sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Não deixem a crítica invadir o casamento


Não deixem a crítica invadir o casamento

Você sabia que se queixará de seu cônjuge de vez em quando? Todos fazem isso. Qual é a novidade?

 As queixas são normais, mas podem ser proferidas de forma que o cônjuge as ouça sem se tornar defensivo. Por exemplo, em lugar de enfatizar o que lhe causa aborrecimento, converse sobre uma atitude que aprecia em seu cônjuge. Ele estará mais propenso a ouvir e a levar seu pedido em consideração, se, antes, você demonstrar reconhecimento e, depois, apresentar uma crítica positiva.

 Se falar sobre o que não aprecia, estará apenas reforçando a possibilidade de o problema persistir com maior intensidade. O princípio de enfatizar um aspecto positivo transmite ao cônjuge a confiança de que ele é capaz de fazer o que você lhe pediu.

 Se você agir assim constantemente e apresentar um elogio quando seu cônjuge for merecedor, produzirá uma modificação de atitudes. O fato de afirmar e de incentivar reações pode, realmente, modificar a vida de uma pessoa, porque todos nós queremos e necessitamos que os outros acreditem em nós.

"Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão." (Romanos 14.13)

A crítica é a reação negativa que abre a porta para reações negativas subseqüentes. A crítica é diferente da queixa, porque ataca a personalidade e o caráter da outra pessoa, geralmente por meio de repreensão.

 A maioria das críticas é generalizada (“Você sempre…”) e pessoalmente acusatória (a palavra “você” é a principal). A maioria das críticas surge em forma de repreensão, e a palavra “deve” quase sempre é incluída.

 
A crítica pode estar oculta e, geralmente, é camuflada por meio de um gracejo. Quando inquirida sobre isso, a pessoa exime-se de responsabilidade dizendo: “Ora, eu estava brincando”.
 

Há um trecho em Provérbios que diz: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira” (Provérbios 26.18, 19).

A crítica geralmente é destrutiva. Porém, é comum ouvirmos os críticos dizerem que estão apenas tentando transformar o cônjuge em uma pessoa melhor, oferecendo-lhe uma crítica “construtiva”. No entanto, a crítica constante não constrói; destrói. Ela não alimenta um casamento; envenena. Em geral, assemelha-se ao que diz este versículo: “Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada”(Provérbios 12.18). A crítica destrutiva acusa, tenta fazer com que a outra pessoa se sinta culpada, intimida e, quase sempre, é conseqüência de ressentimento pessoal.

Já ouviu aqueles verdadeiros mísseis letais que são as palavras cáusticas de alguem? Atingem a pessoa como uma ponta afiada, uma espécie de farpa de anzol, que se prende na carne à medida que vai penetrando nela. A força das palavras mordazes e sarcásticas é poderosa e capaz de destruir vinte atos de bondade.

 Esse tipo de crítica tem o poder de reduzir os atos positivos a nada. Assim que atingem o alvo, seu efeito é semelhante ao de uma nuvem radioativa que se assenta sobre uma área de terra produtiva. O terreno fica tão contaminado pela radioatividade que as sementes espalhadas e as plantas não conseguem criar raízes. A terra fica contaminada durante décadas. Os atos de bondade e de amor que se seguem após uma crítica mordaz encontram um solo hostil semelhante. Talvez leve horas até receber uma reação receptiva ou positiva para uma proposta de reconciliação.

Outra forma de crítica chama-se “desestímulo”, que geralmente causa problemas conjugais. Quando o desestímulo está presente no casamento, destrói o efeito do incentivo e também o relacionamento amigável entre marido e mulher. Há situações em que os casais conseguem manter o relacionamento sem incentivo sufi ciente, mas não conseguem lidar com o contínuo desestímulo. Esse é outro exemplo de comentário negativo que destrói vinte atos de bondade.
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