quarta-feira, 25 de abril de 2012

A MATURIDADE CRISTÃ

A grande maioria dos membros de uma igreja tem o seu líder como um modelo e porta voz de Deus. Todo o seu ensino é acatado veemente. Mas, também, vejo um grande problema, pois se ele ensinar errado por falta de compreensão e maturidade, quase todos irão dizer amém! Em vez de criar uma verdadeira igreja, poderá criar uma religião dentro de outra. Portanto, é necessário que o ministro tenha os seguintes requisitos: 1. Chamado por Deus. 2. Ungido por Deus. 3. Aprovado por Deus.
Se faltar alguns destes requisitos, o líder será defeituoso, imaturo ou desequilibrado, tendo a necessidade de aprender corretamente.
Há dois fatos ou casos que ocorrem e surgem no seio da igreja, os quais ocasionam o surgimento de heresias e outros males semelhantes.


I. IMATURIDADE ESPIRITUAL


Apesar de ostentar grande conhecimento bíblico, os fariseus hodiernos são imaturos em conhecimento e graça.
Há uma nítida distinção entre uma criança e um adulto na fé cristã (1ª Pe 2.2). O recém-nascido na fé requer cuidado especial por ser mais vulnerável às heresias. Tal pessoa quer experimentar tudo que lhe é oferecido e acreditam em tudo que é estória. (chapeuzinho vermelho, branca de neve, etc.).
Há também nesse contexto da imaturidade espiritual, os crentes motivados por emoção, os quais mudam de atitude ante o vento de doutrina que sofre diferentemente. São facilmente seduzidos quanto a fé por pessoas fraudulentos (2ª Tm 4.3).
“Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim, vos tornastes como necessitados de leite e não de alimento sólido. Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal (Hebreus 5.12-14).
Para que nossa vida cristã possa ser uma benção, é necessário que nós tenhamos o objetivo de crescer espiritualmente. Não podemos nos acomodar a uma vida cristã estática, inanimada, sem vivacidade, mas devemos fazer tudo para caminhar em direção a um crescimento cristão saudável.
“.... pelo tempo decorrido”, ou pelos anos que são ouvintes e estudante da Palavra, deviam ser mestres, mas não são. Pois aprenderam errado e sem uma boa interpretação. Foram criados dentro de uma falsa religiosidade, e fazem uma confusão doutrinária, não sabem distinguir o certo do errado. Santidade ou novo nascimento para eles é ter uma vida cheia de regras, dogmas, uso e costumes. Por está razão são inexperientes na palavra e são crianças.
“Não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina” (Ef 4.14). Quando o crente não procura crescer, tem uma vida cristã superficial. Será presa fácil nas mãos dos que se opõem à verdade. Neste versículo Paulo está mostrando os perigos a que estão sujeitos aqueles que não buscam o crescimento. Duas coisas são mencionadas como risco do não crescimento cristão:
1. A permanência no estado de crianças espirituais. Uma criança pensa como criança e age como criança (1ª Co 13.11): “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino...”
O escritor da carta aos Hebreus fala de certos tipos de crentes que permanecem no estado infantil por longos e longos anos. Não desenvolveram as suas faculdades para discernir entre o bem o mal.
2. O interesse para com doutrinas várias e estranhas. Existem muitos crentes que ficam procurando novidades, para satisfazerem sua curiosidade espiritual. A Palavra de Deus nos alerta quanto aos perigos de tais procedimentos. “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”. A falta de crescimento cristão, pode levar o crente a não reconhecer o que é uma “doutrina de demônio”, que muitas vezes aparece para seduzir e enganar os crentes. (1ª Tm 4.1.).
[...] Enquanto o neófito desgasta-se esterilmente à cata de sinais de maturidade por trás de uma espessa parede de preceitos humanos, o cristão nutrido pelo Espírito, mesmo coabitando numa sociedade dissoluta, evidencia a cada passo a marcante e inocultável presença de Deus! [SANTOS. Caminho da Maturidade –CPAD].
O líder espiritual cristão deve esmerar-se no ensino, ser aprovado por Deus e manejar bem a Palavra da Verdade para não ser imaturo. Mas, a falta de humildade os leva ao egocentrismo, ao vitupério. É melhor aprender para ser experiente do que ser um ministro inexperiente, criança. A criança só pode ser alimentada de leite; e aquele que se alimenta de leite é “inexperiente na Palavra da justiça, por que é criança”. Tendes novamente necessidade de alguém que vos ensine os princípios elementares dos oráculos de Deus. Quem pratica a Palavra de Deus cresce; e quem cresce pode receber um alimento sólido forte, porque se tornou adulto, então tem suas faculdades para discernir não somente o bem, mas também o mal.
Nossa capacidade de nos banquetearmos com o conhecimento mais profundo de Deus, “alimento sólido”, é determinada pelo nosso crescimento espiritual. Freqüentemente, queremos o banquete de Deus, antes de sermos espiritualmente capazes de digeri-lo. À medida que você cresce no Senhor, e coloca em prática aquilo que aprendeu sua capacidade de entender também crescerá.
O imaturo olha, mas não enxerga; ouve, mas não entende. Aproxima-se do florescimento, mas não frutifica. Embaraçado pelas emoções, procura alcançar a glória da completa conformidade com o Filho de Deus, mas só consegue caminhar tropeçando.
A Bíblia registra um fato interessante no livro de segunda Reis: “Certa vez, quando havia escassez de alimentos naquela terra, Eliseu voltou a Gilgal. Enquanto estava ensinando um grupo de profetas, ordenou que seu moço colocasse uma panela grande no fogo e fizesse um cozido para eles. Então um dos profetas saiu para o campo a fim de apanhar ervas. Ele achou uma trepadeira que dava umas frutas amargas e apanhou todas as que pôde carregar na sua capa. Então voltou, cortou as frutas em pedaços e jogou dentro da panela, não sabendo o que eram. O cozido foi servido aos homens, mas, assim que eles o provaram, começaram a gritar para Eliseu: - O cozido está envenenado! E não queriam comer. Então Eliseu pediu um pouco de farinha, jogou dentro da panela e disse: - Sirvam mais um pouco de cozido para todos. E o cozido que estava na panela já podia ser comido sem perigo” (2ª Rs 4.38-41- NTLH).
Quando há falta de conhecimento por parte de um líder, poderá acontecer o que o moço fez: “colocar erva (pasto) envenenado” para seus ouvintes que acarretará em morte espiritual.
Quando os discípulos sentiram a morte, clamaram ao homem de Deus (Elizeu) dizendo: “morte na panela”. E o que ele fez: “Colocou farinha dentro da panela” e a morte foi embora. A farinha representa a Palavra de Deus que deve estar nas mãos dos verdadeiros homens de Deus para salvar os necessitados.
A imaturidade pode levar a morte de todos, mas o discernimento junto com a farinha (Palavra) traz a vida espiritual a todos os que o seguem.
A primeira e mais importante tarefa do candidato ao crescimento espiritual é a de apossar-se dos valores eternos. É a supremacia da lei do Espírito que nos levará a descobrir o método de Deus em aguçar-nos devidamente os sentidos. A espiritualidade autêntica é regida por uma perspicaz capacidade de discernir o divino do humano, o que procede do espírito e da carne, o que agrada e o que ofende a glória divina.
Permanecer como “menino no entendimento” (1ª Co 14.20) é sujeitar-se infantilmente à autoridade da velha adâmica. Você já observou uma criança na família? Tanto poderá ingerir comida boa e saudável como alimento deteriorado. Falta-lhe seletividade.
Poderíamos citar muitos exemplos, mas esta ilustração embora singela, serve para exteriorizar a percepção de muitos cristãos em relação ao mundo espiritual.
Diante deste dilema, o apóstolo dos gentios não cessava de interceder pelos efésios: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.17-19).
Parece-nos algo difícil uma correta avaliação desta súplica. Imagine o tipo de pessoa que você seria se colocasse essa oração em seus lábios todas às manhãs.
Se você deixar o Espírito tocá-lo, dispondo-se a viver sob seu controle, Ele exercitará constantemente sua percepção espiritual, tornando-o apto a discernir “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
Tudo principia pela mente! Ela armazena grande quantidade de experiências negativas. Ora, não podemos esperar que Deus nos dê crescimento se, deliberadamente, nos colocamos à sobra de pensamentos regidos por uma natureza imatura e decaída.
No desenvolvimento de nossa vida com Deus, uma das mais importantes decisões a tomar é a de seguir a recomendação do apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
Os que desfrutam as bênçãos de uma vida crescente com Deus, já descobriram o segredo para se ter uma mente renovada. A chave está na segunda carta aos Coríntios: “E toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2ª Co 10.5).
George Muller afirmou dizendo: “O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossos pensamentos”. Nada é mais importante para um viver saudável diante de Deus do que nossa disposição em aplicar a Sua Palavra a todos os aspectos de nossa vida. Somente ela, fluindo como água cristalina em nosso interior, nos fará florescer e crescer no senhor.
Convém notar que, paralelamente, o analfabetismo bíblico tem sido um tirano implacável, conseguindo acorrentar no calabouço um grande número de cristãos.
Nem poderia ser de outro modo. Não há substituto para a Palavra; ou transformamos nossos púlpitos numa poderosa tribuna de exposição dos ensinos bíblicos, ou breve naufragamos no mar da ignorância e das trevas espirituais. A Palavra de Deus comunica vida, suprindo-nos da força necessária para, em Cristo, nos aproximarmos de Deus como seus filhos especiais.
Há também outra verdade a considerar. Determinadas partes das Escrituras estarão sempre ofuscadas aos imaturos. O Escritor aos Hebreus propõe que “o alimento sólido é para os perfeitos, os quais em razão do costume têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14), e conclama seus leitores: “Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus” (Hb 6.1).
[....] Certos princípios elementares são essenciais para todos os crentes – todos devem entendê-los. Estas doutrinas básicas incluem a importância da fé, a tolice de tentar salvar-se por meio de boas obras, o significativo do batismo e dos dons espirituais, e os fatos da ressurreição e da vida eterna. Para continuar a amadurecer em nossa compreensão, precisamos ir além (mas não para longe) dos ensinos elementares, tendo uma compreensão mais completa pela fé. E isto é o que o autor pretende que seus leitores façam (Hb 6.3). Os cristãos maduros devem ensinar as doutrinas básicas aos cristãos. Então, agindo de acordo com o que conhecem, os que são maduros aprenderão ainda mais Palavra de Deus” [Comentário da Bíblia de estudo aplicação pessoal].
Você pode ter boas intenções quanto ao avanço espiritual. Porém, se não houver aplicabilidade pessoal à Palavra, sujeição à sua autoridade e seu relacionamento com Deus, estará seriamente comprometido.
Davi admitia ter atingido um grau de maturação mais elevado que os seus próprios professores. Não por causa de sua vocação poética, realeza ou reconhecida bravura. Sua superioridade de espírito lhe foi conferida graças a uma incessante meditação nos preceitos do Senhor.
“Quanto amo a tua lei! É a minha meditação, todo o dia! Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, porque guardo os teus preceitos. De todo mau caminho desvio os pés, para observar a tua palavra. Não me aparto dos teus juízos, pois tu me ensinas. Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos”. (Salmo 119.98-105).
O que aprendemos com essa declaração? A Palavra é a base de todo o crescimento espiritual. Embora pareça mais confortável e até mais seguro, seguir nossos sentimentos, tão-somente a dependência de conhecer e viver sob o efeito da Palavra, poderá corrigir-nos dos erros, dos maus hábitos e dos maus ensinos, e posicionar-nos diante de Deus.
[...] Por mais brilhante que pareça a discussão em torno deste tema, é improvável que consigamos esgotá-lo. Insistir não nos conduziria muito abaixo da superfície. Mas, podemos concluir que o crente maduro não se acha em estado de submissão a qualquer ordenança carnal. Para os maduros só há um limite: “ser exemplo na conversa, na conduta, no amor, na fé e na pureza” (1ª Tm 4.12). É por este caminho, e nunca pelo atalho do legalismo, que haveremos de ferir a sensibilidade do mundo atual [SANTOS. Caminho da Maturidade – CPAD].
Porque muitos crentes não crescem? De quem é a culpa? Estas pessoas nos ouvem sempre dizendo que elas precisam crescer. Mas como, se elas não são alimentadas com outra coisa a não ser semente leite. O leite é um bom alimento, mas só serve por pouco tempo; depois, a criancinha precisa de outras substâncias mais nutritivas.
Acontece que todos nós somos vítimas da estrutura denominacional em que fomos formados. E por esta razão muitas igreja e líderes estão estagnados. Cresceram no tempo de crente, mas continuam raquíticos, pois lhe falta alimento nutritivo, ou seja, o verdadeiro entendimento.
O modo correto de lermos a Bíblia é procurarmos entender o que ela está dizendo. Na parábola do Semeador, Jesus ilustrou a importância de entendermos o que lemos. Ele disse: “Mas o que foi semeado em boa terra é o que houve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta” (Mt 13.23).
Aquele, no entanto, que ouve a palavra e não entende o que ouviu, é comparado à semente que caiu à beira do caminho e foi comida pelas aves do céu, tornando-se, assim, infrutífera: “Ouvindo alguém a palavra do reino, e não entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho” (Mt 13.19).
3. Resulta na maturidade cristã. Nosso crescimento espiritual deve visar o fortalecimento de nossa comunidade de irmãos em Cristo. Quando há crentes maduros na Igreja, todo o corpo de Cristo é beneficiado. Porém em contra partida, quando há crentes imaturos, todo o corpo de Cristo sofre: “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (1ª Co 12.26).
A principal característica de uma Igreja amadurecida é a “edificação no amor”. O amor é o elemento onde funcionam a unidade verdadeira e o benefício mútuo do corpo de Cristo. Sem o amor esta realização é impossível. O amor edifica. “A ciência incha, mas o amor edifica” (1ª Co 8.1b). O amor é o vínculo da perfeição. ‘E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3.14,6). Na verdade, o crescimento cristão tem como objetivo o fortalecimento da comunhão e do amor entre irmãos.


II. SUBVERSÃO ESPIRITUAL


Isso pode ocorrer com pessoas na igreja, que, além de imaturas, são carnais, que se deixam levar por novas idéias, princípios e atitudes sem respaldo bíblico. Elas promovem confusão doutrinara, renegam a fé cristã recebidas, e forjam outras doutrinas fora dos princípios básicos da doutrina cristã defendidos na Bíblia Sagrada. Além disso, em nome de uma falsa revelação espiritual, contrariando toda a revelação bíblica, distorcem a verdade de acordo com suas conveniências pessoais e desvirtuam o texto bíblico de várias maneiras, para adaptá-lo ao seu modo de crer; aos seus conceitos pessoais.
Por mais brilhante que pareça a discussão em torno deste tema, é improvável que consigamos esgotá-lo. Insistir não nos conduziria muito abaixo da superfície. Mas, podemos concluir que a maturidade não se acha em estado de submissão a qualquer ordenança carnal. Para os maduros só há um limite: “ser exemplo na conversa, na conduta, no amor, na fé e na pureza” (1ª Tm 4.12). É por este caminho, e nunca pelo atalho do legalismo, que haveremos de ferir a sensibilidade do mundo atual.
Hoje em dia há uma deficiência crônica em se construir relacionamentos, justamente por se tentar firmar em coisas terrenas.
Creio que devido à falta de sabedoria celestial nas pessoas, cria-se assim um ambiente de inveja, facção e mentiras.


Pr. Elias Ribas
Dr. Em Teologia
Fonte: Blog Teologia em Foco
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