terça-feira, 17 de abril de 2012

UMA HORA DE SESTA PODE DEIXÁ-LO MAIS INTELIGENTE




Um estudo daUniversidade californiana de Berkeley revela que uma hora de sesta pode tornaras pessoas mais inteligentes, pois serve para despejar a mente e melhorar acapacidade de aprendizagem.

"O sono não só cura omal-estar do cansaço prolongado mas, em nível neurocognitivo, leva além de ondea pessoa estava antes de tirar uma sesta", explica Mattew Walker,professor de psicologia nessa universidade americana e principal autor dapesquisa.
A descoberta reforça a hipótese de que o sono facilita oarmazenamento da memória a curto prazo e permite espaço para novas informações,assegura Walker, que apresentou neste domingo, 21, seu estudo preliminar noencontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS na siglaem inglês) em San Diego (Califórnia).
Para chegar a essa conclusão, os cientistas tomaram como amostra 39adultos saudáveis, que foram divididos em dois grupos: os que tiram uma sesta eos que não.
Durante um dia estas pessoas foram expostas a dois exercícios deaprendizagem para colocar à prova o hipocampo, uma região do cérebro que ajudaa armazenar memórias sobre eventos. Uma delas foi realizada ao meio-dia, quandoainda os resultados obtidos por ambos os grupos não foram muito díspares.
Às duas da tarde, apenas um dos grupos dormiu noventa minutos e emseguida todos foram submetidos a uma segunda rodada de exercícios, onde pôde seobservar que os piores resultados correspondiam aos que não tinham tirado asesta.
Segundo Walker e sua equipe de pesquisadores, permanecer muitashoras acordado leva a que nossa mente funcione a um ritmo mais lento.
Concretamente, passar a noite acordado faz cair em quase 40% acapacidade para empreender novas atividades devido à paralisação de algumasregiões do cérebro durante um período de falta de sono para a pessoa.
A equipe de Walker se propôs agora averiguar se a redução do tempode sono com o avanço da idade está relacionada com a perda de capacidade deaprendizagem que acontece conforme fazemos anos.
Descobrir se existe ou não conexão pode ser útil para entender comoacontecem os processos neurodegenerativos como a doença de Alzheimer, segundoWalker.
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