que o levará a percorrer o caminho da buscapor aquilo que está além conhecimento já adquirido. Este método induz a pessoa à autoconfiançae a inclina a busca de algo mais profundo.

Partindo dapremissa de que a vida humana consiste em um constante processo de mudanças,torna-se legítima a conclusão de Rogers que resulta na afirmação dainexistência de pessoas exclusivas que sabem e ensinam, mas todos, de fato,sabem e aprendem alguma coisa. Destarte, o professor passa a desenvolver opapel de facilitador desse processo de ensino-aprendizagem, auxiliando eorientando seus discentes a viverem como indivíduos em constante processo detransformação. O professor, todavia, se exime da figura de mero transmissor deconhecimento, como se o aluno fosse um simples receptáculo, e se qualifica comomaterial de apoio ao educando, proporcionando interação com este, preparando oambiente para a aprendizagem, possibilitando a pesquisa e instigando acuriosidade daquele a quem educa, objetivando assim, a promoção de umaaprendizagem significativa, resultante da busca pelo próprio conhecimento.

Rogersconsiderando o indivíduo como um todo e entendendo que corpo e mente,sentimentos e intelecto são partes indissociáveis de um mesmo ser, conclui diantedestas verdades que a adaptação individual em relação ao atual modelo deeducação que prima pelo lado intelectual, torna-se prejudicada no tocante a indivíduosque apresentam problemas emocionais e enfatiza que, estes não obterão um bomresultado no seu processo de aprendizagem. Assim, ressalta a relevância que háem toda a esfera psicológica para o pleno desenvolvimento do processo em foco.

Para que aaprendizagem possa fruir de maneira adequada, é importante que o educadorentenda bem qual é sua função, e apresente algumas característicasfundamentais, tais como, autenticidade, primeiramente para consigo mesmo e conseqüentementepara com os outros, desenvolva consideração e respeito para com o educando,integrando-o ao grupo e descartando exclusões por quaisquer motivos que sejam.  

Portanto, ésalutar ao processo, que o educador ao conduzir a aprendizagem, confie naquele aquem ensina, dando credibilidade ao potencial e as escolhas individuaisinerentes a metodologia própria de aprendizagem adotada pelo indivíduo,valorizando e dando liberdade a expressão de cada um dos membros constituintesde seu círculo educacional, bem como, considerando a “auto-avaliaçãoresponsável" como parte constituinte do processo de aprendizagem.Portanto, quando este aluno cometer algum erro durante a sua formaçãoeducacional, caberá ao professor, na condição de facilitador deste processo,orientá-lo a reencontrar o caminho certo, cuidando sempre para que não hajaconstrangimentos concernentes ao erro anteriormente cometido. Logo, esta“aprendizagem centrada na pessoa” é caracterizada pelo aproveitamento daprópria vontade que o estudante tem em cooperar em sua própria formaçãoeducacional.

Encerrando esta postagem, desejo que o conteúdo escrito por este signatário possa produzir resultados profícuos no exercício de sua docência cristã.


Fraternalmente em Cristo,


Ângelo S. Monteiro
Soli Deo Gloria 


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